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História Believer - Jughead Jones - Capítulo 9


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Capítulo 9 - Chapter 1.6


Eu só preciso de algo que é diferente

Eu só preciso de alguém que está pronto

Eu só preciso de alguém que escuta (yeah)

Eu só preciso de alguém que me ama

Eu só preciso de alguém que confia em mim

Eu só preciso de alguém que me faz bem

Eu só preciso de algo que 

eu posso aguentar

Needs - Elhae

••••

17 de Julho, Vancouver 

Canadá, 04:12 am 

Riverdale 


Elle. 


Me sento na cama em sobressalto, passo a mão pelo meu rosto umedecido com os suor, tento miseravelmente regularizar minha respiração ofegante. Olho para a escuridão do quarto me perguntando que horas são, tateei o colchão a procura do meu celular. 

Desisti de procurá-lo e vou às cegas tentando achar o interruptor, tropeço na minha mochila jogada no chão, tento manter o equilíbrio e continuo caminhando pelo cômodo mergulhada na  escuridão. Com a iluminação da lua posso ver o interruptor, caminho rapidamente em sua direção sem notar que havia um móvel entre nós. 

Tento desviar do móvel porém acabei batendo minha coxa esquerda na quina do móvel, mordo meus lábios com força segurando qualquer palavrão que veio em minha mente naquele momento. Respiro fundo tentando manter a calma, contorno o móvel e acendo a luz do quarto. 

ㅡ Que ótimo -observo a mancha avermelhada que se formava na minha coxa- 

Suspiro ao perceber que meu celular estava o tempo inteiro em cima da minha mesa, peguei o mesmo olhando as horas, ainda está cedo, bufei jogando o celular em cima da cama. 

ㅡ Vou tomar banho de uma vez então -saio do quarto caminhando com passos arrastados até o banheiro- 

Me dispo de minhas roupas de dormir e ligo o chuveiro entrando debaixo dele, a água quente entra em contato com meu corpo, me relaxando instantaneamente. Suspiro tentando me lembrar o que eu sonhei para acordar daquele jeito, provavelmente algum pesadelo, dou de ombros começando a me limpar.


(...) 


Me assusto com o som do meu despertador, o desligo olhando as horas -06:30 am-, me levanto da cama preguiçosamente e coloco o livro de volta a prateleira, me espreguiço na esperança que a preguiça vá embora. 

Abro a porta do meu guarda-roupa pensando em que roupa usar hoje, está até um pouco ensolarado, adoraria ir de moletom, mas desisto da ideia pensando no quanto eu iria cozinhar dentro da roupa. 

Por fim acabei escolhendo um short jeans cós alto, um topper preto de renda, uma blusa social com um desenho de flor atrás, um tênis vans preto, faço um coque despojado e coloco uma bandana preta [1] 

ㅡ Eu virei uma burguesinha do lado norte -resmungo me olhando no espelho- 

ㅡ Mas ainda tem cara de delinquente -escuto uma voz atrás de mim e me viro- 

ㅡ Não sabe bater na porta mais não, Kevin? -ele nega e sorri- o que você quer? 

ㅡ Só vim te chamar pra tomar café -concordo saindo do quarto acompanhada dele- então.. 

ㅡ Já te contei tudo sobre ontem, Kevin -ele me olha incrédulo-  

ㅡ Ah eu sei que tem mais coisa -me lança um olhar suplicante- 

ㅡ Não tem, me deixa em paz -me sento na mesa colocando café na xícara- 

ㅡ Vou fingir que acredito -o moreno me lança um olhar desconfiado- 

Reviro os olhos ignorando seu olhar sobre mim, termino meu café rapidamente e me levanto subindo as escadas. Vou no banheiro e escovo meus dentes, me encaro no espelho do banheiro, suspiro. Saio do banheiro e vou para meu quarto, pego meu celular, minha mochila e meu skate. 

Desço as escadas tendo visão do Keller mais novo ainda tomando seu café, vou para a cozinha pegando uma maçã dentro da fruteira.

ㅡ Ah, vou mais cedo para a escola -digo já me dirigindo para a porta- 

ㅡ Depois você vai me contar tudo -mostrei o dedo do meio para o garoto que apenas riu- 

Do lado de fora da casa ajeitei a alça da mochila no meu ombro e coloco o skate no chão, coloquei meus fones de ouvido e dei impulso para o skate andar e fui em direção a escola. 


(...) 


Caminho pelos corredores da escola distraidamente curtindo a música que tocava nos meus fones. Me assusto quando sinto uma mão no ombro, me viro para a pessoa e vejo Veronica sorrindo pra mim. 

ㅡ Bom dia, Elle -retirei os fones- 

ㅡ Ah oi Ronnie -ela me abraça e eu tento retribuir o afeto mesmo ficando desconfortável- 

ㅡ Você está bem.. -ela pára alguns segundos olhando a Cooper alguns passos a frente- depois de ontem? 

ㅡ Acho que sim -cruzo os braços- aquilo tudo foi muito tenso -caminhamos em direção a Cooper- 

ㅡ Viu o jornal hoje -nego e ela me mostra o jornal da escola- 

A capa do jornal se intitula “Livro da Difamação”, com a foto do livro que nos achamos no armário dos jogadores. A loira estava com expressão de cansada distribuindo os jornais da escola, para os estudantes que passavam por ali. Verônica chega mostrando o jornal para a Cooper

ㅡ Isso que é denuncia -a morena diz chamando a atenção da loira- 

ㅡ Quando foi que você teve tempo para escrever isso? -perguntei pegando um dos jornais olhando a manchete escrita pela loira- 

ㅡ Ah, passei a noite em claro -a loira dá um suspiro cansado- eu não consegui dormir depois.

ㅡ Também não -o tom de voz da morena fica mais sério e prefiro me manter calada- 

Percebo a morena respirando fundo procurando, talvez, as palavras certas para o que ela quer dizer. 

ㅡ Betty, você se mostrou pra mim de uma forma que ninguém jamais tinha feito mas podemos falar sobre o que aconteceu -a Cooper olha confusa para a morena- 

ㅡ Como assim? -a loira olha para mim e logo volta a olhar para a morena-

ㅡ A peruca e aquela roupa -a morena diz- até onde você iria?  

ㅡ O Chuck mereceu -a loira se defende- 

ㅡ Você chamou ele de Jason -comentei me intrometendo no assunto- 

ㅡ Não, -a loira se inclina para trás parecendo pensar- eu não fiz isso não -ela nos dá as costas e sai andando fugindo do assunto- 

ㅡ Fez sim -a morena diz andando atrás a loira e eu apenas acompanho- você chamou 

ㅡ Você se chamou de Polly -digo e a loira negou com a cabeça- foi como se fosse o Médico e o Monstro -a loira para no seu armário-  

ㅡ Você virou outra pessoa -a morena completa- 

ㅡ Tá bom -a loira começa a abrir seu armário sem olhar para a gente- quer dizer, eu lembro de mandar o Chuck se desculpar pela Polly -ela tira a mochila do armário e coloca nas costas- mas não porque eu achei que ele era o Jason.

ㅡ Então porque -a morena começa a dizer mas a loira a interrompe- 

ㅡ Porque -a loira fecha a porta do armário com força- eu cansei de caras como Chuck e Jason, fazendo coisas horríveis com meninas como nós e a Polly, tá bom? -ela diz e sai andando- 

A morena olha para mim e suspirou voltando a olhar para a loira que caminhava para longe de nós.  


Narrador. 


Bem e Mal. 

Luz e Escuridão. 

Betty e Veronica. 

Dois lados da mesma moeda. 

Mantido em perfeito equilíbrio 

pelo Yin e Yang. 


Com o artigo de Betty, Weatherbee precisou fazer alguns sacrifícios, alguém pra fazer de exemplo. Então após Hermione Lodge negociar uma sentença menor para os nossos três anjos vingadores

ㅡ Da próxima vez, hija, venha a mim primeiro -a mais velha acariciou o rosto da filha- não resolva tudo com as próprias mãos. 

O técnico Cleiton, para salvar o emprego, para salvar a reputação da escola, foi forçado a cortar seu próprio filho amado e todo seu bando do time, uma ação que não sabíamos na época mas teriam consequências terríveis nas semanas seguintes. 

ㅡ Obrigada Betty, obrigada Verônica, obrigada Elle -a garota sorrir para as três meninas- 

ㅡ Obrigada você, Ethel -a loira diz- por fazer a denúncia, fez toda a diferença com o Weatherbee -ela sorri- 

ㅡ Você é a mais corajosa de todas, Ethel Muggs -a morena sorri- 

#JustiçaParaEthel -a ruiva Blossom diz para os anjos vingadores- 

Mais uma coisa era certa, Betty e Veronica, agora BV e talvez para sempre, foram forjadas, elas andaram pelo fogo e sobreviveram

ㅡ Quem matou o Jason feriu ele -a ruiva Blossom diz olhando para o caderno sendo engolido pelas chamas quentes do fogo- talvez o Jason tenha ferido pessoas também -sua voz embargou- se ele feriu a Polly desculpa.

Enquanto o fogo queimava aquela parte da história, outro com cabelos de fogo procurava se queimar ainda mais. 

ㅡ Ah, Archie -a mulher se assusta com a presença do garoto na sala- 

ㅡ Eu queria agradecer por ter falado com meu pai -o ruivo se aproxima da mulher- 

ㅡ O que eu disse a ele é verdade -ela sorri nervosa- eu acho que você pode conseguir - o garoto se aproxima mais- 

ㅡ É isso quer dizer que podemos voltar a ter aulas novamente? -com seus rostos próximos eles se encaram- 

Nós desejamos certezas, que nos confortem, mas a vida é muito mais complexa do que isso. Complexas como nossa anjo de cabelos de fogo, complexos como o Yin Yang, como Elle

ㅡ Você está bem? -a morena pergunta para a ruiva que olha para o chão do ginásio vazio- 

ㅡ Acho que sim -a ruiva diz em sussurro- tudo isso me fez lembrar coisas no meu passado, que eu gostaria de esquecer -ela abraça o próprio corpo tentando se proteger dos demônios das suas duras lembranças- 

ㅡ Vai ficar tudo bem -a morena a abraça e pela primeira vez a ruiva se sentiu confortável dentro de um abraço- vou estar aqui para você -a morena diz baixo e os olhos da ruiva se inundaram de lágrimas mas nenhuma caiu dos seus verdes- 

Naquele vazio ginásio, no vazio dentro da ruiva, uma ligação foi criada, uma pequena e frágil ligação, nasceu dentro das duas, mas nenhuma percebeu, talvez se torne mais forte ou só desaparecerá com o tempo   

ㅡ Se publicar a história dizendo que eu fiz o disparo minha vida vai acabar, vou ser banido dos escoteiros e acusado por um delito -seu desespero era evidente em seu olhar- e se eu tiver uma história melhor? -o moreno dos olhos verdes o olhou esperando que conte a história- se eu contar o que sei vocês tem que prometer que o disparo fica entre a gente.

ㅡ Tem a nossa palavra de jornalistas -a loira diz o incentivando a contar- 

ㅡ Eu vi uma coisa no rio Sweetwater, uma coisa que ninguém mais viu -ele respira fundo- o carro da senhora Grundy, na beira do rio, ela estava lá.  

Apesar de todos os problemas recentes, eu teria feito de tudo para proteger o Archie, mas Dilton Doiley tinha aberto a caixa de Pandora e agora nem eu, nem ninguém poderia fazer nada para salvá-lo 


••••


18 de Julho, Vancouver

Canadá, 06:03 am 

Riverdale 


Narrador. 


Faz uma semana desde que o corpo de Jason Blossom foi encontrado, mas sua morte não foi a primeira, nem seria a única fatalidade que a cidade de Riverdale sofreria. O Drive-in Twilight onde eu trabalho, minha segunda casa, uma parte da história da cidade vai fechar de vez, justo quando mais precisávamos.

Com o sheriff Keller batendo em cada porta e vizinhos suspeitando de vizinhos, Riverdale a cada dia que passa está virando a Salem da inquisição das bruxas, e enquanto isso a garota vizinha, nossa amigável loira, Betty Cooper, planejava seu próximo passo, com o fardo do segredo que só nós dois sabíamos, encaixando as peças de um terrível quebra-cabeças, que pensamentos sombrios ela escrevia em seu quarto?    


Querido Diário, 

O sheriff Keller não sabe que eu sei, que a professora de música da escola Riverdale, Geraldine Grundy, estava no rio Sweetwater na manhã em que Jason Blossom desapareceu e que já que o Archie também estava lá, eles poderiam estar lá juntos. 


Elle. 


Dou mais impulso para o skate pegar mais velocidade, observo a paisagem de cidade pequena e simples mas ao mesmo tempo perigosa e sombria. Freio o skate assim que cheguei ao meu novo lugar preferido nessa cidade, Twilight Drive-in, do lado sul. 

Olha para a placa onde diz “Fechamento em breve” e meu coração se aperta, não venho aqui a tanto tempo, mas eu gostei muito lugar, é quase como uma segunda casa. Suspirei ao ver uma das letras da placa cair no chão, me aproximei pegando a letra. 

Droga… -bufo apertando a letra na minha mão- 

Jogo a letra longe e com força, ela bate em uma parede e logo caiu no chão, resmungo alguns palavrões 

ㅡ Isso é vandalismo -escuto uma voz grossa atrás de mim- 

Me viro encontrando um homem, por volta de seus 40 anos, cabelos negros lisos, barba rala, uma jaqueta de couro, cara de mal, na verdade acho que todo mundo por aqui tem cara de quem comeu e não gostou

ㅡ É mesmo? -meu semblante ficou sério por causa de sua presença- não sabia, obrigada por me informar -digo sarcasticamente e ele solta um riso anasalado- 

ㅡ Você não é desse lado, garota -ele me analisa- o que tá fazendo do lado sul?

ㅡ Não acho que seja da sua conta, coroa -respondo rude- fugiu do asilo? -ele ri alto-

ㅡ Até que você é engraçada -ele sorri pra mim e eu olho para o lado bufando- 

Foda-se -digo pegando meu skate do chão- 

ㅡ Boquinha suja a sua -ele coloca as mãos dentro da jaqueta- 

ㅡ Que bom pra mim -jogo o skate no chão subindo em cima do mesmo- tchau vovô 

Dou impulso com o pé e o skate se mexe indo para longe do homem e do Drive-in, que eu ainda me nego a aceitar que irá fechar suas portas


Notas Finais


Voltei mundo, o mundo que tá uma merda por esses dias em -suspiro-

Não quero falar sobre as coisas que estão rolando porque com certeza já tem gente demais falando disso, porém, venho por meio desse capítulo pedir para vocês tomarem cuidado e se previnirem do vírus.

Isso mata e não é uma brincadeira, milhares de pessoas então morrendo e não quero que nenhum de vocês esteja nesse número.

A quarentena é uma merda, porém tem um capítulo para ocupar vocês por alguns minutos, já eu levei uns dias para escrever, espero que gostem e lembrem de se cuidar.

Ninguém aqui pode morrer até ver a Elle da uns pegas no Jughead kkkkk
Até logo e tenham uma boa quarentena.

[1] - https://pin.it/2LKqXx0


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