História Beleza Poética - Capítulo 3


Escrita por: e weirdoll

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Tags Candytoys, Jaeyong, Poesia, Poetic Beauty
Visualizações 42
Palavras 1.150
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Estamos aqui com mais um capítulo da fanfic, já que as atualizações aqui acontecem mais rapidamente.

O capítulo em si está mergulhado na poesia da história inteira.
Apeguem-se ao todo, pois tudo é relevante.

Boa leitura.

Capítulo 3 - Mai. Partie 1


Fanfic / Fanfiction Beleza Poética - Capítulo 3 - Mai. Partie 1

 

 

 

Maio. – Partie 1

 

Jaehyun cruzou uma das pernas sobre a outra enquanto continuava escrevendo no caderno, a mão se movendo conforme as imagens vinham em sua mente. Não conseguia esquecer daqueles olhos, mesmo quando conversavam.

Lee Taeyong estava lhe prendendo mais rápido do que as borboletas em que ficara interessado na primavera anterior.

A taça de vinho ainda pela metade tinha sido esquecida na mesa enquanto se preocupava com outras coisas. Durante a noite tinha mais inspiração. E Paris transbordava inspiração para todos os lados, bastava respirar fundo e sentir.

— Ahh...

— Está suspirando sozinho aí por que, hm? — Aproximou-se por trás sorrateiramente até rodear o pescoço alheio com os braços. Em alguns encontros e desencontros estava engatando uma amizade carregada de segundas intenções com Jung Jaehyun. E o olhar alheio não mentia, era recíproco. — O que está escrevendo aí, meu poeta? — Sentou-se ao lado, tentando espiar o que ele escrevia.

Jaehyun se assustou com a proximidade inesperada, segurando o caderno em mãos como se sua vida dependesse daquilo. E na realidade, desde que sua amizade com o outro vinha crescendo, dependia sim.

— Coisas... — Disse simplista, folheando as páginas amarelas. Era um caderno antigo. — Coisas da vida, que ando observando e vendo pela cidade. — Completou ao encontrar o olhar alheio. — E você? Por onde esteve?

— Parece que alguém está escondendo algo de mim. — Sorriu de canto, observando todo aquele comportamento estranho de Jaehyun. Ele era uma graça. — Coisas da vida... Certo. — Não se deu por convencido, mas guardou a própria curiosidade para outra hora. — Eu? Estive na academia fazendo alguns trabalhos e, como sabe, assistindo aulas. Ah!, e dormindo nas poucas horas vagas.

Havia vezes em que Taeyong sumia de suas vistas entre alguma hora da manhã e, então, o via dias depois rondando por alguma das ruas com pastas ou telas debaixo do braço. Suas roupas sempre tinham uma mancha ou outra de tinta e era nesses detalhes que se focava.

Quando o acompanhava com os olhos pelos corredores da universidade era quase como estar imerso em uma outra realidade, se sentia transportado para algum espaço de tempo que os segundos não corriam. Por isso, continuava o acompanhando de longe, observando e escrevendo.

— Não estou escondendo nada. — Fechou o caderno, guardando a caneta em um dos bolsos da camisa que usava. Quando estava junto de dele não conseguia manter a atenção em outras coisas.

— Por que guardou a caneta? Não vai mais escrever só porque cheguei? Eu posso ir embora se for assim... — Mentiu. A grande verdade era que ele ficava ainda mais bonito focado em suas poesias e gostaria de vê-lo trabalhar.

Jaehyun trouxe a taça para perto em alguns goles no vinho, não era muito fã, mas admitia que vinha aprendendo a gostar da bebida.

— Estamos conversando, escrever agora me faria perder a concentração nas duas coisas. — Desconversou por simplesmente não querer admitir que escrever sobre Taeyong com o mesmo perto lhe deixava quase eletrizado, era como ler para ele. — Dormiu no pátio outra vez? As moças devem ter ficado encantadas. — Os olhos se perdiam na incógnita do outro, a mente aguçada de curiosidade, interesse. — Vários desenhos e ensaios seus espalhados por aí.

— Encantadas comigo? Talvez... — Ergueu as sobrancelhas em falsa surpresa. Ele estava com ciúmes? Ah, gostaria de provocar aquela expressão mais vezes só para constatar se era verdade. — Está orgulhoso do seu hyung, Jaehyun?

— É, provavelmente. Já é assunto nos corredores de arte. — Negou com a cabeça trazendo a taça para perto, ao que deu alguns goles antes de oferecer ao outro. — Orgulhoso? Do que?

— Irei expor um trabalho daqui há um mês. Já havia comentado com você antes, não lembra? — mordeu o lábio inferior. Vinha falando desta exposição há semanas, não entendia como ele havia esquecido.

Jaehyun perdeu o olhar no ambiente, na maneira como ele gesticulava, sorria e se movia. Era inexplicável. Algo dentro de si parecia quase transbordar em momentos como aquele e podia dizer, quem sabe, que era a primeira vez que ocorria quando estavam tão próximos.

Taeyong transbordava algo que absorvia com genuína devoção.

 — Seus olhos... tem a cor da noite estrelada. — Deixou escapar inconscientemente.

— Oh... Mesmo? — Sorriu convencido ao ouvir aquelas frases poéticas que por vezes escapavam pelos lábios alheios. As bochechas do Jung costumavam ficar róseas após lhe elogiar, menos daquela vez. Ou era a luz baixa do local? — Isso é diferente, digo.

Piscou os olhos devagar, retomando parcialmente aos sentidos.

— Noite estrelada, sabe? A obra de Van Gogh. — Descruzou as pernas, se inclinando sutilmente sobre a mesa. — Desculpe, lembro sim. Seu professor parece animado com isso.

— Eu sei.... Mas os meus olhos parecem com ela? — Inquiriu, mesmo com o ego inflado, buscando entender a forma de ver do outro.

Às vezes Jaehyun parecia fascinado com tudo a sua volta e com tudo incluía o próprio Taeyong.

Estava se perdendo nas sensações e sentimentos em um momento que não era propício. Talvez tivesse alguma coisa a mais naquele vinho. Talvez fosse a cidade. Talvez...

— E você anda pela cidade como o rei de um palácio, tropeçando nos ladrilhos e respirando. Só respirando arte. — Estava sim completamente perdido naquela noite e nos meios que estavam envolvendo. Paris estava trazendo muito mais coisas do que tinha sentido em uma vida em Manchester. — É como o mistério que há na obra, cada vez que se olha mais se vê.

— Está conseguindo me conquistar com todo esse poetismo, sabia? — aproximou-se até tocá-lo no rosto, sutilmente, para que não o assustasse, sentindo a maciez da pele com a ponta dos dedos. — Tão bonito.

— A poesia... sai naturalmente. — Disse baixo, pausando a fala enquanto o via se aproximar. A carícia suave lhe despertou do momento de epifania, mas não quis se afastar. — O que... estamos fazendo? — Colocou o caderno para o lado, inclinando o tronco na direção alheia.

Taeyong afastou alguns fios da franja alheia, descendo os dedos pela mandíbula pincelada ao aproximar os rostos.

— Estamos...

Não sabia explicar o estavam fazendo. Jaehyun poetizava para si, lhe tornava parte de seus versos carregados de sinceridade, porém tudo o que via naquele momento era como o outro parecia uma pintura.

Acompanhou o toque alheio sem saber o que estava acontecendo, o olhar, a atenção, o corpo e talvez até a alma perdidos naqueles olhos tão profundos e densos. Transcrevia a poesia que via em Taeyong, nas coisas ao redor e no que lhe dizia respeito.

Escrevia Paris de Lee Taeyong sob a Noite Estrelada.

— Não possuo um vocabulário tão rico quanto o seu, mas... — Beijou os lábios vermelhos de vinho e fez com que toda aquela poesia morresse na boca bonita. E poderia ser considerado um criminoso por isso.

— Meu vocabulário não... — Teve a fala roubada pelo beijo inesperado. E trocaram mais outro depois daquilo, com gosto de Châteaux e com o calor do verão parisiense. — Vamos embora... Tem telas suas no meu quarto que precisa levar embora.

Mesmo que não houvesse tela nenhuma, Taeyong foi.

 

 

 

 


Notas Finais


Por hoje é isso~

Até breve.


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