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História Begin Again - Capítulo 7


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Notas do Autor


Oi xenty, segue mais um capitulo!!!!

Capítulo 7 - Plano de Ação



O dia amanheceu diferente. Naruto estava comigo na cama e seus braços rodeavam minha cintura. Passamos um tempo assim, até eu resolver levantar e tomar um banho. Me visto e desço para o café. Amy não estava, talvez estivesse lá fora ou, tenha levado Kurama para passear. Tomo a liberdade de preparar meu próprio café da manhã. Me sento para devorar o misto quente com o delicioso suco de laranja e Naruto aparece descendo as escadas com um shorts folgado.

— Bom dia — Sorrio de leve ele coça os olhos vindo na minha direção. Dá um beijo casto no topo da minha cabeça e coloca um pouco de suco no copo.

— Bom dia Hinata. — Se senta do meu lado e apoia a mão nas minhas cochas desnudas e as aperta de leve, antes de começar a fazer um carinho com seus dedos. Me distraio e vejo que ele pega a outra metade do meu lanche, abusado.

— Você tem muita sorte de que eu já estava satisfeita. — Ele da de ombros e me pergunta o porquê, num tom provocativo. — Porque eu iria arrancar a sua mão fora. — Digo sem demora, e ele ri. — Não se brinca com a comida de uma mulher que perdeu suas energias por conta de um tarado, maníaco sexual. — Ele engasga e cai no riso, aquela risada gostosa que contagia. Amy entra na cozinha e vê nós dois rindo e sorri na nossa direção.

— Bom dia, crianças. — Coloca algumas coisas na mesa. Deve ter ido na padaria — Querem que eu prepare algo em especifico? — Ela pergunta e eu nego. Naruto me olha brincalhão e eu dou língua, o que o faz rir.
Quando eu tiver uma casa, vou precisar de uma Amy. Vou colocar na minha lista de desejos. 
Naruto pede panquecas, e como já tinha a massa pronta, fritar foi questão de segundos. Começamos a comer, conversando sobre os afazeres do dia e meu telefone toca.

Oi pai! — Digo animada, e Naruto segue com sua carícia leve em minhas pernas.

Filha, como está? — Me pergunta e eu confirmo. — Tenho uma noticia para você, que provavelmente mude seus planos. — Eu espero atenta rodando a borda do meu copo de suco.

— O que foi? — Pergunto curiosa.

— Você terá que voltar mais cedo de suas férias. — Ele respira fundo — Estamos em crise. Sabemos que o seu ex-marido é um idiota mas, ele tinha muitos contatos. Mesmo sendo  um editor chefe tinha muitos parceiros por ter uma família influente e, com isso, muito dos contatos se direcionaram para a nossa e... com o término do casamento de vocês e todo o caso envolvido, muitos parceiros cancelaram os contratos e perdemos um total de 45% de lucros. — Ele pausa e eu tenho a expressão de choque. — Precisamos que volte, eu principalmente. Preciso de um plano de ação rápido.

— Claro, sem dúvidas. Ao passar o final de semana, eu estarei de volta. Vou pensar em algum plano, pode ter certeza. — Falo com convicção. — Obrigada por me avisar pai. Vou conversar com as meninas e assim que eu tiver alguma ideia, eu te aviso. Um beijo e bom dia!— Nos despedimos por fim e finalizamos a ligação.

— O que houve? — Naruto me pergunta.

— Nada demais, problemas de pai e filha apenas. — Tento passar um sorriso tranquilo mas sei que ele não acredita. Prefiro não falar sobre o que está acontecendo porque Naruto já me ajudou muito. Muito mesmo. Não vou enfiá-lo em mais isso. Ele nada diz, só beija minha testa e avisa que irá se arrumar para o ir ao trabalho, eu assinto e o vejo subir as escadas. Encaminho uma mensagem de texto para Temari, pedindo um relatório de tudo o que vem acontecendo. Temari é o meu braço de direito na empresa do meu pai. Minha amiga de tempos, sempre muito estratégica e determinada. Consegue ter soluções rápidas, além de ser muito proativa, o que me ajuda muito. 
Subo as escadas, e trombo Naruto no corredor, que me prende na parede.

— Essa sua camisola ta me matando... — Ele fala baixo próximo a mim. Eu sorrio com a língua entre os lábios e ele me beija. Suas mão apertam minha cintura, e por incrível que pareça, não perdemos a intensidade. Um beijo lento, de tirar o ar dos pulmões. — Eu preciso ir logo, se não eu vou te arrastar pra dentro desse quarto de novo e te foder até a noite. — Ele diz com a respiração alterada batendo em meu rosto. Eu solto uma risada maliciosa baixinho e saio andando rebolando até a porta do quarto de hospedes, parando no batente da porta de costas para ele. Viro de costas e vejo ele me olhando com a cabeça levemente inclinada para o lado.

— Te vejo mais tarde. — Dou uma piscada para ele, que sorri mordendo os lábios. Entro para dentro do quarto e fecho a porta, por precaução. Suspiro e o sorriso besta invade meu rosto. Estaria eu, com uma queda por ele?

Troco de roupas e escovo os dentes. Aproveito o começo do dia para passar na minha casa e recolher minhas roupas. Caminho até lá e ao abrir a porta, o clima pesado e a sensação estranha tomam conta do meu corpo. Começo pelo meu quarto, pego minhas grandes malas de viagem e trato logo de iniciar o serviço. Aproveito e separo muitas roupas para doação. É uma nova fase, e como Naruto me disse sobre a chama da juventude, eu vou atrás da minha. Depois de separar as roupas, vou para o banheiro e pego boa parte das coisas que eu tinha deixado para trás. Passei um tempo fazendo isso, já jogando fora algumas maquiagens velhas. Levanto e suspiro. Estava suando com toda tarefa. Passo os olhos pelo quarto e já tenho 4 malas cheias. Roupas, sapatos, e produtos que seriam encaminhados até um centro de doação, e o resto um leilão. Encaro o guarda-roupa mais uma vez e a curiosidade de olhar o lado de Toneri me preenche. 

Abro o guarda roupas e me surpreendo. Estava vazio. Ou seja... Ou ele esteve aqui de novo, ou alguém fez o serviço para ele. Fecho a porta com rapidez e a sensação de estar sendo observada me consome. Já havia pegado todos os meus pertences e desço com as malas. Tranco a porta de entrada e pego a chave do meu carro, seguindo até a garagem. O Audi TTS Coupé prata desativa o alarme, e eu coloco todas as malas a dentro.

— Outro dia eu volto e esvazio es armários da cozinha.. Deixar toda aquela comida apodrecer será um pecado. — Digo para mim mesma e entro no carro, saindo da casa em seguida. Paro com o carro na frente da casa de Naruto e encaminho uma mensagem para Tenten, perguntando sobre a chave da casa. Ela diz que até o fim da tarde passaria no meu endereço para fazer a entrega e eu me animo. Hoje mesmo eu já deixaria as coisas na minha nova casa.

Entro na casa de Naruto, e Amy preparava um bolo de chocolate.

— Conseguiu Hinata? — Me pergunta ao me notar em pé na bancada.

— Foi esquisito mas, acho que depois de tudo eu nunca mais vou conseguir olhar aquela casa de outro jeito. — Digo. — Amy, você conhece alguma instituição que recolha doações de roupas? — Questiono.

— Conheço sim, uma bem carente inclusive. Fica na cidade. Posso te levar até lá se quiser.— Ela sorri.

— Claro Amy, seria ótimo! Estou cheia de roupas para doar, quero muito renovar tudo — Eu sorrio para ela que se anima com a minha atitude. Logo Amy pergunta se eu estava com fome e eu nego. — Vou subir para o quarto, para resolver umas coisas tá? Qualquer coisa, pode bater lá!

— Quando estiver pronto o bolo, eu levo um pedaço para você. — Ela sorri e eu subo as escadas. Pego o notebook e me sento na cama, abro meus e-mails e começo a ler os relatórios que Temari tratou logo de me enviar.  Ao terminar de lê-los, trato de entrar no Skype em chamada de vídeo para tentar começar a preparar um plano de ação. Temari e eu ficamos em reunião por quase três horas. Conseguimos achar algumas respostas mas, nada muito sólido. Combinei com a mesma, uma reunião de departamento com os diretores, para deixá-los a parte do que estávamos fazendo.

Deixo o computador de lado por instantes e massageio minhas têmporas um pouco. Vou ter muito trabalho pela frente. Ouço três batidas na porta, digo para entrar e Amy me deixa um pedaço de bolo. Minha boca saliva só de de olhar, eu agradeço e ela sai. 
Eram por volta das 17h da tarde. Tive tanto trabalho, fiz tanta coisa que nem tive tempo de pensar em parar. Tenten me manda uma mensagem pedindo o endereço certinho e assim envio. Desço até a sala, deixo o pratinho na lava louças e sento no sofá. Kurama aparece e se deita ao meu pé. Aviso Naruto que Tenten logo levaria a chave da casa nova para mim, e ele se anima. Trocamos mais algumas mensagens e a campainha toca.

— Oi Hina! Aqui estão as suas chaves. — Ela me entrega e eu a abraço animadamente, ela retribui. — Sobre sua antiga casa... conseguiu retirar suas coisas? 

— Ai Tenten, eu tirei boa parte. Tirei toda a parte do guarda roupa, sapatos, acessórios e alguns produtos de beleza. Preciso escolher os móveis e ver o que eu vou vender, ou doar. — respiro fundo e ela me acompanha.

— Mas fica tranquila Hina, boa parte do caminho já foi andando. Vou tentar adiantar as coisas da mudança para você. Consigo uma equipe pra te ajudar a escolher os móveis. — Ela da uma pausa mas logo continua — A não ser que você queira vender assim, que eu acredito que compense mais.

— Você consegue ver isso para mim? Já vai me adiantar muita coisa! — Ela sorri e concorda. — Você não sabe o quanto eu amo Neji por ele ter casado com você, Tenten! — Ela ri, e me abraça.

— Eu preciso ir Hina, a gente vai se falando tá bom? Boa noite mocinha! — Ela diz sorrindo, me despeço dela que logo sai com seu carro. Volto para dentro da casa, e encaminho uma mensagem a Naruto avisando que já estava com a chave da casa. 
Passo pela sala e olho rapidamente para a televisão, que como num passe de mágica, eu tenho uma ideia de como livrar a empresa da falência! Saio discando para Temari.

— Temari, eu tive uma ideia incrível! — Digo quase surtando.

Como assim Hina? Me conta! — Ela pergunta ansiosa.

— Vamos fazer um baile. Um baile beneficente, para aumentarmos nossa visibilidade no mercado e assim, conseguindo novos parceiros! — Ela fica quieta por um momento, parecendo raciocinar.

É, não me parece uma má ideia. — Ela concorda. — Mas vamos ter que tomar cuidado com os gastos.

Disso sem dúvidas. Tenho uma ideia também. Segunda eu te conto direito. — Ela concorda e finalizamos a ligação. Me animo e subo até o quarto, me preparando para o banho. Tomo um banho rápido e coloco a mesma camisola de hoje de manhã. Passo um pouco de perfume e desço as escadas, sigo em direção a cozinha atrás de Amy, que já cozinhava de novo. Me junto a ela e assim terminados a janta. Olhamos no relógio eram 20h pm. Olho no celular que apita, era uma mensagem de Naruto dizendo que logo estaria chegando.

Amy após colocar tudo no forno, dá mais uma ajeitada na cozinha e se despede de mim com um abraço. Droga. Não queria ficar sozinha. Por mais que a casa de Naruto fosse aconchegante, era esquisito ficar sozinha numa casa que nem minha era. Ligo a tv da sala, uma manta fina e me cubro. Kurama se deita ao meu lado pedindo carinho e assim eu não me sinto tão sozinha. Passaram-se trinta minutos, escuto a porta. Viro os olhos e a silhueta masculina já familiar passa pela porta, com uma sacola ecológica na mão.

— Trouxe vinho! — Ele ergue a sacola e eu sorrio abertamente para ele. Kurama faz barulho com a sua chegada, e ele faz carinho no cachorro que sentia tanto sua falta. Caminho até a sua direção.

— Um vinho caro Sr Uzumaki, eu deveria me preocupar? — Digo com a sobrancelha arqueada, num tom de brincadeira.

— Jamais, só tive a sensação de que hoje seria uma boa noite para tomar vinho com a minha inquilina. — Eu bato em seu braço, ele reclama.

— Tá engraçado hoje né? Uau — Fingi um riso e reviro os olhos. — Quero ver rir quando minha mudança estiver pronta. — Ele fica sério e trinca o maxilar me encarando. Pega minha cintura e me trás para si, chocando nossos corpos. Ele deposita um beijos pelo meu pescoço.

— Então eu preciso aproveitar o máximo né? — Diz baixinho e eu grudo nossos lábios num beijo calmo.

— Vem, vamos jantar. — Falo assim que terminamos o beijo, e ele diz que precisa de um banho antes. Ele segue para o andar de cima e eu aproveito para ir tirando as coisas da sacola. Era um vinho tinto suave, aparentemente caro, não sou muito boa com marcas de vinho. Retiro a comida que ainda estava quente, e coloco na bancada. Arrumo os pratos, procuro em seu armário duas taças. Ao encontrá-las, coloco na bancada junto ao vinho, e trato de arrumar a mesa de jantar. Que inclusive eu nem sabia o porquê dele ter uma. Quase nunca comia ali. Ele desce as escadas já com o seu banho tomado, e eu o espero com a camisola rosa bebê de bordados pretos que usei mais cedo. Me apoio na cadeira meio tímida, e ele me olha com aquele olhar de predador. Desce as escadas e puxa a cadeira para eu me sentar.

— Essa camisola é uma tentação em você Hinata, puta que pariu. — Ele diz ainda por trás de mim, com a boca próxima ao meu ouvido. Eu me arrepio. Ele sem demorar muito, trata de servir as taças com o vinho, e serve os pratos. Era um nhoque com creme de queijo e mandioquinha. Ele se junta a mim e logo começamos a comer.

— Queria ter chego mais cedo para te ajudar com as coisas mas, apareceram uns problemas de última hora que eu tive que resolver. — Ele diz. — Não sabia que tinha bom gosto para carros. — Ele me olha com um sorriso ladino.

— Ah, não. Está tudo bem, eu compreendo. Não se preocupe. De resto foi tudo bem? — pergunto e ele balança a cabeça em concordância, já que sua boca estava cheia. — E outra coisa, eu tenho muito bom gosto com as coisas. Mas meu pai que me ajudou a escolher. Ele entende bem dessas coisas. — Sorrio. — Amanhã vou almoçar com uma amiga e contar pra ela o que tem acontecido esses últimos dias. Será que você poderia me ajudar a levar aquelas coisas que estão no meu carro para a casa nova?

— Durante a tarde eu terei uma vídeo conferência com um pessoal da outra filial, Hinata. — Ele solta um ar pesado. — Mas se for pela manhã, eu consigo te acompanhar sem dúvidas! — Ele diz e eu sorrio. — E... durante à noite, podemos ir em algum lugar. Um amigo meu Shikamaru, lembra? — Eu afirmo e ele continua. — Disse que estava com uma namorada nova e que queria ir para um bar. Você quer ir comigo? — Ele fala e eu aceito de prontidão. 

Seguimos conversando até terminarmos a janta. Levamos os pratos, e decidimos terminar de tomar o vinho vendo um filme qualquer na televisão. Eu, ele, Kurama, a manta de antes, vinho e um filme. Era tudo muito surreal para mim, era surreal o tamanho da minha felicidade conforto que eu sentia. Tudo isso com um cara que eu conheci me derrubando na cafeteria.
Adormecemos assim, no sofá. Depois de quase bêbados com a garrafa de vinho que não tinha sobrado uma gota se quer. 

...

Terminava de escovar os dentes, e passa e para na porta do banheiro que estava aberta.

— Minhas costas vão me matar. — Eu olho para ele, que estava com uma mão na coluna e outra na cintura.

— Eu falei que a gente ia acabar dormindo no sofá, você não quis levantar. — Eu digo num tom brincalhão, passando por ele e seguindo até o quarto.

— Sabe que eu poderia muito bem não ir lá te ajudar, não sabe? — Ele fala arqueando a sobrancelha e tentando me ameaçar.

— Seu tom ameaçador não funciona comigo — Pisco para ele — E digo mais, sei que não me deixaria fazer sozinha, né? — Faço biquinho e ele bufa.

— Você não pode me pedir com essa carinha, aliás, eu acho que você não pode pedir para ninguém. — Eu o olho confusa. — É golpe baixo. — Suspira derrotado e eu caio na risada. Se senta na cama e fica me encarando.

— Que foi? Tá achando que vai ficar ai enquanto eu me troco? — Coloco as mãos na cintura.

— E qual é o problema nisso? Já te vi pelada antes e você ta morando na minha casa. — Ele fala como se não quisesse nada e eu ataco uma almofada nele. — Aí! — Ele reclama e eu o puxo pelas mãos, fazendo ele se levantar. Depois de quase me matar para tentar fazer tal ato, eu consigo e vou empurrando ele até a porta.

— Desde quando isso é motivo??? — Falo indignada. — ótimo, agora não vai mais ver pelada e fique tranquilo que logo eu saio da sua casa. — Dei o último empurrão, ele me olha se entender. Eu dou língua para ele e fecho a porta. — Palhaço, ele vai ver só. Fui me vestir. Coloquei o um dos meus três shortinhos jeans que eu tinha, uma regatinha branca e os tênis. Amarrei o cabelo num rabo de cavalo e deixei a franja solta. Desço as escadas da casa e Naruto me espera no sofá.

— Não era sério né, Hinata? — Ele vem na minha direção, passando os braços pela minha cintura.

— Mas é claro que é. — Ele me olha com a sobrancelha arqueada. — Vamos? 


...


Esperava atentamente por Sakura que diria vir me pegar para tão esperado almoço.
O dia hoje foi uma loucura! Acordei toda torta no sofá com Naruto, que era bem espaçoso. Se ele tivesse me dado ouvidos ontem de madrugada, quem sabe teríamos sido poupados de dores nas costas? Isso porque o sofá é o extremo do confortável mas, claramente, não dá para substituir a cama.

Naruto levantou, e fez questão de me arrastar para uma corrida, aquela que eu prezava tanto. Depois de muita preguiça e caçar minhas roupa s dentro do carro, eu consigo vestir um shorts esportivo, tênis e uma camiseta comum. Corremos bastante, e confesso que fiquei sem fôlego mais do que o normal. Depois de um tempo, voltamos para a casa de Naruto e tomamos um banho. Um banho cheio de carícias e rola na cara. Foi revigorante.

Para o almoço com Sakura, coloquei uma calça jeans de lavagem azul escuro, uma camisetinha fresca na cor verde e dobrada nas bordas. Vans preto old school, uma bolsa de couro preta com as alças destacadas por correntes, e para finalizar, dois colares que eu encontrei no meio de tanto sufoco. 
Deixo os cabelos soltos, e faço uma maquiagem leve, aquela "to sem nada, mas to maquiada" e Voila. Tudo pronto. Sakura chega e buzina. Estava com Naruto no quarto, onde o mesmo tentava me impedir de sair. Ao ouvir a buzina, ele segura no meu queixo e me beija. Me despeço dele, e vou até a calçada, onde o carro estava estacionado.

— Pensei que não ia sair mais! — Ino também estava no carro, para a minha surpresa.

— Eu tinha esquecido o telefone. — Levanto os braços em rendição e partimos até o shopping. Chegando lá, fomos direto ao Outback. Sentamos nas mesas, pedimos algumas bebidas e a porção de frango frito.

— Vai Hina, conta tudo. O que foi que aquele babaca fez pra você? — Sakura me pergunta.

— É uma estória bem complexa mas, vou tentar contar tudo o mais breve possível. — Elas me olham atentas e eu começo a contar todo o ocorrido.

— E como está indo o processo de divórcio? — Ino me pergunta assim que eu termino de contar tudo.

— Já assinei os papéis, e estou tentando vender minha casa antiga. Vou me mudar mas, vou continuar no mesmo bairro, só que a dois quarteirões mais longe. — Digo tranquila e elas me encaram passadas.

— E porque você não foi no hospital Hina? Eu estava de plantão, poderia ter te ajudado! — Sakura fala exasperada. 

— Não foi nada demais, eu juro. Consegui me defender e só sai com o olho inchado e as roupas rasgadas. — Falo por fim e elas que haviam se inclinado para ouvir a estória, voltaram a se encostar na cadeira.

— E essa casa que você ta ficando? — Ino pergunta.

— Ah.. — Eu profiro tímida — É de um cara que eu conheci durante essa semana louca que eu tive. Nos conhecemos numa cafeteria e Ino, não me mata mas... To pegando o seu CEO. — Digo mordendo os lábios e ela abre um sorriso e arregala os olhos, desacreditada. Sakura raciocina um pouco mas logo se choca também.

— Você está dormindo na casa do Uzumaki?? — Elas falam juntas falando um pouco mais alto.

— Falem baixo cacete, é segredo!— Eu as repreendo e sorrio mais tímida ainda. — Não temos nada, quer dizer.. Somos amigos e tem rolado uns beijos mas nada demais. — Digo mais baixinho. — Então, caladas! — Repreendo novamente e ambas levam a mão até a boca, como se passassem um zíper pela mesma. — Ele tem me ajudado tanto... — Solto um suspiro levemente apaixonado. Nada demais, juro. Elas me olham com um sorriso malicioso e eu ataco uma batatinha nas duas. — Vocês são péssimas, sabiam?! — Rimos.

— Eu tenho uma novidade também. — Sakura esfrega as próprias mãos, eu e Ino as encaramos na expectativa. — Aceitaram meu projeto de re-abrirmos a área de psicologia voltada especificamente as crianças! — Ela diz animada.

— Sakura, isso é lindo! — Eu digo a ela.

— Lembro que quando removeram, o hospital recebeu muitas críticas e perderam muitos colaboradores e você estava passando maus bocados. — Ino fala para ela.

— Sim, preciso dar um jeito de fazer com que recebamos apoio porque, a verba está muito curta e eu prometi que daria um jeito sozinha. — Ela diz meia para baixo. — Eu estou feliz mas estou com muito medo de não dar certo. — Ela termina e eu arregalo os olhos, fazendo as duas se espantarem.

— O que foi mulher? — Ino chama minha atenção. —  As visões da Raven é? — Ela pergunta com a voz engraçada e Sakura e eu não aguentamos o riso.

— Não sua boba, eu tenho uma ideia em mente e acredito que possa beneficiar nós duas! — Digo animada e ela bate as mãos na mesa em ansiedade. Ino se assusta e da um tapa em seu braço.

— Calma. Vou ter uma reunião com o pessoal da empresa e te aviso se irá vingar. Mas eu tenho certeza absoluta que vai. E vai ser incrível! — Elas se animam e voltamos a comer, rindo e jogando conversa fora.
Passou-se o almoço e eu pedi a ajuda delas, que tinham um estilo completamente diferente do meu, a me ajudarem a me redescobrir no quesito moda. E assim fomos em várias lojas, olhando tudo e experimentando tudo. 
Na volta, passamos até a minha casa nova e eu já deixei as coisas. Elas me ajudaram e separamos as roupas para a doação, que foi muita e optamos em deixar as novas nas sacolas mesmo. Entro na casa que estava com muito barulho, até que vejo Kurama descer correndo a escada, e um Deus grego sem camisa ir atrás, com uma tolha no ombro.

— Não deixe ele escapar, Hinata! Preciso dar um banho nele! — Ele fala alto ainda correndo atrás dele e mesmo sem entender muita coisa, consigo pegar Kurama no colo, que faz carinha de dó. — Você não tem noção do sufoco que esse cara me fez passar. — Ele passa a mão na testa e vem em minha direção tentando pegar o cachorro que estava no meu colo.

— Eu te ajudo, relaxa. — Ele sorri comigo, e caminhamos em direção ao jardim que tinha nos fundos.
 


Notas Finais


Muito obrigada pela leitura, espero que estejam curtindo!
Beixu


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