História Believe (Imagine Jung Hoseok - BTS) - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Daniel Arenas, Lu Han
Personagens Daniel Arenas, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lu Han, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 46
Palavras 3.941
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus amores, tudo bom?
Então, estou aqui com mais um cap, ele ficou um pouquinho grande mas relevem kkkkkjk
Hoje o cap será na visão do Hobi. ❤

Espero que gostem e boa leitura! 📚❤

Capítulo 3 - III


"Minha alma necessita da calmaria que só você me trás, que a tempestade arrancou sem direito a despedidas ou um último adeus..."

[…]

O que iria fazer?

Era o que invadia meus pensamentos, naquele inoportuno momento. Meu contrato com a Big Hit expiraria somente daqui à três anos.

Eu amo cantar, dançar, ter contato com as Armys, e fazer parte dos Bangtan Boys; o qual sempre levarei até o fim dos meus dias. No entanto, quando tudo acabasse, o que eu iria fazer? Renovar o contrato e continuar, seguir carreira solo ou quem sabe abrir uma escola acadêmica, ou estúdio aonde poderia lecionar dança? Eu não sei. Não tenho ideia que escolhas fazer e caminho tomar. Me sinto tão... perdido.

Estou ficando mentalmente cada vez mais exausto. Ser um k-idol não é fácil, mas, a energia dentro de mim me faz perseverar e nunca parar, porque no fundo, não quero; e rejeito essa alternativa assim que ela trata de interferir e invadir meus devaneios sem permissão.

Mas, o que eu ia fazer?

Talvez eu siga caminhos que não incluem ser mais um Idol.

Quem sabe quando isso acontecer, eu de repente, comece a sentir um formigamento estranho e meus batimentos irregulares, me praguejando por não cuidar da minha saúde como deveria, — apesar de comer bem. Procuraria um médico explicando meus sintomas, querendo saber que doença era aquela que me deixava inerte sobre a causa. O médico então, sentado em sua cadeira, iria rir tímido e dizer-me que teria que descobrir sozinho. Eu sairia de seu consultório com vontade de processá-lo por não me atender adequadamente, e dizer qual era a doença responsável pelos meus sintomas, resmungando sua ética.

Sentaria em um banquinho de praça, depois que meus calcanhares clamassem por um descanso. Em seguida, sentiria minhas bochechas ganharem um tom rosado, a constatar na presença ao meu lado, por estar amaldiçoado a árvore genealógica do médico. Mesmo estando ciente que não saberia absolutamente nada do que se passava em meus pensamentos.

Ela desviaria sua íris dos pássaros que alimentava para mim, e me mostraria seu sorriso doce; perguntando-me o motivo para o meu nervosismo — pelas minhas pernas não pararem quietas desde o momento em que me sentei. Vendo a pessoa à minha esquerda me passar um ar sábio — porque, a maioria dos Sshi são por adquirirem conhecimentos ao decorrer dos anos. — detalhadamente, relataria os meus sintomas e tudo o que estava sentindo, e ela, me responderia com sua total atenção antes de tomar a frente e falar.

Começaria, dizendo que o que tinha não havia cura, que os sintomas junto com o que eu sentia, viraria misto de outros; tornando-me um prisioneiro sem direito à habeas corpus. E mais! Afirmaria que iria gostar dessa prisão; sentiria-me frequentemente em uma montanha russa.

De início odiaria. Não querendo ser preso, não gostando da ideia de estar constantemente dentro de montanhas russas, só de pensar me dá calafrios. Lutaria com todas as minhas forças para não me permitir sentir nada daquilo. E antes que eu pudesse continuar com o meu desespero, me cortaria, dizendo que isso não estava mais em minhas mãos, pois eu já era um cativo. Tudo o que sentia só iria aumentar cada vez mais, e, se meus olhos pudessem sair do lugar, sairiam.

Eu ficaria aflito, querendo de qualquer maneira a cura. Sshi, a sábia que acreditaria que fosse, riria acanhada fazendo-me lembrar do Doutor sem ética, pronunciando certas palavras que me tirariam do eixo de tal forma que nunca mais meus pés encontrariam uma maneira de retornar ao solo.

Menino, você está apaixonado...

Depois das palavras pronunciadas, sabia exatamente de quem se tratava, a causa pelos meus sintomas. Automaticamente seu sorriso doce e cativante tomaria todos os meus sentidos existentes, me fazendo sorrir abobalhado. Adquiria um semblante incrédulo, por não perceber antes que finalmente havia me apaixonado. Com toda convicção existente, iria culpá-la por ter sido desatento, porque, uau... ela me faria tão bem, que nunca perceberia por mim mesmo o nível de sentimento em que me encontrava. Sim, eu iria culpá-la.

Seria engraçado, pois, as coisas que não faziam sentido e não sentia à muito tempo, começariam a se encaixar e esclarecer-se sozinhas de uma forma que me assustaria. Mas, bastaria meus olhos encontrarem os seus, que rapidamente a calmaria viria e as preocupações deixariam de existir. E estas, retornariam na mesma intensidade e, velocidade que veio se tivesse um por cento de chance de a ver ir embora, esvair por entre meus dedos. Nossa, eu estaria tão... apaixonado.

Estou louco para sentir meu coração acelerar e eu não compreender o que de fato está acontecendo.

[…]

Não saberia responder quando amanheceu ou quando dormi, encontrava-me tão perdido em meus pensamentos que estava inerte sobre o tempo e tudo o que lhe envolvia. Só soube que era hora de dizer adeus à minha cama quando o manager veio ao meu quarto nos acordar. Recentemente, havíamos lançado o álbum Wings e feito comeback de Blood Sweat and Tears, então, hoje tínhamos o Fansign. Era um dia especial, veríamos nossas fãs de pertinho. Sentei-me na cama, permanecendo de olhos cerrados, não dormi direito noite passada e o sono não queria me deixar por nada. Suspirando, decido abrir minhas pálpebras após ouvir um resmungo da cama ao lado.

— Que horas são? — Ouço sua voz rouca, sendo abafada com a destra apoiada no travesseiro que estava sobre o seu rosto, me assustando.

— Não faço ideia. — Pisco freneticamente, tentando melhor minha visão matinal.

— Você foi dormir tarde, ontem a noite... — Comentou, agora me olhando e pegando-me desprevenido.

— Hm... — Pigarreio, nervoso. — Como sabe?

— Seu ronco não me acordou de madrugada. — indagou brincalhão, acabando por rir após tacar-me meu travesseiro.

— Eu não rouco. — Me defendo, era verdade. — Se meu "ronco" — faço aspas com os dedos arrancando um riso abafado do mesmo. — Não lhe acordou, como sabe que eu não estava dormindo, já que você estava dormindo? — Pergunto, confuso.

— Eu acordei porque o seu ronco não me acordou, estranhei... — Explicou, dando de ombros.

— Na certa, você acordou porque já está acostumando acordar de madrugada. — Argumentei, ou tentei.

— Não, foi o seu ronco mesmo. — Já poderia o ver segurando a risada, querendo me irritar logo pela manhã.

— Eu não ronco! — exclamei. — Você que tem um sono leve. — bufei, bagunçando meus fios já bagunçados.

— É nessas horas que eu prefiro ser o Jungkook. — Rolou seus olhos.

— Por quê? Para sentir o Jin apertando seus mamilos pela manhã? — disparei, sem deixar de omitir o meu sorriso ladino, é claro.

— O quê?! — Arregalou os olhos, descrente. — Claro que não.

— Meninos? — A voz do manager se fez presente do outro lado da porta, nos dando um susto; pelo menos, de minha parte.

— Entre. — O moreno lhe responde.

— Não estavam discutindo outra vez, estavam? — Perguntou, enquanto adentrava o cômodo.

— Não. — O respondemos, em uníssono.

— Andem logo, os outros membros já estão tomando café. — Informa, enquanto semicerrava os olhos, não acreditando muito em nossa resposta. Assenti com a cabeça em resposta.

— Já estamos indo... — Respondeu Yoongi, após o manager dar as costas, para logo em seguida revidar o travesseiro em mim.

Aish, pare com isso. Temos muita coisa para fazer hoje. — Me levanto, direcionando meus calcanhares ao banheiro.

— Seu frouxo. — Escuto a ofensa, junto com sua risada

[…]

Atrás das cortinas, sentia um frio percorrer toda extensão de minhas costas, enquanto ouvia os murmúrios. Isso era normal, sempre fico assim antes do Fansign, ansioso para ver as Armys de perto.

— Hobi hyung, você está bem? — Pousa sua destra em meu ombro, fazendo minha atenção ser direcionada para si.

— Sim, Kookie. — deixo um suspiro escapar de meus lábios. — Apenas... um pouco nervoso.

— Ah... isso é normal. — Sorriu. — Quando entrar e ter o contato com as fãs, nem vai perceber o nervosismo.

— É verdade — movo a cabeça, em concordância. — Eu só quero vê-las logo... — sussurro.

— Chegou a hora! Preparados? — Para o meu alívio, o manager se fez presente.

***

Despeço-me da Army com um largo sorriso e vários acenos de mão. Olho para minha destra, me distraindo ao analisar e acariciar o arco do Mickey que recebi dela. Tão fofinho...

Nesses flash rápidos de distração, logo sinto uma presença em minha frente e o aroma de seu perfume preencher minhas narinas. Elevo minha cabeça, mostrando o meu largo sorriso novamente, parando meus olhos na imagem que me encarava timidamente com suas íris presas às minhas. Parecia estar em transe; será que ela está bem?

— Oi! — exclamei animado, fazendo-a sorrir um pouco. Ela sorriu, já melhoramos.

— Oi, H-Hobi oppa... — Fecha seus olhos, suspirando.

Eu sorri, enquanto analisava seu álbum que Jimin me passou. Acho isso tão fofo, esse nervosismo por estar frente ao seu idol. Céus, será que sou seu ultimate?

— Qual seu nome? — Pergunto, pronto para lhe dar seu tão almejado autógrafo.

— (S/N).

— Hm... nome bonito, (S/N). — Pauso o que estava fazendo, para lhe olhar.

Ver seu rosto levemente rosado, me fez sorrir.

— Você é ocidental, não é? — Indaguei, brincando com meu marcador.

Eu sabia que ela era ocidental, isso era óbvio, via-se de longe. Perguntei apenas para... puxar assunto.

— Sim, sou... — Sorriu, prensando seus lábios. Ato que acompanhei com o olhar.

— Hm... de onde? — Pergunto, querendo saber mais. Será que ela é brasileira?

Entre abre a boca, pronta para me responder e saciar minha curiosidade; porém, após olhar atrás de mim, fica cabisbaixa, me deixando confuso. Fui entender quando (S/N) mostrou-me um sorriso fraco.

— Tchau Hobi... — Acena, preparando-se para levantar.

O quê? Mas já acabou? Inconscientemente, seguro sua destra antes que pudesse se levantar.

— Espera. — Beijo meu polegar, direcionando-o até sua bochecha ruborizada. — Até mais. — Me despeço, sorrindo largo e acenando com a mão.

— O quê...? — Perguntou, mas, soou como retórica.

Ela permaneceu ajoelhada em minha frente, olhando-me... incrédula. Omo, será que ela queria o beijo indireto de outra pessoa? De seu ultimate, talvez?

Desviou sua íris de meu rosto, novamente olhando um ponto atrás de mim. Se levantou, curvando-se e, me permitindo ver seu largo sorriso; ato que prontamente fora retribuído por mim. Deu-me as costas com seus passos incertos, o que me preocupou. Será que ela está bem?

Não a vi mais, pois a Army à sua direita apareceu em meu campo de visão, levando toda minha atenção a ela.

— Oi! — Sorri para ruiva a minha frente.

— Oi... oppa. — Respondeu, envergonhada. Ah... já comentei que acho isso fofo?

Sem me dar conta, involuntariamente meus olhos percorrem toda extensão do Fansign, procurando certas íris acastanhadas. Me assustei ao vê-la desmaiada no chão. Céus, ela estava passando mal e nem me dei conta. Ou será que foi o beijo lhe dei? Aish! Eu não deveria ter feito isso, é claro que ela iria ficar embaraçada e aérea. Mas, a ponto de desmaiar? Talvez ela realmente estava com algum mal estar...

— Hobi... — A voz suave se fez presente, tirando-me de meu devaneio. Quanto tempo fiquei aéreo?

— Ah... oi. — Pigarreio. — Qual seu nome?

— Yang Mi. — Sorriu, enquanto lhe dava meu autógrafo.

Levanto meu olhar, e eles não miraram a mulher em minha frente, e sim alguém no Fansign.

Uma mulher aparentemente ocidental, indagava consigo algo que não consegui ouvir, por conta da distância e barulho dentro do Fansign. Em questão de segundos, seus olhos se encontraram com os meus, e não consegui desviar minhas íris das suas, querendo encontrar uma resposta por meio deles, se estava bem.

— Hobi oppa? — Olhei para a ruiva em minha frente, arregalando os olhos minimamente por não ter lhe dado atenção.

Curvo minha cabeça pedindo desculpas, envergonhado. A Army em minha frente não se pronunciou, apenas corou. Ato que arrancou um sorriso meu, tirando a tensão que acreditava estar somente em mim. Precisava tirar (S/N) de meus pensamentos para poder dar o meu melhor para as fãs, bom, pelo menos por enquanto.

[…]

— Wow... eu preciso comer. Estou com muita fome. — Taehyung resmunga.

— O que acham de irmos na lanchonete que têm na parte interna daqui? — sugere Jimin.

— Ei, Hobi. — Jin chamou-me atenção. — Vai ficar ai parado pensando na morte da bezerra, ou vai com a gente?

— Ah... — Sorri tímido, por ter sido pego; com certeza estranhando eu não ter argumentado nada. Ouvia tudo o que falavam, mas minha mente não estava aqui. — Vou passar no camarim primeiro. — Informei. Precisava pôr meus pensamentos em ordem, se não, ficaria inerte ao resto do dia.

— Tudo bem, esperaremos por você. — Avisou Nam, pondo sua mão em meu ombro.

O resto dos membros se despediram, seguindo rumo à lanchonete, enquanto eu, ao camarim.

***

Novamente, olhei meu reflexo enquanto suspirava, não deixando de notar as marcas de exaustão por não ter dormido como deveria. Toco meu rosto, convencendo-me que necessitava de uma certa atenção. Na verdade, eu precisava dormir.

Permito que meus ombros caíssem, em um novo sinal de cansaço, tudo por me deixar levar pelos meus questionamentos. Contudo, uma hora ou outra precisamos nos deixar levar, certo? Só que minha mente é traiçoeira, me leva para pensamentos inoportunos e fora de hora; como nesse exato momento em que me deixava levar por eles, direcionando-me para certas íris acastanhadas.

Será que ela está bem? Mesmo não tendo certeza sobre a causa que levou seu desmaio, de uma certa forma sentia-me culpado.

— Sério, cara! Como você conseguiu? — A linha de devaneio cuja qual me encontrava, fora cortada por uma voz vinda do corredor que atravessava pela porta entreaberta do camarim, aonde eu estava.

— Ah... eu sou muito convincente. — Riu.

— Hm... não me pareceu que ela queria lhe dar o número de bom grado.

Por que estou ouvindo isso?

Levantei-me direcionando meus calcanhares à porta amadeirada, com o intuito de fechá-la. Não iria e nem queria ouvir conversas alheias do corredor que não me diz respeito.

— Mas eu peguei o número dela, não peguei? Otário!

— Vou logo avisando... Se você mandar mensagem para a brasileira, duvido muito que responda. — Gargalhou.

Parei minha destra na maçaneta da porta, estático. Brasileira? A Army que beijei era a única estrangeira que apareceu na minha frente, durante todo o Fansign, então, só podia ser ela.

Uso a mão que estava sobre a porta, fazendo menção de abri-la, acabando por usar uma força além do necessário; tive convicção disto quando meus olhos bateram nos dois homens à minha frente, encarando-me com espanto em suas feições. Não me julguem, estou afoito só pela possibilidade de ter um contato com ela e saber se está tudo bem. (S/N) — talvez. — desmaiou por minha causa. Estou ciente que não deveria fazer o que meu coração está mandando, e ouvir a minha razão, porque eu não posso ter esse contato dessa forma, mas eu precisava saber.

— Quem? — Sobressaltando, Perguntei. Talvez, usando um tom mais elevado que o necessário, pois, não deixaram o semblante assustado que estavam anteriormente.

— Q-Quem... o que, Senhor Jung? — Perguntou, e só então percebo que eram guardas.

— Oh, me desculpem. Não queria assustar vocês. — Arrependido, curvei-me em um pedido sincero de desculpas, após, cair na real e tentar tirar essa impressão "normal" que tiveram de mim.

— Não... está tudo bem. — Sorriu, gesticulando com a mão, e acabando por tirar um peso dos meus ombros.

— O que o senhor estava falando, ou querendo saber? — Perguntou o outro guarda, claramente confuso. Não o culpo, quem não estaria, sendo abordado daquele jeito?

— Oh, a porta do camarim estava entreaberta, e quando fui fechar acabei escutando a conversa de vocês. Então... quer dizer que recebemos uma brasileira aqui e não fiquei sabendo? — Querendo saber mais, puxei assunto, cruzando os braços e arqueando uma sobrancelha de forma descontraída, com a intenção de derreter o gelo que, claramente ainda estava entre nós.

— Sim. E ela é linda. — Com um sorriso, respondeu-me o guarda que me fez a pergunta.

Franzi a testa, puxando na memória a beleza da ocidental que desmaiou.

— Ele conseguiu até o número dela, mas quase levou uma entre as pernas. — Riu do rosto alheio. — Esse idiota chantageou ela em troca de entrar no Fansign. Quase ficou sem as bo... — Percebendo que soltou o não deveria, tapou a boca com a destra.

Cerrei minhas pálpebras, suspirando fundo.

Não gostei nem um pouco em saber que alguma Army foi impedida de entrar, em um local que tinha todo direito. Ela se inscreveu no Fancafe, participou do sorteio, e teve a sorte de ser sorteada para vir um guarda e a chantagear?

— Cala essa boca, seu babaca! — Exclamou, dando um tapa em sua nuca, que resmungou em protesto.

— Desculpe, hyung... — Murmurou, massageando o local.

— Me explique melhor o que aconteceu. — Ditei sério, controlando-me para não fazer algo que me arrependeria depois. Mesmo que me sinta mal em pensar desta forma, é reconfortante saber que ele não estaria aqui no próximo Fansign.

— Bom... — coça a nuca, nervoso. — Sabe, ela era muito bonita, estava vestida com roupas que a valorizavam mais ainda... — Suspirou.

Franzi o cenho. Tudo o que dizia até agora era irrelevante, não é hora de soltar suspiros.

Ele estava na forca, e meu pé na cadeira, pronto para empurrá-la. Acho que ter alguém como eu irritado, não é algo bom de se presenciar.

— Continue. — Mandei, e seu rosto empaleceu.

— E, eu queria o número dela de qualquer maneira...

— E deixa eu adivinhar, ela não queria te dar? — Sugeri sarcástico, o cortando.

— Isso... — Murmurou.

— Não sabe que não, é não? Deveria ter respeitado a vontade dela, com certeza não estaria aqui. — Falei muito sério. Eu não ia deixar de ficar sério em nenhum momento daquela "conversa".

— Havia me esquecido disso. — Sussurrou, melancólico. Duvido, mas com o meu silêncio, entendeu que devia prosseguir. — Então eu fiz o que o meu amigo lhe disse e consegui o número. — Encolheu os ombros para baixo, derrotado. — É verdade! Olha, pode comprovar... — Me mostrou um papel, a qual continha o contato e o nome dela.

Será que o meu silêncio o assustou e fez pensar que não acreditava? Eu acreditei, só estava absorvendo a informação, porém, foi crucial.

— Okay. — Pronunciei, desviando meus olhos do papel e encontrando os dele. — Irei comunicar aos superiores e depois você saberá o seu destino.

Com o último dito, dou as costas adentrando o cômodo que estava antes.

Por dançar durante vários anos, minha memória é boa, porque às vezes tenho que grava um passo rapidamente sem errar. Então, corri o mais rápido que pude para pegar uma caneta e anotar o contato antes que eu esquecesse. Talvez, — muito provavelmente. — estava a ponto de tomar a pior decisão da minha vida, mas nesse momento eu não estava dando a mínima para a minha razão. Estarei pronto para as consequências, se vierem. O bom disso, acabei por confirmar que estávamos falando da mesma pessoa.

[…]

Chegamos ao dormitório depois de muito tempo, exausto, precisava de um banho para tirar tudo o que adquirir ao longo do dia. Caminhei, tirando minhas roupas até chegar no banheiro do quarto, adentrei o box, deixando que meu corpo relaxasse ao sentir o contato com a água quente.

Ando pelo quarto após o banho com a toalha presa na cintura, enquanto afagava os meus cabelos que a água insistia em percorrer um caminho de minha cartilagem, peitoral, até o cós da toalha. À essa hora, Yoongi deve ter dado um jeito de invadir — o próprio. — estúdio, com certeza procurando privacidade para pôr em ordem alguma composição.

Às vezes me perguntava como deixava-me levar pela minha mente fora de hora. Mas quando percebemos, já fomos completamente dominados por nossos próprios pensamentos, mas eles não medem tempo e espaço, nos fazendo termos os nossos questionamentos quando decidimos fugir deles. Eu não havia feito isso. Meus pensamentos me levaram a mesma pessoa, e eu não queria fugir.

Estou tão preocupado. Não deveria ter a beijado, via-se de longe o quão tímida era, e juntando com o meu ato, não esperaria outra reação. Será que ela sofreu alguma fratura?

Não sei se a pancada foi forte ou não. Aish, que droga!

Viro o rosto para o lado oposto da janela, deparando-me com o aparelho eletrônico sobre o criado-mudo, me causando arrepios e pernas trêmulas por apenas vê-lo ali, me esperando.

— Devo mandar? — Pergunto à minha pessoa.

Eu não podia falar com alguém sobre o que está me deixando aflito. Nem deveria estar pagando o celular, enquanto pensava em mandar uma mensagem decente. Será que essa hora era inconveniente mandar? Talvez ela nem tenha se acostumado com o fuso horário ainda.

Engraçado, gravei seu nome rapidamente e ele não queria sair de minha cabeça, até porque estive pensando em (S/N) o dia inteiro, preocupado. Mas, não era incômodo, pois o achava bonito.

Suspiro profundamente, tentando tirar forças para mandar a mensagem.


Kakaotalk

Olá, por favor, não fique assustada. Talvez essa mensagem seja inconveniente pelo horário. O horário é normal aqui na Coréia, mas talvez você não tenha se acostumado com o fuso horário ainda…

(9:18 PM)


Eu vi o seu desmaio hoje no Fansign, fiquei preocupado. Eu queria saber se você está bem... você está bem?

(9:19 PM) 


Céus, estou parecendo um menino do ensino médio que tem vergonha de chegar na garota que gosta. Me sinto tão… envergonhado. Que confuso. É melhor eu me apresentar, ela pode achar estranho e nem ao menos responder. Okay, vamos lá J-hope, é só mandar e se apresentar.


Kakaotalk

Ah, para você não continuar assustada, irei me apresentar.

(9:21 PM) 

Olá, eu sou o J-hope, a sua esperança!

(9:21 PM) 


Antes que pudesse me arrepender, já havia mandado. Eu estou muito ferrado.

***

Verifiquei o Kakaotalk várias e várias vezes, nervoso, e sem nenhum sinal de (S/N). A única mensagem que recebi fora de Yoongi com um “precisamos conversar”, sabia que era algo sério. Suspiro, bagunçando meus cabelos. Deveria ser tarde para ela, talvez já estivesse dormindo.

Será que fui educado? Teria sido uma boa ideia enviar-lhe mensagem? Era arriscado, mas estava realmente preocupado, não queria ter que pedir informações ao segurança, — o único que tinha o contato dela. — poderia ser interpretado de maneira equivocada, complicando mais a situação em que estou que eu mesmo me meti. E provavelmente, ele não seria respondido.

Vez ou outra mordia meu lábio inferior, sem ao menos perceber e logo sentindo o gosto metálico neles. Por que ela ainda não viu? Não esperava que ela visse a mensagem assim que eu enviasse, mas, por que ela ainda não a viu? Estou nervoso e aflito, enlouquecendo.

Realmente foi uma boa ideia ter a chamado? E primeiramente, ter pego o seu número? Me sinto... perdido.

Porém, agora é tarde para arrependimentos e lamentações. Nunca senti meu coração bater tão forte, em um ritmo definido pelo o meu cérebro, desde a primeira competição de dança, — que ganhei. Eu estava em total pani. Agora não dá mais, não tem um passaporte para o passado, e nem tempo para apagar a mensagem, ela já tinha visualizado.


Notas Finais


Tadinho, ele esta preocupado. Da vácuo nele não...

Gente, eu queria deixar claro que o Hobi ficou com o coração acelerado porque ele tava nervoso Hsuahsuahua
Eles ainda, – cof cof. – não tem nenhum sentimento pelo outro.

Vocês sabiam, pelo Jungkook ter um sono passado o Jin acorda ele apertando os mamilos? 😹

Gostaram? Comentem o que acharam bolinhos!

Me perfil @Jung_Hannea 😊
Beijinhos e até a próxima. 😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...