História Behind New York -Em Hiatus. - Capítulo 10


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Palavras 1.730
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Literatura Feminina, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa tarde galera, 6 tão bem?

Curtam o capítulo e vejo 6 no próximo mês! Seria engraçado se não fosse trágico essa minha demora pra postar.
Beijos!

Capítulo 10 - Everything Went Numb - Brown



Don't fear for our hero ain't near the end
My friend
Let's take it back to how it all began: with a proposition


Narrado por Millie Bobby Brown

11:00.a.m. –Casa dos Wolfhard, New York City

—Que caralho está acontecendo aqui, Wolfhard? –Caleb perguntou, gesticulando enquanto falava. Sempre era assim quando estava nervoso. Jack e Noah me encaravam como se eu fosse um animal exótico. Bem, eu estava num lugar inesperado o que fazia de mim um animal inesperado. E exótico. –Vamos, se expliquem.

Finn e eu nos entreolhamos, tentando buscar alguma mentira para inventar. Porém, não havia nenhuma. No desespero, eu estava sem ideia alguma. Na verdade, eu tinha uma péssima ideia.

—Nós estamos ficando, 'tá bem? Não faz tempo, e não avisamos vocês porque ficariam desse jeito. Foi depois do último trabalho de biologia, certo Finn? –Falei,  o incentivando a entrar na mentira. Contávamos mentiras desde sempre, não seria diferente agora.

—O trabalho de biologia foi a um mês atrás! –Jack lembrou, me fazendo olhá-lo com raiva. Porque ele tinha que se lembrar de coisas úteis em momentos de desespero? –Faz muito tempo!

—O tempo tem definições diferentes para você e para mim, Jack. –Retruquei, fazendo-o calar a boca. Às vezes ele me irritava.

—Faz sentido agora o porque você pediu para Sadie e eu ficarmos quietos quando você saiu da casa de Millie. –Caleb disse, com uma expressão esclarecedora.

—Você deixou que te vissem? Você é estúpido, Wolfhard. –Falei, batendo em seu braço e desaprovando com a cabeça, como se eu fosse a mais correta entre os cinco ali presentes. O que era óbvio que eu não era.

—E agora eu entendi o porque não voltou comigo e com Sadie depois da festa do UES. –Noah pensou, arregalando os olhos ao ver o que havia dito. –Espera, você dormiu aqui?

—Isso não importa, Noah. –Falei, cruzando os braços e revirando os olhos.  Os três garotos do time de basquete iam mesmo querer me martirizar mais do que eu já estava me martirizando?

—Ah Deus, você dormiu aqui! –Esse era o problema de mentir para seus melhores amigos: eles sempre sabiam quando você mentia. E eu não gostava nem um pouco de enganar Noah.

—O que é que vocês fazem aqui, afinal? –Finn perguntou, arqueando a sombrancelha. –Que eu saiba, deviam estar na casa do...Jaeden? Ninguém me conta onde será a próxima festa.

—E nós estávamos! Você não atendeu a merda do celular nem quando nós três te ligamos! –Jack disse, apontando para a tela do celular que denunciava as quatro chamadas perdidas. –E nós te avisamos, seu idiota. Você ainda vai ir?

—Eu...tinha outros planos para hoje. –Eu vi mesmo Finn olhar de soslaio para mim? Ele provavelmente iria ir me chamar para procurar mais fatos para completar o rabisco debaixo do tapete.

—Problema seu, você tem que sair com seus amigos. E seus amigos somos nós. –Caleb disse, puxando Finn do sofá e o empurrando até as escadas para que ele fosse se trocar.

O mordomo chegou na sala e me avisou que o táxi estava me esperando e eu acenei para Finn, que subia as escadas. Noah me seguiu até a porta, mesmo estando incrédulo comigo.

—Mills, você ainda vai me explicar isso direito. Eu te conheço a tanto tempo quanto conheço Finn, e vocês não me convenceram com um parágrafo de explicação para uma notícia dessas. –Noah disse, se despedindo de mim e fechando a porta do táxi para mim.

—Para o edifício Allen, por favor. –Pedi, procurando meus fones de ouvido dentro da bolsa que eu havia levado para a festa. Fechei a janela que separava o motorista do banco traseiro e tentei me arrepender.

Não consegui. Eu não me arrependia de ter ido a festa, nem de ter falado com Finn, nem de ter ido ao porto, muito menos de acordar na cama dele no outro dia. Eu estava me sentindo estranha, como se estivesse feliz. Era isso, eu estava feliz.

O caminho foi curto, afinal morávamos no mesmo bairro. O porteiro do prédio deve ter me achado estranha, pois eu cheguei com um sorrisinho de canto que insistia em permanecer no lugar.

—Bom dia senhor Murphy. –O cumprimentei, apertando o botão do elevador e entrando no cubículo espelhado. Ao entrar em casa, vi que Kourt estava com o olhar aliviado e ao mesmo tempo penoso.

—Millie querida, venha aqui por um momento. –A voz de minha mãe chamou, e eu estremeci entendendo o olhar da governanta. Eu não havia voltado para casa no dia anterior, e não dei notícias. E meu vestido havia sumido no quarto de Finn.

—Sim, mãe. –Quase tropecei nos pés ao correr como um raio até o divã vinho em que minha mãe estava sentada. Lendo o jornal e bebendo um Martini, como todos os dias. Me sentei no final do divã e olhei o chão, as paredes, qualquer lugar exceto seus olhos. Ela raramente tirava os olhos do jornal para prestar atenção em mim.

—Onde a senhorita estava, posso saber? –Ela perguntou e eu tive vontade de sair correndo. Como eu iria explicar que estava com um Wolfhard? –Você não voltou para casa, não estava na casa de Sadie ou na casa de suas amigas. Onde você estava?

—E quando foi que percebeu que eu não estava aqui? Hoje no café da manhã? Mãe, você mal presta atenção em mim. –Falei, tentando inverter a culpa. Estava sem criatividade para mentir, iria arriscar. –Qual a última vez que olhou meu boletim? Que me esperou em casa? Que sequer levantou desse sofá para ir brigar comigo? Anos, dez malditos anos.

—Millie Bobby Brown, não levante a voz para mim! –Eu deixei ela irritada com a verdade jogada. –Você me deve respeito e essa não foi a educação que eu lhe dei!

—Parou de tentar me ensinar qualquer coisa quando eu tinha sete anos mãe, as empregadas me criaram melhor do que a senhora. Kourt sente mais carinho por mim do que você. –Joguei, pegando a bolsa no canto e subindo as escadas sem olhar para trás. Bati a porta do quarto propositalmente, com um sorriso mínimo no canto do rosto.

Tirar as palavras de uma mulher que só julgava, críticava e desaprovava todos os meus atos foi um momento satisfatório. E eu me sentia ainda melhor por não ter que responder sobre meu paradeiro após a festa.

~Horas Depois, Colégio.

Ouvi Noah encostar no armário ao lado do meu, fazendo um rangido irritante. Decidi ignorá-lo, por mais que ele me encarasse com aquele olhar intimidador de quem sabia que poderia me arrancar verdades.

—E aí? Não vai me dizer nada? –Perguntou, quase me obrigando a lançar um revirar de olhos em sua direção. Fechei meu armário e segui para a primeira aula do dia, que seria junto com todos os meus amigos.

—Não, eu não tenho nada a dizer. –Respondi, andando a procura de Sadie e Lilia. Uma para calar a boca de Noah e outra para desviar o assunto. –Ah não ser que eu tenha que falar verbalmente que não pode dizer isso a ninguém.

—Isso eu já entendi, Mills. O que eu não entendi foi...–Ao me alcançar, diminuiu o tom de voz. Fiquei feliz que o fez. –O Finn? Justo ele? Vão te matar se souberem.

—Acha que eu não sei, Schnipper? E não será você que vai contar, se ainda tiver consideração por manter minha cabeça no meu corpo. –Falei, encontrando Lilie e Maddie conversando perto da porta. Elas sorriram antes de se aproximarem.

—Oi meninas, qual o assunto? –Noah perguntou, após dar um selinho na namorada. Agradeci mentalmente por ele não tocar no assunto de minutos atrás.

—Íris Apatow vai matar alguém hoje, estávamos fazendo nossas apostas de quem. –A Ziegler explicou, rindo. Ri também, era divertido imaginar a possibilidade de Íris estar arrancando os cabelos coloridos por ciúmes. –Quem vocês acham que é a garota que roubou Finn Wolfhard dela?

—Não faço a menor ideia. Na verdade, eu nem vi a cena na festa. –Menti, me fazendo de desentendida. De longe vi a própria Apatow de cara amarrada, e as amigas a consolando. Como tive vontade de saber se Finn já havia visto aquela cena deplorável.

Fomos para a sala de inglês e eu de fato nunca estive tão satisfeita de ver a cara amarrada da loira de mechas coloridas. Me distraí fitando Apatow e acabei esbarrando em alguém.

—Millie Bobby Brown, achei que nunca fosse te ver de novo. –Harper Beckham disse, deixando bem claro o barulho do chiclete em sua boca. Ao seu lado, Jacob e Romeo. –Vamos, vamos querida, saia da minha frente!

Pelo alto tom de voz, o canadense no canto da sala me perguntou silenciosamente sobre o que acontecia. E eu tive uma ideia, por mais que eu não gostasse nem um pouco dela.

—Desculpe Harper, eu estava distraída. – Nunca me humilhei tanto. Harper se assustou com a falta de uma discussão, mas acabou sorrindo vitoriosa. Ela ia saindo quando eu a chamei. –Ei, não sei se você já está com alguém, mas quer fazer o trabalho de inglês comigo?
               
—É, claro. Pode ser. –Sua expressão dizia tudo. Se ela estava assustada, eu estava paralisada. O que deu em mim? Esperava que desce certo.

"O que aconteceu? Você é mimada, não se rebaixa."  Recebi a mensagem do Wolfhard, que ria sozinho da própria piada. Revirei os olhos para ele, fazendo-o rir ainda mais.

"Depois te explico. Você precisa arranjar um jeito de fazer o trabalho com o Romeo, urgente. Depois te explico também." Escrevi a mensagem, lançando um olhar urgente para ele, que se levantou e foi fora da sala de aula.

—Mills, você não vai fazer esse trabalho com a gente? –Sadie perguntou, apontando para ela e Noah. Neguei com a cabeça, não podia falar algo que já me sentiria culpada e eles logo saberiam.

—Harper! –Chamei a garota loira, que veio até mim e se sentou no lugar costumeiro de Sadie. Pensei que os olhos da ruiva fossem saltar das órbitas, mas ela apenas me lançou um olhar interrogativo e saiu.

"Consegui, embora já queria injetar um tranquilizante nele. Que porra você está fazendo?" Foi o que vi aparecer na tela do meu celular, outra mensagem de Finn.

"Já disse que depois te explico." Desliguei o celular e me virei para a loira ao meu lado, começando o trabalho do professor Montgomery, que havia acabado de chegar.




I don't want to hear
I don't want to be near
I do what i got to do just to keep my nose clean


Notas Finais


Desculpa o cap pequeno


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