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História Bela juventude - Capítulo 14


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Notas do Autor


Prontos para o capítulo da semana? Lá vai!

Capítulo 14 - Fim do primeiro dia.


Fanfic / Fanfiction Bela juventude - Capítulo 14 - Fim do primeiro dia.

Cap 13 – Vida Pov’s 

– Há quanto tempo está apaixonado? – Ela deu um pulinho na minha frente e mordeu o lábio inferior em um sorriso. 

– E-Eu não tô apaixonado. – Meu corpo inteiro travou e eu tentava desviar meus olhos para qualquer outro lugar. A janela, o chão, o corredor... 

– Não minta para mim, sabe que não consegue. Muito menos sobre isso. – Love agarrou minhas bochechas com uma mão só e puxou para perto do seu rosto, praticamente me obrigando a olhar nos olhos dela. 

– Okay... – Desisti. – Mas não xêi xi estou. 

– Só um crush então? – Finalmente ela me soltou. Parei um segundo para pensar... Se é que tinha no que pensar.  

– São muitas questões. – Voltamos a andar. 

– Você e sua mania de complicar o amor. – Ela bufou e cruzou os braços depois de voltar a ficar ao meu lado. 

– Olha quem fala! Você nem tem namorado! – Rimos juntos. 

– Eu sei, mas não tenho porque eu não quero. E não por fugir dos meus sentimentos. – Day me cutucou com o cotovelo. – Às vezes os caras fogem de mim, por eu ser simplesmente sincera com meus sentimentos e não precisar de joguinhos. – A olhei de relance. – Não me importo, estou satisfeita comigo mesma. Quando eu estiver procurando alguém, estarei procurando alguém que goste de mim tanto eu quanto eu gosto de mim mesma. 

– Que Legal, Love. – Eu estava sendo sincero. Eu estava feliz por ela ser tão feliz apenas sendo ela mesma.  

– Mas não fuja do assunto. Quem é? – E sua empolgação voltou. 

– Q-Quem? – Fingi não entender. – Chegamos! – Avistei a sala e sai correndo para lá. 

– Não pode fugir para sempre! –Day corria logo atrás de mim.  

Chegamos na sala praticamente no final da quarta aula, depois dessa só teria mais uma até o almoço. Perdemos o intervalo com Guerra aparentemente. Era aula de matemática... Levamos uma bronca daquelas, mesmo que o professor não tenha passado nada realmente relevante. Me pergunto se toso professor de matemática é assim, meio sem cabelo, óculos e chato pra caralho. Depois disso era Biologia. Não prestei atenção por mais que eu gostasse dessa matéria. Só conseguia pensar em Des. Será que ele está se dando bem? Se enturmando? Será que está sorrindo mais? Poxa... e que sorriso. “Há quanto tempo está apaixonado?”  Não é isso! Não é bem isso! Eu... Sei lá. O sino tocou pro almoço.  

 

Todos os alunos nos refeitórios. Tínhamos três, pela enorme quantidade de alunos que sempre chegavam. Em qual Death iria? Pensei em lhe mandar uma mensagem, mas logo o vi no corredor. Love, que já estava comigo, começou a dar pulinhos para chamar sua atenção. 

– Assim ele não vai te ver nunca! – Ri. – Você é minúscula.  

– Tamanho não é documento. – Ela continuou teimosa, mas logo notou que eu estava certo. – Qual a sua sugestão?  

– Grita. 

– Oi?--- AAAhh!! – Ela começou a gritar quando a ergui rapidamente e a apoiei sentada em um dos meus ombros.  – Quer me matar do coração? 

– Ele te viu? – Perguntei enquanto ria. Era no mínimo cômico como ela ria e ao mesmo tempo tentava se recuperar do susto.  

– Ele e todo mundo, né? – Ela continuava acenando para Des. Quando o vi se aproximar também acenei. – É assim que quer enturmar ele? Você aprece aquelas mães escandalosas. – Love falou entre os dentes de seu sorriso forçado.  

– Acha que eu estou envergonhando ele? – Coloquei Day no chão devagar. 

– Tenho certeza. – Day arrumava seu uniforme. – Tem que ser mais doce para conquistá-lo. – Eu a olhei surpreso. Como ela? Quando ela percebeu que? No rosto de Love havia um sorriso vitorioso de “te peguei”. 

 Quando Des chegou ele não parecia irritado com o meu papel de “mãe escandalosa” então tomei para mim que ele realmente não estava. Entramos no refeitório e entramos na fila, meio longa, mas normalmente ela andava rápido. Encontrei vários conhecidos e também conversei com alguns novatos durante o trajeto, enquanto ouvia Love Death conversando sobre a primeira aula dele. Aparentemente também tinha levado bronca, mas que alguns alunos se ofereceram para ajudar ele a acompanhar o que havia perdido. Ele estava levemente corado enquanto contava, estou orgulhoso.  

– Quem diria que o novato já está descolando alguns amigos, né? – Ri enquanto pegava um potinho com brócolis e colocava na minha bandeja. Vi Des sorrir e corar. – Sabia que ia se der bem. 

– Obrigado por acreditar em mim. – Então nossos olhares e sorrisos de encontraram. Por um segundo o mundo parou. 

 

Mais tarde checamos a lista dos dormitórios. D... D-E... Death! Achei! Bom, acho que poucas pessoas tem morte no nome. O nome dele estava bem ao lado do meu, o que  significa que ficaríamos juntos e também que havia vários trocadilhos no painel onde estava nossos nomes na lista. Mas é um pouco estranho que nós dois fossemos ficar juntos, pois normalmente os veteranos não ficam com os calouros a menos que solicitem, por mais que eu não hesitaria em pedir que Des continuasse comigo, não me lembro de assinar nada para ele ficar comigo. Se bem que hoje de manhã eu não lembrava de muita coisa... O que me lembra que eu tenho que dar uma investigada nas fichas dos alunos.  

– Parece que você está preso comigo mais um tempo... – Des soltou. 

–Será que Deus ouviu minhas preces? – Brinquei e ele riu corado. – Você pediu isso para Ithis. 

– E Dá pra pedir isso para ele? 

– Você pede pra preencher um formulário com seu colega de quarto. Dá pra fazer antes de se mudar para cá até, caso já conheça alguém aqui. – Dei de ombros e nos afastamos do painel.  

– Não pedi nada, mas eu até pediria se soubesse que podia, mas não fiz nada disso. – Andamos um pouco pelo corredor. Dessa vez, só nós dois. Uma menina do segundo ano havia sentado com Love no almoço, o que só podia significar conselhos amorosos, por isso a deixamos trabalhar e viemos ver logo o painel.  

O resto do dia, inclusive os intervalos, passou sem ter muitos problemas. Meu companheiro de quarto não tinha se enturmado ainda, mas estava se dando bem nas aulas. Parece que ser mais quieto ajudava ela se concentrar, ou talvez seja só desculpa dele para não se soltar. Claro que não ia obrigar ele a fazer algo que ele não quer, mas pensei sobre isso na volta até o dormitório. Antes de realmente deitarmos e ficarmos tranquilos, fomos para o chuveiro. Claro que estava lotado e demorou para podermos entrar nos boxes. Eu conseguia conversar com todos, e encontrava conhecidos também, tudo cheira testosterona e já começava a ter novos rabiscos nas paredes. Ainda bem que na minha punição não incluía os chuveiros. Tentei ao máximo introduzir nos diálogos, mas normalmente ele respondia apenas monossilabicamente ou com acenos de cabeça.  

Quando voltamos para o quarto, eu peguei meu notebook e comecei a olhar a página do internato. Funcionava mais como um jornal da escola, era divertido para mim. Normalmente eu conhecia as pessoas que eram premiadas ou que eram temas das matérias. Além disso, dava para saber o que alguns dos meus amigos que já tinha se formado estavam fazendo da vida. Concentrado, usando fones, e jogado na cama eu me entretinha. Pelo menos até Des tacar um travesseiro em mim. 

– Você me deixou falando sozinho!  

– Desculpa, Desculpa. – Eu ri. – Não percebi que estava falando comigo. O que foi? 

– Como você consegue? – Des sentou perto dos meus pés na cama. – Você é bem popular... 

– É que eu sou irresistível. – Pisquei apenas um olho para Death. E ver ele corar daquele jeito, me fez querer rir, que foi o que eu fiz, e de beijar seu rosto. – Eu... Sei lá, só gosto de falar. Me sinto confortável. 

– Até no banheiro. – Des revirou os olhos. – Eu não tenho isso, mas acho que iria me ajudar para convencer Ithis que posso ficar.  

– Vem cá. – Puxei Death para perto de mim e me sentei na cama. – Sorria! – Assim que ele fez isso eu tirei uma foto dele com meu celular e depois uma de nós dois.  

– O que vai fazer? – Ele tentava olhar meu celular. 

– Como o senhor não gosta de redes sociais, não vou marcar você. – Sorri enquanto postava a foto com uma descrição “Argh, o primeiro dia nos matou. Mas tudo bem, pois eu tenho Death como colega de quarto”. Mostrei para ele.  

– Você não é bom com trocadilhos. 

– Vai reclamando vai. Logo vão ter comentários e pessoas querendo te conhecer. – Cutuquei a bochecha dele na esperança de que a vontade de beijar aquele local passasse.  

–Tá senhor popular... Veremos... 


Notas Finais


Se preparem para os próximos capítulos! muhahaha


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