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História BEGIN AGAIN - Capítulo 6


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Capítulo 6 - 6. histórias mal resolvidas


Jungkook acordou cansado, parecia que um trem tinha passado por cima de si. Não tinha dormido nem três horas inteiras. Estava acabado. 

Apesar disso, esforçou-se para se levantar, não iria faltar aula já no segundo dia. Quer dizer, talvez faria, mas ele ainda era um aluno parcialmente dedicado, não queria mudar isso. Porque é assim que funciona: você começa a faltar por algum motivo X, gosta da sensação, se acostuma, e não quer mais ir para droga de aula nenhuma. Por isso, o conselho do dia é: Não falte. Essa droga vicia.

Levantou-se e pôs-se a fazer suas atividades matinais. Prometeu a si mesmo que quando conseguisse regular o sono, começaria a acordar mais cedo para se exercitar. Tinha que manter seu corpinho sensual. 

A casa estava visivelmente vazia, a única pessoa que deveria estar em casa era Mingi, mas supôs que pelo horário, ainda deveria estar dormindo. Não julgava, se pudesse estaria fazendo o mesmo. Supôs que Jimin já havia ido para a faculdade, por isso, não poderia contar com uma carona, então se apressou e correu para o ponto de ônibus mais próximo da casa, e esperou o bendito ônibus. Pelo aplicativo, indicava que chegaria em três minutos, então nem se sentou para esperar.

Não teve a mesma sorte do dia interior. Talvez tenha sido pelo horário, mas começou a se sentir um peixe enlatado, sendo espremido de um lado para o outro. O caminho até a faculdade, que não era tão longe, pareceu uma eternidade, mas graças a todos os deuses que podem ou não existir, chegou intacto. Quer dizer, não tanto, mas o que importa é que ainda estava vivo.

Passou correndo e foi direto para o seu bloco de aulas. Encontrou-se com o Jung, que como de costume, sorriu para ele e o cumprimentou brevemente. Jungkook se perguntou o que ele escondia. Parecia algo aleatório de se pensar, mas se tinha uma coisa que aprendeu com a vida, é que um sorriso pode significar muita coisa, e não necessariamente algo bom. Então olhando para Hoseok, que parecia sempre ter um sorriso para oferecer, se perguntou o que existia por trás da sua suposta felicidade.

— E aí, cara. — entraram juntos na sala de aula, que por sorte, o professor ainda não havia dado as caras — Não me leve a mal, mas sua cara não me parece nada boa.


Sim, Hoseok, nem todo mundo consegue esconder seus fantasmas.

— Não dormi quase nada. 

— Também não, mas digamos que não foi algo particularmente ruim — lhe ofereceu mais um sorriso, um aparentemente mais verdadeiro do que os dados até então — Fiquei quase a madrugada inteira conversando com Taehyung. Ele é incrível! Pode me chamar de emocionado se quiser, mas eu sinto como se a gente meio que se completasse — Jungkook olhou para ele confuso — Sim, eu sei, parece bobeira. Mas é que eu sou uma pessoa muito de energia, entende? Eu me aproximei de você ontem já porque eu senti como se a gente pudesse se dar bem. E com o Tae, eu sinto mais ou menos assim, como se nossas auras fossem compatíveis, sei lá. Não sei explicar sem parecer um lunático.

Que viagem.

— Não vou mentir e dizer que entendi, Hyung — gargalhou com o mais velho —Mas fico feliz que estejam se dando bem.

— Muito. E você e o gótico? 

— Hum... Jimin-hyung me deu o número dele, mas ainda não mandei mensagem.

— E tá esperando o que?

— Coragem. — deu de ombros.

— Então, você achou a pessoa certa, meu amigo. Passa esse teu celular pra cá.

Jungkook entregou o celular para o amigo sem entender muito bem o que ele pretendia fazer. Apenas desbloqueou, e viu o Jung digitar algo. 

— Prontinho — devolveu o celular com um sorriso no rosto — Nem precisa me agradecer, amigos servem para isso.

Quando o Jeon direcionou o olhar para a tela do seu celular, quase teve o piripaque do chaves no meio do corredor.

[Jungkook]

hey, Jungkook aqui |

não vejo a hora de poder te ver, gatinho 😏 |

— Hoseok, foi bom enquanto durou, mas nossa amizade acaba aqui.

— Quê? — gritou — Nem começa, menino. Nossa lema tem que ser ousadia e alegria. Pelo jeito dele, tenho certeza que vai gostar. 

Jungkook suspirou e resolveu não responder mais nada. Estava vermelho de vergonha, não queria ver o de cabelos esverdeados nem tão cedo depois dessa.

Tentou tirar isso dos pensamentos quando o professor enfim chegou.

— Ei, Jungkook! 

Ouviu uma voz atrás de si. Era Minhyuk. Apenas balançou a cabeça, indicando que estava ouvindo. Não queria que o professor o visse conversando no meio da aula.

— Já tem alguma atividade extracurricular?

"E precisa?" Jungkook se perguntou. Apenas negou.

— Tô falando isso com você porque você tem cara de ser nerd. Eu participo do clube de xadrez daqui. É meio que um clube independente, mas a gente participa de vários torneios por aí. É bem divertido.

Ok, Jungkook não era o mestre do xadrez, digamos assim, preferia damas, e claro, gostava mais de jogos de videogame mesmo. Até se tivesse xadrez pra jogar no computador, ele achava mais proveitoso. Mas sabia jogar, e gostava do jogo, só tinha preguiça mesmo de se aprofundar mais na coisa.  

Virou para o colega e sussurrou — Pode ser.

— Ótimo, cara. Você só precisa fazer um mini teste, mas nem se preocupe, é basicamente pra saber se você entende as regras e sabe colocar em prática. Vou falar com o presidente do clube, ele é um cara que cursa psicologia. Gente boa demais. Falo com ele depois da aula, e te aviso — concluiu.

Jungkook apenas assentiu mais uma vez, e estava tudo ok. Estava. Até que ouviu um barulhinho vindo do celular, indicando alguma notificação.

[Min Yoongi]

| uau, ousado

| gostei.

| e baby, não precisa esperar. É só me dizer onde, que vou aí te pegar.

| no sentido literal, se é que você me entende.

Jungkook paralisou olhando para a tela, sem saber como sair dessa enrascada que se meteu. Antes de sequer pensar em como deveria responder, recebeu mais uma mensagem.

| tô livre daqui a uma hora. tá a fim?

A-I M-E-U D-E-U-S. Estava tendo um surto interno. Como diria não para isso? Lógico que queria tirar o atraso, mas não saberia como agir na frente do mais velho. Olhou para Hoseok pedindo socorro, e apenas entregou o celular para o outro ver. Ele que tinha metido o Jeon nisso, ele que se virasse para tirar. 

Viu um sorriso sugestivo brotar na face do amigo, e ficou com medo. Hoseok ficou com o celular do outro por alguns minutos, enquanto ele tentava recobrar os sentidos. Quando pegou o celular de volta, concluiu que estava 100% muito fudido.

[Jungkook]

pra você? com certeza |

| ótimo

| quando terminar aqui, passo no seu bloco de aulas

| me espere na frente 

| não vai se arrepender 😉

mal posso esperar |

| digo o mesmo, príncipe.

Será que se Jungkook, sei lá, fosse atingido por um carro voador, resolveria esse problema? Quer dizer, ele teria que ir para o hospital, e assim teria uma desculpa plausível para fugir do Min.

Ofereceu um olhar atravessado a Hoseok. Com um amigo desse, precisava nem de inimigo mais. 

Passou o resto da aula balançando e batendo os pés no chão. Estava nervoso. Não era ingênuo, sabia o que ia acontecer, o que iam fazer, e isso só servia para deixá-lo mais nervoso. Com um tesão absurdo, claro, mas ansioso. O professor se empolgou no assunto — só pra variar — e acabou que a aula terminou uns vinte minutos depois do horário, o que só serviu para deixar o Jeon quase subindo pelas paredes.

Mas quando enfim o professor os liberou, Hoseok quase o arrastou para fora do prédio. Jungkook estava agindo como um verdadeiro virgem, mesmo não sendo. O pânico se intensificou ainda mais quando deu logo de cara com um Min Yoongi, em frente ao prédio, do lado de sua moto, segurando um capacete nas mãos e olhando para si com o sorriso felino característico estampado no rosto. Ficou com medo do mais velho ficar com raiva por ter o feito esperar, mas aparentemente não se importou. Ufa!

— Oi, príncipe — jogou o capacete no ar para Jungkook pegar e subiu na moto — sobe aí.

Jeon agradeceu aos céus por ele ter sido direto, porque se tivesse que conversar, travaria e não sairia nada.

Ainda meio incerto, colocou o capacete na cabeça e sentou atrás do mais velho, que saiu em disparada logo em seguida. Apesar de Jungkook nunca ter passado para onde quer que o outro estava lhe levando, não estava com cabeça para analisar o ambiente.

Yoongi parou em frente a um prédio que parecia ser mais afastado de todos os blocos de aula. Quando se permitiu observar com mais afinco, percebeu que as pessoas que estavam lá não se pareciam em nada com alunos. Parecia ser um prédio apenas para funcionários, ou algo do tipo. 

— Eu consigo ver a fumaça saindo, príncipe — o Min falou sorrindo — Antes que pense demais, aqui é um prédio apenas para os professores, reitores e blá blá blá. Meu pai é professor daqui, então eu tirei uma cópia da chave da sala dele. Ele praticamente nunca vem aqui, então a gente vai ficar sozinho. O resto veremos — falou já adentrando o prédio, enquanto Jungkook apenas o seguiu.

— Sabe, — continuou — pode falar comigo, eu não mordo. A não ser que queira, é claro.

— Desculpe, hyung — falou acanhado — Só não sou bom em puxar conversa.

— Tranquilo. Sabe, não viemos aqui para conversar. Eventualmente vamos, mas um passo de cada vez. Vamos começar pela melhor parte logo de cara.

O prédio era relativamente grande, maior do que o Jeon esperava. Subiram pelo elevador — o que Jungkook achou uma injustiça ter, já que os alunos tinham que bater perna, subindo escadas a torto e a direito — recebendo olhadelas sutis. Imaginou que talvez não tenha sido o primeiro que o Min levava até o lugar, era quase como se fosse normal um aluno estar lá.

O moreno trocava pequenas conversas com o mais velho, nao aprofundavam realmente em nenhum assunto. Quando chegaram no setor em que o escritório do Sr. Min se situava, Yoongi apenas pegou a chave da porta no seu bolso traseiro, abrindo-a ligeiramente e adentrando a sala.

Jungkook teve tempo de notar que era uma sala aparentemente sem nenhum atrativo. O professor realmente não frequentava o lugar, já que a sala — que lembrava um pequeno quarto — havia apenas uma mesa, com um computador em cima e ao lado, algumas prateleiras, com poucas pastas.

Mas definitivamente, não pôde fazer uma análise minuciosa, tendo-se em vista que bastou a porta ser trancada mais uma vez pelo esverdeado, que sua boca foi atacada sem dó, enquanto era espremido entre a porta e o outro garoto. Ok, sabia que o hyung não era lá uma pessoa muito discreta, mas ainda conseguiu se surpreender com a rapidez que as coisas levaram.

Por causa do susto, levou um tempo para conseguir se encaixar no ritmo que a boca do outro exigia de si. Em momento algum, os beijos foram calmos, desde o princípio, eram beijos cheios de fogo, de vontade. E por isso, não sabia dizer o que tinha acontecido, mas quando se deu por si, estava escorado na mesa que se encontrava no centro da sala, gemendo manhosamente contra a boca do hyung, que se inclinava sob ele. Tudo isso enquanto esfregava a sua ereção já bem formada na de Yoongi, que também já tinha começado a dar sinais de vida.

— Hummm... — começou o Min, se afastando rapidamente do Jeon — Pelo jeito que você tá gemendo, aposto que eu poderia te comer aqui mesmo, caso eu quisesse. Estou certo?

Jungkook não sabia de onde tinha encontrado voz para responder — S-sim, hyung. Você pode fazer o que quiser comigo.

Yoongi soltou uma risada abafada, já que estava beijando o pescoço do mais novo — Eu não sou tão fácil assim. Normalmente, eu só te beijaria e te deixaria sonhando ai com a próxima vez. Mas Kook-ah, você está sendo um bom garoto, então talvez eu possa te recompensar um pouco — encarou os olhos do outro.

Jungkook assentiu enfaticamente, com os olhos suplicantes.

Yoongi, de forma rápida, desabotoou a calça do mais novo, abaixando também a cueca box no processo, de forma que o membro dele ficasse todo exposto, finalmente. Jungkook não sabia nem o que era sentir vergonha mais, já estava a mercê do seu hyung. Quando viu o Min fazer o mesmo que tinha feito nele, em si, pensou que poderia gozar só com a visão que era ver o pau rosinha do seu hyung. Inferno de pau bonito!

O mais velho bombeou lentamente o pênis do outro, e sem aviso prévio, juntou os dois membros com sua mão grande, passando a masturbá-los juntos.

Jungkook se sentia no paraíso, vendo e sentindo tudo aquilo. Não demorou para os dois atingirem o ápice, um atrás do outro e se sentarem no chão ofegantes, esperando a respiração se regularizar.

— Então, — começou o esverdeado — arrependido, príncipe? 

— Você sabe que não.

Yoongi sorriu diante a resposta do dongsaeng — Então, foi só o começo. Sobre o encontro, ainda interessada ou essa punhetinha já foi o suficiente para você?

Jungkook gargalhou, já mais descontraído. O que uma gozada não faz né. 

— Não, hyung. Ainda gostaria muito de sair com você. 

— Ótimo — sorriu — Vou combinar com o Jimin e o Tae, te mando mensagem no kakao.

Jungkook respondeu positivamente. Após estarem mais tranquilos, se dirigiram até a saída do prédio. Jungkook ainda tinha mais algumas aulas no decorrer do dia, então Yoongi o levou de volta até o seu prédio de aulas, despedindo-se dele brevemente. Jungkook foi em direção a mais uma aula, com a certeza de que aquela ficada, não seria a última.

Já se passava da hora do almoço. Normalmente, Jimin almoçava na universidade mesmo que não tivesse aula, pois não tinha paciência para fazer comida, já que Sra. Park levava comida pronta para o trabalho, e não ia para casa. Porém, quando recebeu uma mensagem do namorado, dizendo que tinha ganhado folga do trabalho e que estava com saudades dele, ele decidiu que um sanduíche fácil de fazer podia ser seu almoço.

Chegou em casa, encontrando o lugar vazia. Provavelmente Mingi já havia ido para a escola, e Souen devia estar trancada no quarto.

Não teve tempo sequer de comer todo o seu pseudoalmoço e relaxar um pouco, logo a campainha tocou. Era Changkyun.

Não teve tempo sequer de reagir, assim que abriu a porta, o namorado arrancou um beijo estalado do mais velho — Oi, meu bem— apertou a bochechas do outro, formando um biquinho que foi logo mordida — Que boca gostosa, meu Deus!

Jimin não se segurou e soltou uma gargalhada. Era esses momentos que o faziam lutar pelos dois. Esse era o namorado que ele conhecia e amava.

— Nem faz tempo que a gente se viu, exagerado!

— Tempo o suficiente para quase morrer de abstinência do seu beijo, bebê.

— Ok, ok — cedeu a fofura do namorado — Eu amo você, você sabe disso. Mas se você for tomar um banhozinho vai me fazer te amar mais ainda.

— Ah, amor. Vim direto da academia para cá. Tinha que te ver logo!

— Own, fofo. Mas mesmo assim, vamos subir e você pega uma das roupas suas que tão por aqui. Não aguento esse cheio de suvaco não!

— Aish! — resmungou o moreno — O romantismo acabou mesmo.

Changkyun foi reclamando até o quarto. Deu um último beijo em Jimin e foi logo entrando no banheiro do quarto do namorado. O Park apenas deitou-se e puxou o celular para jogar algum joguinho qualquer.

— Chang, — gritou para que o namorado ouvir, já que o chuveiro já havia sido ligado — O Yoon chamou a gente para ir em um encontro triplo.

— Com quem?

— Eu e você, Yoongi-hyung e Jungkook, e Tae e um amigo do Jungkook.

— Então o Yoongi já tá colocando pra cima do Jungkook? É bom, pelo menos assim o pirralho sai do pé.

— Primeiro, para de ser chato — ouviu um resmungo indecifrável antes de continuar — Segundo, você é literalmente da mesma idade dele. Que moral você tem pra chamar ele de pirralho?

— Ele é caipira, Jimin. Eu sou muito mais maduro que ele só pelo fato de ter nascido e crescido na cidade grande.

Jimin o cortou antes que o namorado falasse mais alguma merda— Eu vou ignorar isso, porque você sabe muito bem que eu vim da mesma cidade que ele. Seu sem noção!

Não ouviu nenhuma resposta, então apenas enviou uma mensagem para o Min informando que eles iriam para o tal encontro. Changkyun ainda tomava banho, Jimin podia jurar que se a água acabasse no mundo, a culpa seria do namorado. O garoto passava uma eternidade dentro do banheiro.

Saiu dos seus devaneios quando ouviu um som de uma notificação, vendo que se tratava do celular do namorado. Entrou em um dilema. Deveria olhar?

Já tinha acontecido antes, e absolutamente nunca tinha dado certo. Sempre que Jimin deixava ser levado pela curiosidade, ele via algo de que não se agradava. Sabia que por conta de sua insegurança, às vezes exagerava, mas mesmo sabendo disso, não conseguia se segurar. E com esse sentimento, pegou o celular.

Se arrependeu no mesmo momento.

[Kim Gaeul]

| eu só estou com saudades, chang

| sei que você também está. Vi você ontem, e você não parecia feliz

| tenho certeza que posso te fazer se sentir melhor

Jimin paralisou olhando a bendita barra de notificação, já com as mãos trêmulas. Era um pesadelo, só podia ser.

Quando Changkyun saiu do banheiro já trocado de roupa, olhou para a expressão de Jimin e ficou confuso, mas quando viu o seu celular na mão do namorado, uma onda de entendimento caiu sobre si. Pulou na cama, e pegou o celular da mão do outro.

— O que diabos você tava vendo no meu celular, Jimin?

Jimin tentou respirar regularmente. Estava a um passo de se debruçar em lágrimas, mas não queria ser fraco a esse ponto. Não mais.

— E-essa é realmente a pergunta que deve ser feita, Changkyun? — falou amargo.

— Jimin, desculpa. Só que você já prometeu que não ia ficar vasculhando minhas coisas mais. Você só sabe arrumar problemas!

— Como? — ofendeu-se — Eu queria não ter que olhar essa merda desse seu celular, queria muito. Mas quer saber? Não me arrependo. Sei que invadi sua privacidade de novo. Mas não me arrependo, só assim para eu saber o que você tá fazendo pelas minha costas.

— Park Jimin, eu não faço ideia do que você tá falando?

— Você sabe me dizer por quê sua ex-namorada tá mandando mensagem pra você? Por que você sequer tem o número dessa garota? Depois de tudo que ela já tentou fazer com a gente. — Foi direto.

— Ji, não é nada disso que você tá pensando...

Foi cortado rapidamente — Você não tem uma frase mais clichê que essa para me dizer não?

— Me escuta, merda — falou já mais alterado.

— Se quiser que eu te escute, pelo menos tente me tratar com respeito.

— Ok Jimin. — calou-se por alguns breves segundos para tentar se acalmar antes de prosseguir — Não aconteceu nada. Ela falou comigo, a mesma merda de sempre. Mas eu prometo que não fiz nada, não dei bola pra ela, porque eu só quero você, Ji.

— Por que você não me contou?

— Porque eu não queria que você esquentasse a cabeça com isso de novo. Somente por isso. Acredita que eu te amo, e me desculpa se eu te faço duvidar disso às vezes. — concluiu.

Jimin apenas suspirou tentando se acalmar, antes de dizer — Por favor, Changkyun. Não quero mais brigar, só me deixa sozinho.

— De novo isso, Jimin? Eu quero te ajudar, não se afasta de mim.

— Eu sei do que eu tô falando — falou com uma aura mais séria — A única maneira de você me ajudar agora, é me deixando em paz.

O mais novo pareceu ponderar sobre suas opções, antes de suspirar e apenas sair do quarto, batendo a porta. Ele estava claramente puto pelo o que aconteceu, mas Jimin não podia fazer nada a respeito.

Quando o Park ouviu a porta de entrada da casa sendo fechada, se permitiu derramar a primeira lágrima.

A primeira de muitas durante aquele dia.



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