História Behind The Spotlights - Capítulo 8


Escrita por: e Wong_E

Postado
Categorias Chris Evans, Sebastian Stan, Zooey Deschanel
Personagens Sebastian Stan, Zooey Deschanel
Tags Chris Evans, Romance, Sebastian Stan
Visualizações 167
Palavras 6.448
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ola!! I CAME BACK!! 🤘Demorei mas voltei, ne? Então manas trouxe para vocês mais esse capitulozão e espero que gostem e se divirtam, e ainda vou terminar essa história de qualquer forma, prometo! ❤✋ Eu também quero agradecer à quem não me abandonou até aqui e aos novos favoritos, é muito bom ter esse retorno 😻 Mas gente, eu sei como é chato ficar tanto tempo esperando uma fic ser atualizada, porque também sou uma leitora e eu sofro as vezes na espera 😥😫😪 mas eu vou fazer de tudo para atualizar com mais freqüência 👏🏼 Então sem mais delongas, Boa Leitura e até as notas finais... 😘😘

Capítulo 8 - Por trás de um drink


Fanfic / Fanfiction Behind The Spotlights - Capítulo 8 - Por trás de um drink

O táxi para em frente ao bar na Times Square enquanto eu aprecio pela janela aquela noite novaiorquina iluminada e cheia de pessoas apressadas, indo e vindo o tempo todo. Volto os olhos para meu relógio de pulso e bufo ao me dar conta que já são oito e quinze e eu já estava um pouco atrasada devido a minha proucura insana por um casaco que combinasse com o meu vestido.

Depois de pagar o taxista, saio do carro e me dirijo até a entrada do estabelecimento o qual tem uma linda fachada, porém o letreiro de LED digital acima da porta com o nome do bar, é a primeira coisa que chama a minha atenção devido a iluminação da luz na cor azul claro.

Logo passo pela porta do bar depois de ser recepcionada pelo hostess. Já dentro do local, todo o visual me deixa deslumbrada principalmente pela meia luz que faz o ambiente ficar confortável e ainda mais renquitado.

Começo a caminhar pelo bar enquanto o admiro distraída e só mais tarde eu me dei conta de procurar por Sebastian — Onde raios está aquele romeno? Agora só falta ele ter se atrazado também. Eu penso alto iniciando minha busca por Stan.

Continuo andando a passos lentos entre as poucas pessoas que haviam em algumas mesas, porém, dessa vez eu olho ao redor na tentativa de reconhecer algum moreno alto, forte,  com "cara de bom moço."

No entanto, eu não quis mais me dar ao trabalho de ficar caçando o bonitão, sendo assim, resolvo ir me sentar e enviar um SMS ao Sebastian, o avisando que eu havia chegado.

Me dirigo à área mais ao fundo do bar onde o teto é mais baixo e tem menos pessoas ainda. Logo, me aproximo do longo balcão onde estão alguns barmens, não deixando de reparar nas patreleiras de vidro espelhado preenchidas por várias garrafas de diferentes tipos de bebidas. 

Em seguida, me sento em um sofá lindo em veludo marrom ali perto, o que eu não esperava, os acentos não são cadeiras e as mesas são mais baixas e redondas. Que chick. Por fim, cruzo as pernas e abro a bolsa para pegar meu celular. 

Aceno chamando um dos bartenders e peço um Bloody Mary apenas para molhar a garganta e, enquanto ele prepara meu primeiro drink, começo a digitar o SMS para enviar ao romeno.

Sebastian, onde você tá? Eu já cheguei no bar! 

Envio o SMS enquanto observo o rapaz preparar a minha bebida e em poucos minutos ele traz o meu drink. Durante minha degustação, meu celular vibra e logo o desbloqueio abrindo em seguida o SMS com a resposta do Stan.

Eu sei, estou te vendo, é quase impossível não notar você com esse vestido vermelho. – sorrio com o canto da boca.

Guardo o celular e me viro sutilmente para olhar ao redor na intenção de enxergar o Sebastian escondido em algum canto por alí,  mas não o vejo. — Talvez seja pela baixa luz. 
Dou de ombros e volto a tomar meu drink. Da onde esse camaleão está me vendo!?

— Eu juro que não estava me escondendo. – a voz grave do romeno me pega de surpesa. Olho para o lado de onde veio a voz e ele já está escorado na lateral do longo sofá.

Meu Deus! Eu devo estar bastante distraída ou esse homem é muito sorrateiro. Como eu não o vi se aproximando?

— Pelo visto você não se atrasou também, né? – ironizo sem olhá-lo e volto a beber meu drink.

— Cheguei as oito como o combinado... E até pensei que você não viria mais. – Seb diz enquanto se senta ao meu lado no sofá, no mesmo instante posso sentir o aroma amadeirado do seu perfume.  

— Então você esperou eu te mandar um sms pra aparecer descontando o meu atraso!? – finjo indignação.

— Essa não era bem a minha intenção. – ele sorri pelo nariz — Eu já tinha visto você então... apenas fiquei um instante te observando de longe. – Seb conclui apoiando o braço no encosto do sofá.  

—  Ficar observando alguém e depois a pegar de supresa é uma mania sua ou um hobbie? – comento em tom irônico. Sebastian sorri e passa a língua em seus lábios.

— Pode ser uma qualidade. – ele se gaba. — E pelo o que já notei em você, talvez não seja orgulhosa, mas autossufiente. Primeiro não me deixou buscá-la em casa, depois que chegou pareceu não dar muito importância se eu estava por aqui... e agora já está bebendo sem mim. – Sebastian dispara diretamente. Fico até admirada e sorrio com o que ele disse sobre mim.

— Olha só! Devo adimitir que você é um ótimo observador, Seb. – comento e ele arquea as sobrancelhas supreso.

— Um elogio? É isso mesmo que eu ouvi de você, Su!? Será que estamos evoluindo ou por acidente colocaram algo diferente no seu drink? – ele diz em tom sarcástico.

— Hahaha... como você é engraçado. – debocho. — Só não estou sendo a sua assessora exigente e extremamente profissional, aquela ficou lá no escritório... E, agora e na maior parte do tempo eu sou apenas a Susanna. – completo tomando mais um gole do meu drink.

— Ah, Então... sem desmerecer o seu profissionalismo, mas essa Susanna aí já é a minha favorita. – o romeno diz com um sorriso de lado. Confesso que agora fico um pouco sem graça. Só um pouco.

Nesse exato momento eu estou disposta a não pensar em trabalho, ou que sou assessora do Sebastian e que temos uma relação profissional na maior parte do tempo em que estamos no mesmo ambiente. E por mais despreocupada que eu esteja, espero que por acaso eu não seja fotografada junto ao Sebastian, pois não estou muito preparada para ver meu nome destacado em sites de fofoca. Aí, lá se vai minha privacidade ladeira a baixo.

Contudo, vou evitar não pensar tanto nisso, pois não quero parecer paranóica, logo vou apenas aproveitar um pouco. A noite só está começando e agora o romeno e eu podemos dar inicio a nossa amizade fora do trabalho.

Sebastian chama o bartender e finalmente pede seu primeiro drink, enquanto ao meu, já está quase no final e ainda é só primeiro. Durante o pouco tempo em que o rapaz prepara a bebida de Sebastian, eu puxo um assunto aleatório sobre o bar. E enquanto conversamos, eu posso notar em Sebastian um charme muito natural na qual tirar os olhos dele enquanto fala é inevitável, inclusive, em alguns momentos eu pegava o romeno passeando seus olhos em mim discretamente de cima a baixo, os parando algumas vezes em meus sapatos. Homens e sua fissura por saltos.

Observo Sebastian retirar seu casaco preto e o colocar ao seu lado, por baixo ele usa uma camisa azul-marinho, um pouco mais colada em seu peito definido e nos braços fortes que estam a mostra agora. Será que ele percebeu que eu estava olhando? 

O bartender finalmente se aproxima com o drink do Sebastian e mal acredito quando ele diz o que pediu para beber.

— Um coquitel de frutas sem álcool, Sério? – pergunto erguendo uma sobrancelha enquanto o romeno dá seu primeiro gole na bebida.

— Sim! Eu prefiro um Dry Martini, mas hoje não vou beber nada com álcool. – ele sorri amarelo.

— Você me convida pra vir ao bar e não vai beber nada alcoólico comigo? Isso não é muito justo. – reclamo. Sebastian pega algo no bolso da sua calça.

— Eu estou de carro, Su. – ele mostra as chaves. — E alguém precisa sair sóbrio daqui, não? – conclui guardando as chaves novamente. Franzo o cenho.

— Nós dois vamos! Eu não vou encher a cara pra "capotar" que nem você como na última vez na after party! – digo debochada e Seb sorri sacudindo a cabeça.

— Ah, claro... E nem deve já que um Bloody Mary é quase um suco natural de tomate se não fosse por uma dose considerável de vodca. – ele se aproxima. — E você não parece que consegue segurar a onda de uma bebida mais forte. – Seb completa com um sorriso zombeteiro. Abusado!

— Eu vou ignorar o seu último comentário afrontoso, Stan. – bebo o último gole finalizando o meu drink. — Mas saiba que o meu "suco natural de tomate" foi só o primeiro e... vou beber algo mais forte porque não só devo, como mereço! – concluo e o romeno assente com um sorriso.

Literalmente estaria fora de cogitação bebidas fortes se caso eu ainda fosse a antiga Susanna que não aguentava nem ao menos duas cervejas, no entanto, hoje eu já estou acostumada e nesse caso não tenho motivos pra beber com medo, pois não há chance que eu saia do bar trocando as pernas e depois termine a noite abraçando a privada em casa enquanto vomito as tripas e a minha dignidade. Seria um comportamento inadmissível a esse ponto da minha idade, né? Hoje eu só pretendo jogar tudo pro alto – com moderação e bom senso, claro.

Chamo novamente o bartender e peço para me trazer um drink mais forte — uma margarita – Sebastian arregala os olhos e arqueia as sobrancelhas quando ouve o que peço.

— Uou! Esse vai tequila, não é melhor ir com calma, Su?! – ele finge preocupação.

— Você está com inveja só porque não vai poder beber um também!? – debocho levando a mão a boca, o romeno solta uma risada franca. Eu gosto da risada dele é contagiante.

— Ok... eu confesso que bateu um arrependimento por não poder te acompanhar nessa. – Seb admite bem humorado.

— Quem sabe em uma próxima, né? – comento descruzando as pernas e as cruzando novamente no lado oposto.

Sebastian acompanha os meus movimentos minuciosamente, mas logo devia os olhos ao perceber que eu noto ele me olhando. Eu vi, não adianta disfarçar.

— Então já vamos ter uma próxima!? – ele diz sugestivo e se meche no sofá.

— Por que não? Eu quero ver se você aguenta alguns shots de tequila pura. – sugiro surpreendendo o romeno que responde diretamente.

— Fechado! Eu jamais negaria um desafio desses... mas, vou deixar claro que sou muito competitivo. – ele pisca pra mim.

— Eu também sou competitiva, então essa disputa vai ser melhor do que eu pensava. – digo olhando nas íris azuis do romeno.  

— Com certeza vai ser! – ele concorda.

Sebastian sustenta seu olhar no meu por mais alguns segundos, um olhar sereno que ao mesmo tempo transparece supostas intenções. Logo faço questão de quebrar nosso contato vizual, deviando meus olhos para o balcão do bar, pois eu já estava me sentindo "hipnotizada." — Minha curiosidade chega a ser insana por saber o que se passa na cabeça dele. Pare com isso Susanna!

Enfim o bartender se aproxima com meu segundo drink. — O anel de sal na borda da taça dá um toque muito exclusivo.

Antes de beber meu primeiro gole, olho para o Sebastian e ergo um pouco meu drink na direção dele como se estivesse brindando, apenas como provocação. O romeno repete o meu gesto com o seu drink, mas fazendo uma careta de deboche muito engraçada, o que me arranca uma risada repentina. Logo devolvo susurrando pra ele um "invejoso" e o romeno sorri franzindo um pouco o nariz. Isso é muito sexy!

Nosso assunto sobre bebidas se estende por mais alguns minutos depois que começamos a falar sobre vários tipos de drinks e outros bares em Nova Iorque. Sebastian termina o seu coquitel, mas logo pede outro já que não tem tantas opções sem álcool no bar.

Enquanto eu desgusto aos poucos o saboroso gosto cítrico do meu drink, ainda continuo tirando onda com a cara do romeno por ter vindo dirigindo e, consequentemente, não poder beber nada alcoólico, mesmo ele dizendo que não contuma beber tanto. 

Aproveito o nosso momento de interação e início um outro assunto já que a dinâmica entre nós dois está fluindo muito naturalmente, parece até que nos conhecemos há bastante tempo.

Sebastian também se mostra muito curioso ao perguntar sobre meus gostos e robies, assim como eu também pergunto os dele que chegam a me surpreender.

— Músicas dos anos oitenta!? Com essa essa cara de quem escuta eletrônica techno enquanto corre na estera da academia... Por essa eu não esperava. – comento arrancando uma gargalhada do moreno.

— Qual é, Su!? – ele gesticula. — Não vá me decepcionar e dizer que não curte Elvis ou outros clássicos. – Seb diz erguendo as sobrancelhas curioso. Sorrio ao lembrar de alguns momentos na minha adolescência rebelde. 

— E quem não gosta do rei do rock!? – frazo o cenho. — Há um clássico que resume bem a minha adolescência... uma música da Cynd Louper. Nos finais de semana eu chegava em casa de madrugada, embriagada, com os cabelos rebeldes e os saltos na mão... mamãe ficava louca me perguntando onde eu estava, então... eu só voltava pro meu quarto quando cantava alto pra ela "Girls Just Wanna Have Fun." E no dia seguinte... lá vinha o Christopher com suas lições de moral. – conto sorrindo e tombo a cabeça para trás no escosto do sofá.

Por alguns segundos fito apenas o teto decorado do bar envolvida por minhas lembranças. Logo, viro meu rosto para o lado e Sebastian está me encarando com seus olhos atentos e um leve sorriso nos lábios.

Parece que me empolguei demais desabafando as peripécias da minha adolescência. Provavelmente ele deve estar rindo de mim por dentro.

— Desculpa. – me ajeito de novo no sofá enquanto arrumo meu vestido. — Quase me esqueci que você está aí. – explico rindo fracamente e Sebastian continua me observando.

— Eu notei. – ele diz com um sorriso luminoso. — Você é muito espontânea, Su... e divertida. – Seb conclui me prendendo em seus olhos. Não precisava dizer isso com esse sorriso e esse olhar assim tão... Sedutor.

—  Às vezes até demais. – digo desviando o olhar para qualquer canto do bar. 

Eu estava muito a vontade até agora, nunca me senti tão sem graça antes, Sebastian deve fazer isso de propósito não há outra explicação. É muito charme e magnestismo pra um homem só, assim vai fica difícil manter nossa amizade séria. 

Pego o meu drink na mesa baixa a minha frente e, pra afastar alguns dos pensamentos profanos que começavam a surgir em minha cabeça, com um único gole, finalizo o restante do liquido cítrico e forte que desceu queimando um pouco a minha garganta. Puta Porra Que Pariu! Quantos ml de tequila colocaram aqui? Fui pra asgard e voltei de foguete!

Coloco a taça na mesa e aperto um pouco os olhos, eu não devia ter dado uma golada tão rápido e espero que eu ainda esteja com cara de paisagem, pois não é a primeira vez que bebo algo tão forte. 

Volto a chamar o bartender e o peço outra margarita. Sem comentar nada, o romeno apenas observa com uma sobrancancelha erguida e um leve sorriso no canto da boca. Mesmo sem comentar verbalmente, as expressões dele denunciam suas supostas opiniões internas. Agora sabe-se lá que opiniões são essas, né? 

Em menos de dois minutos, o bartender retorna com minha segunda margarita. Volto a bebericar o meu drink e, dessa vez, o degustando aos poucos.

Só agora me dou conta que o som de uma música pop está soando de algum canto superior do bar, tocando baixo. Volto meus olhos para o romeno que parece distraido, sua postura é bastante relaxada e, enquanto bebe seu coquitel, ele bate o pé no chão acompanhando a música. Hum, será que sabe dançar? 

Antes que eu pense em dizer qualquer coisa, Sebastian se ajeita no sofá, se vira mais em minha direção e me encara com um sorriso travesso. Lá vem algo mirabolante. 

— Então quer dizer que Susanna Evans foi quase uma Britney Spears na adolescência? – o romeno me surpreende voltando ao assunto. 

Uma risada inesperada escapa da minha boca, chamando atenção até de alguns bartenders próximo dali. Agora tenho certeza que ele ria de mim por dentro.

— Foi vergonhoso, mas divertido! – admito. — É dificil alguém não sentir vergonha alheia ao se lembrar da adolescência... a não ser que Sebastian Stan foi um rapazinho comportado. – ergo uma sobrancelha. Seb olha para baixo sorrindo timidamente. Esse jeitinho não me desce de forma nenhuma. 

— Eu acho que sempre vamos ter algo do que se envergonhar... mas, eu não sei... não cheguei a fazer nada muito constrangedor, não que eu me lembre agora. – o romeno diz e volta a beber seu drink. 

— Isso me supreendeu porque a única imagem que me veio a cabeça, foi de você aos vinte anos em uma discoteca dançando música dos anos oitenta se achando o John Travolta em "Os embalos de sábado a noite." – provoco.

Sebastian começa a rir e por pouco não se engasga com seu drink. A reação dele também me arranca uma risada. 

— Porque eu não pensei nisso antes!? Séria incrível. – ele diz entre risos. — Eu acho que vai ser difícil nós dois nos levarmos a sério daqui pra frente, Su. – completa sarcasticamente.

—  Isso é ótimo porque a vida já é séria demais. – digo voltando a beber meu drink. Sebastian assente com aquela piscada miseravelmente sexy.                         

                           ****

As horas passam em um ritmo que desconheço durante a nossa última conversa que se estende por mais alguns minutos, o número de pessoas no bar fica cada vez menor, o que dá a entender que o tempo corre demasiadamente. 

Sebastian é um cara muito autêntico e jovial, definitivamente ele está prendendo minha atenção sem deixar a conversa morrer ou ficar entediante, estou de certa forma encantada e perdendo ainda mais a noção do tempo com tudo que Seb me conta sobre ele. — O romeno gosta mesmo de falar sobre suas raízes. 

Esse happy hour está sendo um longo teste de resistência pra mim, uma resistência aos encantos de Sebastian Stan. Eu preciso admitir para mim mesma que me sinto muito atraída por ele. E isso me irrita! Porque jurei pra mim mesma que ia evitar ao máximo os homens famosos que são muito assediados pela mídia, contudo eu não tenho culpa se os filhos da mãe são lindos e irresistíveis como o Sebastian. Esse homem que está me seduzindo sem fazer muito esforço. 

Eu não sou uma assanhada que nunca viu macho antes, muito menos estou passando por uma seca a la deserto do Atacama, muito pelo contrário, estou muito bem resolvida com meus hormônios e posso ficar bastante tempo sem ninguém, no entanto não sou de ferro. Enfim, vou tentar fazer a louca da seriedade.

Nesse momento, acabo de finalizar minha terceira margarita e, no mesmo instante, peço a quarta ao bartender que já deve estar me chamando de alcoólatra por dentro. Enquanto ao Sebastian, perco a conta de quantos coquiteis ele já tomou. 

O clima entre nós dois se resume em pura descontração, o romeno se diverte com todas as história que conto sobre o que fiz no meu passado — As expressões dele enquanto ouve são dignas de memes para a internet. 

A essa altura, nosso nivel de afinidade já chegou a um ponto onde a única reação que provacamos um no outro são risadas espontâneas e comentários irônicos, literalmente não nos levamos a sério, pelo menos nessa ocasião. Inclusive, nossos assuntos já estão chegando a um tópico um pouco mais pessoal. 

O bartender retorna com minha quarta margarita e a coloca sobre a mesa. Odeio admitir isso, mas os efeitos do álcool só estão conseguindo aumentar minha franqueza, vou ter que fazer um esforço a mais para segurar a língua.

Observo o romeno passar as mãos em seus cabelos, enquanto abre um sorriso extrovertido depois do meu último comentário sobre o seu suposto jeito discreto e um tanto caseiro de levar a vida, fora dos grandes eventos que frequenta. 

— Eu gosto de me divertir, Su. – ele gesticula risonho. — Mas... só programas leves como esse, nada muito exagerado... eu acho que já passei dessa fase.

— Hum... sendo assim você é um homem pra casar, então!? – comento soltando a primeira coisa que passou em minha cabeça.

Sebastian arquea as sobrancelhas um tanto espantado e sorri sem jeito. Impressionante como a maioria dos homens sempre reage de forma estranha quando o assunto é casório.

— Eu não sei... é complicado, mas... Até gosto da ideia, quem sabe um dia – Seb diz dando de ombros.  — E você, Su... pensa em se casar um dia, ou também acha que os homens são todos iguais? – o romeno pergunta voltando a beber o coquitel. 

Seb é tão confuso, lindo e confuso. E essa pergunta me pegou de supresa, a conversa aqui está tomando um rumo bastante aberto e interessante. 

— Eu amo minha liberdade, então... casamento não é uma prioridade. – bebo um gole do meu drink — Ah, e os homens não são iguais, mesmo! Se fossem todos iguais, eu estaria ferrada porque não gosta de nada repetido. – admito irônica. Sebastian solta uma risada muito sexy. 

— A sua franqueza só me surpreende Su... – confessa. —  E me admira muito sua mente aberta. – ele diz com um olhar vago. 

Eu chego a conclusão que Sebastian é realmente imprevisível. Até agora o romeno está muito comportadinho e contido, nada de flertes diretos ou frases de duplo sentido, porém ele ainda mantém seus olhares sugestivos. Se isso não for pra me passar outra impressão, deve ser um fetiche flertar apenas no ambiente de trabalho com sua assessora estressada... ou ele está apenas fazendo hora com a minha cara.

Outra música pop toca um pouco mais alta no local e invade meus ouvidos, enquanto me perco nas minhas teorias da conspiração. Nesse momento me bate uma ligeira vontade de dançar o resto da noite, pois sinto meu corpo energizado e um tanto leve. Eu diria que esse também é um efeito da bebida. — Uma pena aqui ser apenas um bar, caso contrário, nesse instante eu estaria me acabando de tanto dançar.  

— Agora só falta uma pista de dança, não é mesmo? – comento enquando bebo meu drink. Sebastian estava distraído, mas logo seu semblante se abriu com meu comentário.

— Ah, então você gosta de dançar!? – ele se vira pra mim em uma postura relaxada. — Isso eu queria ver! 

— Você ficaria só observando em vez de dançar comigo!? – respondo diretamente. Espera, isso foi o que pensei e não o que eu ia dizer. 

Sebastian arquea as sobrancelhas surpreso e logo sorri sem graça. Novamente aquele jeitinho que não me convence.

— Claro que sim! – ele enfatiza sorrindo. — Eu estava esperando você me convidar. – seus olhos me analizam. 

Posso imaginar quantas mulheres já não caíram nessa lábia que Sebastian tem, apesar de o romeno não parecer ser um mulherengo desenfreado. Ah, já sei! Só pode ser um conquistador seletivo, mas que de repente perde o interesse, porque uma hora se dá conta que ninguém nunca atinge as espectativas de sua suposta "lista de exigências", além de correr de relacionamento mais sério. Conclusão! Sebastian deve ser um cara complicado. E o problema é que eu gosto de homens complicados. Talvez seja por esse motivo que temos muitas coisas em comum, eu sou um pouco complexa também.

Volto meus olhos para Sebastian que ainda me encara esperando minha resposta. 

— Então, já podemos incluir isso na próxima vez. – dou uma pausa. — Se caso você não tiver um encontro... – deixo o restante da frase no ar bebendo um bom gole do meu drink.

Sebastian franze o cenho e sorri pelo nariz. Eu disse isso de propósito porque realmente quero saber, na verdade são infinitas coisas que quero saber, portanto, nada como frases insinuantes para descobrir todas elas.

— Não é bem assim, Su... – ele contrai o canto da boca. — Eu não estou sempre saindo com alguma mulher se é essa a impressão que te passo... não é tão simples quanto parece. O fato de eu ser ator não significa que todas as mulheres vão se jogar aos meus pés e... não são todas que me chamam atenção. – ele diz e finaliza seu coquitel com um único gole. 

Ha! Sabia que existia alguma exigência aí. Inclusive, eu espero que ele esteja dizendo que " todas as mulheres" sem cogitar as várias fãs assanhadas, pois nesse caso se Sebastian estalar os dedos, só em Nova Iorque cai quinhetas de paraquedas. Eu acredito que ele não viva saindo com várias mulheres como se fosse um galinha inconsequente, no entanto sozinho ele não deve ficar por muito tempo, afinal: 

— Um ator lindo assim, sexy, charmoso e... – contraio os lábios ao me dar conta que meus pensamentos escapam mais uma vez da minha boca. Maldito filtro entorpecido! 

Bebo um gole do meu drink e olho sutilmente para Sebastian que está me encarando com um sorriso pretensioso. Onde foi parar aquele jeitinho "timido"? Esse romeno é doido mesmo, um doido muito bonito. 

— Ah... essa sua opinião sobre mim é muito reveladora. – ele diz sugestivo. Que ótimo, agora sou eu quem está dando em cima. 

— Essa opinião é também sobre vários outros galãs, incluindo o meu irmão. – desconverso pra tentar reverter a situação. Sebastian ri e nega com a cabeça.

— Claro... Por que não completou a frase então? – ele usa um tom irônico. Que filho da mãe!

Agora se inicia outro jogo de sedução, já não sei aonde vamos parar com isso e o romeno deve estar de divertindo com essa situação de flertes virada, agora que meu último drink completa o meu nível de atrevimento, eu já não ligo para o que sai da minha boca, mesmo podendo culpar o álcool depois.  

— Tudo bem, eu não me importo em aumentar o seu ego masculino... Onde eu parei? Ah sim... sexy, charmoso e que possivelmente teria a mulher que quisesse, no caso as que te chamam atenção, como... Outras atrizes? – insinuo com tom debochado e bebo o restante do meu último drink. 

Sebastian arquea as sobrancelhas e solta uma risada sarcástica. 

— O meu ego masculino agradece, Su. – ele pisca pra mim. — E... a ideia de ter a mulher que eu quiser é ótima, mas a verdade é que vocês mulheres tem mais esse poder do que nós homens... e por fim, outras atrizes é apenas uma preferência... que pode haver exceção. – o romeno completa um tanto indireto. Torço a boca tentando parecer indiferente. 

Eu ainda fico pasma como Sebastian tem uma resposta pronta pra tudo, ou quase tudo. Ele é realmente exigente além de alto confiante, pretensioso e complexo. São tantos adjetivos que posso usar pra definir o romeno que chega a dar um nó de escoteiro na minha cabeça que, inclusive, roda um pouco devido aos efeitos dos quatro drinks com uns sessenta por cento de tequila.

Sebastian ainda me analisa com um olhar intenso e questionador. Rum, eu posso até adivinhar o que se passa agora na cabeça dele, essa expressão que diz "Eu acho que você me quer" está nítida nessa cara bonita que ele tem. Quer saber, estou até gostando desses flertes trocados. 

— Será que... – me viro na direção do moreno — Você pode ser um pouco mais claro sobre essa "exceção"? – provoco com um desdém. 

Seb esboça um sorriso sacana e me supreende quando se aproxima lentamente, passando seu braço por cima de mim no sofá, estamos cara a cara e posso sentir seu hálito da fruta dos coquiteis.

— Já está claro, Su. – Seb murmurra em tom de voz sugestivo. Isso foi mais direto do que eu imaginava. O olhar fuzilante do moreno desce para minha boca e ele engole a seco. Gelo com seu gesto. 

Encaro os lábios vermelhos e bem desenhados do romeno, mas logo desvio. Isso não pode acontecer, principalmente aqui, logo quando o jogo está ficando tão divertido. 

— Eu acho que já bebi demais, por hoje chega, né? – me afasto rapidamente do romeno. No mesmo instante ele fecha os olhos, tomba a cabeça para trás e esboça um meio-sorriso parecendo frustrado. Seguro um riso com a reação dele. Situação revertida. 

Pego minha bolsa de mão, meu casaco e levanto, porém sinto minha cabeça rodar no mesmo instante, o que me faz cambalear um pouco e quase cair sentada novamente no sofá, contudo Sebastian se levanta rápido e me segura pela cintura com suas mãos firmes. Nossa! 

— Meu Deus, você está bem, Su!? – a voz dele tem um leve tom de preocupação enquanto seus olhos analisam meu rosto. Noto que mesmo eu usando saltos, Sebastian ainda consegue ser mais alto.

— Não foi nada... só fiquei tonta por ter levantado muito rápido. – minto um pouco sem jeito recompondo minha postura. Já vai passar vergonha, Susanna?

— Tem certeza? – Seb franze a testa. — Eu tinha dito pra você ir com calma nos drinks, não!? – ele completa com uma sobrancelha erguida. Reviro os olhos.

— Eu estou ótima... Obrigada, Sr. Moderação. – debocho. — Agora só preciso chegar em casa e dormir. – me dirijo até o balcão do bar, mas Sebastian pega seu casaco e me acompanha. 

— Eu vou levar você. – ele murmura. 

— Eu vim de taxi e posso voltar do mesmo jeito, não precisa. – digo e asceno para o bartender mais próximo. 

— Eu só quero ter certeza que você vai chegar bem na sua casa, teimosa. – Seb insiste. Essa preocupação foi fofa, mas eu não estou tão ruim assim. 

— Eu vou chegar be... – antes de completar a frase Sebastian me interrompe.

— Su... se você não aceitar eu sigo o seu táxi, hein? – ele diz com um sorrisinho malandro. Frazo a testa. O bartender começa a nos observar alternando olhares entre o romeno e eu. 

— Isso tudo é pra me convencer ou você é louco mesmo? – debocho. Sebastian solta uma risada abafada. 

— Bom, eu não me acho muito normal. – ele acrescenta irônico. O bartender ri discretamente do nosso bate boca. 

— Não diga!? Se você não avisa eu nem teria notado. – rebato sarcástica. O romeno continua com um sorriso sem noção na cara enquanto pensa na sua próxima resposta. 

— Então agora você está sem opção – ele conclui piscando pra mim. 

Sebastian não vai desistir até me convencer, a insistência dele parece infinita, sendo assim me dou por vencida e aceito a carona — o sorriso vitorioso na cara do romeno foi instantâneo. Porém, um novo bate e boca se iniciou quando Seb começa a fazer questão de pagar meus drinks. O bartender que, a princípio parecia desorientado no meio da nossa "discussão", deixou nítido que tentava segurar algumas risadas do nosso debate ridículo. 

Nesse aspecto, eu sempre fui um tanto orgulhosa e não costumo aceitar que homens paguem drinks para mim, contudo, a capacidade absurda de persuasão que Sebastian tem, junto ao um certo jeito de falar, me convenceu mais uma vez. 

Logo depois nos encaminhamos até a saída e, na porta do bar, fiquei poucos segundos esperando o Sebastian buscar seu belo carro preto, o qual não cheguei a notar o modelo direito e, como estava estacionado perto dali ele retornou rapidamente. Quando saimos do estabelecimento, já era onze e meia da noite e as ruas novaiorquinas ainda estavam movimentadas. — acho que passamos despercebidos.

Durante o trajeto, que não é tão longo, Sebastian e eu não conversamos tanto, pois o romeno coloca uma música pra tocar dentro do carro, o que nos distrai um pouco. Aliás, em alguns momentos Sebastian cantava a música que, apesar de eu não a conhecer, era boa. — Até que esse romeno canta bem. 

Depois de alguns minutos estamos em meu bairro em frente ao prédio onde moro. Sebastian para o carro, clica em um botão no painel e diminui o volume da música que agora toca mais baixo. Logo, faz um comentário: 

— Até que você não mora tão longe, Su. – ele retira o cinto de segurança e escora o braço por trás de mim no encosto do banco. 

— Então espero que agora você durma mais tranquilo já que me trouxe, sabe onde eu moro e está vendo que cheguei bem. – digo sarcástica.

— Eu não sei, depois de quatro drinks, ainda desconfio que você possa errar a porta e entrar na casa de um vizinho. – Seb diz com um sorriso zombeteiro. 

— hahaha... Ah, Já entendi! Agora vai ficar tirando sarro para se vingar de mim por conta daquele dia na arfter party!? – semicerro os olhos fingindo indignação. 

— Eu nem ao menos lembrei. – ele ergue as mãos. — Mas poderia ter concordado só para entramos em outro debate... assim eu posso ficar mais tempo conversando com você. – ele diz sorrindo pra mim. Sorrio de volta. Eu odeio quando ele consegue me deixar sem graça, aliás o romeno está sendo mais sutil ou é impressão minha? 

Antes que eu pense em uma resposta, Sebastian faz outro comentário.   

— Então... Eu espero ver minha assessora quinta no ensaio fotográfico. – ele diz mudando o assunto. De novo isso? Já que ele insiste. 

— Claro, ela vai estar lá. – digo diretamente retirando o cinto de segurança. Me senti uma pessoa com dupla personalidade ao me referir a mim mesma na terceira pessoa. 

— Eu também espero ver essa Susanna aqui muitas outras vezes depois de hoje. – ele diz com tom esperançoso na voz.  

— Eu ainda vou pensar, até porque eu não gostei nenhum pouco da sua companhia. – respondo com sarcasmo. Seb sorri. 

— Nossa... o meu ego que foi aumentado por você acabou de diminuir drasticamente. – o romeno rebate ainda mais sarcástico. Solto uma risada baixa. 

— Depois dessa "modéstia" eu já vou indo. – digo fazendo um movimento para abrir a porta do carro. 

— Então tchau... Favorita. – Seb murmura se despedindo. Me viro e volto a olhá-lo com o cenho franzido.

— Você não vai ficar me chamando assim, né? – questiono.

— Sim, pode ir se acostumando. – ele sorri enquanto pisca pra mim. Mesmo sendo ridículo, esse homem provoca todos os meus instintos. Até com essas piscadas.

— Então não fica piscando pra mim desse jeito. – tento usar um tom repreensivo. Seb esboça aquele sorrisinho pretensioso e se aproxima.

— Por quê não? – ele me olha se fazendo de desentendido. Nossa, já mudou o comportamento de novo.

— Parece que você está tentando me seduzir, seu cínico. – rebato. Seb abre um sorriso cheio de malícia, se inclina mais perto do meu rosto e olha para minha boca mordendo seu lábio inferior tentadoramente. Essas provocações são de propósito. 

— E se eu estiver... está funcionando? – ele murmura alternando seu olhar entre a minha boca e meus olhos. Aquele gelo na espinha volta e não digo nada.

Eu devia era sair do carro e deixar o romeno falando sozinho, está sendo difícil resistir mais a esse homem.

Sebastian lubrifica seus lábios ainda encarando os meus, depois passa a mão na nuca como se estivesse se controlando. Merda! Eu até posso me arrepender, mas se eu não beijá-lo eu bato nessa cara bonita que ele tem. 

Quando o romeno estava prestes a se afastar, me aproximo prenchendo o pouco espaço entre nós dois e grudo meus lábios nos dele, me perdendo em meus sentidos ao deixar o desejo de beijá-lo me levar. Seb corresponde ao beijo tão sedento quanto eu e, enquanto nossos lábios começam a se saborear, minhas mãos se apoiam nas laterais de seu rosto e logo deslizo uma delas até a nuca do romeno, onde meus dedos se entrelaçam na raiz de seus cabelos macios. 

Agora posso sentir ainda mais o aroma amadeirado do perfume do Sebastian invadindo minhas narinas. O braço dele que estava escorado no banco, desce por minhas costas e sinto sua mão envolver minha cintura com firmeza. O espaço dentro do carro já está pequeno e abafado para nós dois.

O beijo está ficando cada vez mais intenso e cheio de desejo sem perder o ritmo e o encaixe, essa sensação é viciante e eu não esperava que a química entre nós dois fosse tão perfeita assim. Nossas línguas se massageiam enquanto exploramos incessantemente os lábios um do outro. Já posso sentir minha pulsação acelerar e pequenos calafrios circularem por todo meu corpo. Isso é muito bom. 

Sebatian envolve mais seu braço ao redor da minha cintura enquanto suas mãos a pressionam com vontade. Ele tenta me puxar para mais perto, porém, o jeito que estamos dentro do carro impede um pouco que nossos corpos se colem literalmente, o que nos deixa inquietos. O clima está ficando cada vez mais quente assim como meu corpo também e nossa respiração está ligeiramente pesada.

Mesmo estando totalmente envolvida pelo beijo de Sebastian, minha consciência começa a me alertar, pois bebi todas, estou dentro de um carro, na rua do meu apartamento me agarrando com um dos meus clientes. No entanto, está difícil me afastar dos lábios de Sebastian. Desgruda Susanna!

Deslizo minhas mãos da nuca do romeno para o pescoço, passando pelos ombros largos até seus braços fortes, onde introduzo meus dedos por dentro das mangas de sua camisa e pressiono seus músculos. Em seguida, interrompo o beijo mordendo o lábio inferior de Sebastian, o puxando. O romeno esboça um sorriso malicioso e, com uma de suas mãos, ele segura em meu rosto para voltar a me beijar, porém o impesso. 

— Agora eu tenho que ir. – digo me afastando de Sebastian e me viro abrindo a porta do carro. 

— O que?! Não, Su. – ele protesta um tanto surpreso. 

Pego minha bolsa, o casaco e saio do carro sem dizer nada, antes de fechar a porta, olho rapidamente para Sebastian que está me encarando com uma expressão confusa, noto também que ele está um pouco descabelado e seus lábios estão avermelhados ao extremo. Nossa, eu fiz isso?

— Mas... Porque!? – o romeno franze a sombrancelha ainda sem entender. 

— Até quinta... Tchau Stan. – ignoro o que ele diz e me despeço com um sorriso fraco. Seb assente brevemente, mas solta um suspiro pesado enquanto passa uma das mãos em seus cabelos desgrenhados. Fecho a porta do carro e seguro um riso com a reação dele.

Chegando em meu apartamento, tomo fôlego e começo a assimilar melhor o acontecido que foi praticamente por instinto devido minha atração por Sebastian e a "pequena" ajuda dos drinks. Confesso que estou com um pouco de vergonha de mim mesma e também me sentindo uma oferecida desesperada. Primeiro encho a cara, depois zero a minha vida dando em cima de um dos meus clientes e agora "agarro" ele dentro do carro. A que ponto eu cheguei!? Sou a vergonha da minha familia. 

No entanto, Sebastian também tem um pouco de culpa, pois ele começou com esse jogo de sedução, eu raramente faço essas coisas, porém não costumam ser tão diretamente, mas graças aos drinks que me deram mais coragem e as provocações desse romeno, alto, forte, bonito, cheiroso... e com aquela boca. — Jesus! Meu corpo esquenta só em lembrar. 

Enfim, agora ele que volte para casa querendo mais, descabelado e com os lábios inchados, se caso ele achou que o jogo iria acabar ali. Porém eu devia ter me controlado e não feito isso, sabia que eu poderia me arrepender, agora não sei com qual cara eu devo aparecer na frente dele quinta feira. Eu estou perdida, chapada, confusa e com o corpo quente.


Notas Finais


Meu Deus, pobrezinho do meninno Seb foi judiado #SQN 🌚 Então manas gostaram? Odiaram? As coisas vão esquentar ainda mais entre #Subastian 🔥🌶isso é só o começo kkk Que casal mais complicado, ne? O próximo capítulo vai ser no POV do Sebastian. Precisamos saber o que se passa na cabeça dele também, ne? ❤  Bjoss e até a próxima...  🙋🏻


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