História Beijo sabor Melancia - Capítulo 20


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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Aninha, Carmem, Cascão, Cascuda, Cebola, Denise, Do Contra, Eduardo "Dudu", Franjinha (Franja), Irene, Jeremias, Magali, Marina, Mônica, Quim, Titi, Toni
Tags Cascao, Cebolinha, Magali, Monica, Turma Da Mônica Jovem
Visualizações 157
Palavras 4.530
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vamos lá, mais um cap!
Cap 20! Muito esperado por mim *-* e temido também ><"

Capítulo 20 - Melancia cativante


- Magali Povs

 

 

Que situação estranha a gente estava passando, Cas no meu colo e eu o protegendo.

Eu sabia desde pequena da sua fobia pela chuva, mas pensei que tivesse melhorado, estava como quando era criança que não podia ver uma nuvem mais escura no céu que corria, mas o ver assim frágil me deixou comovida, alisei seu cabelo e rosto, Cas estava de olhos fechados até parecia que estava dormindo, o que o entregava era o aperto nos olhos a menção de algum trovão. A chuva depois de alguns minutos deu uma amenizada e tentei puxar assunto.

 

- Será que a Mônica e o Cebola estão bem?

- Tenho certeza que sim.- ele disse ainda de olhos fechados.

- Se você tem certeza... hum...Cas por que tem tanto medo de chuva?– me arrisquei perguntando, ele respirou fundo.

- Não sei Magá! – fiquei quieta com a resposta, percebi que ele não queria me contar – Minha mãe diz que desde pequeno sou assim, na verdade minha mãe me teve muito nova e no dia que eu era pra nascer estava sozinha, meu pai estava trabalhando e ela foi a pé pro hospital no meio do caminho começou a chover muito forte com relâmpagos e trovões, ela disse que eu não parava de mexer em sua barriga e com medo de me ter assim no meio da rua gritou por socorro, a sorte que ela encontrou sua mãe dona Lilian! – ergui as sobrancelhas não sabia disso – O ruim que o bairro naquela época alagava muito, na enchente elas estavam com água suja nos joelhos sua mãe quem a ajudou até chegarmos no hospital, nasci praticamente na porta do hospital, nasci na chuva e na enchente Magali, quase afogando , com minha mãe assustada na calçada do hospital . – ele disse comovido.

- Nossa Cas, não sabia disso! É por isso essa fobia? 

- Talvez sim...talvez não. Mas estou bem e melhor ainda com você aqui! – mudou de assunto rapidamente.

- Cas acho que melhorou a chuva, vamos procurar a Mônica e o Cebola?

- Vamos não! – ele travou o zíper da barraca decidido em não deixar eu sair– Maga só deixo você sair se confiar em mim, Dora e eu nunca tivemos nada, eu só a ajudei em um treino e ela me beijou mas eu me afastei logo em seguida, juro pra você. – suspirei fundo antes de responder.

- Ok, eu acredito em você Cas. – resolvi confiar, depois da história que me contou senti verdade nas suas palavras, claro que a foto me pegou de surpresa mas devia confiar nele, ele abriu um sorriso e me beijou, seus lábios sugavam os meus com desejo e eu tentava retribuir da mesma forma, o frio que estava sentindo por ter tomado chuva tinha virado um calorão, ele me deitou em um colchonete e ficou por cima de mim, passei as mãos pelas suas costas enquanto ele se encaixa nas minhas pernas a ansiedade de querer algo mais aumentava a cada segundo, agora sabia o que era tesão e eu tinha certeza que tinha muito tesão por ele.

- Melhor então irmos procurar o Cebola, antes de fazermos uma besteira! – Cascão sorriu antes de se levantar o puxei novamente.

- Eu quero fazer uma besteira com você! – respirei ofegante.

- Não Magá, melhor não você é ... – ele sentou.

- Mas eu quero agora Cas, eu sei que tem que ser você e eu sinto que é agora. –  ouvi minha voz sair bem tímida, tirei a camiseta e estava sem a parte de cima do biquíni, sabia que um homem não resistiria a isso mas ele parecia indeciso, minha respiração ficou suspensa quando me senti desnuda mas o olhar do Cas permanecia fixos nos meus olhos como se fosse uma pergunta silenciosa para saber se tinha certeza daquilo. Cas tocou no meu rosto com as pontas dos dedos me acariciando, fez uma linha entre minha bochecha e tocou levemente nos meus lábios não demorou muito desceu com a mão pelo meu pescoço até meu seio, arfei nesse momento e mordi meus lábios com malícia, foi a deixa pra ele tirar a camiseta e deitar por cima de mim, a sensação de pele contra pele era ótima, nossos lábios se encontraram com urgência, soltei um gemido enquanto sugava minha língua mal conseguia responder o beijo pois meu corpo queimava, dessa vez ia me entregar a essas sensações, sua boca quente e úmida foi do pescoço até meus seios, ele brincou com meu mamilo que senti enrijecer na sua boca, estava muito extasiada que gemi alto. – Ah Cas!!! – gritei pois não conseguia raciocinar ele desceu com beijos e mordiscadas pela minha barriga nessa hora ofeguei mais ainda,  Cas parou e com delicadeza desamarrou e tirou a parte de baixo do meu biquíni pensei que iria morrer de vergonha mas a expectativa foi maior ... ele não ia fazer isso, ia? Ele fez! Arquei o quadril quanto senti sua boca no meio das minhas pernas,  gritei seu nome mais uma vez isso serviu de incentivo para brincar com língua na minha intimidade, não tive coragem de detê-lo e nem queria.

- Você é muito linda, sabia?! – voltou e me beijou na boca , retribuia enquanto alisava suas costas, ele se afastou em e foi procurar algo na mochila fiquei confusa mas logo vi que era um preservativo, então ia mesmo acontecer? Ok, respirei fundo, estava decidida. O Cas abaixou a bermuda e o vi nu, estava bem maior no que na foto, ri com meu pensamento, ele me olhou intensamente antes de voltar a deitar por cima de mim, seu beijo dessa vez foi suave e lento e suas mãos estavam passeando entre meus seios, sentia que estava excitada.

- Tem certeza Magá! – me olhou intenso da mesma forma que antes eu apenas assenti com a cabeça, claro que tinha certeza, assim que concordei ele desceu com sua mão até minha intimidade, um toque suave que me fez congelar, estava rendida ele me penetrou com o dedo e afastei com o quadril por sentir um leve incomodo.- Machuquei você? – perguntou preocupado! Neguei com a cabeça, estava ansiosa demais para falar, estava com medo da dor mas não ia falar isso, ele se encaixou entre minhas pernas abrindo espaço, não consegui relaxar e fiquei tensa e tive certeza que o Cas sentiu isso quando viu meu rosto.

- Magali, não precisamos fazer isso se não estiver pronta, eu te amo e posso esperar o tempo que for preciso!- ele fez menção de afastar mas o segurei pelos braços.

- Não Cas, eu quero você, quero muito... eu te amo. – ele fechou os olhos com um sorriso abaixou e beijou meu pescoço, ficamos um tempo assim eu consegui acalmar com sua respiração no meu pescoço, Cas estava parado a um tempinho quando ia perguntar se estava tudo bem ele se mexeu e se posicionou  entre minhas pernas me deu um beijo profundo enquanto apertava minhas coxas, sua língua desceu pelo meu pescoço e delirei da excitação, de repente aconteceu, senti seu membro bem rijo querendo me penetrar não conseguia para ofegar tentei ficar parada sem sucesso, Cas agarrou meu quadril me prendendo e pressionou seu membro sobre mim, Cas estava tão tenso quanto eu, estranhei.

- Que houve? – sussurrei

- Magá, tenta relaxar tabom, quando quiser eu paro! -ele alisou meu rosto.

- Não quero parar! – ele sorriu malicioso, com um movimento brusco me penetrou e a dor foi forte não teve como não reclamar, ele movimentou o quadril e novamente deu estocada forte, mexi embaixo dele tentando escapar dali.

- Está tudo bem? – Cas parou para me perguntar – sua respiração estava entrecortada.

- Está! – menti não podia desistir depois de ter ido tão longe, senti uma ardência incomoda que foi aliviando aos poucos enquanto o Cas mantinha-se parado, meu desespero voltou assim que ele começou a se movimentar por sorte seus movimentos foram suaves a dor não aparecia mais e sim um arrepio, um arrepio até que bom.

- Quer que eu pare? – perguntou preocupado.

- Não! – o olhei decidida, eu queria mais, muito mais, o trouxe pra mais perto com um abraço e um prazer descomunal me invadiu, nos dois agora estávamos gemendo e com a respiração ofegante, percebi logo que a cada gemido os movimentos se intensificava.

- Eu vou gozar... – ele soltou um gemido rouco no meu ouvido antes de apertar com força meu quadril, senti o peso do seu corpo sobre o meu enquanto ofegava no meu pescoço,  ele sorriu pra mim, enquanto sorria de volta antes de tirar seu peso no corpo.

- Magá sei que não foi bom pra você ...

- Foi maravilhoso! – o interrompi  - Estou feliz que foi com você! o beijei

- Eu também estou feliz! – falou entre o beijo.

 

-

 

Eu tinha certeza que tinha cochilado, acordei confusa tentando identificar aonde estava, Cas estava do meu lado ainda dormindo, eu estava nua apenas com uma camisa fina me cobrindo, então tinha mesmo acontecido? Sorri ao lembrar, a realidade voltou segundos depois, precisava sair da barraca, precisava achar e falar com a Mônica, precisava de roupa também, pelo menos a chuva tinha parado e já era noite! Vesti a camiseta da Cas antes de sair da barraca.

- Sorria Magali!!! – Denise gritou apontando o celular pra mim, a claridade do flash fez eu estreitar o olhar.

- Que isso Denise? – com o susto gritei de volta.

- Você esta sendo filmada, saindo da barraca que não é sua, com o cabelo despenteado, hum... meus seguidores vão ficar loucos pra ver essa babado! Agora quem está ai dentro, Cascão?

- Que ta acontecendo? – Cas saiu da barraca vestido, ufa!

- Ah Cascão! Então, o mundo quer saber o que vocês dois aprontaram dentro dessa barraca, por que Cascuda e eu ouvidos uns gritos suspeitos! – ela ria maliciosamente. Cas não pensou duas vezes e tomou o celular da Denise. – Ei me devolva Cascão!

- Vou apagar primeiro! -ele correu em círculos fugindo da Denise.

- Não, me devolva agora! – ela correu o perseguindo, aproveitei pra correr pra minha barraca e me trocar. Que vergonha, se a Denise e a Cascuda ouviram, como iria encará-las? Como sou burra e insensível, o que menos queria era constranger a Cascuda, pois ela é minha amiga, ou era, não sei mais. Me troquei e sai da barraca com a lanterna em mãos, tinha esfriado bastante e já eram 8 da noite, estranho que a Mônica e Cebolinha tinham sumidos e o povo que veio pela estrada ainda não tinham chegados.

 

- Estou preocupada Cas! –

- Eu também, mas os dois sabem se virar bem, logo chegam agora que a chuva parou.

- Espero que sim! – O Cas tentava fazer uma fogueira mas sem sucesso pois os galhos estavam molhados, Denise estava brava com o Cas mas também preocupada com o Cebola.

- Porque vocês deixaram eles pra trás?

- Eles quiseram se separar! – Cas se defendeu da Denise

- Sei...- falei com tom de dúvida.

- Denise, er...como está a Cascuda? – perguntei com medo da resposta.

- Depois de ouvir vocês gritarem, até que está bem! – ruborizei na hora mas fui firme.

- Digo, o tornozelo, ela se machucou...

- Ah sim, não está conseguindo andar ainda.

- Eu acho que vou procurar eles...- o Cas se levantou olhando pra mata escura.

- Claro que não, você não pode nos deixar sozinha aqui. -Denise reclamou com razão, só faltava o Cas se perder também.

-  Concordo com a Dê!

- Mas eu sei bem andar pela mata, estou mesmo preocupado com eles...mas vocês tem razão, vou tentar ligar pro guia!- Cas se afastou com o celular na mão, era bem difícil pegar sinal aqui.

- Denise, eu...- meu rosto queimava, queria conversar tanta coisa, mas nada saía da minha boca.

- Eu vejo como você olha pro Cas, é amor!- ela falou de repente- Percebi isso faz um tempão, sou amiga da Cascuda e sua também, e sei que vocês só viviam machucadas com seus relacionamentos, você com o Quim e ela com o Cascão! Eu só não sei se é natural.

- Como assim, natural?

- Ah tipo, se é o ”certo”! – ela riu- Mas só o tempo!- ela sorriu e me atrevi a sorrir de volta.- Só não deixa a Cascuda passar esse tipo de situação novamente senão meto a mão na sua cara.- ela levantou antes de me ameaçar, abaixei a cabeça com vergonha e peso de consciência, ela tinha razão.

- Consegui falar com o guia, ele vai começar a procura-los e.. que foi Magá! – se aproximou preocupado.

- Nada Cas, preocupação mesmo! –

- Entendo, vem fica dentro da barraca comigo! – me puxou pelo braço.

- Não, melhor ir pra minha e esperar a Mônica!

- Qual o problema? Esperamos juntos!

- Agora quero ficar sozinha tá! –

- Claro que não, vamos ficar juntos!

- Olha Cas, está muito desconfortável pra mim, essa situação da Cascuda aqui e a Denise deixou bem claro que ela ouviu... a gente! – sussurrei envergonhada.

- E qual o problema? – falou despreocupado.

- Você é muito insensível. –

- Magá, nos terminamos e elas não sabe que aconteceu entre nós, só a gente tá... – ele se aproximou dando um beijinho, que eu não resisti por muito tempo- A gente entra e talvez fazemos algo pra nos esquentar... – sua mãos já estavam apertando minha bunda.

- Não Cas! – o afastei! – Eu estou preocupada e.. -vozes distando me interrompeu...eram eles!- Mônica? – MÔNICA!!! – Gritei em direção as vozes, ouvi um “oi” bem mais próximo, Cas e eu corremos.

- MÔNICA! – corri pro abraço.

- Magá! – ela retribuiu o abraço forte que estalou minhas costas.

- Ai, onde vocês estavam? – Cebola falava algo de caverna com o Cas. -Você está ensopada! Vem comigo!

- Calma amiga! Tô bem! – Mônica espirrou.

- Nada bem, você pode ficar doente.

- Que nada, sou forte amiga!- entramos na barraca.

- Onde você estava?? –

- Estava em uma caverna esperando a chuva passar, mas foi horrível, o Cebola muito impaciente queria vir na chuva aí nos perdemos, mas depois nos encontramos, e o resto da galera chegou?

- Chegou ninguém acredita?

- Sério? Mas a metida da Carminha não falou que sabia o caminho? – Mônica tirou a roupa e procurava outras na mochila.

- Pois é não sei... Mônica? – falei seu nome sentindo meu rosto ficar vermelho.

- Quê? .... perguntou com desdém, mas como demorei pra responder, só foi olhar no meu rosto como se tivesse lendo meus pensamentos, tínhamos essa conexão muito forte. – Aconteceu alguma coisa? – ela me encarou.

- Cas e eu...- não conseguia falar.

- AHHHHHHH! – ela gritou, segundos depois os meninos chegaram perto da nossa barraca.

- Que aconteceu? – Cebola colocou a cabeça pra dentro da barraca e no segundo seguinte levou um soco da Mônica, eu tomei um susto.

- EU ESTOU PELADA, SAI DAQUI! –

- Oh Céus, Mônica!  Você matou o Cebola!  - ouvi ele gemer de dor fora da barraca.

- Ah foi só um tapinha! – Ela se vestiu as pressas- Você e o Cas são loucos, não posso te deixar um minuto sozinha?

- Para com isso Mônica.

- Eu sei estou brincando... e como foi? – Mônica perguntou muito ansiosa pela resposta.

- Foi maravilhoso! – suspirei! – Estou muito apaixonada Mônica!.

- Isso é bom, que bom amiga! – ela terminou de arrumar e saímos.

 

Cebola estava do lado da Denise, com a fogueira acessa, que bom eles tinham conseguido acender pois o frio apertou.

 

- Nossa Cebola, seu rosto tá... – Mônica colocou a mão na boca com o susto.

- Roxo... culpa sua! – Denise jogou e aproveitou pra alisar o rosto do Cebola.

- Desculpa Cebola, não sabia que foi tão grave – disse redimida e preocupada.

- Tudo bem Mônica, estou acostumado! – Cebola respondeu como se realmente não importasse mas pelo tom de voz estava abatido e a Mônica parecia mesmo muito arrependida.

 

- Pessoal o povo não vai conseguir chegar, teve um desabamento na estrada, impossível chegar aqui! – Cas apareceu do meio do nada com o celular na mão.

- Não acredito! – Denise reclamou- Nossos passeios em turma nunca dá certo!

- Poxa e agora? – Mônica perguntou.

- Agora ficamos aqui e aproveitamos! – Cascão sorriu.

- Olha a Cascuda não está bem, o pé dela esta muito inchado e ela ta reclamando de dor.

- Nossa, ela consegue andar? – Mônica questionou.

- Não.

- É pra gente descer com ela pela mata vai ser muito perigoso. – Cascão pareceu preocupado.

- Não tem outro caminho? – perguntei.

- Hum... a gente pode cortar caminho pela mata pra chegar na estrada, acho que vai ser só um pouco mais complicado porque teve o desabamento.-

- Ai Cascão, então amanhã vamos embora bem cedo! – Denise ordenou.

- É também perdeu todo clima esse passeio, com esse olho inchado fiquei caolho. – Cebola reclamou e com razão, seu olho estava roxo e muito inchado.

- Cê, me perdoa?! – Mônica choramingava mais uma vez para o Cebola.

- Eu vou falar com a Cascuda! – Cas olhou falando diretamente pra mim,.

- Ok!- forcei um sorriso, vê-lo entrar na barraca onde Cascuda estava não me deixou nada feliz, será que estava com ciúmes?

- Tudo bem Magá? – Mônica desviou meus pensamentos.

- Tudo! – assenti.

- Vamos comer alguma coisa?

- Fez a pergunta certa! – abri o riso.

 

Sentamos bem perto da fogueira enquanto preparávamos o lanche, o Cas estava demorando muito tempo dentro daquela barraca, Denise passava uma pomada no olho do Cebola, pra mim o olho dele ficava cada vez mais inchado a Mônica foi pra cima deles se remoendo em culpa.

 

- Boa noite linda! – Cas enfim saiu da barraca onde estava a Cascuda.

- Boa noite! – Er.. vocês demorou um pouco né...

- Sim! – ele sentou do meu lado. – Estava com saudade?

- Seu bobo! – ele me deu um selinho.

- Vamos dormir juntos?

- Você tá louco? – estava certa que meu rosto ficou vermelho

- Não, dorme comigo!

- Claro que não Cas! Vou ficar com a Mônica.

- Está me trocando então? – ele perguntou divertido.

- Cas, por favor...

-  Estava só testando, quem sabe você diria sim!

-  Só que não! – ri – Fiz um lanche pra você! – ofereci o lanche.

- Que gostoso! – pegou sem pensar duas vezes.

- Como a Cascuda tá? – perguntei esperando se desse pistas pelo motivo da demora na barraca.

- Bem, só o pé está bem inchado, conversamos um pouco, Magá não quero que você pense que eu sou insensível, mas eu já tive várias conversas com a Cascuda e sempre deixei claro que tínhamos terminado e deixei claro que... eu gosto é de você! – escondi um sorriso

- Isso me acalma um pouco, só não quero ser vista como a biscate que rouba namorado da amiga.

- A turma te conhece, ninguém vai falar isso e qualquer coisa eu falo que eu te enfeiticei com "amortentia". – falou brincando.

- Quê? – ri sem entender.

- Amortentia, poção do amor!

- Ah tá! – ri

 

 

 

Depois de comermos preparamos pra dormir,  Mônica parecia bem mais abatida.

- Que foi Mô! – deitei do seu lado.

- Estou chateada, machuquei o Cebola sem querer!

- Mas fica assim não, ele já te perdoou! – falei com calma.

- Mas eu não devia ter feito isso com ele, estraguei nosso passeio.

- Calma Mônica, você não estragou nada, está tudo ótimo.

- Só pra você e o Cascão, porque uma quebrou o pé, outro olho inchado e sendo cuidado pela Denise e eu aqui, daqui a pouco tendo que segurar vela – resmungou.

- Não é bem assim Mônica! – falei constrangida.

- Me conta como foi com o Cascão, ele é bom? Mas eu quero todos os detalhes...! – ordenou.

- Não Mônica! Vamos dormir! – me virei de costas evitando conversa.

- Sua chata! – reclamou, não demorou muito pra Mônica pegar no sono, peguei e tinha uma mensagem da minha mãe, tentei responder mas o sinal estava quase nulo, prometi que iria responder as mensagens senão em casa receberia uma bronca, sai da barraca mas o sinal continuava fraco, me assustei em ver o Cas ainda perto da fogueira onde a chama quase se apagava.

 

- Cas? – o chamei.

- Oi...acordada ainda?

- Sim... vim responder uma mensagem... que você esta fazendo aqui fora?

- O Cebola, estava querendo me seduzir! – falou rindo

- Seduzir?

- Sim soltando umas bombas fedorentas, então vim pegar um ar, tentar respirar!

- Aff, vocês meninos! Onde tem sinal aqui?

- Lá na frente, vou com você! – me seguiu até um pouco distante do camping, consegui responder minha mãe, antes de guardar o celular no bolso o Cas me agarrou por trás enchendo minha nuca de beijos, meu corpo respondeu na hora com arrepios.

- Ain Cas, tenho que ir!

- Não, não tem! – ele me virou e me agarrou com um beijo, sua língua brincava com a minha o abraçei grudando nossos corpos, o meu já estava queimando, o beijo do Cas tinha um poder muito forte sobre meu corpo, por mim a gente não desgrudava mais.

- Boa noite  minha linda! – Ele se afastou e fiquei sem conseguir respirar. Cas parecia se divertir em me deixar assim, corri pra dentro da barraca com a Mônica mas meu corpo ainda queimava, demorei muito pra dormir.

 

 

 

- Bom dia bela adormecida! – Mônica sussurrava enquanto tentava abrir os olhos.

- Bom dia, que horas são?

- Oito da manhã, vamos arrumar as coisas! – Mônica já estava pronta.

- Já?

- Sim, melou nosso camping, Cascuda e o Cebola tem que ir no médico.

- Hum... – levantei resmungando, pelo menos o sol estava bem quente quando sai do barraca, improvisei com a garrafa d’agua pra lavar o rosto e escovar os dentes, meu rosto estava horrível e inchado e por azar o Cas apareceu bem na hora.

- Bom dia gatinha! – sorriu ao falar.

- Ain Cas... não me olhe! – virei o rosto

- Que houve? – perguntei confuso.

- Nada... – corri pro barraca pra tentar arrumar o restante das coisas, em seguida os meninos guardaram as barracas e a Cascuda, saiu com o rosto horrível também, parecia que tinha chorado, será que ela estava com muita dor?

- Ain amiga, daqui a pouco vamos estar na cidade, aguenta aí! – Denise queria a acalmar.

- Sobe nas minhas costas! – Cas oferecia as costas novamente pra levar a Cascuda.

 

Dessa vez fomos por outro caminho, seguimos o Cascão e cebola andava amparado pela Mônica, demoramos cerca de uma hora pra chegarmos em uma estrada de terra, ali tinha um carro reconheci ser do Jonas, o guia, parecia que o Cascão tinha marcado com ele pra levar a Cascuda e Cebola para o hospital a Denise aproveitou e foi junto também.

- Cabe mais um no carro! – Jonas nos olhou.

- Vai você Mônica, assim você acompanha o Cebola? – sugeri.

- Ele tem a Denise, e prometi sua mãe não desgrudar de você Magá!

- Pode ir Mônica, eu cuido da Magali! – Cascão falou decidido.

- Tenho minhas dúvidas! – Mônica retrucou.

- Então vai você gatinha! – o Cas me olhou com ternura e eu quase derreti.

- Eu estou bem, e fico melhor perto de você!- sorri ao falar.

- Vamos então, ou vamos ficar perdendo tempo aqui! – Cascuda limpou a garganta antes de falar e aí percebi minha gafe.

- Desculpa! – disse sem pensar. Ela fechou a porta do carro com força e o Jonas se despediu.

 

- Vamos meninas!- Cascão nos orientou pela caminhada, o bom que eles tinham levado as bolsas pesadas, pois aliviou um pouco as quatro horas de caminhada, sim pela estrada foi bem mais longe, chegamos na cidade ensopadas de suor, me arrependi de não ter aceito a carona.

- Ai, preciso sentar! – Mônica ofegou assim que viu o banco da estação de trem. – Tenho certeza que perdi 3 quilos. -Do trem até o bairro do Limoeiro foi mais duas horas, pelo menos sentadas mas exaustas. O Cas nem parecia cansado, seu físico nos deixava com inveja.

- Cas preciso de água. – resmunguei.

- Aqui gatinha! – me ofereceu e peguei quase sem força.

- Estamos chegando! –

- Tá mesmo? Você já falou isso três vezes e nada! – Mônica resmungava mas sem força como eu.- Cascão divertia com nossa pouca resistência. Quando chegamos ao terminal Limoeiro foi um alívio ver meu pai.

- Magali! – acenou de longe, fui mancando até encontro dele, seguido pelo Cascão e Mônica.

- Ai Papai, que saudade! – nos abraçamos.

- Nossa vocês estão um bagaço! – ele riu.

- Boa tarde seu Carlito! – Cas o cumprimentou e Mônica também, se jogou no carro e eu a segui.

- Oi Cascão, vem dou carona pra vocês! – Cascão falou animado da viagem omitindo detalhes óbvios, primeiro deixamos a Mônica que não conseguia nem falar, esperava que ela não ficasse gripada, Cas saiu em seguida ia me dar um selinho mas meu pai deve ter feito algo pois desistiu e deu um beijo na minha testa, eu cheguei em casa e depois do banho, de comer e fugir das perguntas da minha mãe deitei na cama e só acordei dia seguinte.

 

- Bom dia mãe! – sorri ao me sentar a mesa.

- Bom dia filha, como foi o acampamento?

- Foi ótimo mãe! – abri um sorriso largo, e fiquei mais feliz ao lembrar do Cas.

- Mas vocês voltaram antes.

- Ah sim, a Cascuda e o Cebola tiverem um incidente e o restante do turma nem conseguiu chegar. – Passei bastante geleia de morango em meu pão, minha fome estava demais

- É seu pai, falou da Cascuda e do Cebolinha, mas mudando de assunto vamos na delegacia hoje depor, contra o Titi!. – minha mãe sentou na mesa.

- Como?

- Isso, toma o café, hoje você vai fazer a denúncia, seu pai foi ao hospital junto com seu tio para pegar seus exames e nos encontra na delegacia.

- Ok! – engoli a seco, não queria ir a uma delegacia, não hoje e também não saberia dizer não a minha mãe.

- O pai do Titi veio aqui ontem pessoalmente, ele meio que nos ameaçou para não fazermos a denúncia alegando que prejudicará as finanças, os investidores e o nome da família, parecia que Titi ano que vem ia ter um cargo muito importante, mas não vamos deixar isso barato né?- assenti. - Come logo filha!

- Perdi a fome! – disse baixinho.

- Magali? Eu sei como isso é difícil pra você, mas agora é hora de ser forte!

- Tabom! – Depois de empurrar o pão na boca, subi pra me arrumar sem nenhuma vontade. Meu celular tocou, atendi feliz pois podia ser o Cascão, estranhei número desconhecido.

- Alô! – esperei

- Oi Magali, quanto tempo! – reconheci a voz na hora. - Quero te fazer um pedido ...- desliguei desesperada, não acreditava que o Titi teria a coragem de me ligar, minhas mãos tremiam procurando a opção de bloqueio do número, nisso ligou novamente e desliguei, antes que conseguisse bloquear o número recebi uma mensagem de um número restrito.

 

“O melhor pra todos e manter a boca fechada!”

 

Nunca tive nada com espiritualidade e nem acreditava, mas senti um aperto angustiante no peito, meu sexto sentido avisando que algo ruim ia acontecer. 


Notas Finais


Ai gente, o que esperar disso?

bjinhus


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