História Behind The Scars - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 13
Palavras 1.879
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi... Obrigada pelos atuais 05 favoritos ^^
Estou atualizando com só três dias que postei porque estou animada hihi Espero que fiquem também!

Boa leitura!

Capítulo 2 - Emasculado


 

Após ter sido claramente ameaçado de levar uma surra, eu apenas voltei para sala e resolvi não pensar muito nisso.

Era isso ou ficar furioso com tudo o meu redor, e com isso quero dizer essa escola.

Mano, que ódio. 

Não fiz merda nenhuma para ninguém e já querem me encher o saco. 

 

Decidi que não gosto de gente rica, pronto.

 

Antes da última aula, na troca do professor, coloquei minha mochila nas costas e sai de fininho, ignorando o povo chato que ficou falando mal. Era meu primeiro dia e já iria cabular aula, não soava nada bem, mas brigar também não.

 

Vou somente evitar! 

 

É isso mesmo. Não me importo de parecer covarde, sei que não sou, mas é desgastante demais ficar discutindo e ouvindo ofensas o tempo todo, levando em conta que apanhar também não é nada legal, é uma merda fugir, mas tô meio que sem opção.

 

Minha primeira descoberta sobre escola de rico e que você não pode simplesmente sair durante a aula, por alguma razão o tio do portão, não sai de lá por puto nenhum. Pensei em pular o muro, e foi daí que veio minha segunda descoberta, os fuckings muros são altos para caralho, fora as serpentinas e fora a cerca elétrica com alarme e tudo, não sei o que teria de tanto valor ali dentro, porque duvido que tudo aquilo ali é para os alunos não saírem, um monte de cagões, nunca teriam coragem de pular um muro alto como aquele.

 

Então aqui estou eu, perdendo aula no meu primeiro dia e correndo de um lado para o outro porque para melhorar — foca na ironia — também tem inspetores que vasculham os arredores.

Minha última opção, foi procurar o banheiro do segundo andar e ficar lá até que finalmente pudesse voar até em casa. 

O banheiro era tão chique! Sem exagero, maior que minha casa.

As paredes que dividiam as cabines individuais eram revestidas por uma espécie de granito dourado, o chão era de um porcelanato de cor semelhante, as paredes eram impecavelmente brancas e havia espelhos enormes diante das pias. A pia. Com certeza a melhor parte. Tipo, não tinha um fundo, era via sensor de movimento então quando a torneira era ligada ela deslizava pelo granito levemente inclinado e do lado mais baixo tinha um pequeno buraquinho e a água descia por ali. 

 

Uau!

 

Estava brincando com o sensor da torneira, passando minha mão bem rápido diante dela, quando ouço o rangido assustador da porta de uma das cabine.

Paro imediatamente e me sento no balcão da pia.

De dentro do sanitário sai o amiguinho inútil do riquinho mimado que implicou comigo mais cedo.

A pronto.

Fugi tanto para ser encurralado num banheiro, sem rota de fuga.

 

Eu tava preparado. Fiz taekwondo. Três meses só. Mas fiz.

 

Parando para pensar, eles viviam me dizendo que era um prodígio, tão bom que entrei no primeiro mês grátis por puro tédio, e eles me deixaram continuar de graça, me emprestavam o kimono e tals, mas tive que parar porque estava ocupando mais tempo que o planejado e me atrapalhando com as vendas.

 

O garoto silenciosamente começou a lavar as mãos exalando o cheiro enjoativo do sabonete líquido de eucalipto. 

Fez questão de usar a pia mais distante possível, parecia com medo de mim, e bonito.

Todo mundo que me conhece sabe que sou bem foda-se com questão de aparência, o que a pessoa é em seu interior, importa mais, porém eu tenho meu próprio estereótipo de pessoa bonita.

Ele ainda é um idiota. E tem cara de ser aqueles moleque baba-ovo que ficam atrás do “liderzinho” da turma pagando pau.

Mas tem um belo rosto. 

Cabelos castanhos escuros perfeitamente cortado em tigelinha — como todo mundo nesta escola — o rosto bem angulado com traços marcantes, lábios grandes, relativamente alto e com um tom de pele único, era viva, com um fundo dourado, como se tivesse tomado um bronze em alguma das suas férias fora do país.

 

Foda-se. Já somos inimigos mortais, e eu estou convicto que odeio ele.

 

Só quando ele me olha de volta que eu noto que estava o encarando. 

 

Poxa, Jeon JungKook, ficou corajoso ou só idiota mesmo?

 

— Sou Kim Taehyung. — Disse assim que virei o rosto com minha melhor expressão de “tô nem aí”.

 

— Tô sabendo. — Repliquei esnobe sem voltar a olhar para ele, mas eu não sabia porra nenhuma.

 

Ah, mas se tem uma coisa que eu não faço e abaixar minha cabeça para qualquer metido a besta.

 

— Acho que nosso primeiro encontro não foi lá dos melhores. 

 

Esse moleque tá tirando uma com a minha cara?

 

— Ah claro, seu amiguinho idiota ameaçou me bater na saída porque eu sou um pobre fodido que estuda na mesma escolinha de bacana que ele. É. Talvez realmente não tenha sido um bom começo. — Sabe quando eu disse que evitaria pensar no assunto para não ficar com ódio de tudo? Então, inevitavelmente eu pensei agora, e fiquei todo trabalhado na ironia. 

— Foi mal pelo Hyunsik. 

 

Sentou no balcão de mármore todo elegante com sua calça social escura, camiseta social branca de mangas longas abotoadas até o pescoço e por cima dela um colete cardigã azul marinho com o símbolo do colégio bordado, além dos sapatos sociais preto, tão lustrados que podia ver meu reflexo nele.

 

Eu ainda não saquei qual é a dele. Tá sendo todo legal agora, pedindo desculpas e sentando comigo como se fossemos ter uma conversa?! 

 

Algo tem. 

 

Provavelmente está tentando me segurar aqui enquanto avisa o tal Hyunsik, para ele correr e me pegar. Deve ser isso, mas se ousar a pegar o telefone, eu corro como nunca corri na minha vida inteira.

Meu plano tá feito. 

Sou um gênio.

 

— Esmasu… — Forcei minha memória a lembrar da palavra que havia usado mais cedo, e logo ele completa com um maldito sorriso quadrado:

 

— Emasculado. Achou que isso fosse uma ofensa? Hum… — Segurou o queixo entre o indicador e polegar da mão direita encenando estar pensando sobre aquilo — Emasculado é o mesmo que… Afeminado, por assim dizer, mas eu estava errado, você não tem essa qualidade.

 

E foi aí que eu me confundi todo. 

Então quer dizer que emasculado significa afeminado, e isso é uma “qualidade”?

 

Parece que ele leu minha expressão confusa.

— Bom, eu disse isso porque foi a minha primeira impressão sobre você, sabe, os cabelos compridos, os brincos, o rosto delicado e tals. Mas não, agora parece bem viril na verdade. — Explicou.

 

Não sabia se devia estar ainda mais confuso com aquele cara, ou feliz pela parte do viril, ninguém nunca havia me dito aquilo antes.

 

— Entendi. — Foi tudo o que respondi, mentindo, obviamente.

— Você não gosta de mim, certo?

 

Não, definitivamente não.

— O que você está fazendo aqui mesmo? — Coço levemente a nuca.

Ele sorri.

— Faltam poucos minutos para o fim do horário, e não tô afim de voltar agora. — Disse simples.

— Então resolveu ficar me enchendo o saco?

— Gosto do quanto é direto. — Sorriu mais uma vez.

— Mano, é sério, qual é a sua? 

— Você é… singular, e juro que isso é algo bom. Fiquei com vontade de te conhecer. 

 

Ala, ele sorrindo de novo enquanto esbanja seu ar de finesse de gente rica.

 

— Não tô afim. — Falei, com minha incrível cara de nada, enquanto mexia nos vidrinhos de sabonete e álcool do lado da pia. 

— Gosta de se isolar né? Já percebi. — Desceu do balcão em um salto. — Saia pelos fundos hoje, o Hyunsik vai te esperar no portão principal. 

— E por quê você me daria essa informação? — Arqueei a sobrancelha questionador.

— Porque seremos amigos ora! — Afirmou simplório, antes de sair.

 

Fiquei puto, ele nem me deu a chance de uma resposta!

Queria rir debochado da cara dele e depois dizer em alto e bom som que não seríamos amigos caralho nenhum! E que não cairia nessa.

Não preciso disso, nem da pena dele, muito menos da curiosidade de se aproximar de alguém “singular e emasculado”.

 

O som de encerramento das aulas soou dois minutos depois. Saltei do mármore que estava sentado e fui vagarosamente até a porta, abrindo uma pequena fresta e espiando o movimento do lado de fora.

Estava cheio. Todos desesperados para finalmente ir para casa.

Não consigo decidir se isso era algo bom ou ruim, talvez pudesse me camuflar entre eles e sair de fininho, ou talvez só me atrapalhasse com o pessoal se afastando ao me ver. Do jeito que as coisas estão, seria a segunda opção com certeza.

 

Decidi pagar para ver e sair pelos fundos. 

Obviamente podia ser uma armadilha. se fosse, aí seria pego facilmente, ou não.

 

Demorei um tempo até achar o portão pequeno e normal dos “fundos”, nem poderia ser chamado assim, porque ficava na lateral direita do prédio, e não nos fundos mesmo.

Provavelmente é a saída dos funcionários, silencioso e sem alvoroço. Tudo o que eu preciso, vou sair por aqui todos os dias, mesmo que isso me faça caminhar um pouco mais até em casa. 

 

Confiro o lado de fora e não há ninguém, então saio e solto o ar dos pulmões que nem sabia que estava prendendo, coloco meus fones falsos e caminho rápido de volta para casa.

 

Virando a esquina do primeiro quarteirão, vejo há uns vinte metros o grupinho filho da puta do Hyunsik, e claro que Taehyung tava lá, junto com mais três patetas.

 

Cai feito um patinho.

 

É óbvio que eles não iriam querer espancar o novato na frente do colégio, cheio de câmeras e testemunhas, muito mais fácil trazer o idiota até uma rua menos movimentada e esperar por ele em um cyber-café chique enquanto toma seu cappuccino descafeinado e se diverte com jogos. 

 

Okay… 

Não é hora de refletir a idiotice, preciso pensar rápido.

 

É uma via de mão única, então posso correr para frente ou me virar e voltar pelo mesmo caminho.

Se voltasse provavelmente eles não me pegariam, mas isso me atrasaria para chegar em casa e consequentemente as vendas de hoje, então eu nem pensei, só corri, e logo ouvi os passos pesados deles correndo atrás de mim.

 

Eu sou bem rápido, e evitei olhar para trás o tempo todo, só quando ouço os gritos do Hyunsik diminuir, me viro para conferir se ele desistiu, e ao retornar meu olhar para frente com um risinho vitorioso no rosto bato de frente com um carrinho de madeira, onde um senhor de meia idade levava laranjas.

 

Metade do meu tronco e minha pélvis se chocam com a lateral de carvalho reforçado do carrinho do ambulante, imediatamente caí para trás batendo forte minhas costas com o chão e levemente minha cabeça que consegui aparar com mão no reflexo.

 

— Omona! — Gritou o senhor desesperado!

 

Eu só queria levantar logo e voltar a correr, ignorando a dor no meu corpo e estar zonzo, até mesmo os xingamentos do senhor que teve algumas das suas laranjas espalhadas pela rua.

 

Mas quando me pus de pé, uma mão firme me segurou por trás me ajudando a não cair quando cambaleei, nem precisa ver seu rosto para saber quem era.

— Deve ter mais cuidado Jeon JungKook-ssi! — Me repreendeu na maneira mais cínica possível. 

Eu ainda não sabia como ele descobriu meu nome, nem qual era seu problema comigo, só que ali, se iniciaria um ciclo sem fim.


Notas Finais


E aí?
Sei que a maioria esperava a "briga" neste cap, mas not.
Me digam se estão gostando caso queiram.

Até o próximo, que provavelmente atualizarei rápido (ps:não acostumem-se muito hihi)

Bjo!


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