História Behind Blue Eyes - Capítulo 8


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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, Ashton Irwin, Calum Hood, Lauren Jauregui, Luke Hemmings, Michael Clifford, Morte, Psicopata, Romance, Suspense
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Palavras 2.457
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Cap prometido é cap postado não é mesmo ?

Capítulo 8 - Questions and Answers


Behind Blue Eyes —  Questions and Answers

 

Anelisa Deveraux — Point of View  

Nova Orleans, Luisiana.  

" — Por favor, Hall . — fechei os olhos, abraçando meu irmão, implorando para que não me deixasse. — Não quero que vá embora. — os olhos dele estavam frios demais, eu podia sentir isso. — Eu só tenho você! 

— Alguma família vai te adotar, eu tenho certeza disso. — Hall era o meu protetor desde sempre, eu ficaria perdida sem ele. — Não vão me querer, Anelisa. Você é mais jovem, mais bonita, vai ficar bem.  

— Hall, está na hora. — America sussurrou, agarrando o braço de meu irmão, o tirando de mim. Eu sabia que ela era o real motivo de Hall estar partido. A loira dos olhos azuis conseguiu o coração de meu irmão, eu não era capaz de competir com isso. — Ela vai ficar bem, você sabe disso.  

— Haller Deveraux, se sair por aquela porta, não terá mais volta. — Dylan, o dono do orfanato, gritou. — Estará proibido de entrar aqui!  

— Vá para o inferno, seu velho. — aquele não era meu Hall, ele era doce, amável, isso não estava certo. — Eu tive várias chances de ser adotado e você me manteve aqui!  

— Haller! — America gritou, puxando meu irmão pela camisa. — Não temos tempo.  

— Hall... — tentei alcança-lo, mas Dylan me segurou. E Hall foi embora, sem olhar para trás."  

Acordei assustada, suada e gritando por Hall. Três e quinze da manhã marcava no relógio. Não era a primeira vez que eu tinha sonhos com meu irmão, mas havia meses que eu não pensava nisso. Eu sentia a falta dele, muita falta mesmo. Quando meus pais morreram, eu e Hall ficamos bem mais próximos, já que só tínhamos um ao outro. Bem, era isso, até ele conhecer America Drew, a garota que fez ele ir embora. 

Haller e eu não éramos muito parecidos. Eu puxei os olhos verdes da mamãe e ele os olhos azuis do papeis. Mas a pele quase pálida e os cabelos negros eram os mesmos. 

Tentar pegar no sono não era uma opção, meus milhões de pensamentos não me deixariam em paz tão cedo. Abri o envelope que ficava ao lado de minha cama, tirando algumas fotos de lá. Hall e eu brincando, Hall e eu tomando sorvete etc. Ele tinha ido embora e Michael também.  

Pensar em Michael me fez pensar em Luke. Depois de me presentear com algumas roupas e calçados, ele foi embora da cidade. Ashton disse a Esmeralda, que disse a mim, que Luke precisou resolver algumas coisas em algum lugar do mundo. Já fazia um mês e agora, Esmeralda estava com sete meses e uma barriga enorme.  

Nesse mês que passou, ficamos ainda mais próximas. Descobri que Esmeralda vinha de uma família muito rica e que era filha única. Ashton acabou contando sobre o nosso beijo e ela não ligou, disse que estava tudo bem entre a gente e que a nossa amizade não poderia estar melhor. A morena ainda não tinha decidido o nome de sua filha, mas disse que eu seria madrinha, já que a irmã de Ashton não estava disponível para o cargo. E, bom, eu estava.  

[...] 

— ...talvez eu não goste de rosa, quer dizer, e se ela não gostar de rosa ?  

— Esmeralda, ela não vai saber que a parede do quarto é rosa! — revirei os olhos. Esmeralda gostava de vir ao Rousseau's em meu horário de almoço, para discutir qualquer coisa relacionada a sua filha. Não que eu não gostasse, eu gostava, mas ela era muito paranoica e irritante as vezes. Quase sempre.  

— Ashton disse que deveria ser branco. — a morena deu de ombros, tomando um gole de sua vitamina de morango. — Ele diz para eu me decidir, mas sei que ele prefere branco.  

— Vocês estão morando juntos ?  

— Sim. — ela bufou. — Eu queria alugar ou comprar uma casa aqui perto, mas ele insistiu para que eu fosse morar com ele. Disse que era melhor para mim e para o bebê. — a morena sorriu, alisando sua barriga. — Você acha que ele seria um bom pai ? — quase engasguei com a saliva. — O que foi ? 

— Nada. — menti. — Quer dizer... Luke é o pai, não ? — a morena revirou os olhos.  

— Hemmings não será presente na vida da filha dele, isso é mais que óbvio. Eu e Ashton sempre fomos próximos, ele será como um pai para ela.  

— Vai proibir o de ver a filha ? — ela negou.  

— Não, nunca. Mas veja só, Hemmings não dá as caras a mais de um mês e não avisou nem para Ashton. Você acha mesmo que ele avisaria a mãe da filha dele ? — suspirei. — Vou considerar isso como um não.  

— Meu horário de almoço acabou, podemos sair mais tarde ? — joguei o copo de vitamina fora.  

— Acho que não. Ashton vai me levar para jantar. — Esmeralda abriu um sorriso malicioso e eu gargalhei. — Hoje tem, nem que eu tenha que me jog... 

— Você está grávida! — ri. — Do irmão dele.  

— Estou grávida, não morta. — deu de ombros. — Até logo, gata.  

Assim que Esmeralda foi embora, resolvi aproveitar que o bar não estava cheio e estudar um pouco. Eu estudava, estudava e ainda não me sentia pronta para enfrentar a faculdade. Talvez um pouco de medo de não s 

Meus pensamentos foram atrapalhados por ninguém mais, ninguém menos que Calum Thomas Hood, passando pela porta com duas enormes malas pretas de viagem. Aquilo era impossível de acontecer, Calum nunca entraria em um bar, seu pai não permitia. O moreno caminhou desesperado até o balcão, ficando de frente para mim.  

— Eu estou muito atrasado! — franzi o cenho.  

— Do que está falando ? — ele fez um cara engraçada, mas depois deu de ombros. — Vai viajar ?  

— Até parece que você não sabe para onde, Ane. — ele disse, ironicamente. Fiquei quieta, o encarando. Eu não fazia ideia do que Calum estava falando. — Pode olhar. — me entregou um papel, que deveria ser sua passagem. Passagem só de ida para... Sydney ?  

— Você está indo encontrar Mic... 

— Sim! — Calum me cortou, arrancando o papel de minhas mãos. — Meu pai não pode saber, então não fale muito alto. Você nãi ficou sabendo ? 

— Mas seu pai não pode saber, quem pagou sua passagem ? —  Calum era menor de idade e não tinha dinheiro próprio para pagar nem mesmo a gasolina de seu carro.   

— Um tal de Luke Irwin, conhece ? Michael disse que é um amigo da família.  

— O que ?!  

[...] 

Narrador — Point of View 

Assim que Luke Hemmings conseguiu chegar em sua mansão, passou respirar melhor. As horas de voo até Nova Orleans foram extremamente cansativas. A comida estava horrível, um bebê chorou o tempo todo e mesmo que estivesse na primeira classe, não conseguiu dormir direito.  

— Finalmente em casa! — ah sim, havia Noah também, que não parava de falar.  

— Aqui não é sua casa, Noah. É minha. — Luke murmurou, apanhando suas malas, sendo seguido pelo irmão mais novo. Noah era o mais diferente de todos os irmãos. Talvez um pouco parecido com Ashton, devido aos cabelos cacheados e o comprimento igual ao do irmão do irmão mais velho.  

— Se eu vou morar aqui, isso torna a casa minha também. — Luke lançou um olhar entediante ao irmão, que parecia estar se divertindo com aquilo. Irritar Hemmings era o seu passatempo favorito de Noah. — Não faça essa cara feia, Lu. — dois tapinhas de leve, vindos do moreno, foram distribuídos na bochecha do loiro. — Você aprende a div... 

O som dos saltos colidindo com o chão foi o bastante para Noah Irwin parar de falar. Aquilo que os irmãos estavam vendo só poderia ser fruto de um sonho. A figura loira dos olhos azuis, assim como os de Luke, parou em frente aos homens, com um sorriso sarcástico no rosto.  

— Como vai, irmãos ? — Scarlet Irwin retirou seus óculos escuros. — Sentiram minha falta ?  

 

[...] 

 

Anelisa Deveraux — Point of View 

O Rousseau’s costumava ficar cheio nas noites de sexta-feira, mas nessa não. Talvez porque não teremos bandas e nenhum tipo de apresentação. Mesmo acabando meu turno, eu gostava de ficar aqui, não queria ir para casa. Tudo parece me lembrar de Michael e até mesmo de Hall. Eu só queria que os dois estivessem aqui.  

Me perdi nos pensamentos, encarando a garrafa de água. Por que e como Luke pagaria a passagem de Calum ? Ele mandou Michael para longe de tudo e agora quer junta-lo com uma das pessoas que ele ama ? Nenhuma explicação era plausível. Encarei meus pés, estava usando a bota que Luke havia-me dado. Por que eu estava usando isso ? Eram lindas mas, deveria usa-las ?  

O sino da porta tocou e fiz questão de verificar quem era. Pensando no diabo... ali estava ele. Vestia uma camisa verde escura, quase preta, com uns botões por abotoar. Assim que seu olhar encontrou o meu, pude perceber um sorriso mínimo brotando em seus lábios. E agora, Luke Hemmings estava vindo em minha direção. 

— Então você voltou. — exclamei, assim que o loiro se sentou ao meu lado.   

— Sim. — ele cruzou os braços. — Estava com saudades ? — revirei os olhos. Seu olhar passeou livremente pelo meu corpo, até chegar em meus pés. — Belas botas, por sinal.   

— Obrigada. Foi um idiota que me deu. — sorri.  

— Acho que vou ter que levar essa conversa como um desafio. — mordeu o piercing preto em seu lábio inferior, chegando um pouco mais perto, quase encostando seu braço no meu. — Aceita uma bebida ? 

— Não, obrigada. Prefiro desidratar. — por mais seca ou grossa que eu fosse, Luke mantinha aquele maldito sorriso no rosto, como se estivesse se divertindo com aquilo. E ele estava, sem nenhuma dúvida.    

— Não fique brava comigo, Anelisa. Tivemos apenas uma discussão boba. — arqueei a sobrancelha. — Eu já superei.  

— Acredita que eu não ? — disse ironicamente.   

— Não acha que já me redimi ? — seus dedos foram de encontro a pele exposta de meu braço. Senti minha pele se arrepiar. Pro que diabos ele era tão gelado ?  

— Você e seus presentes não vão me comprar, Luke. Sou muito inteligente para me deixar levar por isso. — me afastei, interrompendo o carinho em meu braço. 

— Uma das coisas que eu mais gosto em você. — senti meu rosto esquentar. — Há um mês, você foi até a minha casa me chamar para sair eu sei muito bem qual era o motivo do convite. — mordi o lábio, lembrando de toda a história que Esmeralda havia me contado. — Não morda o lábio, Anelisa. — franzi o cenho.  

— Por que ? — ele bufou.  

— Só não morda, pelo amor de Deus. — revirei os olhos. — Voltando ao assunto, estou disposto a te dar as respostas das possíveis perguntas que você faria aquele dia, mas com uma condição.  

— O que ?  

— Primeiro, quero falar sobre você. — ele sorriu, chegando mais perto, fazendo nossos braços se encostarem. Muito gelado.  

— Sobre o que quer falar ? — perguntei. Seus olhos estavam em um tom de azul diferente, talvez um pouco mais escuro.  

— Quero te conhecer. — ri. Só podia ser brincadeira. — Saber tudo que quer na vida, suas esperanças, sonhos. Qual é o seu lugar favorito no mundo ? — demorei um pouco para responder. Tentei adivinhar no que ele estava pensando, mas não conseguia ler suas expressões.  

— Não tenho lugar favorito no mundo. — dei de ombros.  

— Como não ?! Tudo mundo tem. — era impressionante como o sorriso, mesmo que fosse mínimo, não saía de seus lábios. 

— Deve ser legal poder ir a qualquer lugar quando bem quiser. — ele assentiu. — Qual é o seu lugar favorito no mundo ?  

— Paris.  

— Por que ? 

— A comida, a cultura e a arte. — deu de ombros. — Seu aniversário está chegando, certo ? — assenti. Não fiquei surpresa por Luke saber a data do meu aniversário. Afinal, ele parece saber várias coisas sobre mim. — Posso te levar até lá, se quiser. Como um presente de aniversário. — gargalhei.  

— Quer me dar um presente de aniversário ? Deixe Michael voltar para Nova Orleans. — o sorriso do loiro desapareceu, dando espaço para lábios retos e sem vida.  

— Isso vai muito além de um presente. — ele suspirou. — Pode fazer suas perguntas agora.  

— Você já pensou o quanto foi ruim para Michael ter sido criado por Daryl ? Você, acima de todos, deveria entender isso. — Luke parecia indignado, cruzando os braços. — Ele não era um pai carinho, muito menos presente. Não teria sido diferente se ele tivesse escolhido você.  

— Claro, claro, pobre Michael. — revirou os olhos. — Esse é o ponto que eu quero chegar. De todas as pessoas, eu sou a que mais sabe que são os pais que formam quem você é, te amando ou odiando. Depois de anos, eu continuo o filho bastardo de Andrew. O que aconteceu para traumatizar a infância de Clifford ? O papai não deu atenção? Me poupe, Anelisa.  

— Você não fala muito de Andrew. Por que ? — eu tinha várias perguntas, então não perderia o meu tempo discutindo por Luke ser extremamente estúpido.  

— Não vejo porque falar dos falecidos. — arregalei um pouco os olhos.  

— Você o matou ? 

— Na verdade, eu não sei. — o loiro encarou as mãos. — Depois de o espancar, eu saí de casa. Não sei se ele morreu de tanto apanhar ou se morreu de alguma outra coisa.  

— Não sente nada em relação a isso ? — estava torcendo para que ele não percebesse que eu estava praticamente fazendo uma análise ali mesmo.  

— Talvez aborrecimento. Se ele morreu de alguma doença ou algo assim, sinto aborrecimento. — resolvi parar um pouco. Luke pediu uma dose de uísque e eu também. Após um tempo em um silêncio totalmente desconfortável, ele se pronunciou. — Não quis te assustar nem nada.  

— Não assustou. — menti.  

— Eu busquei, boa parte da minha vida, aprovação em um homem que não me via como nada além de um verme, um fraco. — ele falava sem me olhar, isso me deixou incomodada. — As vezes dói.  

— Porque ele disse que amava Ashton e não você ? — arrisquei.  

— É, talvez. — eu estava certa e ali estava a prova. Luke Hemmings era só um homem que buscava amor paterno, mas não enxergava isso. — Vou responder uma pergunta que ainda não foi feita.  

— Qual ? 

— Eu vejo o jeito que você fala de Michael e, quando te conheci, esses lindos olhos verdes não demonstravam metade da tristeza que demonstram agora. — e não tinhas metades das olheiras que tem agora. — Paguei a passagem de Calum porque ele é alguém que Michael ama. Achei que você ficaria feliz em saber que Michael terá um pouco de amor.  

— Eu fiquei.  

Não sei por quanto tempo ficamos nos encarando, mas parecia uma eternidade. Luke piscava rápido demais e mordia o piercing sem parar. Seu braço ainda estava encostado no meu e continuava muito gelado, causando-me arrepios. Não sei dizer ao certo quem se movimentou, mas agora nossos narizes estavam bem próximos e a respiração havia virado uma só. Então, eu o beijei.


Notas Finais


Me desculpem se tiver algum erro, to extremamente cansada e não revisei. Deixem comentários longos, eu goxxxto


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