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História Beijado Pelo Sol - Capítulo 10


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Notas do Autor


Enfim o final de Beijado Pelo Sol. O epílogo para concluir de vez a história de Sarawat e Tine semideuses. Acho que tem um olho na minha lágrima.

Vou falar mais nas notas finais. Até lá embaixo. Boa leitura 💕

Capítulo 10 - Epílogo


Fanfic / Fanfiction Beijado Pelo Sol - Capítulo 10 - Epílogo

O Sol brilha em toda a sua intensidade e resplendor, refletindo sua energia no balançar das árvores e na brisa refrescante que atinge o corpo dos campistas reunidos na arquibancada, no centro do pavilhão de batalhas. Todos atentos demais no que está próximo a acontecer.

De um lado direito, a postos em uma espécie de carruagem sem cavalos (dourada como os seus olhos), está o líder do chalé de Apolo, segurando firme a ignição. Ele olha para o lado e encara o adversário com divertimento, mas controla que seus lábios se curvem em um sorriso desafiador.

Do lado esquerdo, dentro de sua inconfundível blusa preta, o filho de Hades retribui o olhar com certa indiferença, sentado em uma carruagem de bronze. No entanto, o brilho que passa rapidamente por seus olhos indica que ele se importa mais do que deixa transparecer.

Será uma corrida interessante.

Air, a coordenadora de atividades (e também oráculo nas horas vagas), está parada de frente para os dois, com seu famigerado apito nas mãos, segurado perto da boca. Ela olha de uma para o outro, que estão ocupados em uma troca de encaradas desafiadoras.

— Vocês já conhecem as regras, meninos. Nada de causar danos permanentes ao coleguinha, como aleijamento, desmaios ou morte. — Ela analisa a prancheta que segura, checando as possíveis consequências conforme vai dizendo.

Toda a atenção dos campistas espalhados pelas arquibancadas se concentra nos dois competidores. O filho de Hades seguras as cordas da direção da carruagem, arrumando sua postura.

— Pronto pra comer poeira?

O filho de Apolo solta uma risadinha anasalada.

— Vai sonhando.

Air assopra o apito, antes de sair do caminho.

— Podem ir!

Sob olhares atentos, as carruagens somem num borrão dourado e bronze. Todos os telespectadores ansiosos para descobrir quem irá ganhar.


— Eu exijo recontagem dos votos! — Man exclama quando todos se reúnem perto do fim das arquibancadas. Type, ao seu lado, revira os olhos.

— Foi uma corrida, não teve votos. Aceite que seu amigo perdeu.

Apesar de acirradíssima, foi o filho de Apolo quem chegou primeiro, para o delírio de seu chalé, e também dos outros quando eles foram se cumprimentar pela partida e Tine roubou um beijo do adversário.

 — Certeza que o trouxa do Sarawat... deixou o namoradinho ganhar — Boss retruca, enquanto divide sua atenção entre bocejar e devorar o resto de seu saquinho de pipoca. Man aponta em sua direção, concordando com o que foi dito.

— Ai, os bebês vão chorar, é? — Ohm provoca, as mãos fazendo gestos como se imitasse uma criança chorando. — Podem passando a grana!

— Isso aí! — Phuak diz. — Aceitem que o Tine ganhou e vocês vão falir hoje.

Boss e Man bufam em uníssono, mas pegam a carteira para entregar o dinheiro combinado.

Fong e Earn, que estão sentados em um dos degraus da arquibancada, com ela apoiando a cabeça do ombro dele, observam os dois contarem o dinheiro recebido com uma expressão incrédula e risonha, respectivamente.

— Não acredito que vocês usaram nossos amigos para ganhar dinheiro — Fong comenta. — Deixa o Tine saber disso...

— Saber de quê?

Os sete viram na mesma hora na direção do dito cujo que aparece atrás deles. Sarawat está ao seu lado, com a camisa preta pendurada em um dos ombros. Boss solta algo como "esse não morre mais", abafado pelo saquinho de pipoca que ele enfiou na cara. Phuak e Ohm escondem o dinheiro atrás do corpo, lançando um sorriso amarelo para eles.

— Nada não — Ohm responde. — É que o Fong não tira seu nome da boca, mesmo depois de começar a namorar a sua irmã.

O filho de Atena o olha perplexo. O rosto fica do mesmo tom que a pulseira vermelha de Earn, enquanto aponta para si mesmo, numa pergunta muda de "Eu?!". Phuak entra no jogo também.

— Cuidado que o Sarawat vai atrás de você, hein!

É a gota d'água para o garoto. Com a mão fechada em punho, Fong avança na direção dos dois, que saem correndo pelo pavilhão. Earn se limita a balançar a cabeça, descrente, seguindo o namorado e os amigos com os olhos.

— Eu vou atrás deles antes que causem algum acidente.

Tine observa os quatro se afastarem sem entender muita coisa, mas mesmo assim ele sorri. Ainda é estranho que Fong e Earn estejam namorando. Foi uma surpresa para ele também e até hoje ainda não está totalmente acostumado. Mas talvez aquilo sempre estivesse na sua cara e só ele nunca tenha percebido. Tine tende a ser bem lerdo às vezes. 

Boss, Man e Type continuam parados no mesmo lugar. Ciente de que estão sobrando, Type logo trata de planejar sua retirada não muito discreta, se depender de um certo filho de Dionísio.

— Acho que vou checar os morangos — Ele diz, referindo-se à plantação que os filhos de Deméter e Dionísio são responsáveis de cuidar.

— Eu vou com você! — diz Man animado, passando o braço pelo ombro do namorado.

Type suspira, mas não diz nada contrário. No fundo, todo mundo sabe que ele gosta do qual espontâneo Man consegue ser.

Esse é outro casal interessante. Sarawat ainda não conseguiu acreditar que Man realmente conquistou o coração de Type, depois de inúmeras tentativas. Mas ver seu amigo feliz é suficiente para fazer tudo parecer natural.

Boss permanece em pé ali no canto, sacudindo o saco em mãos na esperança de encontrar alguma pipoca perdida. Ao perceber, com um bocejo frustrado, que não tem mais nada, ele amassa o saco de papel, erguendo os olhos e então de tocando que é o último que sobrou.

— Eu… vou jogar isso lixo.

E sai correndo para longe dos dois também.

Tine e Sarawat ficam para trás, rindo do quão discretos os amigos são.

O líder o chalé 7 vira para o namorado, as mãos nos bolsos da calça.

— E então, o que quer fazer agora?

Sarawat ainda está se acostumando com esse tipo de pergunta vinda na companhia de um olhar inocente de Tine. É bem difícil manter a concentração no meio do dia.

Ele se aproxima, segurando o rosto de Time com ambas as mãos, uma de cada lado, e levanta um pouco para que seus lábios depositem um breve selar na testa dele. O beijo desce para o nariz, bochecha (primeiro a direita, depois a esquerda), mas ele para antes de alcançar a boca.

De algum lugar, a voz de Ohm corta o ar e chega até seus ouvidos. Ele está longe o suficiente para que o som chegue entrecortado, mas é possível identificar algo como "procurem um quarto!", antes dele voltar a correr, pois Fong quase o alcança.

Na verdade, nem mesmo um quarto será possível no momento, visto que Air deixou claro desde quando eles voltaram da missão que é proibido que casais fiquem por muito tempo no chalé sozinho. Levando em conta que Sarawat é o único a ter um chalé só para si, obviamente o aviso era para eles.


Após concluírem a missão, alguns meses atrás, Afrodite deu um tempo para que eles entendessem tudo, antes de mandá-los de volta para o Acampamento Meio-Sangue em um táxi. Sarawat sentou no banco perto da janela, Tine no meio e Pam na outra ponta (isso porque ela se recusou a sentar em qualquer parte que pudesse atrapalhar que eles ficassem perto), tagarelando sem parar sobre como shippava os dois e o porquê de ter feito tudo aquilo.

Aparentemente, usar as técnicas comuns de unir casais não surtiria tanto efeito neles, então ela teve que apelar para medidas mais extremas. É difícil dizer o que se passava na cabeça dela.

Eles chegaram ao pé da colina de manhã. Em algum momento durante a viagem, os três caíram no sono — ninguém sabe se durante uma das histórias de Pam ou em algum momento que ela finalmente ficou em silêncio.

— Têm certeza que vão ficar aqui? Não tem nada aqui — o taxista perguntou.

— Temos sim, P' — Tine disse. — Obrigado.

O motorista acaba por dar de ombros. 

— Vocês que sabem.

Ele vai embora e os semideuses começam a subir a colina. Pam, animada, vai na frente, os outros dois um pouco mais atrás. Ao alcançarem o topo, é possível avistar Dim e Air lá embaixo os esperando, junto com alguns campistas curiosos. Provavelmente, foram informados de sua volta.

— Sejam bem-vindos de volta, heróis — o diretor diz, orgulhoso, ao vê-los se aproximar.

— Viu, Ohm? — No meio dos outros campistas, a voz de Phuak se sobressai. — Eu disse que eles não iam se matar durante a missão.

Dim lança um olhar reprovador para os dois, mas não os repreende. Tine apenas balança a cabeça, rindo para os amigos, antes de ser atingido por um abraço apertado. Earn o segura tão forte que ele sente como se pudesse ser arrancado do chão a qualquer momento.

— Que bom que você está bem — ela disse. — Eu tive uma sensação tão estranha...

Tine e Sarawat trocam um olhar significativo. Talvez ele não seja o único filho de Apolo com habilidades de premonição, afinal.

— Está tudo bem, irmã.

Os filhos de Afrodite aparecem ao ver a movimentação e, em questão de segundos, se aglomeram ao redor de Pam, a enchendo de perguntas. Os outros filhos de Apolo se juntam também, após Dim e Air se retirarem, pedindo que eles fossem à Casa Grande mais tarde, para fazer um relatório sobre a missão.

Sarawat se afastou um pouco quando aquela nuvem de campistas do chalé 7 se reuniu ao redor deles para ver como Tine estava. Ele avistou Boss e Man se aproximarem e seu plano era ir até eles, para evitar o desconforto, mas não conseguiu fazer isso. Tine, ao perceber que ele se afastava, o puxou novamente, deixando o braço cair ao redor do seu ombro.

— A gente precisa descansar pra festa de comemoração, então… com licença.

Tine tira o braço do ombro de Sarawat, transferindo o contato para as mãos, entrelaçando os dedos uns nos outros. O filho de Hades desce o olhar até as mãos dadas, incrédulo que o outro realmente fez aquilo publicamente, e tão rápido.

Tine o puxa na direção dos chalés, afastando-se dos outros campistas. Os amigos deles trocam olhares confusos, pois eles saíram do acampamento se detestando e voltam desse jeito. Pam, por sua vez, leva ambas as mãos até cada uma das bochechas, abrindo um sorriso maravilhado.

— Eles não são lindos?


Para evitar qualquer problema com as regras (não que eles se importem realmente, mas como líderes de chalé é melhor manter o bom exemplo), eles não vão até o "quarto" de Sarawat. Até porque, parando para pensar, fazer qualquer coisa lá seria extremamente estranho graças a estátua de Hades que o encara fixamente. Apesar de agora não estarem fazendo nada contra a vontade do pai dele, aquela estátua ainda o causa arrepios. E colocar algo na frente da estátua parece desrespeitoso demais.

Em vez disso, Sarawat segura a mão de Tine, puxando-o para fora do pavilhão, na direção da floresta que fica perto da barreira de proteção. A mesma que há alguns anos eles quase deram o primeiro beijo. O lugar ainda parece o mesmo, a diferença é que agora se tornou o ponto de encontro preferido dos dois. Ninguém tem coragem de vir aqui, nem motivo, então eles não correm riscos de serem interrompidos.

Sarawat só solta a mão de Tine quando o vê bater as costas no tronco da árvore, levando uma mão de cada lado da cabeça dele. Tine não se move, seus olhos estão fixos para ver o que o outro vai fazer. 

— Isso se classifica como sequestro, sabia? — Seu tom é divertido, indicando que não fala sério.

Sarawat dá de ombros.

— Não é sequestro se eu peguei o que é meu.

— E eu sou seu?

— Sim. — A ponta do nariz de Sarawat toca a bochecha de Tine, superficialmente. — Meu namorado… — Com os lábios, ele toca o maxilar, deixando uma leve mordida ali. Tine arfa. — Meu melhor amigo. — Ele beija o queixo do outro, subindo a boca até estar rente contra a dele. — Meu tudo.

Após aqueles segundos torturantes, os lábios se unem e, como sempre, parece ser a primeira vez. Eles ainda não se acostumaram a como as bocas se encaixam perfeitamente e a como os corpos se conectam de uma forma que nunca sentiram antes. Sarawat segura a nuca de Tine com uma mão enquanto a outra se perde pela maciez de seu cabelo. 

Tine não usa mais os óculos. Aparentemente, a cor dourada em tempo integral veio junto com uma visão perfeita. Isso facilita muitos as coisas nesses momentos, em que Sarawat pode beijá-lo sem obstáculos. Apenas os narizes se tocando e o coração batendo tão rápido que parece querer sair do peito a qualquer instante.

Sem aviso prévio, o filho de Apolo segura um dos ombros do outro, mudando de posição. Sarawat solta um grunhido do fundo da garganta ao que suas costas batem no tronco da árvore e, ao mesmo tempo, as mãos ávidas de Tine invadem o interior de sua camisa, tocando cada pedaço de pele que encontra. Cada músculo da barriga definida, subindo até não poder mais.

Os lábios se separam e Tine leva os seus para o pescoço do namorado. Uma das mãos sobem e seguram o lado oposto, enquanto ele esconde o rosto ali, como um vampiro. Sarawat fecha os olhos com força, a boca entreaberta por onde escapam-lhe murmúrios desconexos. Desnorteado demais para tentar fazer sentido.

É tudo perfeito demais, como nenhum dos dois imaginou que pudesse ser. Depois de tudo o que eles passaram, estarem desse jeito, amando-se sem se importar com as consequências. Podendo confessar tudo o que sentem sem medo de nada.

Eles voltam a se beijar várias e várias vezes, nunca satisfeitos. Ainda não compensaram todo o tempo perdido. Tine para o beijo por um momento, encostando sua testa na dele. A respirar desregulada, o corpo quente.

Então ele sorri, um sorriso tão grande que faz seus olhos se transformarem em dois riscos no rosto; o sorriso que faz Sarawat saber que está em casa. Ele se afasta alguns centímetros para falar.

— Eu amo você demais. Alguma sugestão do que posso fazer a respeito?

Sarawat segura a cintura dele, trazendo-no para perto novamente. O contato faz um choque insano percorrer por ambos os corpos. Agora é o filho de Hades que sorri, carregado de malícia.

— Eu tenho umas ideias.

Dessa vez eles só esperam que Afrodite não filme nada.


Notas Finais


Quando eu inventei de escrever uma "longfic" deles, no universo de Percy Jackson, confesso que achei que ninguém leria. Até porque, o fandom de BL não é tão popular por aqui (vulgo social spirit) e misturando com o universo do livro, achei que ninguém de fato se interessaria.

Mas eu me surpreendi muito positivamente em ver pessoas interessadas em ler, tanto aqui quanto no Wattpad. Pessoas que esperavam ansiosamente toda sexta-feira para ler um capítulo novo e surtavam no twitter. Tudo isso me deixou imensamente feliz.

Então sou grata a cada um de vocês, que dedicaram um tempo do dia para ler minha história. A você que comentou e me deu um baita apoio. VOCÊS SÃO INCRÍVEIS. Queria amigar com todos 😂🤭💕

Aaté mesmo a você, leitor fantasma, agradeço por ter lido. E minhas amigas queridas que me aturaram 24/7 falando dessa fanfic, (vulgo Lau, Debs e Mari). Amo vocês, viu? O próximo Nobel da paz já está garantido kkkkk

Espero que essa fic tenha feito vocês se divertirem, se emocionarem e tenha ajudado de alguma maneira a passar por esse momento difícil.

Um beijo para todos vocês e em breve nos vemos por aí 😘💕

(Qualquer coisa me chamem no twitter, não mordo não kkk @ohmvxldez)


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