História Believe In Destiny - Capítulo 22


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Categorias Histórias Originais
Tags Amizade, Romance
Visualizações 11
Palavras 2.381
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oii gente, espero que gostem do capítulo! <3
Pra quem não lembra da ONG, eu falei dela no capítulo que a Anny entra. Só conferir lá. :)
Ps: A foto da mídia é uma ONG que realmente existe em Londres. O nome dela é Battersea Dogs & Cats Home.

Capítulo 22 - Primeiro dia como voluntária


Fanfic / Fanfiction Believe In Destiny - Capítulo 22 - Primeiro dia como voluntária

Londres, 5 de Novembro, Segunda-feira. - 2018. 

 

POV CLARITA COOPER BENNETT 

 

Às vezes a vida costuma ser meio estranha. Pessoas que você jamais se imaginava sem, simplesmente saem da sua vida, pessoas à qual você acreditava não viver sem e acabou descobrindo que na verdade consegue viver sem elas sim. Por outro lado, há aquelas pessoas que você nunca imaginaria que um dia fosse se tornar tão importante assim para você, e hoje são inseparáveis. Também há as que você tenta de qualquer maneira manter em sua vida por medo de perdê-las, muitas vezes acabando se auto perdendo.  

Em um determinado tempo da sua vida, você conversa todos os dias com uma pessoa, muitas vezes isso acaba virando a melhor parte do seu dia e o motivo das suas risadas diárias, porém quando você percebe cada um foi para um lado diferente no caminho da vida. Então você se sente mal e com uma sensação de abstinência, já que saudades não é mais suficiente para definir o quanto você sente falta e o quanto essa pessoa se afastar de você doeu.  

Eu já perdi as contas de quantas vezes isso aconteceu comigo, e quando isso acontece muito com você, você começa a se questionar o que tem de errado com você. Passei minha vida me perguntando isso e quando acho que superei, quando acontece qualquer coisa do tipo, começo a sentir isso novamente. E é horrível.  

Por mais que eu ame Jack de uma maneira diferente que ele, por mais que meu sentimento passe de um simples sentimento amigável, perder a amizade dele doeu. Ele se afastar de mim despertou novamente esse sentimento de ser o erro. Eu simplesmente não consigo entender o motivo dele ter feito isso e a cada dia que passa, posso sentir o abismo entre nós crescendo cada vez mais.  

Hoje eu começo na ONG veterinária. Quando recebi a ligação que poderia começar a partir do dia 5 de novembro, eu contei para ele extremamente feliz. Eu achava que poderia demonstrar minha alegria no dia que eu começasse, mas como eu disse, a vida é estranha. Mesmo que tenhamos certeza hoje de algo, talvez na hora sua vida esteja bem diferente. Hoje foi mais um dia que ele simplesmente ignorou a minha existência. Espero que eu acabe me acostumando com a falta dele. Também tem a Débora, que por andar muito com ele, acabou se afastando um pouco de mim.  

Enquanto corria em direção à ONG, acabei esbarrando em um menino e caindo no chão. Ouvi ele soltar um pedido de desculpas e me dar a mão para me levantar, porém assim que fiquei de pé, olhei para ele e o reconheci de algum lugar. 

 

- Nós já não nos conhecemos? - perguntou ele. 

- É claro que sim. - digo tirando a mão dele da minha rispidamente.  

- O que foi? - pergunta ele confuso. 

- Quer que eu refresque um pouco a sua memória sobre quem sou e da onde nos conhecemos? - pergunto. 

- Por favor. - diz ele. 

- Meu nome é Clarita, a menina que você praticava bulliyng em uma escola de Liverpool. - digo e ele parece surpreso. 

- Ah, isso. Fico feliz que eu te reencontrei, sempre quis me desculpar por todo mal que te causei, mas nunca tive oportunidade. Eu nem lembrava seu nome. Enfim, me desculpa, de verdade. 

- Tudo bem, isso é passado. - digo tentando parecer que não me importo. 

- Pode ser, mas agi errado. - disse ele. 

- Você não foi o único. - digo. 

- Eu sei, mas era eu quem liderava, tenho uma culpa maior, de certa forma. - fala. - Mas na realidade, eu só fazia isso porque gostava de você. 

- Oi? - pergunto confusa e ele dá um riso fraco. 

- Forma estranha de demonstrar, eu sei, não sei o que se passava pela minha cabeça.  

- E desde quando, quando se gosta de alguém, gosta de vê-la sofrer? 

- Como eu disse, eu não sei o que se passava pela minha cabeça. Eu era um completo idiota, eu mudei. Mas vivi todo esse tempo carregando essa culpa dentro de mim. 

- Então não precisa mais ficar com ela dentro de você. Está tudo bem, eu acredito na evolução das pessoas.  

- Obrigado. - diz parecendo aliviado. - Eu posso ter seu número? - o olho desconfiada. - Calma, isso já faz tempo, eu já superei o que eu sentia. - diz rindo. 

- Ah, está bem. - digo e ele me entrega seu celular, já desbloqueado e eu salvo meu número em sua agenda. Pensei por um instante em errar um dígito de propósito, mas não tive coragem de fazer isso e disquei correto. 

- Agora eu tenho que ir, estou atrasada. - digo e ele apenas sorri concordando. 

- Obrigada por me perdoar. Não sabe o quão importante para mim isso foi. 

- Por nada. - digo. - Agora eu realmente preciso ir. 

 

Então comecei a correr novamente, estava mais atrasada do que antes. Tão atrasada que não conseguia nem raciocinar o que tinha acontecido há um minuto atrás. Quando cheguei, conversei com a moça responsável pela ONG, Isabel. Ela me passou todas as informações necessárias e me apresentou para cada pessoa que trabalhava lá, de alguma forma. Me levou em cada sala. Conheci desde o pessoal que resgata os animais na rua, aos que cuidam deles. Na ONG há pessoas que assim como eu, não ganham nada por estar ali, e outras que por serem formadas e já serem veterinárias que acabam recebendo, por ser considerado horas de trabalho. Isabel me apresentou a cada um dos voluntários que possuem uma idade próxima ou igual a minha. Conheci Ricardo, Elayne, Jaqueline e Miguel. Isabel me explicou que possuem mais voluntários adolescentes, mas com dias diferentes na semana. Nós 5 somos os voluntários da segunda-feira.  

 

 - Pois bem, preciso saber algumas coisas sobre você. - disse assim que chegamos em seu escritório. - Sente-se, por favor.  

- Claro, o que quer saber? - pergunto me sentando à sua frente.  

- Seu nome é... Clarita Cooper Bennett, certo? - pergunta olhando minha ficha. 

- Isso. - digo. 

- Idade?  

- 16. - falo e só então noto que errei. - 17. - corrijo. - Desculpa, faz pouco tempo que fiz aniversário. 

- Ok. - diz rindo. - Parabéns atrasado. 

- Obrigada. - sorrio. 

- Clarita, você quer seguir a carreira de veterinária ou apenas prestar serviços a ONG, sem pensamentos sobre o futuro? 

- Quero seguir carreira. - digo. 

- Então, vamos pegar um pouco mais pesado com você, certo? Você irá poder ser uma aprendiz e os veterinários irão tentar te explicar o básico. As vezes eles poderão pedir para você fazer algo por eles. Claro, se você não quiser fazer, ou não quiser mais comparecer, tudo bem, você não tem obrigação. E claro também, que você não vai fazer nenhuma cirurgia nem nada parecido, não precisa se preocupar, afinal você é nova ainda e isso não é uma faculdade. 

- Ok. - digo com um largo sorriso.  

- Você realmente ama a profissão, né? - diz sorrindo para mim. - Dá para ver o brilho nos seus olhos. 

- Sim. - digo ainda sorrindo. - Eu amo. 

 

[...] 

 

- Tchau Clara, nos vemos próxima segunda! - diz Ricardo me abraçando. - Adorei te conhecer. 

- Também adorei. - digo. 

- Tchau pessoal, até segunda que vem! - diz Elayne nos lançando um beijo de longe. - Ricardo, não esquece de me mandar as fotos, peço às semanas, seu esquecido! Se não mandar, segunda eu te bato.  

- Pode deixar Eliane. - diz rindo. 

- RICARDO! - diz brava vindo até a gente. - Ele está pedindo para apanhar, Clara.  

- Não estou não Eliane. - diz rindo mais. 

- É Elayne seu ridículo. - diz revirando os olhos. - Olha onde você foi se meter, Clara. - diz me olhando e eu começo a rir. 

- Adorei conhecer vocês. - digo. 

- A gente também. - diz Elayne. - Só saiba que nós não batemos bem da cabeça. 

- Eu também não. - digo e ela ri. 

- Vamos nos dar bem então. Bom, agora eu preciso ir, tchau gente! - diz ela. 

- Tchau Eliane! - fala Ricardo e eu começo a rir. 

- Te odeio Ricardo! - diz ela e começa a andar. 

- Também te amo! - grita ele e ela vira para trás rindo, depois segue seu caminho de volta. 

 

Elayne tem cabelos pretos e compridos, hoje arrumados em duas tranças de cada lado da cabeça. Ela tem 22 anos e está na faculdade, é uma futura veterinária. Ricardo tem 18 anos e está no segundo ano do ensino médio, ele me contou que no início não queria ser veterinário e entrou apenas para ajudar na ONG, mas que aos poucos começou a se apaixonar pela profissão e pretende fazer faculdade. Eu me encontrei nessa ONG, eu me senti super bem com Elayne e Ricardo, me senti encaixada, parecida com eles, por queremos a mesma coisa. E acho legal que a Elayne já está na faculdade e nos conta como funciona as coisas. 

No meu primeiro dia, eu apenas fui orientada pelos profissionais, eles me passaram as instruções sobre o que fazer em cada caso. Não cheguei a ter muito contato com os animais, foi mais um dia preparatório mesmo. 

 

- Minha mãe chegou, até a próxima segunda Ricardo. - digo e depois dele me dar tchau, entro no carro. 

- Como foi seu primeiro dia, meu amor? - pergunta minha mãe, assim que entro no carro. 

- Foi bom, eles me passaram as informações que eu precisava para ajudar na ONG. - digo. 

- Agora é a próxima segunda, certo? - pergunta. 

- Sim. - respondo. 

- Não sei se a mãe vai conseguir te buscar toda segunda, hoje eu larguei a papelada da Elisa tudo no meu escritório para vir te buscar. - diz. 

- Desculpa. - digo. - Eu posso pedir carona para alguém ou companhia para voltar. 

- Não precisar se desculpar meu anjo, mas se você conseguir vai ser muito bom. 

- Mãe, como está o caso da tia Elis? - pergunto. 

- Jack não te disse nada sobre?  

- Não. - digo. 

- Bem... está complicado. - diz. - O maldito do Patrick contratou muitos advogados, ele está tentando ficar com a casa. Se eu fizer alguma coisa errada, por menor que seja, eu posso perder esse caso. Eu estou desesperada, filha. Não tenho dormido mais. 

- O que? - pergunto preocupada. - Mas não foi ela que adquiriu a casa? Ele pode fazer isso? 

- A casa está no nome dos dois, filha, e ele está com excelentes advogados. Deve estar pagando bem.  

- Você é a melhor advogada que eu conheço, mãe. Você é muito boa no que faz. Recebe muitos casos de gente que procura por Meredity Bennett, você vai se sair bem. Vai ganhar esse caso. Eu acredito em você. 

- Obrigada, filha. Isso é muito importante para mim. 

 

[...] 

 

- Boa noite, Carine. - digo assim que chego em casa. 

- Boa noite, Clara. - diz. - A Mere não vai ficar?  

- Ela vai pro escritório, está trabalhando em um caso importante. - digo. 

- Eu estou preocupada com ela, você sabia que ela está passando as noites no escritório?  

- Ela não está vindo para casa dormir? - pergunto assustada. - Ela me disse hoje que não estava dormindo, mas achei que ela vinha, porém não conseguia dormir. 

- Eu estou preocupada com ela, Clara. Ela precisa de um descanso. Falei isso com ela hoje e ela disse que ela precisa vencer esse caso.  

- Ela se cobra muito, acho que já sei de quem puxei isso. - digo. - Precisamos fazer algo Carine. 

- Liga para ela e pede para ela vir dormir, Clara. - diz ela. 

- Irei fazer isso. - falo. 

 

Subo as escadas e largo minha mochila em cima da minha cama, por um momento fico com uma vontade incontrolável de mandar mensagem para o Jack falando do caso da tia Elis, mas me controlo. Eu não posso fazer isso. Então mando para Déb. 

 

 

[Clara] 

 

Coitada da tia Elis, fiquei sabendo hoje. 

 

[Déb <3] 

 

Jack me contou. Estão com medo de perder a casa, não é? 

 

[Clara] 

 

Minha mãe não está mais nem dormindo, Déb, está passando o tempo todo no escritório dela trabalhando no caso. Eu torço muito para ela vencer mas estou preocupada com minha mãe. 

 

[Déb <3] 

 

Aí coitada dela, ela tá se pressionando.  

 

[Clara] 

 

Mudando de assunto, nós estamos bem? 

 

[Déb <3] 

 

Um pouco afastadas, mas estamos. Você tem andando muito com a Anny. 

 

[Clara] 

 

E você com Jack. E ele não está falando comigo. 

 

[Déb <3] 

 

É 

 

[Clara] 

 

Eu sinto sua falta. 

 

[Déb <3] 

 

Eu também. Queria que Jack voltasse a falar com você. 

 

[Clara] 

 

É, eu também queria. Mas ele não parece disposto a voltar. 

 

[Déb <3] 

 

Ele não consegue. 

 

[Clara] 

 

O que? Por quê? 

 

[Déb <3] 

 

Nada, esquece o que eu disse. 

 

[Clara] 

 

Está bem. 

 

Ela visualiza e então não responde mais. Novamente me pergunto onde eu errei. Eu estou perdendo meus amigos e não sei o motivo. Por que isso sempre acontece comigo? O erro está em mim? Então quer dizer, que por simplesmente o Jack não está mais falando comigo, ela tem que se afastar também? Ultimamente, não estamos mais passando o intervalo todos juntos. Débora e Jack passam juntos, Felipeh e Lili também, assim como eu e Anny. Many e Thata. Anthony fez amigos, mas de vez em quando ele passa comigo e com Anny. É tão estranho e triste não passarmos mais todos juntos. 

Por consequência eu acabei me aproximando muito de Anny, e aos poucos descubro o quão maravilhosa ela é. Mas sinto falta de Déb, de Jack, de Lili, de Felipeh e das irmãs, acontece que cada um está indo para um lado, e tudo começou com Jack se afastando de mim. Eu me sinto muito culpada por ter atrapalhado eles, eles estavam tão bem sem mim. 

Tenho que tentar me convencer de que eu não tenho culpa por tudo que está acontecendo. Que eu não sou toda errada. Mas é tão difícil.  


Notas Finais


Até a próxima atualização! <3


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