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História Beijada pelas Águas - Capítulo 1


Escrita por: giulsAn

Notas do Autor


Olá, leitores! Como vocês estão?
Fazia tempo que não postava nada por conta da faculdade, mas espero que gostem dessa história que criei quando tinha 13 anos e era apaixonada pelo universo aquático e suas criaturas como: sereias.
Decidi passar todo a história que escrevi quase 10 anos e tentei mudar algumas partes para ficar mais interessante!
Espero que vocês sejam apaixonadas pelas sereias assim como eu fui!
E aos que leram minha trilogia "As Relíquias de Pandora" e amaram, obrigada!
Serena, Tony, Aiden, Lay, Gil e Nix estão extremamente felizes, com toda certeza!
Espero que embarquem e se apaixone por Lia e suas aventuras no mundo aquático da Islândia.

P.S: Lembro de publicar esta história quando criei ela nesse site, sendo uma fanfic do 5 Seconds of Summer com um mix de H2O Meninas Sereias. Apaguei toda história faltando 1 capítulo para finaliza-la.
Espero que gostem!
Giulia S.

Capítulo 1 - Próxima parada: Islândia


Fanfic / Fanfiction Beijada pelas Águas - Capítulo 1 - Próxima parada: Islândia

Faziam-se dias que a ansiedade me comia viva. Meus olhos não desgrudavam da papelada que dominava minha mesinha do quarto. No fundo eu sabia que seria uma aventura, mas se seria boa ou ruim estava longe do meu conhecimento. Minha mãe cantarolava alegremente pelos cantos da casa quando as informações sobre a família que me acolheria durante a minha estadia na Islândia apareceram como um e-mail em seu computador. No fundo sabia que ela estava ansiosa para receber as informações para se livrar de mim. 

Toda vez que o assunto “intercâmbio” adentrava as conversas do almoço ou jantar meu estômago embrulhava e minha mente gritava “por que você não vai no meu lugar passar um ano longe de todos?”, “pode ir no meu lugar, sem problemas”.

Bufei irritada com a trilha de pensamentos que seguiam em minha cabeça e empurrei os papéis para longe da minha vista, apoiando-me de bruços sobre mesa. 

— Inferno. — Suspirei e olhei para o pequeno relógio digital rosa que estava em minha frente. 

22:35.

Droga, pensei, faltavam poucas horas para meu embarque. 

Pela primeira vez ficarei longe da minha família. Meu peito apertou e eu suspirei, levantando-me da cadeira e indo até o banheiro. Precisava jogar alguma água em meu rosto para ver se estava tendo um pesadelo ou algo do tipo, mas assim que o toque gélido da água tocará minha face, notei que ainda estava presa nesta realidade paralela. 

Encarei o espelho e alguns fios ruivos molhados estavam grudados em meu rosto. As olheiras davam o toque especial juntamente com as minhas sardas infelizes.

— Por Deus, estou acabada.

O que me intriga é que está situação deveria ser fácil, divertida, até porque não tenho amigos aqui, então não era para ser tão difícil, certo? Não é como se eu fosse fazer amigos lá. Sou estranha demais para isso. 

Levei meus dedos até minha boca e comecei a roer as unhas pelo nervosismo que causei com o pensamento que atravessou minha cabeça. 

Se concentra, Amélia. Não é para tanto.

— Acho melhor dormir para pelo menos descansar por algumas horas. — Murmurei e me deitei a cama. 

Encarei a grande mala feita para essa viagem pela última vez antes de fechar os olhos. Me encolhi e respirei fundo.

Tudo iria ficar bem no final. Não é?

 

A névoa da madrugada abraçava o carro que iria me despachar no início da minha futura aventura. Se era boa ou ruim minha mãe definitivamente pagou para ver, já eu, preferiria ter gastado meu dinheiro em um hambúrguer com fritas e despejar minhas expectativas em filmes de romance adolescente. 

Respirei levemente e observei o caminho para o aeroporto. A cidade Manaus estava com um calor insuportável. Sei que muita gente ama o sol e o calor, mas nunca fui fã do que essa temperatura poderia me trazer, como suor ou pernilongos.

Deveria ter me acostumado, pois meus pais se mudaram para o Brasil quando eu ainda era um bebê. Decidiram vir por conta de seus trabalhos, cada um em sua área da biologia. Enquanto minha mãe era uma pesquisadora da biologia marinha, meu pai sempre fora apaixonado pelas diversas árvores, plantas que somente existe no ecossistema da Amazônia. Ambos se formaram na Irlanda, mas decidiram vir para Manaus por conta do trabalho. 

O que tem sido um saco, diga-se de passagem. 

Minha falta de melanina é uma maldição nas terras ensolaradas brasileiras. 

Não me leve a mal, eu sempre admirei e achei a natureza brasileira linda, mas as queimaduras que, mesmo com protetor solar, aconteciam em minha pele ardiam demais. 

Talvez seja bom esse intercâmbio. Não pelo inglês porque já sabia a língua, mas por ser na Islândia. Darei férias a minha pele.

— Como está se sentindo? — Fazia tempo que não ouvia minha mãe falar em seu idioma nativo. De alguma forma aquilo me acalmou levemente. 

— Não sei. — Respondi em português. Vou aproveitar já que não irei falar português por um bom tempo.

— Isso fará bem a você, Lia. — Suspirou ela, tentando mais uma vez me convencer de todas as coisas boas que essa oportunidade poderia me trazer. — E trará informações interessantes para seu currículo.

— Mas vocês são irlandeses, mãe. — Bufei. — As pessoas assumem que falo inglês.

— Intercâmbio não é apenas para a língua, meu amor. E você cresceu aqui. 

Joguei minha cabeça para trás, batendo a cabeça no banco de couro do carro e olhei para frente. 

O aeroporto estava perto. Pelo menos isso. 

— E filha — Voltei meus olhos a minha mãe, a qual estava com seus cabelos ruivos preso em um coque bagunçado e seu óculos, com armação amarronzada, torto em seu rosto. As sardinhas em seu rosto marcavam um mapa que eu sentiria falta de encontrar todo fim do dia. Engoli a seco para não chorar. — Faça amigos. Tente pelo menos. Você é uma pessoa tão boa, merece ter amigos. 

— Gostaria que fosse fácil assim, mãe. — A frase saiu como um sussurro. Esse assunto sempre fora delicado para mim. Nunca tive alguém que pudesse chamar de amigos, nunca conversei mais do que duas palavras com alguém e quando conversava era sobre trabalho da escola. — Eu não chamo atenção.

Minha mãe não respondeu. Sei que doía me ver assim e ela sabia que nada que me dissesse iria melhorar como eu me sentia sobre mim ou sobre isso. Eu sei que minha aparência física era, no mínimo, peculiar, mas minha personalidade apagava qualquer tipo de atenção que pudesse ser gerada pelos meus cabelos ruivos e sardas inconvenientes em meu rosto. 

Acredito que exista muita gente que, na internet, afirma o quão lindo e perfeito é ser diferente. Eu posso assegurar que é horrível. Nunca fui muito de abrir a boca e quando abria para falar algo, saia de uma forma constrangedora demais para manter uma conversa. 

Suspirei cansada. 

Chegando ao aeroporto, não demorou muito para que estivesse com o check-in pronto em mãos. 

Antes que eu pudesse entrar na área de embarque, minha mãe me envolveu em um último abraço. 

— Queria ficar nesse abraço para sempre. — Falei, sentindo minha voz sair abafada em seu casaco verde-musgo. 

Ela riu.

— Você é mais corajosa que pensa, Lia. — Seus olhos verdes brilharam para mim enquanto abria um sorriso. Meus olhos arderam. Sentia que algumas lágrimas viriam à tona a qualquer momento. — Eu te amo muito, filha. 

— Eu vou sentir sua falta, mãe. 

— E eu a sua. — Levando suas mãos até meu rosto, ela limpou minhas lágrimas e respirou fundo para conter as delas. — Eu e seu pai estamos muito orgulhosos de você. Mande mensagem quando chegar, tudo bem? 

Assenti com a cabeça e me virei, seguindo o caminho para a área de embarque. Contudo, antes que eu pudesse entrar, olhei mais uma vez a mulher ruiva magricela, que se abraçava e tentava esconder as lágrimas com seus óculos embaçados. 

Respirei fundo e assim que olharam minha passagem e liberaram minha entrada, segui meu caminho sozinha até a minha próxima parada: Islândia.

 

 


Notas Finais


Não esperem muito, mas espero que tenham gostado! Vou postar no decorrer da semana o segundo capítulo! Estou corrigindo!


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