História BELIEVE - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Fanfic, Ficção Adolescente, Hot, Originais, Romance, Shoujo
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - I


Fanfic / Fanfiction BELIEVE - Capítulo 1 - I


Isabel, 17 anos, futura designer, amante da arte e apaixonada por seu melhor amigo.

Mas mantenha a calma, isso é só as principais coisas que eu sou e sinto. Aliás, sobre a última parte da descrição eu realmente não tive culpa, um garoto que vive me ajudando e me deixando com um ódio inacreditável é um bom pretendente. Concorda?

Pego minha mochila e depois de me despedir da minha cama quentinha, saio na manhã fria de São Paulo.
Ia com passos apressados para o ponto de ônibus que me levaria ao metrô, a música alta tocando nos meus fones de ouvido impediam o estresse que me atingia vendo a multidão de pessoas, correndo de forma frenética para entrar nos vagões metálicos, que as levariam ao destino desejado, no meu caso, a FASP (faculdade de artes de São Paulo).

Estava morrendo de sono e desejava voltar correndo para a cama, mas sempre lembrava que foi duro entrar nessa faculdade, não queria começar a me atrasar no segundo semestre, confie em mim, acordar tarde e entrar na segunda aula ou no segundo período é um caminho sem volta.

Logo na entrada vejo Sofia, uma amiga e oponente nas pinturas. Corro na direção dela e lhe dou um abraço, passei o fim de semana todo sem ela. Minha carência tem motivo.

- Achei que você não vinha, não ia me aguentar com tantas informações pra te passar! - ela diz de forma indignada. Quem vê pensa que ela estava falando sobre uma causa na justiça ou da situação política do nosso país.

- Então fale tudo, mas vamos indo para a sala. - seguro o braço dela e caminho para sala.

Escuto suas reclamações sobre os pincéis que o segundo ano usa e ficam podres, as telas que ficam largadas na sala de pintura a óleo. O cara que ela estava apaixonada mas ouviu que ele tinha dormido com outra garota.
Dei risada dos detalhes horrendos que ela descreve da garota que acabava de ganhar uma grande inimiga.

Entramos na sala com ela me estapeando para que eu parasse de rir, sento na mesa ao lado da janela e me acalmo, ela senta no seu lugar (primeira mesa da fileira ao lado) e começa a rabiscar alguma futura pintura, talvez.
Devaneio assim que olho para fora daquela caixa colorida e abstrata que é minha sala, adoro aquele lugar, pois quando é troca de aula dos veteranos, consigo ver a pessoa que descompassa meu coração passar no corredor do prédio I.

O professor entra na sala e a prática do dia é explicada e revisada, a classe é liberada para completar a atividade proposta.

Ainda não tinha dado o horário de troca de aula dos veteranos, eu ainda tinha cinco minutos até que isso acontecesse, precisava correr para a sala de aquarela II se não quisesse trombar com o digníssimo pelos corredores.
Saio disposta a correr uma maratona, mas sou parada assim que chego perto da sala que me é aguardada, era uma velha amiga e, quando digo velha, não é por que guardei a amizade e sim, porque ficou no passado, um bem distante. Pelo menos assim queria.

- Viu o Marcelo por ai? - a branquela de estatura mediana, cabelos longos, lisos e azulados, atrapalha meu caminho tão bem decorado.

Não, vaca maldita.
- Não.
Seca, mas não mal-educada.

- Entendi, aliás, já entrou um grupo na sala de aquarela.

- Mal... - mordo a língua enquanto me virava e via a triste cena da porta sendo fechada.

- O que disse? - ela ergue uma de suas sobrancelhas.

- Que má sorte, disse isso.

- Ok... - ela caminha e vira o corredor, saindo do meu campo de visão.

- Meus olhos agradecem. Filha da p...

- Ofensas são proibidas nesse ambiente escolar.

Samuel diz encostando o queixo em meu ombro.

- Vir por trás e encostar nas pessoas também deveria ser proibido. - Digo com um fingido desinteresse.

- Desculpe, fiquei com medo de levar um tapa da Srta. Revoltada - pude ver de canto o sorriso bobo que lhe contornava os lábios.

- Bem que merecia. - continuo antes de seu protesto vir à tona - Estou indo para a sala de aquarela II, quer vir comigo?

- Será um prazer.

Ele coloca seus braços em torno do meu ombro e vamos caminhando até a sala.

Entramos e fico aliviada por finalmente estar a sós com ele.
Sento e apoio meu material na mesa, pego as tintas e um copo de água é colocado na minha frente, agradeço e sou presenteada por um talentoso espectador. Já estava acostumada a desenhar e dar cor e vida as minhas obras na frente dele, mas sempre tinha um frio na barriga enlouquecedor.

- Está nervosa? - sua voz é mansa e aconchegante.

- Um pouco, não apresento um bom projeto a uns dias.

- Por que não desenha o que está sentindo? - ele coloca as mãos em meus ombros e chega mais perto do meu corpo, podia sentir o calor de sua respiração em meu pescoço.

- Mas eu não sei o que estou sentindo, é confuso.

- Então aí está a base da sua arte hoje, retrate a confusão. - Ele aperta meus ombros em uma tentativa de massagem - Mostre ao mundo o que a mente de uma jovem confusa pode conter.

- Eu...

Escutamos batidas na porta, haviam ido buscar o terceiro anistia. Pelo que entendi, estavam precisando de uma ajuda em uma sala do segundo ano.

Respiro fundo, pego meus lápis e pincéis e começo a desenhar a confusão de uma jovem, minha confusão.

--- --- --- --- ---

Ando com passos apressados para casa, a mensagem que havia recebido a algumas horas havia me tirado a concentração.

*FESTA HOJE NA MINHA CASA, BEBIBA LIBERADA PESSOAL*

Bebida liberada meu povo! Não faltaria nisso nunca.

Cheguei em casa e tomei um bom banho, daqueles que você esfolia o corpo todo e depila até a sobrancelha se pudesse (nunca se sabe o que pode acontecer nessas festas).
Saio do banho e me deparo com um corpo morto jogado no meu Puff, pelo menos queria que estivesse morto, pois, se não estivesse, iria morrer ali mesmo.

- Já disse para parar de invadir minha casa. - Ando apressada para meu quarto tentado esconder meu corpo com o roupão que usava.

- Não vou olhar. - Ele coloca as mãos sobre os olhos - Vim trazer as bebidas para nossa pós-festa. Não me diga que esqueceu!

Pós-festa era nosso ritual de tentativa de coma alcoólico após as festas mais bombásticas que nós íamos. Relaxe, não somos jovens suicidas, somos apenas idiotas fazendo idiotices.

- Não esqueci! - fecho a porta e digo que ele já poderia abrir os olhos.

- Bom mesmo, tenho tanta coisa para fofocar... - ele reflete um pouco - Credo, estou parecendo a Sofia!

Dou risada de seu comentário enquanto me visto. Coloco um short preto de linho com uma regata vermelha e calço um tênis preto.

Confortável...

- Ela é menos fofoqueira que você - abro a porta e mando um beijo que é retribuído com uma careta e as mãos abanando para afastar meu DNA voando em sua direção - Idiota.

Me agacho e tiro os cachinhos que estavam na frente do seu rosto, seus olhos se fixam nos meus.
Não era um olhar normal, um olhar amigável ou carinhoso como tantas vezes ele havia me olhado. Existia desejo em seu olhar.
Sinto um formigamento em minhas pernas com esses pensamentos, jogo os cachos na frente de seu rosto novamente e me levanto.
Coloco as latas e algumas garrafas na geladeira e vou atrás das minhas chaves.

- Vamos logo, Tinker!

A sim, tinker é o nome que uso no Lol. É... Isso aí.

- Estou pronta, vamo que vamo!

Chegamos no local da festa após vinte minutos de uma boa caminhada, no final das contas, somos estudantes economistas (pobres).

A casa era grande, não uma mansão com piscinas e bebidas na mão de todos os convidados, bem, bebidas sim, mas infelizmente nada de piscina.

- Samuel, você vai ficar perto de mim, né? - digo me virando para trás e me deparando não mais, nem menos, que o espaço vazio que poucos segundos atrás era ocupado por ele.

Repito frases inspiradoras para mim mesma antes de entrar no local, estava nervosa, muito nervosa, nervosa o bastante para esquecer da vida assim que vejo o barman fazendo batidas com tequila.
Bebia um pouco enquanto imaginava onde aquela criança havia se metido, poderia estar em um dos quartos trancado com várias pessoas ou em uma moita com alguma garota.

- Ei! - Sofia senta ao meu lado - E essa cara deprimida, aí?

- Quer saber de uma coisa? - digo olhando as pessoas que transitavam na sala.

- Estou ouvindo. - Ela pega meu copo e vira o líquido rosado em um gole.

- Você percebe que chegou no fundo do poço, quando fica com inveja de imaginar uma garota transando com o cara que você gosta.

- Já passei por isso...

- Em uma moita. - Digo e observo seu rosto oscilar entre achar cômico ou horrendo minha situação. Ela fala que me entende antes de se perder totalmente em um olhar perplexo no meio da multidão.

- Você ouviu isso? - ela olha para os lados - Alguém me chamou, já volto, tá?

Ela sai em disparada para os fundos da casa, até acreditaria que ela tivesse ido vomitar, mas logo vi um moreno sarado a seguindo.
Balanço a cabeça tentando afastar minha imaginação fértil.

Pego mais um drink, não podia perder tempo, bebida de graça acaba rápido. E claro, a tontura da bebida também vem depressa. E após ouvir risadas e gritos que vinham de outro cômodo, conclui que não era a única sobre o efeito do álcool. Mas o problema não estava na gritaria, e sim, no momento que reconheci quem estava gritando.
Desci do banquinho perto do bar e fui abrindo caminho pelas pessoas que dançavam e se esfregavam umas nas outras, mesmo sendo um lugar apertado de se passar e por alguns momentos ter certeza que alguém passava a mão na minha bunda, consegui finalmente encontrar o autor da gritaria, e mais importante de tudo, eu estava muito tranquila, efeitos positivos da bebida. Ela me deixa relaxa, tranquila, muito...

- PORRA SAMUEL, CALA A PORRA DA BOCA, PORRA. – Grito indo em direção a ele.

- Tinker! – Ele me olha como se eu fosse uma heroína preste a salvar o universo, no caso dele: conseguir despistar uma garota estranha que queria ficar com ele.

Reviro os olhos e me preparo para a encenação.

- Vamos amor, já esta tarde. – Digo erguendo minha mão para ele, que corresponde a beijando antes de entrelaçar nossos dedos.

- Estava te esperando, vamos sim. – Ele sorri e chega mais perto para sussurrar em meu ouvido – Obrigado, estou ansioso para chegarmos na sua casa.

O observo se distanciar e me guiar para fora da casa.

Nossos dedos continuavam entrelaçados enquanto caminhavamos para minha casa, em alguns momentos ele me olhava por cima de seu ombro e sorria, um sorriso bobo e malicioso. Um sorriso que tinha visto nele poucas vezes, mas que estava fazendo minha mente mergulhar em teorias e expectativas.

Entramos no elevador, os minutos em silencio até chegarmos ao quarto andar foram ensurdecedores.

Assim que entro em meu pequeno apartamento e fecho a porta, sou encurralada, uma mão em cada lado da minha cabeça e uma respiração quente perto do meu ouvido.

- Posso te beijar? – a pergunta veio como um raio, atingindo em cheio minha cabeça.

Olho para ele surpresa, não sabia se estava brincando e, nem queria que estivesse, estava com medo de dizer sim e ele falar que cai em mais uma de suas brincadeiras. Mas a sinceridade ficou visível, assim que nossos olhos se encontraram.

- Pode.

Ele sorri antes de selar seus lábios nos meus.

Seus braços cercaram minha cintura e minhas mãos abraçaram seu pescoço. Foi um beijo calmo que em poucos segundos revelou a necessidade que carregava. Meu corpo reagia aos seus toques e suas mãos me traziam para perto assim que ameaçava me distanciar. Minhas unhas amassavam sua blusa que logo foi vista voando pela sala, suas mãos ligeiras entravam na brecha de minha blusa quando ele se distanciou sorrindo.

- O-o que foi? - pergunto tentando me estabilizar novamente. Não queria me distanciar dele, queria que continuasse de onde tinha parado..

- Nada, só quero fazer a pós-festa antes.

- Antes do que? - pergunto de forma inocente.

Ele apenas me lança um olhar sacana antes de ir pegar as bebidas na geladeira.

Ele volta e senta no chão. Vou até o Puff e me sento ao lado dele, me sentia como um prego sendo atraído por um imã.
Estava de cabeça baixa e quieta, nervosa pela tensão que havia se criado entre nós, era tão grande que poderia ser palpável.

Ele abre uma lata e me entrega, o vejo bebendo antes de deitar a cabeça em meu colo.

Sua mão segura a minha e a outra segura meu queixo, me guiando para mais uma rodada de carícias.

Sinto meu corpo leve ao ser carregada até minha cama, seus braços me deitam de forma que nossos lábios não se desgrudassem.
‎Ele se deita ao meu lado e mais uma vez pergunta se realmente quero fazer isso. Beijo seu pescoço e sento em seu colo, perguntando se eu faria isso se minha resposta fosse "não".

Ele senta na cama e coloca as mãos em meus quadris, deposita um beijo em minha testa, depois em minha bochecha e por fim, em meus lábios.

Me senti nas nuvens quando acordei e vi seu corpo junto ao meu, seu cabelo grudado na testa pelo suor e as mãos me abraçando como que para garantir que eu não iria fugir.
Observo seu rosto tranquilo, dormindo.

- Eu prefiro você assim - digo em um momento de distração.

Ele abriu os olhos, sua cabeça encostada em meus seios e suas mãos entrelaçadas em minha cintura.

- Assim como? - diz com a voz arrastada - bêbado? - falou enquanto abria aquele seu lindo sorriso malicioso, mas naquele momento parecia mais fofo.

- Sim - disse suspirando enquanto me soltava de suas mãos para tirar um cacho do seu rosto.

- Por que?- perguntou novamente, fechando os olhos, como se meu toque tivesse o afetado

- ‎Por que... - respirei fundo e enterrei a mão no meio de seus cabelos - quando você está bêbado, você me beija, é carinhoso, sempre diz a coisa certa e não me faz chorar...

- Eu poderia fazer isso estando sóbrio, - ele se levanta e segura minha mão que antes acariciava seu cabelo - eu quero fazer.

- Não diga essas coisas...

- Isabel.

Eu o encaro e meus lábios são tomados, em um beijo necessitado e urgente.

- Eu estou falando sério.

Eu coloco os braços em volta de seu pescoço, vejo um tom de luxúria passar por seus olhos quando desceram rapidamente para meus seios.
Me aproximo mais de seu corpo.

- Vou acreditar em você.


Notas Finais


Até a próxima <3


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