História Behind The Scenes - Fillie - Capítulo 4


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Categorias Stranger Things
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown
Visualizações 126
Palavras 1.394
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


EU AMO UM CAPÍTULO

PS: Deixem separado Every Breath You Take - The policr, que vou pedir para colocarem no meio do capítulo.

Capítulo 4 - A pulga e o acrobata


Era sexta feira, foi dia de gravação noturna, o relógio marcava exatas dez horas. Começamos às sete e ficamos essas três horas gravando uma única cena. Havia muitos detalhes pra acertar, mas assim que escutamos o corta e nos chamaram para assistir à filmagem, sabia que tinha acabado por hoje. Já tinha deixado avisado em casa que iria embora tarde do set e que a gente sairia depois. Só não especifiquei que "a gente" éramos apenas eu e Finn. Embarquei em seu audi e coloquei o cinto de segurança. Como seu hábito, Wolfhard ligou o rádio em som ambiente.

(N/A: Dê play na música agora)

Duas músicas passaram e escutei um toque familiar; sorri lembrando a canção. Tomei a liberdade de aumentar o volume porque eu simplesmente precisava sentir aquela música.

– Every breath you take, every move you make, every bond you break, every step you take, I’ll be watching you... – Começou a cantarolar, sem desviar a atenção do volante.

Era a música de Mike e El. A que tocou no baile da neve e que embalou o segundo beijo do casal. Um zilhão de sensações atravessou meu corpo e me perguntei se com Finn acontecera o mesmo. Que saudades eu sentia daquela época, era uma nostalgia que apertou meu peito.

“Oh can't you see, you belong to me. My poor heart aches with every step you take, every move you make, every vow you break, every smile you fake, every claim you stake I'll be watching you” Me juntei a ele que me olhou de relance e curvou os lábios num sorriso. 

 

Since you've gone I been lost without a trace

I dream at night I can only see your face

I look around but it's you I can't replace

I feel so cold and I long for your embrace

I keep crying baby, baby, please

 

Cantamos o refrão ultra empolgados; nossas vozes em incrível harmonia com a do cantor. Eu fazia dancinhas com as mãos e às vezes fechava-as em punho para imitar um microfone. Assim que os últimos acordes soaram do rádio, cruzamos a garagem do prédio onde ele chama de casa até o fim da temporada. Algum tipo de adrenalina corria nas minhas correntes sanguíneas depois daquela música.

(N/A: Pause a música por enquanto)

Descemos do carro e Finn me deu passagem para entrar na sala, trancando a porta logo atrás. Deixei minha bolsa em cima de uma mesinha que tinha ali e o segui até a cozinha.

– Pipoca com manteiga ou pipoca com pimenta?

– Hmm, pimenta. – Escolhi e me impulsionei para sentar na bancada ao lado do cooktop e fiquei o olhando enquanto colocava as coisas na panela. Do jeito que ele estava concentrado, parecia que cozinhava algo totalmente complexo.

– Fecha os olhos – Pediu parado na minha frente.

– Por quê? – Semicerrei os olhos, desconfiada.

– Só fecha. – Fiz o que o roqueiro pediu. – Agora abre a boca. – Suspirei e obedeci.

Senti a presença de seu corpo muito perto e os pelos dos meus braços se arrepiaram. Algo foi colocado na minha boca e eu fechei, mastigando a massa leve e saborosa, meu coração até bateu mais forte. Eu conhecia muito bem aquele gosto, era gosto de infância. Abri os olhos e senti que até brilharam.

Banoffee pie! – Dei um gritinho e Finn sorriu outra vez, aprovando minha reação. – Onde arranjou isso?!

– Almoçamos num restaurante típico hoje e lembrei de você – Deu de ombros.

A banoffee pie, ou bananoffe para os mais íntimos, é uma sobremesa muito comida na Inglaterra. Nasci na Espanha, mas morei quase a vida toda em Londres – fato que ocasionou meu sotaque britânico carregado –.

Ele me entregou o pratinho com a torta, tirei uma foto e postei no Story com a legenda “Obrigada por me fazer sentir em casa”. Em seguida comi o doce, apreciando cada segundo. Terminei no mesmo instante que o dono dos olhos castanhos pingava várias gotas de molho de pimenta no balde de pipocas. Fomos pra sala e a luz foi apagada. Finn colocou o recipiente entre nós dois, depois pegou o controle e ligou a televisão.

– Quer assistir um filme específico? – Perguntou abrindo o catálogo da Netflix.

– Não, pode escolher.

– Então ótimo, sei um perfeito. – Quando ele digitou “Go” na aba de buscas, eu já me toquei do filme que se tratava.

– Ah, não Finn! – Reclamei.

– Qual o problema? O filme é ótimo

– E daí, você pode assistir sozinho depois. Se eu quisesse me ver ia até um espelho.

Ele ia por “Godzilla: Rei dos montros”, que eu participei no ano passado.

– Você disse que eu podia escolher.

– Tá, mas agora eu que quero escolher. – Tentei pegar o controle remoto da sua mão, mas ele afastou.

– Eu não quero ver as Kardashians.

Keeping Up With The Kardashians  é um programa e não um filme. Agora me dá que eu vou escolher.

– Sai pra lá, Millie! – Ele falou quando ameacei de novo roubar o controle dele.

– Não, me dá, eu sou visita.

– Coitada! – Bufei e subi em cima dele.

Sim, eu subi em cima dele, você não leu errado.

Era pra tentar pegar o negócio que ele erguia para cima com aqueles braços enorme. Comecei a tentar – bem desastrosamente – escalar ele.

– Porra, Millie. – Reclamou quando dei uma cotovelada em seu nariz sem querer.

– Ai meu Deus! – Parei de me mexer igual uma destrambelhada. – Machucou? – Perguntei preocupada e coloquei as duas mãos nas maçãs bem desenhadas de seu rosto e olhei para o local atingido procurando algum vestígio de sangue ou contusão. Analisou-me em silêncio por alguns segundos e me perguntei no que ele estaria pensando.

– Você tem dois segundos pra sair do meu colo ou eu não me responsabilizo pelos meus atos. – Assoprou com voz grave e uma onda de calor subiu pelo meu corpo inteiro. Espero que ele não tenha notado minha expressão corporal involuntária.

Voltei ao meu lugar no sofá.

– Por favorzinho! – Uni as mãos em súplica e ele revirou os olhos, por fim o controle estava na minha mão.

 Coloquei um filme de terror que apareceu como indicação de lançamento. Nós conversamos praticamente o tempo todo até a hora que a pipoca acabou. Ele deixou balde de lado e nada mais estava em nosso meio, ficamos quietos agora prestando atenção no filme, que estava pela metade. 

– Mas por que ele fez isso? – Minha cabeça já começou a dar defeito e Finn riu. Talvez pela expressão de confusão em meu rosto. 

– Percebe que é uma sequência? 

– Uhum.

– Ele juntou os fatos e foi... – Interrompi.

– Essa parte okay, eu não entendi o motivo de ele estar preocupado com isso sendo que tem um mostro atrás dele. 

– Lembra do acrobata e a pulga? – Perguntou levando minha mente à primeira temporada de Stranger Things

– Lembro.

– É a mesma coisa. É o único jeito de escapar de lá. – Explicou. 

– Oh sim, agora tudo faz sentido. – Ele deu uma piscadela. 

Antes, distraída com a conversa, não tive tempo de me assustar com as cenas, todavia agora que prestava atenção era diferente. Dei um pulo quando a música atingiu seu pico e apareceu um troço horrendo na tela, causando gargalhadas no ser humano ao meu lado.

– Só assustei por causa da música. – Não era cem por cento mentira. Já viram algum filme de suspense ou terror no mudo? Sem a trilha sonora não é tão assustador.

– Certo. – Balbuciou e eu me encolhi. – Vem cá. – Sem pensar duas vezes me arrastei até ele, que envolveu meu ombro e recostei minha cabeça em seu peito, minhas pernas estavam dobradas em cima do sofá.

Eu podia ouvir as batidas do seu coração soando como música aos meus ouvidos. Aspirei seu perfume característico o máximo que consegui. Ele alisava meu braço com as pontas dos dedos. Após um tempinho senti os mesmos dedos enrolando as pontas do meu cabelo que findava um pouco abaixo dos ombros e senti aquela adrenalina outra vez, as lembranças vieram em cheio.

– Finnie? – Chamei e ele pôs sua atenção completamente em mim; nossos olhares se encontrando. – Eu quero beijar você. – Sussurrei tão baixo que só percebi que ele ouviu quando ele disse:

– Você não sabe o quanto esperei por isso.

(N/A: Podem despausar agora)

Oh, você não consegue ver, você pertence a mim

Meu pobre coração dói em cada passo que você dá

Cada movimento que você fizer

Cada juramento que você quebrar

Cada sorriso que você fingir

Cada reivindicação que você fizer

Estarei observando você


Notas Finais


YAYYYY O QUE ACHARAM?????
COMENTEMMMM ❤️


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