História Behind Closed Doors - Capítulo 9


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Categorias 5 Seconds Of Summer, Ashley Benson, One Direction
Personagens Ashley Benson, Harry Styles, Louis Tomlinson, Luke Hemmings, Michael Clifford, Niall Horan, Personagens Originais
Tags Abuso, Auto-flagelo, Drama, Incesto, Romance
Visualizações 22
Palavras 1.153
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Cicatrizes


Cicatrizes são marcas que contam uma história, lembranças de uma época que já se foi. Como a pequena linha branca no meu braço direito, que ganhei aos dez anos quando cai do balanço sobre as flores e o quebrei. Ou a marca marrom em meu braço esquerdo, de quando tentei fazer torta de morango para a feira de pais e filhas aos 12 anos, foi a última a qual meu pai foi.

Mas nem todas as minhas cicatrizes contam boas histórias, algumas nós só gostaríamos de apagar, do corpo e da memória. Como as marcas de cortes que tenho nas coxas, e as marcas de queimadura de cigarro na barriga.

E ainda existem cicatrizes que doem mais do que as próprias feridas, as chamadas cicatrizes emocionais. Como os pesadelos que tenho todas as noites e o fato de que não suporto ser tocada por um homem.

Mas algumas cicatrizes nunca se formam, algumas feridas nunca se curam. Elas infeccionam e nos tiram pedaços. Elas doem e sangram para sempre.

Nicolas deixou cicatrizes e feridas abertas. Ele me deixou marcas, físicas e emocionais. Ele me marcou, mesmo que de uma forma horrível, ele me marcou. E não importa quanto tempo passe, ele sempre será parte da minha história.

Quando entrei naquele avião, não sabia quem era ou o que fazer. Não tinha família, amigos ou esperança. Não tinha nada. Só tinha minhas cicatrizes, mas apesar disso nunca me orgulhei delas.


Eu me sentia morta, queria estar morta, basicamente estava. Morri aos 13, e depois todos os dias por 4 anos, morri de novo aos 17, morri tantas vezes que perdi as contas. Mas quando se está realmente morto, afinal? É quando o coração para de bater? Quando as células do cérebro são destruídas? Quando os aparelhos que respiram por você são desligados? Isso é a verdadeira morte? Ou a morte é o que acontece antes? Quando você descobre que está morrendo, quando você percebe que o tempo se esgotou. Mas talvez… talvez a morte seja um conceito muito mais abstrato, acredito que você esteja morta quando alguém te bate de uma forma que não dá para se recuperar.

Meu pai me matou, quando morreu, ele levou um pedaço de mim. Depois Nicolas me matou, tirou uma parte de mim toda vez que me tocou. E por fim minha mãe me matou, levou tudo o que havia restado quando escolheu Nicolas. No fim, não havia muito para Luke destruir, no fim não fazia diferença, só o ataquei porque não podia suportar sentir aquilo novamente, não podia suportar que mais um homem fizesse comigo o que Nicolas fez.

Assim que abri os olhos encontrei uma mulher me encarando, o cabelo castanho cacheado caía sobre os ombros, a pele era negra e os olhos do verde mais profundo que eu já havia visto, ela era uma mulher bonita, constatei. A mulher que aparentava pouco mais de 30 anos e usava um jaleco branco se aproximou de mim.

- Você acordou - ela sorriu, revelando dentes brancos - Como se sente?

- O que aconteceu com ele? - me forcei a perguntar.

- Ele quem, querida?

- Luke Hemmings, o garoto australiano.

- Bem, Safira, acredito que não tenha autorização para lhe dizer. Vou chamar uma policial, certo?

- Me diz, por favor - implorei - Eu o matei?

- Querida, o que aconteceu? - A mulher desconversou.

- Por favor - lágrimas encheram meus olhos, não podia suportar a ideia de tê-lo matado.

- Ele está vivo, ok? Está tudo bem. Não precisa ter medo, ele não vai te machucar.

- Graças a Deus! - exclamei, matar alguém não era o tipo de coisa com que eu queria viver.

- Como você se sente? - ela perguntou hesitante.

- Eu estou bem - dei de ombros.

- Bem, sua advogada está aqui para vê-la. Posso deixar ela entrar? - assenti, não tinha ligado para ninguém mas sabia que minha mãe sim.

Ela saiu do quarto e alguns segundos depois uma mulher na casa dos 30 entrou, eu nunca tinha visto ela, mas sabia que ela devia trabalhar no conglomerado Jackson.

- Olá, sou a dr. Cameron e irei defender o seu caso.

- Defender? - sussurrei em um fio de voz.

- Da acusação de tentativa de assassinato - ela respondeu, a voz impassível. Perdi o ar, eu estava sendo acusada de tentar matá-lo.

- Eu? Eu estou sendo acusada? Mas e ele?

- Eu preciso que me diga o que aconteceu - a mulher começou a dizer - Diga tudo, não me esconda nada e então vamos bolar um plano de defesa.

- Ok - sussurrei, a bile subindo garganta acima. Então eu contei a ela, contei tudo, sobre a noite e sobre a festa, contei cada detalhe e quando terminei ela estava com um olhar determinado.

- Nós vamos virar o jogo - diz - Você vai fazer uma queixa formal por tentativa de estupro.

- Estupro? - perguntei, a palavra soava estranha na minha voz, doída, carregava um peso sem igual.

- Ele te tocou, não tocou? Apesar de não ter havido a consumação em si, ele ainda comentou um crime grave - Encarei a parede a minha frente, não sabia o que dizer, a afirmação doía mais que tudo. - Eu sei que é difícil, admitir isso para si mesma é difícil, mas você precisa.

- É difícil doutora, mas não era nisso que estava pensando. Eu estava pensando se não queria trabalhar para mim.

- Mas eu trabalho para você - ela franziu as sobrancelhas.

- Não, você trabalha para minha mãe. Quero que trabalhe para mim, para o que quero fazer você não pode trabalhar para ela - disse, minha mente borbulhava de ideias.

- O que quer fazer?

- Preciso que diga que está dentro. Preciso que confie em mim, te pagarei 10 vezes mais do que minha mãe paga.

- Não sabe quanto ganho.

- Não importa - disse - Quando eu terminar serei mais rica do que ela.

- Tudo bem - ela hesitou por um segundo -, estou dentro. O que quer que eu faça?

- Quero que faça todos pagarem - minha voz saiu como a de um animal ferido, e era exatamente assim que me sentia. Estava completamente destruída, eles tinham me tirado tudo, absolutamente tudo. E eu tiraria tudo deles.

- E como exatamente farei isso? - ela arqueou a sobrancelha.

- É um plano de três partes. Primeiro: quero que entre com um processo de emancipação; depois com uma requisição de herança, quero cada maldito euro que meu pai me deixou e em seguida com um processo criminal por abuso de vulnerável. Eles vão pagar por tudo o que me fizeram.

- Do que está falando? - ela perguntou.

- Estou falando sobre ser torturada e estuprada por anos enquanto ela fechava os olhos. Estou falando - Eu transbordava de ódio, não pensava direito, só queria vingança. - sobre ela ver com os próprios olhos e então me mandar para longe em vez de denunciá-lo.

- De quem está falando? - ela repetiu a pergunta hesitante.

- Nicolas Jackson me estuprou.



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