História Beleza Imortal - Capítulo 70


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Cabelos Brancos, Romance, Romance De Época
Visualizações 23
Palavras 1.992
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


AVISO: CONTEÚDO DE CONOTAÇÃO SEXUAL
Oie amores, voltei com esse cap um pouco mais hot, tá bem corrido por aqui mas não se preocupa que a tia não vai parar de postar novos caps quentinhos.
Espero que gostem deste cap e comentem as suas teorias aí embaixo. Beijinhos 😘😘😘

Capítulo 70 - Tentação


Fanfic / Fanfiction Beleza Imortal - Capítulo 70 - Tentação

Está chovendo de novo. Eu ouço os pingos baterem na madeira do telhado, no encosto da varanda, por toda parte. Não choro mais, não há mais a cansativa necessidade de derramar lágrimas, dada a tempestade que ocorre do lado de fora. Posso ouví-los na casa, andando no andar de baixo, conversando, vivendo suas vidas. Decidi que não os quero mais aqui, nenhum deles, e iria me impor diante de Charles, para que minha vontade fosse atendida, afinal, sou a senhora desta casa. Ninguém tem me visitado, desde a tarde do "incidente", claro que não fazem ideia do que ocorreu nos estábulos, mas é evidente em minha transparência com relação aos sentimentos de que algo não está certo. Adrian parece não se lembrar de nada, age como se àquela tarde jamais houvera ocorrido, nem mesmo Darcy vem ao meu encontro, e assumo que seja melhor assim. Me levanto da cama confortável, que mais têm parecido ser de pedra nestes últimos dias, e me espreguiço. Visto-me com o mais puro carmesim, deixo os cabelos rebeldes, mais um toque para demonstrar-lhes minha ira, e calmamente desço para o jantar. 

-- Pensávamos que não iria se juntar à nós... Minha senhora. - disse Charles lentamente, conforme seu olhar me seguia pelo salão, ardente em luxúria. -- Quis fazer-lhes uma surpresa, meu senhor. - um criado aproximou-se, puxando a cadeira para que eu me sentasse. Evitei olhar para Vivian, mas pude sentir seus olhos queimarem sobre mim. -- Está deslumbrante esta noite, minha cara irmã. - Noah soou ácido. -- Obrigada, irmão, eu gosto de me vestir bem... Para Charles. - senti o nó em sua garganta. -- Mas o senhor não entenderia, não deve saber o que é vestir-se pela atenção de Emma... Minha querida Vivian deve entender, certamente veste-se o melhor que pode para satisfazer vosso marido. - bebi do vinho em minha taça, e o gosto foi mais amargo do que imaginava. -- De fato... Não ne visto para minha esposa... - Noah fez seu amargor suave nas palavras, mas não pude deixar de notá-lo. Além de todos os olhares, era apenas um que me fazia arrepiar, não com a intensidade de sua fúria ou desejo, apenas com a capacidade de sua frieza de tocar-me a alma. 

-- Hurumm... - soou Charles, após perceber o silêncio desconfortável que pairava, retirando-me do incessante desejo de olhar a fera. -- Pois bem, acho que devemos começar o jantar. - Charles soou o sino e logo os criados adentraram trazendo as bandeijas cheias de comida. Mal havíamos sido servidos e Noah pôs-se de pé, anunciando um brinde. -- É um prazer estar aqui, com todos os presentes. Nesta noite em especial, celebramos minha data favorita do ano... - fez um suspense, então voltou à falar. -- Por favor todos nos levantemos para parabenizar minha doce irmãzinha por seu décimo oitavo aniversário!! - seus olhos brilharam, afiados. O sorriso que o mesmo fazia questão em estampar no rosto era como o de uma raposa ardilosa, brincando com a caça. 

-- Minha querida, por que não me contaste que era teu aniversário? - indagou-me Charles, que se aproximava enquanto todos batiam palmas e eu permanecia sentada, com a mão em meus talheres. Tentei pensar em uma resposta "mais adequada", todavia a verdade era o suficiente. -- Eu havia me esquecido da data... - respondi-lhe. Todos olharam-me curiosos, e quando o som das palmas cessou, o jantar seguiu seu rumo um pouco mais calmamente. Só após minha recusa da sobremesa, notei a ausência de meus caros amigos, que não se encontravam conosco ao redor da mesa. -- Onde estão meus convidados? - questionei uma criada, silenciosamente, evitando o alarde e a atenção indesejada. -- Eles se foram senhora, deixaram a propriedade ainda esta manhã. - respondeu-me a moça, jovem e de aparência carinhosa. Eles haviam partido e sequer se despediram, a estadia deve ter sido detestável, para saírem desta forma da propriedade Wechester. 

Permaneci o restante da noite em silêncio, respondendo apenas o que me fora perguntado, sem me permitir adentrar as discussões intelectuais com Darcy, proibindo-me cair nas armadilhas engenhosas de Noah e sem me dar ao trabalho de tentar manter uma conversa civilizada com Vivian. Havia decidido me deitar quando um criado adentrou a sala para entregar à meu marido uma carta do exército do rei. Eu soube de seu conteúdo horas mais tardes, quando Charles finalmente voltara do escritório, com um leve sorriso contido nos lábios, e junto dele a notícia que ele tanto ansiava. -- O rei exige a minha volta!! Imediatamente! - exclamou Charles, sorridente. -- E como Tentente Coronel!! Isso não é maravilhoso?! - indagou-me, girando-me em seus braços pela cintura. Finalmente colocou-me no chão, notando meu descontentamento. Mal havíamos nos casados e seríamos separados, não tempo o suficiente para que eu pudesse nutrir um nível de amor aceitável para um casal, para com ele. -- O que há? Não está contente pelo seu Tentente Coronel? - beijou-me com ar sensual. Afastei-me levemente, mantendo uma proximidade confortável entre nós. -- Sim... Eu só... Não Charles! - impús-me. -- Não estou feliz. Fico  feliz por sua promoção, mas isso implica você longe de mim, e como ficar longe de meu marido me faria feliz? - disse, sentindo a dor crescer em minha garganta e o estômago revirar. -- Oh! Meu amor, tenha certeza de que me dói deixá-la, mas tenho de ir... - abraçou-me, recostando seu queixo sobre minha cabeça. 

-- O rei exige minha presença, se eu não for minha cabeça certamente rolará como desertor. - disse, frio porém segurando-me em seu abraço. -- Eu à escreverei todos os dias, e voltarei para vê-la sempre que puder... - não entendo como pode estar doendo de tal forma, a simples ideia de me ver longe de Charles me deixa chateada... -- Promete escrever e vir me ver? - esperava verdadeiramente por uma resposta afiramativa. -- Prometo com minha vida... - olhou-me nos olhos. Beijou-me uma vez mais, com mais paixão, instigando em mim o desejo que queima cada vez que nos deitamos. Ambos sentimos a necessidade de colar nossos corpos, rapidamente o auxliei a se livrar de seu colete e camisa, trabalho que ele já havia começado por si só. Os seus beijos tornavam-se mais ardentes e queimavam minha pele por onde seus lábios percorriam. Livrei-me do corset cor púrpura e de sua infinidade de cordas, eu brincava com os cabelos de meu marido, enquanto ele se livrava das botas, cinto e do punhal que carregava na cintura. Por um instante o tempo parou, e só voltou a bater quando o tecido rubro de cetim deslizou aos meus pés quando Charles puxou o fio que prendia a saia a minha cintura, deixando-me completamente nua à vista de seus olhos. 

Eu me tornara uma mulher, sua mulher, e meus "dotes" realmente me surpreendem, deixando-me mais confiante quanto ao proporcionar prazer ao meu marido e deleitar seus olhos. Suas mãos vagarosamente foram de encontro aos meus seios, arrepiando-me inteiramente, endurecendo meus mamilos e fazendo-me desejá-lo fortemente dentro de mim. Quando finalmente ele voltou à quebrar a distância entre nós, seus braços fortes e com cicatrizes de guerra ergueram-me em seu colo, e beijando todo meu pescoço, com meus seios colados ao seu peito também nu, direcionou-nos à cama, sentou-se e permaneci sobre ele, admirando a visão de seus músculos definidos e seus cabelos negros bagunçados... Pisquei rapidamente, voltando à ter em vista os fios ruivos característicos do homem com quem me casara. Levemente abalada pelo devaneio com o qual me assustei, dei continuidade ao atos que sabia, deixariam Charles louco de prazer. Eu agora me encontrava deitada sobre a cama, com mãos atadas sobre minha cabeça com o cinto de Charles, suas mãos, passeando livremente sobre meu corpo, ainda nu e incrivelmente mais sensível aos seus estímulos. 

Arrepiei quando sua língua, úmida e quente desenhou a linha entre meus seios, me contorci quando a ponta dela contornou meus mamilos e arfei quando senti a sucção de seus lábios no mesmo. Ele brincava comigo, não me deixava tocá-lo e isso me torturava enquanto ele se divertia com as respostas de meu corpo e minha vontade de colar nossos corpos a cada segundo. -- Charles... - eu o ansiava, precisava sentí-lo dentro de mim, precisava da sensação dele vibrando dentro de mim, e com as mãos presas esse desejo demoraria à se concretizar. -- Sssshhh! - ele sussurrou, beijando entre minha bacia. -- Pedir só a fará ter de esperar mais... - sua voz era rouca, transbordava excitação, contive um suspiro quando sua barba por fazer arranhou de leve o interior de minha coxa. -- Vai sentir minha falta, quando eu me for? - lambiscou o interior úmido de minhas pernas, que vibrava por um contato mais profundo. Arfei, quando ele repetiu  investida, esperando por uma resposta. -- Diga-me querida, irá sentir minha falta? - beijou-me lá embaixo. -- S-sim... - não tinha forças para respondê-lo. -- O quanto sentirá? - lambiscou novamente. Senti o peso de seu corpo sobre o meu e o vi retirar as calças por completo, atiçando-me ainda mais com a visão do quanto ele estava excitado. 

Ainda sem resposta, Charles continuou o trabalho com a ponta dos dedos delicadamente de início, intensificando os movimentos a cada segundo sem minha resposta. Eu me contorcia embaixo de seu peitoral quente, tentava fechar as pernas para parar a sensação de pressa, mas me via com as mesmas dando boas vindas aos dedos ágeis de Charles, que me olhava, sem dizer mais nada. -- Não me faça perguntar de novo... Não quero vê-la atingir o ápice sem minha total colaboração... - sua voz era sensual e cortante ao mesmo tempo, e não vi outra escolha a não ser respondê-lo. -- Muito! Muito... - disse de uma vez, arfando ao sentí-lo inteiramente dentro de mim, devagar me preenchendo completamente. -- Era isso que eu precisava ouvir... - começou a intensificar a velocidade com que entrava e saía de mim, fazendo-me fechar os olhos como resposta do prazer que crescia em meu ventre. Sem forças para respirar gemi alto quando nos derramamos ao mesmo tempo. Abri os olhos e o vi, suado sobre mim, seus cabelos negros bagunçados e levemente molhados com o suor, a maneira como seus olhos cor de chuva penetrava os meus, deixando-me perplexa. 

Incapaz de me soltar de sua armadilha, continuei sob seu corpo nu, estranhamente quente e ainda sensível aos meus seios, endurecidos. Pisquei fortemente, negando o que estava frente aos meus olhos. Como uma visão, Charles reapareceu sobre mim, na mesma posição, sua feição demonstrava que estava confuso com  minha reação. -- Está tudo bem? - perguntou ofegante, suor escorrendo em sua testa. -- Me desamarre, por favor... - disse apressadamente. -- O que há? - questionou, não entendendo minha repentina mudança de atitude. -- Eu pensei que estava gostando... Eu... Me desculpe se à machuquei de alguma forma... - seu hálito quente queimou minhas costas conforme falava. -- Não... Eu só... Senti uma tontura de repente... - inventei. -- Está se sentindo bem? - enterrou seu queixo em meu ombro, abraçando-me por trás. -- Sim, eu só precisava me levantar... - prossegui. 

Fechei os olhos por um instante, e revivi o momento de instantes atrás, onde era outro homem quem me proporcionava prazer. -- Quer um pouco de água? - ofereceu-me. -- Sim, obrigada. - permaneci sentada com a cabeça nos joelhos. -- Não temos mais, descerei à cozinha e volto em um instante. - beijou minha coluna. O vi de canto de olho vestir as calça e os suspensórios, deixou-me e o quarto pareceu maior, respirei fundo, então ela voltou. A voz que dizia desejar me levar embora, que me sussurrava dia e noite sem jamais se aproximar. 

-- O seu desejo também é meu... - olhei ao redor, Charles acabara de sair, estava só no cômodo. 

-- Quando o cavaleiro se for... Deixe-me satisfazê-la...- confesso que a proposta me soa tentadora. 


Notas Finais


O que acharam? Gostam da relação entre Charles e Nick? O quê acham da voz que sussurra pra ela? Será que a nossa heroína vai ceder à essa voz?
Me digam o que acham nos coments.
XOXO 😘😘


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