História Behind The Spotlight - Capítulo 15


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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, 5sos, 5sosfam, Amor, Ashton Irwin, Bandas, Calum Hood, Calumhood, Celebridades, Famosos, Fanfic, Gomez, Hollywood, Los Angeles, Luke Hemmings, Michael Clifford, Romance, Selena, Selena Gomez, Vida
Visualizações 152
Palavras 3.820
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi bebes

Capítulo 15 - Hometown


Fanfic / Fanfiction Behind The Spotlight - Capítulo 15 - Hometown

Sydney, Austrália. 13:28

 

Quinze horas de voo. Isso mesmo, não foram cinco horas ou uma viagem rápida daqui ali, foram quinze horas seguidas dentro daquele avião. Perdi a conta de quantos cochilos eu dei depois do terceiro, quantas vezes me levantei para esticar as pernas e quanto filmes eu e Calum assistimos enquanto o tempo parecia não passar nunca, sem falar que mal consegui comer por estar com o estomago enjoado. Enfim, eu nunca me senti tão aliviada por estar pisando em solo firme, o tempo estava um pouco nublado mas não fazia tanto frio como aparentava. Calum estava certo quando disse sobre as fãs no aeroporto, não tinha muitas mas se eu fosse chutar diria que deveria ter pelo menos umas cinquenta pessoas esperando por ele, então quando saímos da sala de embarque foi preciso que os seguranças nos ajudassem a chegar até o carro. Me sentia tão cansada que nem tive tempo em me incomodar com aquilo, apenas me encostei no banco do carro e observei a cidade durante o caminho, me sentindo nostálgica. 

 

Só consigo sair do meus pensamentos quando o carro para de frente a casa do Calum, sinto um frio na barriga por estar retornando ali mas tento disfarçar. Abro a porta do carro e logo desço, passando os olhos e vendo como tudo parecia estar igual desde quando fui embora. Então automaticamente sou obrigada a olhar para a casa ao lado, a casa que um dia já morei, onde cresci e fiz boas e más lembranças mas que faziam parte da minha historia e de quem eu sou hoje. Calum para ao meu lado e só ai percebo que as malas ja estavam para fora do carro, olho em seus olhos e recebo um olhar tranquilizador de volta

— Tudo bem? — ele pergunta, preocupado

— Sim, vamos entrar. — sorrio fraco, seguro minha mala e saio andando com ela até a porta. Antes mesmo que eu possa apertar a campainha, Joy abre a porta com um sorriso enorme em seus lábios ao nos ver

— Mary! — ela imediatamente se apressa em me abraçar primeiro, aquilo me faz querer rir mas sou inundada por uma onda de sentimentos que faz meus olhos se encherem 

— Que saudade, tia. — digo, com a voz tremula

— Você cresceu tanto. — Joy se afasta para me olhar, passando suas mãos pelos meus cabelos e abrindo um sorriso iluminado — Esta tão linda! 

— Obrigada. — abro meu melhor sorriso

— Eu também estou com saudade, mãe. — diz Calum, nos fazendo dar risada e então sua mãe se solta de mim e vai até ele 

— Vem cá, bebe! — Joy abraça o filho um pouco desajeitada por causa da sua altura, Calum solta uma risadinha mas faz careta por causa dos apertos que ela da — Vocês devem estar cansados e morrendo de fome.

— Sim! — Calum concorda arrastando sua mala para dentro de casa

— Vamos entrar! — Joy coloca uma de suas mãos em minhas costas e me ajuda com a minha mala que estava pesada. Assim que coloco os pés dentro de casa, avisto Calum abraçando o pai dele, o mesmo ao me ver se ilumina com um largo sorriso e vem até mim

— Eu quase não te reconheci. — David me abraça e rapidamente correspondo 

— Ah, dizem que eu mudei um pouquinho. — digo, achando graça e ele se afasta 

— Esta cada dia mais parecida com a sua mãe!

— Todos dizem isso. — sorrio

— Deixa que eu levo la pra cima. — Calum nos interrompe brevemente e pega minha mala sem mesmo esperar minha resposta, vejo sua mãe acompanho-o e me sento no sofá 

— Tio, meu pai ainda mora no mesmo apartamento? — pergunto curiosa. Depois que mamãe e eu fomos embora, papai teve que vender a nossa casa e se mudar para um apartamento menor, onde se sentisse mais a vontade e tivesse condição de pagar  

— Pelo o que eu sei, sim.

— É muito longe?

— Não, é mais ou menos dez minutos daqui.

— Ah! — solto um longo suspiro e quando vou dizer algo, Calum volta para a sala e diz

— Vem comer, minha mãe fez o que você mais gosta. 

— Lasanha? — deixo minha empolgação ser exposta, Calum e seu pai dão risada

— Sim. — ele confirma e eu logo me levanto, dando longos passos até a cozinha ja sentindo o cheirinho mais agradável do mundo. Calum pega dois pratos no armário, copos e talheres, coloca na mesa para nós e eu logo me sirvo, sentindo meu estômago gritando de fome. E então nos comemos em silencio, cansados e com muita fome para poder pensar em conversar sobre algo. Quando terminamos de comer, Joy aparece na cozinha e não deixa que eu lave a louça para ela, apenas me manda ir descansar e se eu não estivesse tão cansada até iria insistir em ajudar, sem falar que Calum impaciente, segura minha mãe e me puxa para subir até o andar de cima

— Mali viajou, então minha mãe arrumou o quarto dela pra você dormir. — diz Calum ao abrir o quarto de sua irmã para mim 

— Oh, pensei que iria vê-la. 

— Relaxa, ela esta sempre em Los Angeles, então um dia você acabar encontrando com ela.

— Ah sim. — solto um longo bocejo 

— Descansa um pouco. 

— Você também. — jogo um beijo no ar para ele e me enfio no quarto de Mali. As paredes são perfeitamente pintadas de branco, sua cama é de casal e fica encostada no canto do quarto, e nela um enxoval cinza quebra o tom claro do quarto, no outro canto havia uma escrivaninha com as coisas da Mali, livros, porta retratos com sua família, logo acima algumas prateleiras na parede com mais fotos e objetos de decoração. Mal percebo o guarda roupa branco de tanto sono que eu sentia naquele momento, então me jogo na cama, cansada, sentindo as costas doerem e os olhos arderem, tudo que me lembro de fazer é tirar os sapatos e me agarrar em um dos travesseiros antes de pegar no sono.

 

[...]

 

Abro os olhos lentamente, despertando-me do meu sono aos poucos e quando finalmente consigo abri-los, percebo que o sol ja esta se pondo. Me sento na cama me espreguiçando, ainda vestida com a mesma roupa que viajei. Paro alguns segundos e percebo que a casa esta silenciosa, talvez Joy e David tenham saído enquanto estávamos dormindo, então decido me levantar para tomar um banho e tentar relaxar meu corpo. Acendo a luz, caminho até a minha mala, separo uma roupa antes de pegar minha toalha e sair do quarto até o banheiro. Demoro cerca de dez minutos, não queria extrapolar, logo saio do banho e coloco a roupa que havia separado, calça skinny preta e uma blusa preta de manga longa. Ajeito meu cabelo de frente ao espelho e depois disso decido ver se Calum ainda dormia, saio do quarto e paro de frente a sua porta de frente para o quarto de Mali, não escuto nenhum barulho e presumo que ele ainda não havia acordado, então com cuidado rodo a maçaneta devagar e abro a porta encontrando um quarto completamente escuro. Ando até sua cama, acendo a luz do seu abajur e desvio meu olhar para o garoto na cama, tão lindo, deitado de lado em um sono tão gostoso que me faz querer sair dali e deixa-lo dormir mais um pouco, mas eu sei que se eu sair e não chama-lo, ele iria ficar chateado

— Cal! — murmuro seu nome na tentativa de acorda-lo, mas é em vão, ele nem se quer se moveu. Me sento ao seu lado e levo uma das minhas mãos ao seu ombro e balanço de leve, continuando a chama-lo — Calum, acorda.

— Hm. — ele resmunga mas não se mexe 

— Calum! — digo mais próxima de seu ouvido e tudo que consigo é fazer ele virar de barriga para cima — Cal, acorda! 

— Não. — resmunga, me fazendo sorrir

— Calum, eu vou sem... AH! — Calum me puxa pela cintura do nada e me abraça, fazendo-me cair deitada ao seu lado, ele simplesmente me puxou e me envolveu em seus braços 

— Oi! — diz ainda de olhos fechados, sua voz sai mais rouca e sexy que o normal e por poucos segundos eu prendo o ar 

— Oi! — solto um riso e ele sorri fechado. Calum então fica em silencio, enfia seu rosto entre os meus cabelos e com isso sinto a sua respiração quente batendo na pele fina do meu pescoço, me causando arrepios — Cal, acorda!

— Eu estou acordado. — sua voz sai abafada, seus lábios esbarram na minha pele me fazendo soltar um riso nervoso e por causa disso Calum se afasta e olha pra mim, sorrindo

— O que foi? — questiono

— Nada. — ele fica serio novamente — Porque esta arrumada? 

— Eu vim te acordar pra sair comigo.

— Pra onde? 

— Meu pai, lembra? 

— Ah, sim. — Calum boceja 

— Eu mandei uma mensagem pra ele e vamos nos encontrar naquela pizzaria que a gente gosta, sabe? — observo seu rosto inchado de sono, detalhe por detalhe, ele é ridiculamente perfeito e isso me da raiva

— Sei. — ele volta a olhar para mim. Então tento me soltar mas Calum me aperta em seus braços, não me deixando sair 

— Calum...

— Só mais um pouco. 

— O que deu em você? — pergunto mas deixo um riso escapar. Ele esta mais grudento que o normal, isso raramente acontece

— Eu não posso te abraçar? Antigamente você brigava comigo porque eu não te abraçava todo dia e agora eu...

— Calma! — o interrompo, caindo na risada — Mas é claro que você pode me abraçar, quando quiser, você é um dos únicos que tem liberdade pra isso! — confesso

— Bom saber. — ele deixa um sorriso escapar no canto dos lábios. Seus olhos castanhos estão fixos nos meus, e eu me recuso a desviar. Seu olhar me passa uma tempestade de sentimentos, tantas coisas são ditas naquele momento que acabo me perdendo

— Eu acho que... d-deveríamos nos apressar. — finalmente tenho coragem de dizer, mas sem quebrar o contato visual 

— Sim. — Calum concorda e desvia seu olhar, piscando varias vezes

— Vou terminar de me arrumar. — me separo de seu abraço e me levanto

— Vou tomar um banho. — Calum se levanta. Concordo com a cabeça e logo volto para meu quarto, me sentindo um pouco tonta. Encosto a porta, respiro fundo tentando me recompor e vou calçar meu tênis, abro a janela para ver se esta fazendo frio e um vento gelado bate na pele da minha mão, fazendo-me arrepiar. Por causa disso separo minha jaqueta de couro e organizo minhas coisas antes de me maquiar de frente ao espelho, faço uma maquiagem mais leve, em seguida visto minha jaqueta e pego minha bolsa pronta para sair, mas escuto Calum sair do banheiro, então me sento para esperar um pouco. 

 

Então, para não ficar apenas encarando o teto, eu tomo a péssima decisão em abrir minhas redes sociais e me arrependo no mesmo instante. Abro primeiramente meu twitter que não entro a algumas semanas e esta uma verdadeira loucura. A quantidade de seguidores havia aumentado de uma maneira bizarra, costumava ter cerca de mil seguidores e hoje havia mais de dez mil, aquilo me fez rir mas rir de nervoso, como as fãs conseguem descobrir coisas assim? Fico assustada por alguns segundos, ainda mais quando vejo a quantidade de fotos minhas com o Calum no aeroporto hoje de manhã. As fãs pareciam estar confusas e enfurecidas não só comigo mas com os meninos também, porque num momento todos pensavam que eu era a nova namorada do Luke e dias depois estou viajando sozinha com o Calum, então isso causou um certo alvoroço na internet. Penso em twittar algo mas sou péssima com as palavras e decido me manter quieta, é o melhor a se fazer

— Mary? — Calum me chama e bate algumas vezes na porta antes de abrir 

— Oi? — me levanto

— Vamos? — ele abre a porta de uma vez e olha para mim. Agora de banho tomado e vestido todo de preto como eu, seu perfume rapidamente invadiu o quarto, se impregnando em todos os lugares 

— Vamos. — me recomponho, ajeito minha bolsa e passo por ele, seguindo até o corredor 

— Eu pedi um Uber, deve ter chegado. — avisa. Apenas caminho até a porta, abro e logo avisto um carro preto parado ao lado de fora, espero Calum trancar a porta e depois saímos andando em direção ao automóvel, ele abre a porta e entra primeiro, depois entro, digo um breve olá para o motorista e me encosto, começando a me sentir nervosa e ansiosa 

— Onde seus pais foram? — questiono

— Eu não sei, provavelmente tinham algum compromisso ou sei la. — Calum deu de ombros. Decido ficar quieta durante o caminho, apenas observando a cidade. Mas em questão de minutos o carro para de frente a nossa pizzaria favorita, Calum faz questão de pagar e eu não me oponho, deixo para pagar depois, logo saio do carro e espero por ele ao meu lado 

— Estou nervosa. — confesso, respirando fundo e soltando devagar para me acalmar

— Relaxa, vai dar tudo certo. — Calum olha para mim, me passando seu olhar tranquilo e me dando seu melhor sorriso. Balanço a cabeça, aliviada por ter ele comigo nesse momento, afinal desde que me mudei para longe de meu pai, nos afastamos um poucos, e eu sempre acabo ficando nervosa toda vez que vamos nos encontrar. Em seguida decido me mover e entrar na pizzaria procurando pelo meu pai que não vejo a mais ou menos um ano. Assim que o avisto no fundo do salão, sentado na ultima mesa nos esperando, meu coração acelera e meus olhos enchem de lagrimas mas no lugar delas abro um sorriso quando ele me nota e em questão de segundos estou em seus braços, matando a saudade inexplicável que sentia todos os dias. 

— Que saudade. — digo, de olhos fechados

— Muita saudade, princesa. — ele me aperta

— Você está bem? — questiono e me afasto

— Eu estou, e você? 

— Estou ótima. — sorrio e quando ele sorri de volta para mim, tenho a visão perfeita de como nossos sorrisos são parecidos. Ele desvia seu olhar atras de mim, provavelmente para o garoto moreno e alto que esta ali

— Calum! — meu pai se afasta de mim para dar um abraço desajeitado

— Oi tio. — Calum solta um riso tímido

— Você cresceu muito, rapaz. — diz meu pai, um pouco assustado e surpreso 

— É, muitas pessoas dizem isso. 

— Vamos nos sentar. — papai volta a se sentar onde estava. Calum se senta de frente para ele e eu me sento logo ao seu lado — O que deu em você para vir assim tão repentinamente? 

— Eu? — questiono confusa e ele balança a cabeça confirmando — Ah, Calum me fez uma surpresa, não estava nos meus planos...

— Oh! — ele faz uma cara engraçada — Então você também esta morando em Los Angeles?

— Sim, ja tem alguns anos— Calum confirma, ele esta totalmente sem jeito, eu diria que até nervoso e aquilo me faz querer rir

— Ah sim, eu vi a banda algumas vezes na televisão, vocês estão de parabéns.

— Obrigado! — Calum sorri largo

— E você? Como esta a faculdade? — ele olha pra mim, me sinto nervosa mas ajo naturalmente 

— Ah, eu estou no ultimo ano, você sabe, tem sido bastante cansativo. — confesso e ele sorri fraco. Antes que pudesse dizer algo, somos interrompidos pelo garçom que logo pega nossos pedidos e sai. Segundos depois ele volta com um suco de laranja para mim, um de abacaxi para o Calum e uma coca cola para o meu pai, bebo um gole para molhar os labios

— Você tem visto sua mãe? Quero dizer, faz tempo que você não vê ela também?

— Sim, ultima vez que nos encontramos foi no ano passado. — balanço a cabeça 

— Ah sim. — ele abre a latinha e enche um copo com o refrigerante — O que pretende fazer depois da faculdade?

— Ah, eu já estou fazendo estagio em uma empresa de cinema, pretendo continuar la porque tenho a oportunidade de fazer muitas coisas e depois eu não sei ainda... — deixo transparecer meu nervosismo em minha voz

— Eu espero que dê tudo certo. — ele diz com certa sinceridade e sorri fraco 

— Obrigado, pai. — sorrio fechado — E você? O que tem feito? 

— Trabalhando muito como sempre. 

— Novidade. — digo e acabo tocando em um assunto que me incomoda a alguns anos mas eu acabo me embolando toda — Ainda mora sozinho? Digo, não... ah, continua solteiro? 

— Oh! — meu pai se segura pra não rir mas acaba ficando nervoso — Eu meio que estou namorando.

— Ah! — tento disfarçar meu incomodo — Quem é ela? 

— Você não conhece, ela trabalhava comigo.

— Ah sim. — balanço a cabeça, sem jeito 

— E vocês? — ele questiona, alternando seu olhar entre Calum e eu

— O que tem? — questiono confusa 

— Estão namorando? – papai joga aquela pergunta no ar e Calum se engasga com seu suco, me obrigando a dar tapinhas em suas costas enquanto tento lidar com meu rosto queimando de vergonha e o olhar confuso de meu pai em cima de nós 

— Ah, não... não, somos amigos, apenas amigos. — digo rapidamente, ainda mais envergonhada que antes 

— É, amigos. — diz Calum, tossindo 

— Porque? — meu pai questiona confuso

— Como assim porque? — retruco, soltando alguns risos nervosos

— Esquece. — ele começa a dar risada e eu acompanho, tentando quebrar aquele clima que havia se criado. Agradeço mentalmente quando a pizza chega e esquecemos aquele assunto, aparentemente.

 

O resto do jantar foi mais tranquilo, conversamos sobre minha faculdade, meu estagio, meu apartamento, afinal ele queria estar atualizado de tudo em minha vida, até Calum e ele começarem a conversar sobre instrumentos musicais e não que eu não entendesse sobre o assunto mas eles pareciam se entrosar mais sobre isso, então os deixei conversando enquanto terminava de comer minha sobremesa, um petit gateau. Depois de mais alguns minutos conversando, decidimos que era hora de ir embora, ja estava ficando tarde e papai trabalha cedo

— Que dia vocês vão embora? — papai pergunta assim que paramos logo ao lado de fora da pizzaria 

— Daqui três dias. — respondo

— Mas ja? 

— Marcamos uma viagem bem em cima da hora com os nossos amigos. — explico e ele apenas balança a cabeça 

— Ah, de qualquer jeito fico feliz em vê-los mesmo que tenha sido por algumas horas. — papai se aproxima de Calum e eles se abraçam

— Foi bom vê-lo também, da próxima vez prometo que vamos vir com mais tempo! — diz Calum, então eles logo se afastam e meu pai vem para o meu lado de braços abertos, me envolvendo em um abraço típico de pai, apertado e acolhedor. Enfio meu rosto em seu peito, e por causa disso sinto meus olhos se encherem de lagrimas, odiava isso, odiava ter que deixa-lo ali e ir embora para outro país, essa é a única coisa que eu mais odeio, ficar longe do meu pai, apenas. 

— Se cuida, tá? — sinto suas mãos em meus cabelos e só consigo balançar a cabeça positivamente para responde-lo. Em seguida ele beija minha testa e se afasta, passa a mão em meu rosto para limpar as lagrimas que deixei cair — Não chora!

— Desculpa, odeio isso. — digo, passo a mão no rosto tentando limpar e sorrio fraco 

— Eu também odeio, mas faz parte da vida.

— Infelizmente. — sorrio para quebrar aquele clima e beijo seu rosto — Fica com Deus, pai.

— Amém, você também. — ele sorri e olha para o Calum — Cuida dela! 

— Ei, eu sei me cuidar sozinha. — me defendo e eles dão risada da minha cara 

— Pode deixar que eu cuido. — diz Calum enquanto passa seu braço em meu ombro, reviro os olhos mas abraço sua cintura 

— Juízo vocês dois, estou de olho! — meu pai diz aquilo me fazendo dar risada de nervoso, enquanto ele se distanciava 

— Que isso pai? Nós temos muito juizo.

— Sei... — ele sorri e acena — Tchau, aproveitem bastante na viagem de vocês.

— Obrigado! — Calum e eu falamos juntos

— Eu te amo! — digo mais alto 

— Eu também te amo, princesa. — e isso é a ultima coisa que escuto meu pai dizer antes de entrar em seu carro. Solto um longo suspiro e olho para o garoto ao meu lado

— Agora somos só nós dois de novo. — diz Calum, me fazendo dar risada 

— Você pediu o uber? — pergunto

— Sim. — Calum vira seu corpo de frente para o meu, me abraçando pelos ombros enquanto abraço a sua cintura — Você tá bem?

— Eu vou ficar. — sorrio fraco, olhando em seus olhos — Eu tenho você.

— Quer coisa melhor do que isso? — diz se gabando e me arranca uma risada 

— Você se acha. 

— Só trabalho com verdades. — ele sorri 

— Continua se achando. 

— Você gosta. 

— Talvez. — dou risada 

— Calum? — uma voz feminina o chamando faz com que eu me separe de seus braços e olhe para trás, dando de cara com três garotas, provavelmente fãs 

— Oi? — Calum questiona, sem jeito 

— Pode tirar uma foto com a gente?

— Claro. — ele se aproxima das garotas e tira foto com cada uma delas e mais uma vez fico naquela situação estranha me perguntando o que eu faço, então para disfarçar pego o celular e fico mexendo enquanto eles conversam. Percebo um carro parado a nossa frente e não tenho certeza se é a nossa carona, então como Calum esta de costas para mim, me aproximo devagar e seguro sua mão de maneira desajeitada, fazendo-o olhar para mim 

— O Uber chegou. — digo apontando para o carro e ele balança a cabeça, em seguida diz algo para as garotas antes de se afastar delas e caminhar comigo até um carro preto. Me sinto observada mas evito olhar para trás, então Calum abre a porta do carro e espera que eu entre primeiro, entrando logo depois 

— Obrigado por vir comigo. — digo um tempo depois que estamos no carro

— Não precisa agradecer. — ele passa seu braço novamente pelo meu ombro 

— Obrigado. — insisto e ele ri

— Ok, de nada. — ele sorri, deixando aparecer as covinhas por todo seu rosto e então eu não me seguro, não tem como se segurar com tamanha fofura. Coloco minha mão em apoio do outro lado do seu rosto, trazendo-o para mais perto de mim e dou um beijo estalado em sua bochecha, o fazendo sorrir, tímido

— Você é muito fofo.

— Aw. — sua voz de um jeito engraçadinho, me fazendo rir — Em uma escala de zero a dez, quanto você me ama? 

— Ata. — dou risada

— Eu sei que você me ama.

— Quem disse que eu te amo? 

— Seus olhos. — ele joga aquilo no ar, olhando em meus olhos, fazendo meu estômago revirar e meu coração dar saltos ao meu tempo. Dou risada para tentar disfarçar como eu havia ficado mas ele ja tinha percebido, então sou salva pelo Uber chegando em sua casa, logo saio do carro e em questão de segundos ja estamos dentro de casa, na porta de nossos quartos, prestes a irem dormir. O clima havia ficado estranho, não sei explicar como mas nos despedimos com um breve "boa noite" e um "durma bem", depois cada um foi para seu quarto. Eu me jogo na cama, processando tudo em minha mente e sou invadida por um turbilhão de sentimentos inexplicáveis, coisas que nunca senti antes e isso esta acontecendo com bastante frequência, me deixando confusa e me assustando de certa maneira.


Notas Finais


oi nenes me contam o que tao achando??? gosto de ler oq vcs pensam, partes favoritas etc etc
meu tt p quem quiser @cakebabylon
ou gato curioso https://curiouscat.me/imcakegirl?load


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