História Belas Mentiras - Capítulo 16


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Jikook, Jimin!bottom, Jungkook!top, Kookmin
Visualizações 375
Palavras 4.363
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Policial, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem e me perdoem se houver erros.

Capítulo 16 - Capítulo Quinze


Jimin


Ainda bem que é a minha vez de dirigir para a faculdade esta semana. Taehyung iria ficar
muito surpreso se chegasse na minha casa e visse toda aquela confusão na entrada.


— Meudeusdocéu, você está falando sério? - pergunta ele quando conto o que aconteceu. — Quem faria uma merda dessas?


— Não sei. A máfia. O diabo. O Obama. - Então olho seu largo sorriso e balanço a
cabeça. — Não, não estou inventando nada. Foi… uma loucura.


— Afinal, como estão os irmãos Park essa manhã? Se preparando para uma batalha?


— Claro. Jin perdeu de vista o carro que seguia. Ele suspeitava que aquele poderia
ser o veículo que nos atacou, mas chegamos tarde demais para ter certeza. Namjoon estava trabalhando em um caso, portanto teve que ficar no trabalho a noite toda. Fico só imaginando como estava o humor dele. E Hoseok… Bem, você sabe como ele é. Provavelmente vai passar a noite sentado na varanda, tomando cerveja, com uma espingarda no colo.


— E sorrindo.


— Pois é, sorrindo. Aposto que ele está achando tudo muito engraçado.


— Esse seu irmão tem um senso de humor meio estranho.


— Ele é maluco. Mas se alguém tivesse se ferido, ele ficaria duas vezes mais descontrolado do que Namjoon. Ele fica uma fera quando é provocado.


— Bem pelo menos você não teve que ficar lá para aguentar todo o drama que deve ter
acontecido.


— E com certeza rolou muito drama. Queria ser uma mosquinha para ver meu pai
contando a eles que eu não iria passar a noite em casa. Devem ter xingado muito. E
aposto que nenhum deles disse “droga”, nem uma vez.


— Por falar na noite passada, por quanto tempo você vai ignorar o fato de ter passado a noite com Jungkook , o Gostoso?


— Não estou ignorando. Infelizmente, é verdade que não foi nada demais. Pelo menos não da forma que está pensando.


— Como é que é? - questiona Taehyung, indignado. — O que há de errado com ele? Como um cara daqueles pode desperdiçar a oportunidade perfeita para transar com você?


Eu me perguntei - e me preocupei - exatamente com a mesma coisa, desde a noite passada.


— Ele não queria se aproveitar da situação. Além do mais, eu acabei dormindo.


— Você dormiu? Ah, meu Deus, Jimin! O que há de errado com você?


— Eu meio que tive um dia cheio, Taehyung.


— Eu sei, mas caramba! Olha aquele cara.


Dou um suspiro. A imagem do rosto e do corpo perfeitos de Jungkook  surge na minha
cabeça, pela milésima vez.


— Eu sei. E sabe qual foi a pior parte?


— E isso é possível? Dá para existir algo pior?


Faço um gesto afirmativo com a cabeça.


— Quando acordei de manhã, ele estava na cama comigo. Estava deitado de lado, de
frente para mim, como se tivesse caído no sono tomando conta de mim.


Vejo Taehyung boquiaberto.


— Jimin, essa não é a pior parte. É a melhor parte! E se esse cara realmente sente alguma coisa por você? E se não for só um lance sexual?


— Bem que eu gostaria que fosse verdade, mas e se não for? E se ele perdeu o interesse?


Eu ficaria arrasado. Simplesmente arrasado. E não só por ele perder o interesse, mas também por descobrir que ele realmente não sente nada por mim. Como eu sinto por ele.


Eu ficaria devastado.


— Jimin, homem não faz esse tipo de coisa quando perde o interesse. Ele sorri educadamente, talvez abra a porta para você, e depois some. Não vai deixar você fazer uma malinha, não vai te levar para casa para passar a noite e dormir ao seu lado. Para mim, isto parece coisa séria.


Resisto ao impulso de fechar os olhos e me deleitar com as palavras de Taehyung. E rezar para que ele tenha razão.


— Espero que seja. Acho que só estou receoso de interpretar as coisas de uma forma errada.


— Por quê? É você que sempre fala em abrir as asas e se aventurar e experimentar coisas novas. Não dá para se fazer nada disso sem arriscar passar por qualquer tipo de sofrimento.


— Mas e se não for só algum sofrimento? E se for, tipo, ficar totalmente arrasado?


— Então você tem que usufruir de cada segundo que puder da situação para que, ao
olhar para trás, não se arrependa.


— Isso que você acabou de dizer não faz nenhum sentido. Você sabe disso, não é?


— Sim, mas a frase ficou bonita.


Não falamos nada por algum tempo. Só quando estou entrando no estacionamento que Taehyung fala novamente.


— Afinal, o que você vai fazer agora? Vai voltar lá?


— Não sei.


— Ele não falou nada sobre isso hoje de manhã?


— Não sei. Eu não o vi.


— Pensei que tivesse passado a noite nos braços dele.


— Sim. Mas ele… ele tinha dito antes que não é o tipo de cara que fica para tomar café
da manhã com a pessoa, no dia seguinte. Eu realmente não sabia se ele queria me ver de
manhã, então levantei, tomei um banho rápido e fui embora.


— Você foi embora? Simplesmente saiu?


— Bem, eu deixei um bilhete.


— O que escreveu?


— “Obrigado por me manter em segurança.”


— Cacete, quanta frieza.


— Como assim frieza? Eu não queria deixar o cara constrangido. E não queria parecer um idiota.


— Bem pensado. E talvez seja melhor deixar o cara na expectativa. Sabe como é, dar um de misterioso.


Eu olho para ele, impaciente.


— Ah é, até porque eu sou muuuuito misterioso.


Penso imediatamente em Sasha. Agora ela é misteriosa. E é o tipo de mulher que Jungkook gosta. O tipo com o qual ele está acostumado. E pelo qual se sente atraído. O tipo com o qual ele já tomou café da manhã, juntinho.


— Jimin, com certeza tem alguma coisa em você que o atrai. Não importa o quê. Apenas aproveite o embalo. Use o que você tem e curta ao máximo. Vai se arrepender se não fizer isso. Juro que vai.


— Melhor você não fazer promessas - murmuro num gesto reflexivo.


Taehyung dá um suspiro.


— Eu sabia que você ia dizer isso.


— Porque eu tenho razão. E nós dois sabemos disso.


Então retiro a chave da ignição e caminho com Taehyung em direção ao pátio. Nós nos
separamos quando a calçada se divide.


— Vejo você depois - despede-se, com seu jeito animado.


Eu concordo e sorrio, perdendo imediatamente todo o entusiasmo pelo dia à minha frente.



Jungkook



Não consigo decidir o que é mais idiota - falar com o pai de Jimin ou ficar pensando em como convencê-lo a deixá-lo ficar comigo.


Não que ele não possa decidir por si mesmo, mas não quero pedir a ele que fique. Não sei por que, mas não quero. Isto seria dar muito na pinta. Tanto a Jimin quanto a mim mesmo. Simplesmente não posso me envolver com ele. Não seria correto. Mas se eu estivesse fazendo isso para ajudá-lo… uma espécie de gentileza para ele e para a família dele… Então me ocorre que nada que eu possa fazer vai me livrar desta irritante sensação de culpa. Mas mesmo assim vou tentar, com certeza. Só espero que isto seja tudo - culpa - e que esta sensação incômoda seja só culpa e não algo mais profundo, mais delicado. Porque seria uma puta encrenca. Para nós dois.


Eu não tinha certeza se ele estaria em casa hoje. Mas foi bom ter arriscado, porque o
encontro na varanda, falando ao telefone, quando estaciono. Olho para os dois lados, ao redor da casa, alguns restos da fita usada para isolar a área do crime. Acho que algumas pessoas ficaram por aqui a noite toda, reunindo, registrando e compilando provas. É uma família de policiais, afinal. E certamente cuidam de si mesmos, o que me
preocupa.


Ele encerra o telefonema quando me aproximo.


— Certo, me mantenha informado - pede, antes de desligar o celular. — O que você está fazendo aqui? - pergunta ele, sem rodeios.


Eu gosto disso, de pessoas que vão direto ao ponto, que falam na cara. A maioria dos meus familiares são assim. Franqueza total. Eu gosto. Ainda que nem sempre aja assim.


— Pensei em dar uma passada para ver se já tinham descoberto alguma coisa. E para
dizer que Jimin foi à faculdade, como deveria.


Eu só sei disso porque mandei uma mensagem de texto quando levantei, e ele
respondeu dizendo que estava tudo bem, e que estava no final da segunda aula de quinta-feira.


— Bom. Obrigado por tomar conta dele.


— Sem problema. É um prazer. Eu gosto de Jimin.


O Sr. Park franze o cenho.


— Dá para perceber.


Não faço nenhum comentário. Ele pode pensar o que quiser sobre o meu interesse por Jimin. Tenho certeza de que, qualquer que seja sua conclusão, não estará errado. Ele é um cara esperto.


— Conseguiu descobrir quem está por trás disso?


— Ainda não. Mas vamos descobrir. Você está a par das ameaças que Namjoon recebeu. Estou certo que tem ligação com o que aconteceu.


— Mas Namjoon estava trabalhando ontem à noite, não?


— Sim.


— Então, se ele é o alvo, por que atacar a casa quando ele não está?


— Ah, isso foi um recado. E um meio para conseguirem o que querem. O que acham
que ele tem.


— Que seria…?


Mais uma vez, ele franze o cenho.


— Não me sinto confortável em discutir isso com você.


Faço um gesto afirmativo com a cabeça.


— Respeito a sua posição. O negócio é o seguinte: enquanto você e o seu pessoal
resolvem isso, acho que talvez seja melhor Jimin ficar comigo. Eu moro em um condomínio fechado. Não acho que ninguém iria atrás dele. Mas, se isso acontecer, não
creio que o procurariam lá.


— Você está muito interessado na minha família.


— Estou interessado em Jimin. Em garantir que não acabe sobrando para ele.


— E o que você ganha com isso? - Posso ver acusação e reprovação em seus olhos.


— Só a certeza de que ele está seguro. - Uma onda de culpa toma conta de mim. Mas
esse é o meu lado racional. Há mais por trás disso. — Pelo menos até conseguir algum
progresso em relação a tudo… isto — digo, apontando para os vários buracos de bala, em volta da sua porta. — Estou tentando ser respeitoso, senhor.


Pela forma como ele inspira, percebo que está muito irritado. Ele não gosta do que estou propondo, mas realmente não pode argumentar.


— Como Jimin sempre insiste em repetir, ele tem idade suficiente para decidir sozinho.


— Tem razão. Só achei que seria melhor falar com o senhor. E pedir para preparar uma mala para ele, juntar algumas coisas de que ele precisa. Algumas roupas, já que ele não tem aula amanhã.


Ele bufa de raiva ao se virar em direção à casa, abrindo a porta e acenando com a
cabeça para que eu o siga. Eu o acompanho, entro no hall e fecho a porta de madeira cheia
de buracos de bala atrás de mim. Eu já tinha vindo até aqui antes, quando busquei Jimin
para irmos à praia. Nada na casa parece extravagante ou fora do normal para um bando de homens, um bando de policiais. E vi o carro de Namjoon. Também, nada de mais. Ele deve ter recebido muito dinheiro. Mas onde tudo isso estaria? Ou ele está economizando ou estou enganado.


Pela primeira vez em dois anos, espero estar enganado. Espero que a minha busca ainda esteja bem longe, bem adiante. E que o culpado seja alguém não relacionado à
Jimin.



Mandei uma mensagem para Jimin depois do almoço, dizendo que ele podia ficar comigo até sua família resolver as coisas. Estou um pouco aborrecido por ele ainda não ter chegado. Embora sua única resposta tenha sido para me agradecer, imaginei que ele viria depois da faculdade. Quer dizer, onde mais ele teria ido? Porém, são praticamente sete horas, quase o horário normal que ele costuma chegar, e ainda não tive notícias dele.


Quando o alarme da porta toca, rolo a cadeira para a direita da mesa, no pequeno escritório, o que me dá o ângulo perfeito para ver a saleta. Vejo Jimin passar, indo direto para os fundos. Então me levanto e o acompanho.


Sinto uma expressão de mau humor se formar no meu rosto ao atravessar o estúdio
atrás dele, e uma crescente irritação.


— Onde você estava? - pergunto sem rodeios.


Ele se vira com um olhar surpreso.


— Como assim? Eu tinha que chegar cedo?


— Eu mandei mensagem perguntando se queria ficar comigo.


— Eu sei - responde ele, com um pequeno sorriso. — Eu vi. Não recebeu a minha
resposta?


— Sim, mas imaginei que você viria depois da aula.


— Não quis te incomodar enquanto trabalhava. Além disso, eu tinha que ir em casa para pegar umas roupas.


— Seu pai não te falou que eu passei lá?


— Não, ele não estava lá. Não tinha ninguém em casa.


— Jimin, o que deu em você? Não tinha ninguém em casa e mesmo assim você entrou?


— Claro - diz ele, com as sobrancelhas unidas em uma carranca. — Por que não entraria?


— Porque é uma burrice. Por isso.


— O que deu em você? Está agindo exatamente como os meus irmãos.


— Eu fico puto quando você age de forma tão imprudente e irresponsável - explico, recusando-me a reconhecer o modo como meu coração acelera só de pensar que alguém poderia atacá-lo enquanto Jimin estava lá. Sozinho.


Então ele levanta o rosto e percebo que não deveria ter dito aquilo.


— Ainda bem que as minhas decisões não são baseadas no que você considera prudente ou responsável.


— Jimin, não foi isso o que eu quis dizer.
Eu quis dizer…


— Sei exatamente o que você quis dizer, Jungkook , e não preciso de outro irmão. Nem de outro pai. Já tem gente demais à minha volta antevendo cada movimento meu e tentando me afastar de todos os perigos possíveis. Mas vou dizer a você o que eu disse a eles: eu me recuso a viver a vida com medo, Jungkook . Simplesmente me recuso! A vida é curta demais para se analisar cada coisinha porque a pessoa pode se machucar ou porque as coisas podem acabar mal. Eu nunca terei um único momento de felicidade se viver assim. Pensei que tivesse entendido. Pensei que se sentisse da mesma forma. O que aconteceu com o seu lema “viva sem arrependimentos”?


— Ser livre e se divertir não significa que você tem que fazer coisas estúpidas que possam machucá-lo, Jimin.


— Ah, não? Não é essa a essência do risco? Fazer algo apesar da possibilidade de se
machucar?


— Em uma escala menor, sim. Mas isso é a sua vida. Não é como tomar uma bebida
para confrontar seus irmãos ou fazer uma tatuagem para tentar provar alguma coisa.


— É isso que você acha que estou fazendo? Me rebelando? Tentando provar alguma
coisa?


O nível de irritação de Jimin é exagerado, mas não sei como fazer isso de outra forma.
Então dou um suspiro e acaricio seus braços, adorando a maciez de sua pele.


— Olhe, não foi assim que imaginei essa conversa. Você disse que queria franqueza.
Bem, aí está. Não estou tentando controlar você. Nem mandar em você. Só estava
preocupado. Só isso. O problema é que eu tenho um jeito péssimo de mostrar o que sinto.


Vejo sua expressão se abrandar.


— Acho legal que você esteja preocupado comigo - diz ele, dando um passo na minha
direção. — Acho muito legal. - Seu rosto fica corado e um sorriso força o canto da sua
boca. Quando ele continua, porém, seu olhar é sério. — Mas você precisa acreditar que eu
sei o que estou fazendo. E que sou maduro e inteligente o bastante para isso. Taehyung estava comigo. Hoseok havia acabado de sair de casa alguns minutos antes. Os policiais ficaram entrando e saindo, o dia todo. Eu não achei, levando tudo em consideração, que seria muito perigoso correr lá em cima, em plena luz do dia, e pegar algumas coisas, antes de ir para a casa de Taehyung, por algum tempo. Mas também não senti que precisava explicar isso a ninguém.


Agora me sinto um idiota.


— Desculpe ter perdido o controle. Eu deveria ter confiado em você. Eu só estava… Eu só estava preocupado.


Ele acena com a cabeça e dá outro passo na minha direção.


— Quer dizer que você quer que eu fique com você?


— Claro que quero. Eu não teria oferecido se não quisesse.


— Tem certeza? Quer dizer, é muita gentileza sua.


Olho para ele surpreso.


— Jimin, eu te disse que sou egoísta. E estou sendo egoísta. Não vou mais tentar ficar longe de você.


Isto é novidade tanto para mim quanto para ele. Acabar com a briga, com o fingimento,
e simplesmente se expor. Não sei quando decidi mandar a culpa à merda.


Provavelmente quando me dei conta de que posso ter Jimin na minha casa, na minha cama, todo para mim, se eu agir da forma correta. No entanto, não posso deixar passar outra oportunidade. Eu me recuso a olhar isso de forma mais profunda.


— Jura?


— Juro.


— Então, por favor, seja egoísta - pede ele, sorrindo.


— Você não deveria parecer tão satisfeito.
Sua virtude pode estar em perigo.


— Melhor ainda.


Eu ignoro o início de uma ereção só de pensar onde esta conversa vai parar. E também o que posso fazer a respeito, agora.


— Por falar em egoísta, por que não me acordou quando saiu hoje de manhã?


Jimin olha para baixo, e sinto que ele se arma contra mim.


— Por que eu faria isso? Você foi muito gentil em me deixar ficar, em zelar por mim a
noite toda. Eu não queria… Quer dizer… - ele hesita e umedece os lábios com a língua.
Um gesto nervoso. Finalmente, ele ergue os olhos para mim novamente. — Olhe, Jungkook , eu lembro muito bem da conversa sobre o lance do café da manhã. Eu sei como você se sente em relação a isso... em relação às pessoas ficarem até o dia seguinte. Eu só… só não queria dar a impressão que eu esperava alguma coisa. Só isso.


Eu realmente admiro uma pessoa que sabe a hora de ir embora. Sempre admirei. Nada
de envolvimento emocional. Nada de obrigação. Apenas dois adultos de comum acordo. E, quando termina, cada um segue seu caminho. Até a próxima vez. Se houver uma próxima vez. Mas então por que fiquei aborrecido quando encontrei um bilhete na cozinha, esta manhã? Por que fiquei tão enfurecido quando vi que Jimin tinha ido embora sem ao menos uma palavra?


— Isso é diferente. Você não precisa se preocupar. É… é apenas diferente — repito,
incapaz de explicar mais.


Jimin assente e murmura baixinho:


— Tudo bem.


Um silêncio tenso se instala entre nós, e sinto a necessidade de quebrá-lo:


— Afinal, você comeu alguma coisa?


— Sim, Taehyung e eu levamos comida.


Eu aceno com a cabeça, eliminando essa opção da lista. Não sei por que de repente
sinto a necessidade de mimar Jimin, de mostrar que ele não é somente outro garoto com quem quero transar e depois tomar um banho, enquanto ele vai embora. Quero estar com ele. Quero observá-lo quando ele experimentar coisas novas, quando sentir coisas novas. Quero observar seus olhos se abrirem de manhã. E, admito, quero vê-los se fecharem quando eu penetrá-lo. Agora, tenho a oportunidade perfeita de fazer todas essas coisas. De tirá-lo do pensamento, antes que ele descubra demais e aprenda a me odiar.


— Tive uma ideia. Que tal largar tudo aqui hoje e irmos a uma boate ou algo assim?
Para acabar com essa tensão? Acho que, por hoje, você está… liberado.


Ele abre um largo sorriso, e seus olhos ganham um brilho instantâneo.


— Acho legal. Mas você pode fazer isso?
Quer dizer, o proprietário não vai…


— É só uma noite. E tem um monte de gente aqui hoje. Eu tinha planejado trabalhar
com você um pouco mais nas nossas tatuagens, mas podemos fazer isso outro dia.


Jimin abaixa a cabeça e olha para a roupa que está usando.


— Na verdade, eu não trouxe nada para sair.


— Não tem problema - digo, percebendo sua bermuda, na metade das coxas e preta, e uma camisa branca, de mangas compridas. — Confie em mim, você pode usar um saco de papel e ainda assim vai ser o garoto mais sensual na maioria destes lugares.


Adoro como seu rosto fica rosado quando digo coisas assim. É a verdade, claro, mas
provavelmente eu não diria a ele o que estou pensando com tanta frequência se ele não
reagisse dessa forma.


Ou diria.


— Se você acha que está bom…


— Você vai gostar. Eu conheço o dono do lugar aonde vamos. Vai se sentir bem lá.



Menos de uma hora depois, logo após a meia-noite, estou conduzindo Jimin pelas
portas de uma boate, na parte central da cidade. O lugar chama-se “Afrodisíaco” e
praticamente tudo ali dentro tem a ver com erotismo. Eu seria capaz de apostar uma
grana que Jimin nunca colocou os pés num lugar como este antes. Cacete, não sei nem
se ele queria. Mas está aqui. E o objetivo desta noite é que ele sinta prazer, que esqueça o estresse; que esqueça tudo.


No instante em que atravessamos as portas, a batida pesada da música estabelece o
padrão de sensualidade. Tudo leva a isso. Do esquema de cores - vermelho intenso e
preto - à iluminação - fraca e pulsante -, tudo contribui para a liberdade carnal. Até o ar
é espesso e úmido, dando uma sensação abafada ao lugar. É como se alguém tivesse
colocado uma discoteca no meio do mato. O calor faz surgir o animal que existe em todo
mundo. E a temperatura está subindo.


Após passar entre duas jaulas suspensas, onde mulheres seminuas dançam, levo
Jimin ao bar e peço um drinque para nós dois.


— Já tomou algum shot?


— Uma vez.


— Bem, não quero que você fique bêbado, mas realmente quero que se sinta adulto e
livre, portanto vamos beber e depois dançar. Tudo bem?


Jimin sorri; suas asas quase visivelmente se soltando e se abrindo, bem diante dos meus olhos.


— Com certeza!


Eu sorrio também. Tenho vontade de lamber os lábios. Sinto que há algo delicioso no
cardápio esta noite.


A bartender desliza dois copos sobre o balcão, cada um com uma fatia de limão na
borda e com um saleiro. Eu agradeço e pago as bebidas.


— Vamos começar com tequila, basicamente porque é divertido - explico. — E porque,
essa noite, vou aproveitar qualquer desculpa para tocar em você.


O sorriso de Jimin se abre lentamente.


— Já estou curtindo. O que devo fazer?


— Vou mostrar primeiro como fazer o seu drinque. Depois farei o meu. - Então,
seguro a mão de Jimin e dou uma lambida nela, antes de jogar sal na superfície úmida.
Em seguida, ponho o copo na sua outra mão. — Primeiro você lambe o sal, em seguida
bebe a dose e depois chupa o limão, ok?


Jimin concorda.


— Agora?


— Agora!


Seus olhos escuros brilham de excitação. É fácil dizer que ele está pronto para mergulhar nesta noite com tudo que tem direito. E eu vou garantir que ele esqueça todas as preocupações. Pelo menos por uma noite.


Com o olhar fixo nos meus, Jimin leva a mão à boca e lambe o sal. Não sei se ele o faz
tão lentamente de propósito ou se é apenas porque curte o sabor. De um jeito ou de outro,
ver sua língua rosada roçar na própria pele faz meu pau começar a ficar ereto. Quando o
sal acaba, ele ergue o copo e vira a bebida, em um gole só. É um pinguço nato. Sem tirar
os olhos dos meus, ele coloca o copo no balcão e espera. Eu levo a fatia de limão até seus lábios, e o passo sobre eles.


— Chupe.


Seus lábios carnudos se abrem, e eu vejo seus dentes pequenos e brancos afundarem
na fatia suculenta do limão. Percebo Jimin sugar a fruta, quando ele se inclina junto a
mim.


— Humm - murmura quando termina. —
Delicioso. Sua vez.


Ele pega o saleiro e tenta segurar minha mão, mas eu o detenho.


— Não, vou fazer o meu um pouco diferente.


O cabelo de Jimin está, como sempre, desgrenhado, o pescoço longo e gracioso, e a curva bonita do seu ombro, a mostra. A blusa que está usando tem um grande decote V, a partir da alça dos ombros. O lugar exato que quero beijar está à mostra, como se ele tivesse se vestido esta noite pensando em mim.


Eu curvo o corpo para a frente e coloco os lábios e a língua no ponto sensível, onde seu
pescoço e ombro se encontram, curtindo o gosto da sua pele e o modo como ele inclina a cabeça para o lado, facilitando meu acesso. Em seguida, jogo sal na parte úmida e viro a
minha fatia de limão ao contrário, mantendo-a próxima dos seus lábios.


— Abra a boca.


Quando os lábios de Jimin se abrem, eu enfio a fatia de limão entre eles, até ver que
ele a morde, para mantê-la no lugar. Em seguida, abraço sua cintura e o puxo para perto de mim, enquanto pego meu copo.


Quando abaixo a cabeça para lamber todo o sal da sua pele, ele se derrete, acariciando meu cabelo. Então viro o rosto para o lado, bebo o líquido ardente e mordo a fatia do limão que Jimin mantém entre os dentes. Após chupar todo o suco, eu retiro o limão da sua boca e coloco a língua entre os seus lábios, em um beijo que incendeia o meu sangue.


A boca de Jimin é fresca e ainda tem os sabores do limão e do sal. Só consigo pensar
em pôr a língua em outros buracos e provar a mistura de tequila picante, limão e o sabor
doce e suave do seu corpo.


Estou pensando na mistura dos nossos fluidos quando me inclino para olhar seu rosto.


— Aposto que você não faz enema, não é? - É uma pergunta casual, que provavelmente deveria ter sido feita de forma mais delicada. Mas minha mente não está preocupada em agir de forma delicada. E sim, de forma voraz.


— Para falar a verdade, eu faço. Você sabe, além de ser higiênico, Taehyung diz que eu preciso fazer regularmente, porque nunca se sabe, não é? - ele sorri.


Fico surpreso, mas de modo positivo. O mínimo que espero de homens experientes
que procuro é o enema e exames regulares. Mas com Jimin, embora o exame não seja problema para um virgem, o outro poderia ser. Mas não é. E de repente isso me deixa ainda mais excitado.


— Adoro quando a Mãe Natureza me dá uma mãozinha.


Jimin ri, e eu sinto o som rouco vibrar em todo o meu corpo, até chegar nas minhas
bolas. Todo o meu corpo está ansioso para penetrar este garoto.


— Isso nunca me deixou tão satisfeito. Até agora.


Com relutância, eu o solto, pego sua mão e aceno em direção à pista de dança, lotada.


— Vamos dançar. Antes que eu coloque você no ombro e te arraste para fora daqui.


— Eu acharia ótimo. — Eu o ouço murmurar, atrás de mim.


Não creio que ele saiba o que está pedindo. Mas vai saber. Já já.


Notas Finais


Espero que tenham gostado meus anjos. Vou tentar atualizar toda segunda, quarta e sexta na parte da noite, ok?


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