História Behind the Screen - Capítulo 8


Escrita por: e skylar1412

Postado
Categorias League Of Legends (LOL)
Personagens Janna, Kayn, Lux, Zed
Visualizações 18
Palavras 2.749
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Estamos de volta com mais um capítulo! XD
Acho que hoje não tem avisos, então boa leitura!

Capítulo 8 - A criofênix


Fanfic / Fanfiction Behind the Screen - Capítulo 8 - A criofênix

 

 

   - Uma semana já se passou camomila, temos que fazer alguma coisa. – Kayn dizia sentado na cama.

   - Eu sei, mas desde aquela noite que o senhor decidiu me agarrar Tryndamere não saiu mais do meu pé. Ele suspeita de muita coisa e está sendo mais rigoroso agora.

   - Não fui apenas eu que quis fazer sexo. Alguém estava bem selvagem naquele dia gemendo feito-

   - Enfim, temos que ter uma boa desculpa agora que ele está no meu encalço. – o interrompi sentindo o rubor nas maçãs do meu rosto aumentarem com o calor.

   - O que tem na memória da Ashe de útil?

   - Guerras... Guerras... Lissandra causando guerras... Guerras em Freljord... E... Ah! Lissandra causando guerras em Freljord.

   - Porra essa mulher não tem nada de útil? – era óbvio que estava estressado. Eu também estava, e estava numa situação pior ainda por ter de ser vigiada o dia todo.

   - Ela conhece Anivia, mas é tudo um borrão. A mesma coisa que acontecia com Janna. Ela não me deixa ver suas memórias mais. Assim não da pra procurarmos a maldita galinha de gelo.

   - Anivia é uma galinha de gelo? – ele me olhou por cima descrente no que eu havia dito. – Estamos fudidos.

   Depois de mais algum tempo discutindo eu sai do hotel em que o ceifeiro estava hospedado, tínhamos poucos minutos para discutir tanta coisa, a meus empregados eu ordenava com todas as minhas forças que mantivessem segredo de Trynda sobre esses encontros que eu tinha com Kayn. Nenhum deles havia visto o rosto do ioniano, mas sabiam onde ficava e a frequência que nos encontrávamos.

   Eu procurava informações ainda na biblioteca e pedia para que alguns empregados buscassem informações fora pra mim também, sempre escondido de meu marido.

   - Odeio vida de casado... – comentei folheando algumas páginas já exausta.

   Exatamente dois dias depois um dos meus informantes secretos me passou a informação de boatos sobre uma semideusa com o corpo de ave composto de puro gelo que havia nascido em algumas vilas ao sul. Ao ouvir a notícia pulei da cadeira já ordenando que me passasse a localização da vila e que começasse a arrumar algum transporte para nos levar até lá.

   Sai do castelo apressada e fui até o hotel onde Kayn estaria, novamente esperando que eu fosse lá com algo útil, a diferença era que dessa vez eu realmente tinha alguma coisa útil para prosseguirmos.

   - Esperem aqui fora, como sempre.

   - Sim, minha rainha.

   Entrei a passos apressados, meu coração batendo forte conta o peito, fazendo seu som ecoar alto até minhas orelhas.

   - Kayn! – o chamei entrando no quarto sem avisar e já fechando a porta atrás de mim. – Acho que finalmente temos alguma pista da Anivia!

   - Como conseguiu? – ele que estava deitado fitando o nada, talvez por puro tédio agora se levantava para me fitar. Seu olhar esperançoso e sedento por respostas.

   - Um dos informantes trouxe alguns boatos.

   - Não podemos perder tempo perseguindo boatos, você sabe disso.

   - Kayn, por favor me escute eu- o ioniano me interrompeu.

   - Eu já te escutei muito bem. – ele sorriu debochado e minhas bochechas queimaram em vergonha. – Ou já se esqueceu da vez que não me contou nada do por que me atacou na floresta sem aviso nenhum. Ou da vez que me fez procurar sobre uma galinha de gelo naquela maldita biblioteca depois que nós- fora minha vez de interrompê-lo.

   - Tá eu já entendi!

   Eu me aproximei pegando ambas suas mãos e colocando entre as minhas, meu olhar era determinado e eu tinha certeza disso sem precisar ver meu rosto. Kayn carregava duvida no olhar, eu entendia isso perfeitamente. Correr atrás de boatos não era sensato, poderíamos perder muito tempo, algo que não tínhamos, e se eu mudasse de corpo nesse meio tempo seria perigoso, problemático no mínimo. Não tínhamos um ponto de encontro definido ainda, não sabia o que poderia acontecer se nos separássemos.

   - Mas eu ainda não entendi. – uma terceira voz se fez presente adentrando no quarto simples da hotelaria.

   - Trynda. – soltei as mãos de Kayn em descrença. Eu sabia que os empregados haviam aberto a boca e os faria pagar por isso.

   - Esse é seu marido? – Kayn perguntou confuso.

   - O que diabos está acontecendo aqui Ashe?

   Eu havia congelado, meus olhos arregalados travados na figura musculosa e imponente a minha frente. Qualquer pensamento travado, nada me passava a cabeça naquele momento, o terror de imaginar o que poderia me acontecer corria junto da adrenalina por cada veia de meu corpo, deixando cada centímetro de pele mais gelado que o ar do lado de fora. Respirar estava sendo difícil, podia sentir minhas pernas querendo bambear, nem mesmo Kayn poderia o enfrentar em seu território.

   - Oi, está bem? – Kayn colocou a mão em meu braço me fazendo despertar de meu transe e focar minha visão em si.

   - Não toque nela. – Tryndamere vociferou em baixo tom dentre dentes de forma ameaçadora, não esperando mais para retirar de forma bruta a mão de Kayn de meu braço e me jogando para longe dele. – Agora trate de me explicar o que diabos está fazendo aqui, Ashe!

   - Nós temos um trato, agora afaste-se dela. – Kayn pedia com paciência.

   - O que ela teria para fazer um trato com um ioniano, ou melhor, com um demônio Darkin? – questionou severo.

   - Esse é o xingamento que ele conseguiu soltar? Já ouvi piores. – Rhaast debochava.

   - Cale a boca Rhaast.

   - Louco!

   - Não você ainda não viu o louco. – Kayn esboçava um sorriso pronto para lutar com Trynda ali mesmo.

   - Chega! – me intrometi entre os dois dando um basta naquela discussão que estava me deixando verdadeiramente louca, desesperada. – Ele é Kayn, temos um trato onde eu o passo informações e ele me protege quando necessário.

   - Não confia em mim para lhe proteger?

   - A questão não é essa! É um trato, só isso. Ele tinha que me dar algo em troca e isso era o que ele poderia oferecer.

   - Por que fazer um trato com um ioniano?

   - Não é da sua conta, paspalho. – Kayn debochou.

   - O que disse seu imundo? – Tryndamere estava pronto para pegar a espada em sua cintura e atacar Kayn, mas eu estava na frente do ceifador impedindo que o guerreiro chegasse nele. – Vai o defender?

   - Trynda! – chamei tentando fazê-lo ver razão em suas ações.

   - Kamila!

   - Kamila?!

   - Kayn!

   - Rhaast... - a foice disse por fim.

   - Eu já disse para parar de me chamar de Kamila. – disse por entre dentes virando meu rosto para o ceifeiro que estava atrás de mim.

   - Apenas confundi os nomes, nada demais. – ele deu de ombros como se realmente não fosse nada demais.

   - Chega, vamos para o castelo agora e eu colocarei segurança máxima em você. – Tryndamere esticava sua mão para me pegar, porém Kayn foi mais rápido colocando a foice na frente. – O que você...

   - Eu não vou para o castelo, vou para Naljaäg, em busca de Anivia.

   - Então eu vou com você, o ioniano pode partir.

   - Não, ainda não cumpri minha parte do acordo.

   - Seu filho da-

   - Tryndamere! – o chamei pelo nome o interrompendo qualquer que fosse a profanação que estivesse para desferir contra Kayn. – Confie em mim, ao menos uma vez!

   Eu sentia que ali era mais Ashe falando por si do que eu me impondo a uma decisão. Era fato de que desde que casaram Tryndamere superestimou a força de Ashe, sempre a mantendo longe da linha de frente das guerras de Freljord e isso a incomodava até o último fio de cabelo.

   - É melhor cumprir sua parte do trato, ioniano.

   Tryndamere saiu pisando duro do quarto e eu fui ao chão sem forças para me manter de pé aquela altura. Minha pressão havia despencado com o nervosismo e a quantidade de adrenalina que estava correndo em meu sangue. Kayn me pegou no colo e me colocou na cama para que eu pudesse me recuperar e se sentou na beira me encarando. Esperando com toda sua paciência.

   - Kamila, temos que partir logo.

   Eu coloquei meus braços em cima de meus olhos, tampando minha visão. Tentava respirar fundo para que eu não chorasse ali mesmo, apertando minhas mãos em punhos tão forte que as marcas de unhas ficariam nas palmas avermelhadas. Eu sentia que estava fazendo tudo errado e não tinha ideia de como consertar, queria apenas me deitar e assim ficar até a situação melhorar sozinha.

   Eu não o faria desse jeito, havia prometido a muitas pessoas que não voltaria a ser aquela Kamila, que seguiria em frente não importando a situação. E nessa em específico eu precisava de todas as forças que tinha. Suspirei alto retirando meus braços do rosto e olhando pra Kayn com os olhos marejados, simplesmente assentindo sua última frase.

   Dois dias foram tomados para que eu pudesse organizar as tarefas do castelo, quando enfim terminei parti com Kayn para Naljaäg, em busca de respostas.

   A nevasca era forte durante o caminho, e segundo os residentes só iria piorar com o tempo devido à época do ano. A situação me desanimava ao ponto de rastejar os pés enquanto caminhávamos, fazendo a jornada durar ainda mais. A primeira noite seria sôfrega, desconfortável e difícil, teríamos que dormir ao relento com a neve caindo forte a nossa volta.

   - Vai passar frio. – comentei para Kayn que estava apenas com suas vestes invernais. Ele havia dado os dois cobertores felpudos que tínhamos para mim ficando sem nenhuma proteção extra contra o vento.

   - Sou mais resistente do que pareço.

   Rolei os olhos já imaginando que se recusaria até suas últimas forças chegarem, por isso sem dizer mais nenhuma palavra eu me sentei ao seu lado, debaixo da árvore, e cobri a ambos.

   - Assim ficaremos os dois quentes. – sorri para ele.

   - Não vai desistir, não é?

   - Não!

   Mantive a convicção na voz enquanto o olhava. Deixou apenas um suspiro sair antes de se ajeitar debaixo das cobertas. Com o calor não demoramos a dormir.

   Acordei na manhã seguinte escorada e sendo segurada por Kayn. Minha cabeça recostada em seu peito, do lado humano, enquanto que sua mão direita envolvia minhas costas até meu braço e sua esquerda estava em minha bunda. O ceifeiro ainda estava em sono profundo, sua bochecha encostada no topo da minha cabeça, deixando que meu cabelo fosse feito de travesseiro.

   Mexi minha cabeça de leve para que assim pudesse ver seu rosto adormecido sem o acordar. Ele estava tão calmo, sereno e com a guarda baixa que não parecia ser o Kayn que estava sempre comigo, vigilante e frio. Estiquei meu braço, com delicadeza passando meus dedos em sua bochecha, logo abaixo seu olho Darkin retirando algumas finas mechas de cabelo negro que insistiam em cair em sua linda face.

   Acordando com um resmungo, eu retiro minha mão rapidamente esperando que ele não tenha percebido nada. Logo seus olhos heterocrômicos se abrem e miram a mim.

   - Deveria ter me acordado assim que acordou. – ele dizia levantando a cabeça e se ajeitando como dava já que o fato de eu estar em seu colo o bloqueava de várias maneiras.

   - Bom dia, e sinto muito.

   Eu me levantei e ele fez o mesmo em seguida. Dobramos as cobertas para que ficassem na mochila da melhor forma possível e Kayn pegou Rhaast para prosseguirmos com a viagem.

   Quatro dias se passaram assim. Até que finalmente chegamos à pequena vila ao pé da montanha, em que os aldeões nos recebiam com olhares desconfiados. Ignoramos esse desconforto, ainda mais eu que era tão ansiosa com qualquer coisa, e seguimos em frente. Nossas esperanças morreram quando tentamos de qualquer jeito perguntar para alguém se eles sabiam de Anivia, mas ninguém nos respondia. Todos apenas nos olhavam de cima a baixo e saiam de perto o mais rápido que conseguiam.

   - Eu vou arrancar a cabeça deles pra ter as respostas se for preciso. – Kayn rosnava empunhando a foice de maneira a atacar a qualquer passo.

   - Não, Kayn! Isso não vai nos ajudar em nada.

   - Cale a boca mulher estúpida, deixe que Kayn tenha um banho de sangue, já faz dias desde a última vez. – Rhaast me impedia de convencer o ceifador.

   Seu olho brilhava, com um tom diferente de todas as vezes que eu já havia visto. Era como se uma magia o rondasse e no mesmo instante que mirei o olho Darkin de Kayn vi que o maldito o tentava tomar a consciência.

   - Kayn, me escute não é necessário, podemos reservar isso como última opção. – eu coloquei ambas as mãos geladas em seu rosto o olhando com súplica.

   O ioniano fechava os olhos soltando pequenos resmungos, tentando recobrar a consciência que era sua por direito. A tensão se aliviou em seus ombros e sua heterocromia voltou aos ares normais, não pude conter um suspirar de alívio.

   - Desde que chegamos eu consigo sentir uma presença, bem fraca, mas eu sinto. Eu imagino que seja Anivia. – murmurei pra ele, não deixando que mais ninguém me ouvisse.

   - Então nos guie.

   Pelas ruelas escorregadias andamos até encontrar um enorme templo, vários guardas se prontificando para proteger o local com armas e armaduras que eu julgava serem de ótimas qualidades para uma vila tão medíocre.

   Nossa tentativa de passar em paz e sem conflitos foi vã, logo fomos rodeados pelos soldados e ameaçados de morte se não déssemos meia volta e saíssemos da vila naquele instante.

   - Podemos atacar agora? – Kayn questionou empunhando a foice e se colocando em posição de batalha.

   Não me dei o tempo de responder, retirei o arco de Avarosa das costas e atirei uma flecha no ombro do soldado que estava a frente de Kayn, que apenas sorriu e começou o ataque. Mal tive reação com a velocidade que meu acompanhante havia assassinado todos aqueles soldados. Em poucos segundos todos estavam mortos no chão.

   Deixei de lado o incomodo que me trazia participar de mortes e assassinatos, seguindo para dentro do templo. Alguns caminhos labirínticos depois e nos encontrávamos numa sala imensa e no fim dela um enorme pássaro feito de gelo residia majestosamente num palco de pedras polidas e ouro.

   - Eu esperava que viesse ao meu encontro Ashe. – Anivia começou levantando sua cabeça para me encarar. – Mas certamente não esperava que viesse acompanhada de um noxiano.

   Ao escutar a palavra ‘noxiano’ Kayn estalou a língua e desviou o olhar do pássaro de gelo, evidente que não gostava de ser comparado a Noxus em nenhum aspecto.

   - Ioniano. – corrigi-a. – Ele nasceu em Noxus, mas sangue ioniano corre por suas veias assim como em seus ideais.

   - Entendo...

   - E também temo lhe dizer que não sou Ashe.

   A ave se endireitou estendendo seu pescoço para me encarar de uma proximidade que me desconcertava.

   - Então quem é você?

   - Um espírito? Uma entidade? Talvez? – não sabia dizer o que era e estava ali exatamente para descobrir. – Vim aqui pra descobrir, pensamos que poderia ter respostas.

   - Uma presença deslocada... – arregalei meus olhos esperando que ela continuasse. – Definitivamente não é Ashe e sequer pertence a seu corpo, de onde vem pequena criatura?

   - Terra, uma outra realidade. Ouso dizer até dizer que seja outro mundo.

   - Já vi outros assim como você, espíritos errantes que vieram parar aqui sem saber como e presos sem saber como voltar. Não é a primeira e também não será a última.

   - Sabe como posso parar de trocar de corpo então?

   - Não pode minha cara.

   Eu realmente não esperava por aquela resposta. Senti meu coração parar completamente por um segundo antes de voltar a bater sem ritmo.

   - E-Então como e-eu...

   - Cada corpo é como um copo já cheio de neve. – ela começou explicando de maneira simples. – Se você tentar colocar a pedra a força num copo já cheio a neve repelirá a pedra, em casos de força extrema o copo se quebra, deixando ambos, a neve e a pedra, sem recipiente.

   - Então eu vou ficar mudando de corpo por que até agora a neve conseguiu me expelir antes que algo ruim acontecesse, e não tem como parar isso? – ela assentiu com um balançar de cabeça.

   - E temo lhe dizer o pior minha querida.

   - O que é pior do que mudar de corpo o tempo todo? – Kayn se pronunciou enfim.

   - O fato de que ela não pode ficar nesse mundo por muito mais tempo.

 

 


Notas Finais


Se encontrarem erros avisem!
Vemos vocês em breve! o/


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