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História Belas Virtudes - Capítulo 2


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Notas do Autor


E vamos de Lisoo, boa leitura! :)

Capítulo 2 - A estudiosa, romântica e responsável Kim Jisoo


 


 

Eu encarava as estantes abarrotadas de livros, em um horizonte que não parecia ter mais fim. E completamente cansada, joguei todas as apostilas que aguentei segurar em cima da mesa, os olhares julgadores voltados a mim pelo barulho alto que reverberou pela biblioteca ampla.

— Isso é impossível de entender — sussurrei para Wendy, me sentando no banco ao seu lado e apoiando a cabeça na mesa fria. Eu sentia meus neurônios queimarem, minhas têmporas se fechando quase que automaticamente.

— Queria saber te explicar de uma forma melhor, parece que nunca saímos da teoria — ela suspirou, cansada, porém logo seus olhos foram do livro aberto em uma página qualquer para mim, e se iluminaram. — Olha essa, se um pedaço de queijo suíço tem muitos buracos, logo quanto mais queijo, mais buracos. Se cada buraco ocupa o lugar do queijo, logo quanto mais buracos, menos queijo. Se quanto mais queijo, mais buracos e quanto mais buracos, menos queijo, logo quanto mais queijo menos queijo!

— É o quê??? — arregalei os olhos, minha voz subindo algumas oitavas. — Eu vou bombar, com certeza!

Soltei um suspiro resignado. Matemática nunca foi minha matéria favorita, eu não conseguia entender mesmo se tentasse — meus pais chamavam de preguiça, eu gostava de dizer falta de capacidade com números —. E quando algo finalmente fazia sentido, eu não conseguia transpassá-los na prática, sem fazer exercício algum, inclusive nas provas. Agora, eu ao menos conseguia entender um teste simples de raciocínio lógico.

— Essa é a minha última chance, se eu perder um ano meu pai me tira do boxe.

Aquela era a única razão de me fazer ir a uma biblioteca para estudar. As provas finais estavam chegando e me foi lançado um ultimato, meus pais não seriam mais tolerantes com minhas notas em vermelho.

Wendy fechou um dos livros que lia, talvez tão mais preocupada que eu, o que de certa forma me fazia sentir mesquinha, ela não tinha nenhuma obrigação de me ajudar com os trabalhos, e eu sabia que era pedir demais.

— Tem uma alternativa — ela disse, se inclinando em minha direção para falar o mais baixo que conseguia. — Pede ajuda a ela.

E apontou para os fundos da biblioteca, onde mais algumas dúzias de mesas eram espalhadas ao redor, todas lotadas de alunos na mesma situação que eu, trazendo um cochicho irritante e constante. Observei as mesas de estudos, tentando entender para quem Wendy apontava, até uma em questão me chamar atenção; a garota sentada o mais longe possível de todos, os óculos de aros redondos descansando na ponta do nariz enquanto seu corpo mal se mexia.

— Quem é ela? — murmurei, voltando meu olhar para Wendy, mas não suportando por muito tempo e encarando a garota novamente. 

— Você não sabe? É a Jisoo, faz cálculo na mesma sala que a gente — meus olhos quase se fecharam, obrigando minha mente a lembrar-se dela. Como aquela garota estudava comigo e eu nunca a vi? Eu era bastante reclusa ao meu grupo de amigas, no entanto Jisoo era bonita demais pra se deixar passar. — Ela não costuma conversar com ninguém, mas tira as melhores notas da turma, quem sabe se você pedir com jeitinho ela não te ajuda?

— Jeitinho? — levantei uma das minhas sobrancelhas, tentando não parecer irônica, mas falhando totalmente. 

— Você sabe do que eu estou falando! Consegue ter todo mundo na sua mão com esse seu sorriso, eu caí e por isso estou aqui, numa sexta a tarde enquanto podia estar dormindo.

— Obrigada, Wendy — a abracei de lado, sem segundas intenções daquela vez, o que era algo raro. — Reconforta meu ego.

Ela me deu um leve tapa.

— Agora sorria e aprume-se — se levantou, me ajudando a guardar todas as minhas coisas para tentar a sorte com Jisoo. — Você consegue! Fighting!

Engoli em seco, caminhando ainda a passos lentos até a mesa, começando a perceber que talvez não fosse tão fácil assim. Eu poderia parecer uma aproveitadora, mas estava totalmente desesperada, meu sonho de me tornar uma lutadora profissional a um fio de ser apenas isso, um sonho.

Segurei forte a alça da mochila, sem ao menos piscar, e me escondi atrás de uma das prateleiras de livro, quem visse de fora poderia supor que eu fosse uma stalker, mas eu só não sabia como chegar nela sem parecer atirada. Com meus quase 17 anos na época, me faltava muitas coisas na vida, a maior delas era delicadeza.

Porém, quando respirei fundo e tomei coragem, um garoto cruzou o meu caminho, esbarrando em mim e ao menos pedindo desculpas pela grosseria. Seus tênis branquíssimos faziam um barulho incômodo ao andar pelo assoalho e ele só parou ao ficar de frente a Jisoo. Minha expressão se tornou confusa, tentando entender do que se tratava toda aquela cena, até ele passar as mãos pela mesa e derrubar todos os livro dela.

Meu queixo caiu e, sem ao menos notar, eu já corria para onde os dois estavam. 

— MAS QUE PORRA…? — segurei a gola da camisa do menino, o empurrando para longe de Jisoo, e a cara de susto dele se tornou zombeteira ao me encarar.

— Me larga sua Maria Homem!

Chocada, o larguei apenas para empurra-lo de novo. Minha cara estava na melhor expressão "quem você pensa que é, meu filho?" e realmente, a autoestima daquela garoto deveria ser das melhores porque ele era dois palmos menor que eu e se vestia como um gângster dos anos 90, estilo o Caruso de Todo Mundo Odeia o Chris, só que asiático.

— Seu protótipo de gnomo… porque não aprende a escalar o meio fio antes de sair por aí empurrando os livros dos outros e me chamando de Maria Homem?

Ele pareceu ofendido na medida certa e ainda teve a coragem de pegar impulso para partir para cima de mim.

— Tá tudo bem! Eu… — Jisoo começou, sem saber se nos separava ou pegava os livros caídos no chão, porém, um apito soou por toda a biblioteca, não permitindo que ela tomasse qualquer das decisões anteriores.  

Tapei os ouvidos, notando que a cena da nossa treta já tinha chamado atenção da biblioteca toda.

Uma senhorinha corcunda e carrancuda apareceu no meio dos livros, o verdadeiro arquétipo da bibliotecária que morreu e esqueceram de enterrar.

— O que está acontecendo aqui, senhorita Lalisa? — ela me encarou, o olhar quase me queimando. Eu só queria bater os pés no chão e soltar um "por que eu?"

Jisoo abriu espaço e se voltou a bibliotecária.

— Senhora Joon, Lalisa estava tentando me ajudar. Eu estava fazendo os exercícios como a senhora bem sabe, até ele vir e sem motivo aparente, jogar meus livros no chão. — Ela apontou para o pseudo-Caruso. Jisoo devia ter certa credibilidade na biblioteca, porque vários pares de cabeça afirmaram o que ela havia acabado de dizer.

A bibliotecária se voltou ao garoto, que começou a gaguejar um monte de frases picadas enquanto encarava nós duas com os olhos raivosos, mas a tal da senhora Joon soou o apito bem na cara dele.

— Vamos para a diretoria, agora! — agarrou o blazer do uniforme dele, que começou a praguejar — Nem mais um "a" — ela apitou de novo e eu não deixei de segurar um riso.

Quando ele se virou para nós, mais especificamente para mim, eu fiz um gesto num claro "você tá ferrado" e sussurrei:

— Te pego na saída, otário. — Era uma promessa que eu cumpriria com gosto. Amava bater em valentões daquele tipo.

A biblioteca voltou ao seu comum estado depois que o cavaquinho saiu junto a senhora Joon. Procurei Wendy com os olhos, mas ela deveria ter saído assim que me mandou ver Jisoo e acabou perdendo o barraco de camarote.

Quase me esqueci do porquê eu deveria pedir ajuda a Jisoo e me ajoelhei, ajudando-a a pegar os livros no chão. Tentei de tudo para colocar minhas mãos por cima das delas, a fim de imitar uma cena clichê qualquer de filme sessão da tarde, mas ela era durona, não me deixou ao menos encostar nos seus dedos.

— Esses idiotas te importunam muito? — Cocei a cabeça, observando-a organizar os livros em cima da mesa novamente.

— Ás vezes, mas não é nada demais. — Ela se sentou, levantando o óculos que escorregava pelo nariz.

— Você podia falar pra direção.

Jisoo riu, sem graça.

— Eles não fazem nada, já cansei de falar.

Como se tivesse dado o assunto por vencido, ela voltou a prestar atenção no exercício que fazia anteriormente, me deixando plantada na sua frente.

Para chamar a atenção de novo eu pigarreei.

— Se eles não fazem nada eu posso fazer. — Dei de ombros, me sentando na única cadeira disposta na frente dela. — Minha treinadora sempre diz que eu não posso ser violenta fora do octódromo e nem posso usar as minhas habilidades para intimidar os outros, mas se eu contar a ela o que esse goleiro de totó fez, ela vai me dar razão.

Jisoo, pela primeira vez, parou para prestar atenção em mim. Ela tinha uma expressão engraçada, como se desconfiasse das minhas intenções mas ao mesmo tempo, tivesse se afeiçoado à minha pessoa.

— O que você quer em troca?

Coloquei a mão no peito, me fingindo ofendida.

— Por que eu iria querer alguma coisa em troca? — falei com um bico nos lábios. — Mas assim… já que você tocou no assunto e é tão inteligente, poderia, por favorzinho, me ensinar matemática? — fiz um gesto de prece com as mãos. 

— É isso que você quer? — ela indagou, os olhos semicerrados. — Só isso?

— Ue, o que mais poderia ser? Eu realmente preciso acabar meus exercícios de matemática até amanhã ou adeus formatura e possível carreira no MMA.

Ela demorou um tempo para me dar a resposta, acho que pensando se valia a pena mesmo me levar a sério, e com um suspiro longo concordou.

Tirei meus materiais da mochila e lhe entreguei todas as folhas do trabalho de recuperação, observando-a ler todas as questões estalando os dedos numa ansiedade quase enlouquecedora.

— Wow é muita coisa... e você teve mais tempo, por que quis fazer faltando um dia para a prova?

Eu tentei sorrir, mas acabou saindo uma careta. Era o que todo mundo me perguntava e eu não podia deixar de culpar minha preguiça por isso.

— Se não puder me ajuda, tudo bem... — Fiz um pequeno bico, deixando meus olhos um pouco maiores que o normal. Não era manipulação, eu só sabia usar minhas expressões quando queria alguma coisa, e Jisoo com o tempo saberia reconhecer todas as minhas táticas.

— Eu vou te ajudar — ela disse por fim, espalhando seus livros junto aos meus e começando a fazer anotações nas minhas folhas. — Mas me prometa que, quando estiver socando aquele garoto, dê um murro bem no meio da fuça dele.

Concordei rapidamente, observando sua caligrafia bonita ao lado das questões, a letra tão bem feita que parecia desenhada. Tudo em Jisoo era de uma graciosidade que eu nunca tive, sempre fui bruta e áspera, querendo resolver tudo com socos e pontapés, mas ela era delicada em todos os seus movimentos, caprichosa com os seus pertences. 

Os cabelos escuros estavam numa trança e algumas pontas soltas eram presas por várias presilhas de strass, e hora ou outra, quando minha mão tocava sem querer na dela, eu conseguia sentir a maciez da pele, fazendo-me inventar qualquer pretexto para tocá-la novamente.

— Bom, temos mais dez questões para fazer, a biblioteca fecha daqui a quinze minutos.

Levantei meus olhos, encarando as mesas vazias a nossa volta, a janela já mostrava uma noite densa lá fora e a luz das lâmpadas amareladas preenchiam o lugar. Passei tanto tempo inundada em Jisoo e matemática que ao menos notei o tempo passar.

— Pela primeira vez na vida eu consigo fazer essas questões corretamente...

Joguei meu corpo na cadeira, massageando os calos nos dedos.

— Podemos continuar fazendo — ela sorriu minimamente e mordeu os lábios, seus olhos percorriam de lá para cá as estantes de livros. Segui o olhar dela tentando entender onde deveria chegar, mas no fim, eu apenas tinha uma cara de interrogação no rosto, esperando o plano ser dito. — Eu já fiz isso algumas vezes… Só temos que ficar em silêncio enquanto fazem a inspeção, depois que eles verem que todo mundo foi embora, fecham a biblioteca, nós saímos e continuamos as questões.

Abri a boca e depois a fechei, ela tinha me deixado sem palavras. Kim Jisoo, a certinha e responsável Jisoo, queria mesmo burlar as regras, correndo o risco de sermos pegas só para me ajudar na recuperação? 

— Como vamos fazer para sair depois que tudo estiver fechado?

— Deixa comigo, só guarde suas coisas.

Concordei com um acenar de cabeça, pegando minha mochila e apenas esperando Jisoo dizer o próximo passo.

— Senhora Joon! Já estamos indo embora, tenha uma boa noite!

Ela se levantou, sorrindo para a senhora a algumas mesas de distância. Tive medo dela ter ouvido nosso plano, mas mal ouviu a despedida de Jisoo.

A segui pelo corredor da saída, com meu coração batendo tão forte que pensei ser audível. A Kim caminhava tranquilamente, os cabelos presos na trança balançando de lá para cá, até que num rompante, parou na frente da dispensa, me fazendo atropelá-la por andar atrás tão perto.

Eu não me perguntei se valia a pena me enfiar junto a produtos de limpeza com uma garota que até ali eu mal conhecia, mas quando menos notei estava em um espaço minúsculo com ela, a presilha fazendo cócegas nas minhas bochechas e sua repentina vergonha em me encarar era adorável.

— Não se preocupe, vamos sair daqui rápido — ela sussurrou, usando a manga da blusa para tapar o nariz, o cheiro de água sanitária sendo um incômodo dispensável para mim.

— Mas eu tô gostando de ficar coladinha com você.

Segurei o riso quando Jisoo se encolheu, levantando o olhar para me encarar pela primeira vez desde que entramos ali. Eu poderia parecer tranquila flertando e rindo das atitudes dela, mas estava igual ou até mais envergonhada. 

Seus olhinhos cativantes me despertavam um cuidado que até então eu não sabia que tinha, a boca em formato de coração e toda descascada, por provavelmente viver mordendo os lábios, combinava com tudo de pueril e fofo no rosto dela. Eu poderia explodir de amor. Como eu não tinha me atentado a Jisoo antes? Como deixei passar um ser tão estonteante assim? 

As mãos dela foram lentamente parar no meu ombro, apertando com certa força e ansiedade os nódulos rijos numa massagem relaxante, perfeita para a tensão que meu corpo guardava. Fechei os olhos, sentindo seus dedinhos num vai e vem que era tão agradável, a sua respiração quentinha batendo junto a minha, causando um ressonar único. E quando os abri novamente minhas mãos encontraram a cintura dela como um encaixe perfeito para aquele momento.

— Eu nunca fiz isso na vida.

— O que? Beijar uma garota?

— Beijar… alguém — as bochechas de Jisoo se tornaram vermelhas. Era difícil de acreditar pois cada movimento dela despertava borboletas no meu estômago, por mais clichê que isso soe. — Mas eu quero, agora.

E antes que eu pudesse raciocinar seu pedido, ao menos me inclinar em sua direção, Jisoo segurou meu rosto com as duas mãos, juntando nossos lábios num selinho desajeitado. 

Meus olhos se arregalaram num primeiro momento e ela relaxou a boca, tornando o beijo mais leve. Segurei forte a cintura dela, deixando minha língua entrar em contato com a sua num movimento lento, que não nos cansou por horas.  

Para um primeiro beijo Jisoo foi fantástica, como todas as outras primeiras vezes que ela me concedeu essa honra e, no fim, eu não conseguia pensar em matemática sem lembrar-me dos lábios inchados dela, da mãos nos meus cabelos e do cheiro de produtos de limpeza.

Kim Jisoo era uma variável difícil de decifrar, como um problema matemático complicado: quando estava triste ia ao parque de diversões, quando estava feliz gostava de ver filmes que a faziam chorar, vestia roupas de frio no calor e pouca roupa no inverno e, ao mesmo tempo que me apoiava no MMA, nunca teve coragem de ir a um octódromo, por medo de me ver machucada.

No entanto, foi previsível vê-la cursar matemática assim que concluímos o ensino médio, se tornar professora e gostar tanto de crianças que seus alunos eram como os filhos que ela não queria ter. Kim Jisoo é uma brisa calma e aconchegante, familiar, necessária e meu equilíbrio nos dias difíceis.

 


 

Me sentei no banco acolchoado do bar de Joy, feliz por finalmente comer depois de sairmos da academia. O dia, em especial, estava quente, meu suor descendo pelas costas da regata, ainda que eu tenha acabado de tomar banho, e mesmo com o movimento do horário de almoço meu prato era fumegante.

— Que cara é essa? — perguntei a Chaerin, sentada à minha frente encarando meu prato com as sobrancelhas franzidas em desgosto. 

— Pato à Pequim? Isso não está na sua dieta — ri como resposta, pegando um grande pedaço de carne com os hashi e colocando na boca, mastigando lentamente, olhando divertida para sua cara de desdém. — Não venha reclamar de baixo rendimento depois, a luta com a Jennie é neste domingo — Chaerin murmurou, como uma mãe resignada, colocando uma grande colher de salada na boca e comendo com todo controle que a sobra, para não me mandar trocar o prato.

Abri a boca para dar uma resposta irônica, mas o telefone em cima da mesa vibrou, fazendo toda a minha atenção passar para o aparelho. Foi impossível não atender com um sorriso grande no rosto, ela tinha a capacidade de me fazer feliz apenas com a menção do seu nome.

— Estávamos falando sobre você.

Ouvi a risada escandalosa de Jennie do outro lado da linha, era costume receber a ligação dela nesse horário.

Quando você não está falando de mim? — ela perguntou, desdenhosa.

— Quando estou com você.

Chaerin fez uma falsa ânsia de vômito, que eu prontamente ignorei.

Está preparada para a derrota esse domingo, amor? — ela murmurou, o barulho do chuveiro preenchendo nossa ligação. Era um pecado para mim imaginá-la tomando banho logo agora, uma parte de mim sabendo que era apenas mais um dos seus joguinhos, Jennie Kim amava me ver sedenta para tê-la me socando e me fodendo.

— Ter você em cima de mim no octódromo não me parece uma derrota — respondi maliciosa, fazendo-a gargalhar novamente. — É melhor eu desligar antes que Chaerin nos mate.

Minha treinadora mostrou a língua, a dualidade da mãe responsável para uma filha malcriada passando em um rompante.

— Como se você amasse perder para Jennie Kim — reclamou ela, me fazendo concordar com uma menear de cabeça.

Momentaneamente, a relação complicada com Jennie passou pela minha mente.

Era uma longa história.


 



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