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História Behind The Scenes - Fillie - Capítulo 12


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Notas do Autor


AVISA A LUDMILLA QUE É HOJE

Capítulo 12 - Uma nova sensação


A sugestão de Sadie martelava constantemente na minha cabeça. Será que era possível? Digo, será que não faz tanto tempo assim que eles... Ugh, não consigo nem imaginer sem me embrulhar o estômago. Só não sabia se era de asco ou de inveja. Isso mesmo que você leu, eu tinha inveja de Ayla e quem mais tivesse tido esse tipo de intimidade com Finn. Nós nunca fomos tão longe, tanto pela minha idade na época antes de terminarmos quanto por nossos beijos até esses dias atrás terem sido apenas em frente às câmeras. Eu não iria mentir, não era nada técnico e agradecia aos céus por ter de beijá-lo em cena, mesmo que como Mike e Eleven.

Também teve o meu namoro com Jacob  que até hoje não sei exatamente o que significou aquilo. Eu sentia algo por ele sim, no entanto não era tão profundo como o que eu sentia por Finn. Além de que foi antes do próprio então não tinha a menor das possibilidades eu dormir com ele. Nunca me entreguei a ninguém e antes desejava ter minha primeira vez com o primeiro garoto que beijei, com o primeiro que amei. Quão ingênua eu era? Mas tudo bem, é tudo passado. Minha única preocupação no momento é o meu temido "E se?". Será que algum dia essa frase maldita vai parar de me atormentar? 

E se Sink estiver certa? 

E se for verdade? 

E se agora tudo mudar? 

Puta que pariu. 

E como ironia do destino, amanhã são as gravações da quase primeira vez Mileven. O momento não podia ser pior. 

"Quer tomar um café?" Enviei para Gaten.

"N nego comida". Ri do meu amigo.

"Me encontra no Starbucks em 20 minutos". Enviei e bloqueei a tela. Saí da cama calçando um par de mullet qualquer e o motorista me levou até o lugar marcado. 

Gaten era a pessoa mais engraçada que eu já vi na vida, ele de fato era um Dustin na vida real e eu adorava isso. O carisma do garoto e o jeito que ele encarava a vida eram incríveis. O mundo seria um lugar bem melhor se as pessos fossem como ele. Senti raiva por muitos terem o discriminado por conta da displasia alguns anos atrás, no entanto ele é tão querido por todos que meu orgulho só aumenta. 

– Me conte mais sobre Megan. – Suguei o canudinho tendo o conteúdo caramelizado invadindo minha boca numa explosão de sabores. 

– Ah Mills, nos conhecemos há tão pouco tempo que é até estranho ter esse tipo de conexão. Parece que foi a vida inteira. 

– Eu sei bem como é. 

– E ela não se importa sabe? Pra ela eu sou só o Gaten. 

– Meu Deus você está tão apaixonadinho! – Admirei e o garoto dos olhos azuis metálicos deu aquele sorriso fofo que só ele sabia dar. 

– Espero que seja recíproco. 

– Tenho certeza de que é e mal posso esperar para conhecê-la. – Comentei ao mesmo tempo que pegava o celular, que vibrara com uma mensagem. 

"Precisamos conversar. Tem como vir aqui?" Meu estômago deu cambalhotas e um frio subiu pela espinha. Devo ter feito alguma careta.

– Tudo bem? – Perguntou apreensivo. 

– Gaten sinto muito, eu tenho que ir. Vamos combinar algum outro dia pra compensar meu furo. 

– Relaxa Millster, você está aqui há uma hora, não furou nada. A gente se fala. – Assenti e saí um tanto quanto apressada demais, tropeçando nos meus próprios pés e largando até mesmo o meu frappuccino amado para trás. 

O prédio de Finn era perto dali então fui a pé, o dia estava lindo. Teria apreciado mais se não estivesse entrando em parafuso com aquela mensagem. Parecia ser sério e tal coisa só conspirava mais em minha teoria; ou de Sadie, no caso. 

Passei pela recepção a passos largos e quando vi tocava o metal gelado que fez seu som característico. A porta foi aberta quase que no mesmo segundo e me perguntei se Finn estava grudado na porta. 

– Oi, entra. – Se eu não estivesse aflita teria reparado mais na roupa desleixada que trajava, qual lhe caía muito bem. 

Avistei o sofá e um flash do ocorrido nele me veio a memória, porém tais pensamentos voaram para longe ssim que Wolfhard se aproximou e senti uma pequena pontinha de tensão.

– Aconteceu alguma coisa? – Perguntei assim que ficou de frente pra mim, ambos parados no meio da sala. 

– Nós precisamos conversar. – Repetiu.

Senti um nó preso na garganta, eu estava ficando louca com aquilo que as palavras foram proferidas no automático, sem meu consentimento. 

– Ayla tá mesmo grávida? – Os olhos do canadense se arregalaram e eu tapei a boca com as duas mãos como se fosse fazer a frase voltar pra dentro. 

– Q-QUE?! Como ficou sabendo disso?! – Por um segundo tive a impressão de que o garoto ficou verde. 

– Foi a Sadie. Segundo ela é uma possibilidade. 

– Por Deus, Millie. Achei que estava na impressa.

Espera. Ele perguntou como eu fiquei sabendo? Isso significa que...

– É verdade?! – Tentei soar menos desesperada do que eu estava me sentindo. Deus, pelo amor de Deus. 

– Não, não foi o que eu quis dizer. 

– Ah

– Cacete, que susto. – Ele passou a mão no rosto e eu quase tive vontade de rir, se ainda não tivesse digerindo o fato de minha amiga estar redondamente enganada. Pelo menos peço a Deus que esteja. 

– Desculpa.

– Quase me matou do coração. 

– Então você não engravidou ela? – Perguntei desconfiada, eu precisava ter certeza.

– Claro que não sua maluca, se ela tiver grávida com certeza não é de mim. Não sei se dá pra esconder uma gravidez por cinco meses. – Então era isso, fazia cinco meses e a vaca falando com se fosse semana passada. 

– Kylie Jenner tá aí pra isso. Lembra? 

– Dane-se a Kylie Jenner. 

– Se não era sobre paternidade, porque me chamou aqui? – Voltei para o foco inicial.

– Amanhã. – Meu estômago embrulhou pela terceira vez naquele dia. – Está pronta? – Eu tinha lido e relido o roteiro por mais vezes que em toda a minha vida, decorei cada ponto e cada virgula, cada movimento que sugeriam que fizessemos, tudinho. Contudo, acho que não é a isso que ele se refere.  Deixei que o ar saísse dos meus pulmões.

– Eu já falei que...

– Não se arme, Mills. Sou seu amigo, ok? – Adoro a forma com a qual ele se preocupa comigo em tudo, até pelo meu medo idiota de me expor demais.

– Por isso mesmo, Finn. Se fosse com qualquer outra pessoa eu estaria em nervos. Mas você me deixa segura em qualquer coisa que eu faça, mesmo que em frente às câmeras. Eu sei que essa é a sua preocupação. – Respondi vendo o mesmo abrir um sorriso.

Era fato que eu estava nervosa, mas sou uma atriz; há coisas que eu tenho que fazer. Sorte a minha de ser com ele e não um estranho. 

 

 

Senti o encaixe perfeito dos seus lábios macios nos meus. Fiquei na ponta dos pés. Sua mão esquerda causava arrepios na minha nuca ao passo que a outra prendia minha cintura. Dois passos para trás, devagar. Apertei meus dedos em sua camiseta. Um emaranhado de movimentos de línguas, totalmente harmônico. Apresse-se. Pensando exatamente o mesmo que eu, grudou mais nossos corpos e acrescentou mais intensidade ao beijo, foi involuntária a mordida que dei em seu lábio inferior e ele sorriu aprovando o ato. Outro passo para trás. Encostei a panturrilha no sofá bege e sabia o que vinha a seguir. Me deitou delicadamente sobre o móvel, sem quebrar o contato de nossas bocas e se inclinou em minha direção.  Abrimos os olhos ao mesmo tempo, um milésimo de segundo para respirar. Seus olhos castanhos me fitavam com um brilho incomum e numa vêemencia que me fez esquecer de tudo que estava ao redor e uma sensação nova surgiu. Desejo. 

Segurei em seu cabelo e o puxei para perto de mim outra vez; sua língua invadiu minha boca com avidez. Suas mãos passeavam pelas laterais do meu corpo, dando apertões em lugares específicos. Finn estava por cima de mim, no meio das minhas pernas. Uma corrente elétrica percorria todo o meu ser. Eu o segurava com tanta força que não me assustaria se em algum momento nossos corpos se fundissem. Um murmúrio escapou de mim quando seu foco passou para o meu pescoço. Inclinei a cabeça para que ele tivesse completo acesso ali. A língua quente e molhada na minha pela causava o fincar das minhas unhas em suas costas. Quando ele apertou minha coxa ao mesmo tempo que me deu um chupão tive que morder meu próprio lábio para não deixar escapar o som que quis vir. Meu peito subia e descia ofegante, minha virilha latejava tendo Finn tão próximo daquele jeito. Voltei a sentir pressão na boca quando me beijou novamente, a camiseta dele pendia sob os meus dedos e eu estava prestes a tirá-la quando um grito interrompeu o momento, trazendo tudo a tona e empurrei o garoto para longe sentindo meu rosto inteiro ferver, mas dessa vez era de vergonha. 

"Corta! Corta!" Minha única vontade era que o chão se abrisse e eu fosse engolida por ele. 

Havia no mínimo umas trinta pessoas ali, dentre diretor, criadores, elenco, câmeras, maquiadores, ajudantes e todo o resto. E todos nos olhavam chocados. 

– O quê foi isso? – A cara de Ross teria sido hilária se eu não estivesse prestes a sair correndo. 

– Dois adolescentes se pegando, não era isso que dizia o roteiro? – Wolfhard respondeu. 

– Vocês fizeram tudo o que não estava no roteiro. – Shawn deu ênfase ao não. 

– Acho que Mike e Eleven não teriam tanta, hmm, agressividade assim, certo? – Matt perguntou. Ainda dá tempo de correr?

Permaneci em silêncio calculando a distancia entre mim e a porta.

– Para todos os efeitos, saiu perfeito. Só que vou ter que pedir autorização pra colocar no episódio. 

– Vocês já não fizeram isso? – Escutei minha própria voz. 

– Com o que estava no script. Depois dos dois passos pra trás acho que esqueceram que estavam em frente às câmeras. – Shawn ponderou com um sorrisinho. 

– Vão tomar uma água. – Não pensei duas vezes antes de pular do sofá. – Ei, os dois. – Viramo-nos ao mesmo tempo. – Sei que são jovens mas tenham juízo, não precisamos de ninguém tendo filhos  no momento, ok? 

Jesus. Cristo.

Seguimos lado a lado até nossos amigos, eu poderia morrer agora mesmo. Se eu levantar a mão será que Ele me puxa?

– Uau.

– Eu senti o fogo daqui.

– Subiu até um calor.

– Meu casal tá vivo.

– Por essa eu não esperava.

– Desde quando aquela cena estava no roteiro? 

Foi quase impossível assimilar todas as perguntas porque ainda estava atortoada pelo que acontecera instantes atrás. A última foi feita por Natalia que folheava o amontoado de papéis brancos em sua mão.

– Recebemos novos. – Finn respondeu e eu concordei com a cabeça.

– Quando foi isso? – Sadie perguntou.

– Estamos sabendo há um tempo, mas o script temos desde a semana passada. – Respondi.

– Acho que se empolgaram demais, huh? – Charlie zoou e recebeu um tapa de Nat. 

– Toma ai pra apagar o fogo. – Dacre esticou duas garrafinhas de água em nossa direção.

– Meus filhos estão crescendo. – Joe fez cara triste arrancando risadas do grupo. 

– Me interessei pelas novas possibilidades. – Caleb falou e o rosto da ruiva ficou da cor do cabelo. 

Os Duffers nos chamaram para mudarmos de estúdio. Finn me lançou um olhar que eu sabia o que significava. Queria saber se eu estava bem. Respondi com um sorriso breve, indicando que sim.


Notas Finais


YAYYYYYYY JRKSLNANAISKKSOS EU AMO UM CAPÍTULO SOCORRODMMDKDK
PEGAÇÃO FILLIE AO VIVO
E ignorem que o Dacre tá aqui, não existia s3 quando a fic foi escrita.


Ai meu pai me chamou pra ir assistir um negocio ahora que atrasou tudo os planos aqui que ja era pra ter saído esse cap há 30 minutos


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