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História Bella Ciao - Madrid - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


olá meus tchutchucoos, como vão?
capítulo grande porque vocês merecem, eu espero que não se incomodem.
boa leitura, assaltantes! ❤️ ❤️ ❤️
#blacklivesmatter ✊🏻✊🏼✊🏽✊🏾✊🏿
#pride 🏳️‍🌈

Capítulo 15 - Niño Malo


Fanfic / Fanfiction Bella Ciao - Madrid - Capítulo 15 - Niño Malo

O tempo não para e também não volta atrás.

— Lα Cαѕα ∂є Pαρєℓ

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ão era a primeira vez que Madrid estourava os testículos de um homem, pra falar a verdade, antes do Professor aparecer em sua vida, fazia aquilo com frequência, especificamente com pedófilos e estupradores. Entretanto, naquele instante, era a primeira vez que ela iria fazer com uma pessoa que estava apaixonada, e que infelizmente, havia obrigado-a fazer aquilo.

— Ah, você vai atirar em um local que sentou e caiu de boca várias vezes? Essa declaração sua me faz ficar extremamente excitado. — disse Berlim humorado.

— Não só vou como farei um estrago daqueles que nem o melhor cirurgião plástico vai fazê-lo levantar. — continuou sorrindo.

Entretanto, Berlim colocou o cano da sua arma sobre a vagina dela. Quando Madrid sentiu aquilo ela deu um sorriso filha da puta que nem o homem a sua frente que levantou as sobrancelhas à espera de uma reação.

— Vai atirar em um local que caiu de boca e meteu várias vezes? Isso me deixa extremamente, comovida. — repetiu a frase trocando as palavras. 

— Digamos que boceta é o que não falta por aí, não é, minha querida Madrid? — continuou. — Vamos ver quem atira primeiro?

Madrid levantou sua faca de três dedos contra o pescoço de Berlim em uma velocidade que ele nem conseguiu enxergar, apenas sentiu o metal gelado em sua garganta.

— Se eu não atirar eu esfaqueio você antes mesmo de você ter noção. — os olhos delas estavam vivos, e o dele continuava bem humorado.

Escutaram um tiro que rapidamente suas expressões divertidas se desfizeram na hora e mudaram para umas mais preocupadas, choque e aparentemente confusão.

— Você vai me desculpar, mas eu não estou sentindo minha calcinha molhar, não digo sexualmente, mas de sangue, e quando falo de sangue nem é de menstruação porque a minha terminou antes de entrarmos aqui. — continuou com a expressão franzida.

— Então somos dois porque não sinto o meu pau sangrar e ainda o sinto por baixo da calça. — respondeu Berlim e ela abaixou a faca com a expressão confusa. 

— Se não puxamos o gatilho... — Madrid fez uma expressão confusa e Berlim também. 

Merda. — Berlim e Madrid exclamaram em coro.

Madrid abriu a porta na velocidade da luz, e o casal começara a correr pelos corredores apressadamente, escutavam os reféns gritarem desesperados. Desceram as escadas e chegaram no pátio quando deram de cara com Moscou indo em direção a porta.

Berlim e Madrid se olharam.

— Merda! — Madrid colocou as mãos na cabeça desesperada e começou a correr em direção a porta, mesmo que armas estivessem apontada para si. — Moscou!

A polícia já estava em ação, a mulher cobriu sua cabeça com o capuz e pulou no corpo de Moscou o jogando no chão. 

— Cobre o rosto! — Denver vestiu a máscara jogando-se no chão.

Madrid colocou suas costas na frente do seu Papá o impedindo de ser filmado. 

— É tudo minha culpa, eu não deveria ter te colocado nesse plano. — disse Moscou segurando na mão de Denver.

— Você ficou louco? — ela disse ainda segurando o corpo dele contra o chão.

O portão se fechou.

Eu não a matei. — sussurrou Denver. — Não a matei. A escondi.

Madrid encarou seu hermano surpresa, e tentou não sorrir. Respirou ofegante, e se ajoelhou no chão passando a mão direita pelos cabelos dourados assanhados, fitou Tóquio que também estava da mesma forma, e ela assentiu como se tivesse dado conta. 

— Vamos tomar um ar. Vamos sair um pouco. — sugeriu Denver encarando Madrid que assentiu. — Depois, eu preciso da ajuda de vocês. Você precisa me ajudar.

Madrid assentiu mordendo a boca e colocando a mão no ombro de Denver.

Por pouco.

Deram a ideia de metade dos reféns colocarem uma máscara, e subirem no terraço para Moscou respirar. Eles tinham medo de morrer pelos snipers, mas Madrid escutava Denver pedindo um favor aos reféns, de braços cruzados ela encarava-os tão sombria. Todos haviam concordado, mas Arturo queria ser o diferente, e defender sua ideia, o que prontamente, irritou uma mulher que não aguentava mais encheções de saco naquele dia.

— Querem que nos sejamos as iscas, vão nos jogar aos leões enquanto fogem. — Arturo sussurrava contra o britânico ao seu lado.

Madrid se virou como uma verdadeira leoa.

— Arturo, não é? — disse descruzando os braços. Ele assentiu. Madrid mordeu o lábio e colocou a mão por dentro do bolso da frente do macacão retirando sua faca de três dedos encaixando-a nos seus, e então mostrou para o refém. — Está vendo essa faca? Ela é a minha favorita, até mais que a Cindy, minha pistola.

— Dá nome a suas armas? — questionou ele tremendo. Madrid gargalhou olhando pra cima e andou um passo quase encostando seu corpo no dele.

— O nome dessa aqui, é a Naja. Porque o corte dela dói tanto, quanto uma picada de uma cobra naja. — sorriu descendo a lâmina em direção ao membro dele. — Se você não calar essa boca, a Naja vai achar seu Arturo Júnior, e aí... vou fazer com que você realmente fique estéril como disse pra sua secretária. Ah... seria uma pena, não é? Não poder usá-lo para trair mais vezes a sua mulher, pobre coitada.

Dito isso ela bateu de leve a lâmina no pescoço do diretor. 

— Vocês vão sair, por questão de humanidade. Somos assaltantes, mas acima de tudo, temos alma e sentimentos. — ela disse guardando a faca e olhando para todos. — Se ainda restam isso em vocês, por favor, compreendam e pense que poderia ser o pai de vocês, a mãe de vocês, ou qualquer um que vocês amam.

Ela piscou pra Denver que assentiu e chamou seu pai para que subisse. Quando ele deu o primeiro passo na porta, Moscou inspirou o ar puro, e Madrid se afastou deixando o pai e o filho terem seu momento a sós, ela já havia se intrometido demais. Por tanto, fora pra o final da fila com sua metralhadora abaixando a máscara junto com os reféns.

Todos estavam no terraço, inspirando o ar puro, ela chutava algumas pedras quando começou a escutar gritos. Ela se virou e correu em direção.

— Atiradores de elite! — lembrou Moscou.

— Puta merda. — sussurrou Madrid. — Todo mundo agachado!

Os reféns começaram a entrar em desespero, Arturo havia escutado a conversa e em sua cabeça, Mónica estava morta, e ele apontava a arma. Os atiradores de elite precisavam de uma luz verde para que atirassem já que pensavam que era um dos assaltantes, e infelizmente, a inspetora ordenou o tiro.

Arturo se virou e a bala atingiu seu ombro.

O corpo do diretor da Casa da Moeda da Espanha caiu no solo, largando a arma.

Madrid correu em direção ao corpo do refém, levantaram o rosto dele mostrando em que a polícia havia atirado. Todos perceberam que fizeram merda.

— Todos os reféns! Pra dentro, já! — gritou Madrid apontando o fuzil para eles que começaram a gritar. — Vamos! Vamos!

Arturo gritava de dor, levavam-no para baixo. Ela trancou a porta, os sérvios se aproximaram para ajudar, levaram o corpo do Román para o pátio, ele já estava delirando por conta da forte adrenalina liberada para seu coração. Colocaram o corpo dele na maca.

— Água! — gritou Tóquio se aproximando vendo a situação.

Os nervos se implantaram, todo mundo começou a gritar desesperados, a polícia se desesperava. Os assaltantes estavam confusos sem saber o que fazer, trouxeram os kits de primeiros socorros. O sangue estava misturado ao uniforme dos assaltantes, o sangue vivo e com um cheiro forte. 

Helsinque, Tóquio, Denver, Oslo, Moscou e Madrid estavam ao redor do corpo de Arturo Román. 

— Madrid, faz alguma coisa porra você é uma enfermeira! — gritou Denver.

— Calma, pelo amor de Deus, ou vocês me xingam ou vocês me ajudam! Se todo mundo ficar nervoso vão acabar matando-o! — Madrid gritou com as mãos trêmulas. 

— Matando? Eu vou morrer? Eu quero falar com a minha esposa! — gritou Arturo.

Madrid passou a mão na cabeça. Puta que pariu.

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— Inspetora? — Amazonas que estava entrando na tenda percebeu Raquel sair ofegante e em um ataque forte de pânico. — Senhorita Murillo?

Raquel passou por ela, não ouvia nada, apenas andava em direção a ambulância. Amazonas encarou levemente Ángel em seguida, seguiu a Inspetora que se sentou na ambulância ofegante, lágrimas saíam de seus olhos facilmente, e ela procurava o ar em seus pulmões. 

— Ei, ei, ei. — Palácios correu em direção a mulher e tocou seu ombro. — Tudo bem, calma, calma.

— Eu quero sair daqui eu quero sair daqui... — Raquel colocou a mão no peito. — Eu fiz merda.

— Vem cá. — Amazonas segurou na mão da Inspetora. — Vamos dar uma volta, você precisa andar um pouco.

— Tem razão, eu preciso. — concordou Murillo com as lágrimas ainda saindo de seus olhos. 

Amazonas abraçou Raquel pelos ombros de lado, e andou junto com ela saindo do perímetro, levantou a faixa, e ambas foram em direção a cafeteria que Raquel frequentava frequentemente e antes, havia conhecido o Professor. Quando ela adentrou no local, sentou-se no banco colocando as mãos na cabeça e abaixando-a.

Teresa olhou com pena da Inspetora, e então, olhou para Antônio.

— Antônio, me vê uma caipirinha, aquela que eu te falei e ensinei você a fazer. — pediu ela. — Por minha conta, hein?

— Não vou beber no trabalho. — Raquel respirou fundo, encarando a criminosa que sentou a frente dela.

— Inspetora, vou te dizer uma coisa. — Amazonas apontou o dedo para a mulher a sua frente. — Ninguém precisa saber, e você pode confiar em mim porque sou uma criminosa, ou ao menos, era...

Antônio colocou dois copos de caipirinha na mesa. Raquel olhou para as bebidas e limpou as lágrimas.

— Quer saber? Que se dane. — levou o dedo ao copo e virou fazendo uma careta. — Nossa, que forte.

— Não é tão forte porque foi feita aqui na Espanha, mas a verdadeira do Brasil é muito melhor. — Amazonas virou. — Esse é o gosto do crime. 

A criminosa riu, e Raquel olhou-a enquanto negava com a cabeça, agora estava calma.

— Obrigada, Palácios. — agradeceu Raquel levantando o copo. 

— Olha, não foi sua culpa. Você tinha vida de reféns em perigo, se ele fosse um assaltante, provavelmente a dor que você está sentindo seria muito pior. Ele vai ficar vivo, com fé a equipe médica entra. — Amazonas ficou de costas para o balcão apoiando o braço. 

— Você me lembra uma amiga minha antiga, que também era brasileira. — comentou Raquel. — Você é uma garota muito inteligente, porque entrou pra essa vida?

Amazonas soltou um riso.

— Eu vim de uma família muito pobre, sabe inspetora? Que se soubesse que eu estaria na Espanha nos dias de hoje, levaria um tapa na orelha por inventar histórias que pra nossa realidade, seria muito difícil acontecer. — começou a contar. — Minha mãe, ela era doméstica. Trabalhava no condomínio, e a patroa? Um lixo, de dentro pra fora. Que Deus a tenha, quer dizer, que o Diabo a tenha, já que ela está morta.

Raquel arregalou levemente os olhos.

— Minha mãe ganhava vinte e cinco reais por hora na casa da patroa, ela limpava ao som de "sua boçal, sua macaca, escrava, cabelo bombril, carvão, crioula." E cada coisa podre que me dói cada vez que lembro. — contou com o nó na garganta. — Mas minha mãe aceitava, porque ela precisava comer e pagar as contas. Coisa que pelo trabalho incrível que ela fazia, ganhava uma miséria.

— Eu sinto muito... — Raquel compreendeu.

— Um dia, nossas contas atrasaram tanto que cortaram a nossa luz. Sem televisão, sem chuveiro, sem água quente. Minha mãe conseguiu o dinheiro para pagar as contas, e então, fui atrás dela para irmos a lotérica. — negou com a cabeça. — Eu me lembro dela com o sorriso dizendo "vamos ter água quente, querida". Só que, quando ela estava pronta pra atravessar a rua, um homem disparou no coração dela e roubou todo o dinheiro.

Raquel colocou a mão na boca com os olhos lagrimejados.

— Matou porque ela era negra, e depois, quase me matou por conta do meu cabelo esbelto que parece uma árvore. — riu consigo mesma. — Algum tempo depois, todos na minha favela ficaram sabendo. Todos a amavam. E os traficantes da região, foram atrás do cara, o acharam e fizeram contar quem que tinha ordenado a matar. A patroa. 

— Que crueldade. — a Inspetora negou com a cabeça.

— Naquele dia eu nunca levei a frase "fogo nos racistas", tão a sério. Vidas negras importam. — gargalhou. — Eu, com meus dezoito anos, entrei na casa do condomínio dela com a desculpa de que iria informar sobre a morte da escrava. Eu a amarrei, e cortei o corpo dela e joguei sal nas feridas, depois, joguei álcool em seguida. Ascendi o fósforo. Cheiro de ser humano queimado. Aí, prisão.

Raquel ficou horrorizada, Amazonas contava aquilo com os olhos lagrimejados.

— Você não tem ficha por homicídio. — Raquel questionou confusa. 

— Chupei um policial, e ele sumiu com a minha ficha. — comentou. — Foi o primeiro crime que cometi. Depois, resolvi me acertar na vida, estudei enfermagem, me formei. Aí, minha irmã, preta e mulher trans, sofreu outro racismo no salão de beleza dela. Não queriam que uma preta fizesse o cabelo dela, muito menos um "homem" ou melhor, "travecão". 

A Inspetora deixou algumas lágrimas caírem emocionada de seus olhos.

— Eu quis matar, pra valer, a pessoa que fez isso. Mas a minha irmã me impediu, disse que não queria aquilo pra mim. Então, resolvi juntar dinheiro com o meu trabalho e vim pra Espanha. Aqui, conheci hackers, e por fim... enfermeira e hacker Anonymous. Expondo podres de políticos e presidentes, Interpol veio atrás de mim. Presa. — apontou para a tornozeleira no seu pé. — Chegamos onde estamos, Senhorita Murillo. 

O celular de Raquel vibrou e ela leu as mensagens de Ángel sugerindo um plano.

— Você é uma mulher incrível Raquel, o que você fez, qualquer outra pessoa faria, inclusive eu, que me denomino justiceira. Todos ali dariam um tiro, pela vida de outros reféns. — olhou no fundo dos olhos dela. — Se você quer pegar os assaltantes, seja um, pense como um. Você vai longe. 

Amazonas colocou uma nota de euro na bancada.

— Valeu, Antônio! Tu é foda, rapaz! — Amazonas gargalhou. 

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— Não pode tirar mesmo a bala dele? — questionou Denver depois que Madrid estabilizou o corpo de Arturo.

— Não se lembra a fantástica rima que você fez no Plano Cavalo de Tróia, né? — ela o olhou descartando as luvas. — Eu tiraria, mas ele pode ser mais útil do que podemos imaginar.  A dor parou?

— Sim... — Arturo tossiu. — Muito obrigado.

— Tá bom... — ela bateu de leve na barriga dele enquanto contraiu os cantos da boca. — Anda, Berlim.

Berlim apareceu com o celular na mão, e a máscara. Depositou-a na barriga de Román e começou a curtir com a cara dele.

— As esposas servem para esses momentos. São reconfortantes, ninguém pensa isso quando está na porta de uma boate bêbado que nem um gambá, mas se tem um problema, um acidente, ou... simplesmente medo, as coisas mudam. Ou está pensando na secretária, está? — gargalhou. — Não. Quem tem tempo para pensar em amantes, em filhos que poderiam ser abortados. 

— Poupe-me dos seus discursos. — Arturo disse sem paciência.

Berlim afundou a pistola no ferimento do diretor que começara a se contrair de dor.

— Se disser alguma estupidez eu atiro em você e a sua esposa ouvirá. Entendeu? — continuou afundando a pistola. Logo, olhou para o revólver com nojo e limpou-o no macacão. Madrid revirou os olhos.

Imediatamente, Arturo começou a falar com a esposa no telefone, Berlim, Rio, Madrid e Denver escutavam tudo a conversa fiada. Berlim dava breve olhares para Madrid que escutava a conversa e as vezes o olhava também.

— Desde que nos conhecemos, eu juro que as vezes eu tento lembrar daquele dia, e me pergunto, o que diabos você viu em mim, Mónica. — Arturo disse e percebeu a merda que havia saído da sua boca.

Berlim abriu a boca completamente surpreso ao mesmo tempo com seu humor ácido, e encarou os seus companheiros. Madrid arqueou a sobrancelha e saiu da sala, sentiu nojo do que estava deitado, e dó da pessoa que estava escutando aquilo.

Quando estava andando, Denver segurou no antebraço de Madrid que se virou olhando-o surpresa.

Precisa me ajudar. — sussurrou.

Madrid foi levada ao segundo Caixa-Forte onde estaria a Senhorita Gaztambide, dentro de seu macacão estava o seu kit cirúrgico. No instante que Denver abriu a porta, ela deu de cara com Moscou lá dentro também, e Mónica com a perna enfaixada de silver tape prateado. 

— Zumbi Gaztambide. — comentou Madrid de bom humor. A mulher de cabelos cacheados estremeceu com medo.

— Fica tranquila, ela está aqui pra ajudar, é minha hija. — disse Moscou sorrindo.

— Ela é filha dele? — questionou Mónica.

— Eu o considero como pai até agora. — agachou-se na altura dela. — Quem fez esse rodízio de tripas e fitas?

Denver assoviou.

— Não tinha mais o que fazer, ela estava sangrando muito. — defendeu-se.

— Não te passou pela cabeça que ela poderia pegar uma infecção, perder a perna, ou tornar-se uma infecção generalizada e morrer? — encarou o que estava de pé.

— Ele sempre pensa nisso.  — Moscou ironizou encarando seu filho repreendendo-o.

— Eu vou perder minha perna? — a secretária questionou temendo a resposta. Madrid tirou os equipamentos colocando-os no chão.

— Mónica, sabe quando você vai se depilar? Mas sem usar a gilete, aquela ceira bem grossa que quando você vê... — Madrid colocou a tesoura por baixo da fita e começou a cortar assim abrindo o ferimento. Gaztambide gemeu de dor. — Pá! Já foi tudo? 

Moscou e Denver ficaram impressionados. 

— Bom, no meio de tanta merda tenho uma ótima notícia pra ti, mulher. Não vai perder a perna, mas o que eu vou fazer agora, vai doer muito. — puxou a fita com tudo com a mão direita, e com a esquerda levou a boca dela para que o grito fosse abafado. — Pronto, pronto. Acabou.

Mónica virou a cabeça para o lado respirando e chorando de dor.

— Denver, o que você tem de útil você tem de fazer merda. — comprimiu os lábios negando com a cabeça. — Agora me ajuda aqui!

— Eu não consigo... — gaguejou. — É muito sangue. 

— Nem eu. — Moscou já se adiantou quando recebeu o olhar da brasileira que colocou uma máscara médica e passou álcool em gel na mão, vestindo as luvas. 

— Ok, cavalheiros corajosos. — revirou os olhos. Pegou uma seringa jogou o ar para fora, em seguida, encheu-a de Diazepam. — Mónica, você vai dormir um pouquinho, mas é só para evitar que você sinta dor, ok? Quando acordar, estará limpa, com a sua perna em perfeito estado, quer dizer, perfeito não, mas melhor que o Denver deixou. Você permite ou não? É alérgica a algum medicamento? 

— Permito, permito sim. — ajeitou-se. — Não sou alérgica a nenhum medicamento.

— Ok. — Madrid usou o garrote ao redor do braço da Gaztambide realçando suas veias, e então, inseriu a medicação na veia da mulher de cabelos cacheados que em poucos segundos adormeceu.

— Essa droga é da boa? — Denver questionou e Moscou deu um olhar mortal. — O que? Eu queria dormir um pouco.

— Não vai dormir coisa nenhuma, vai ficar acordado e sem fazer merda desta vez. — ordenou o pai para o filho.

Madrid então, tratou de retirar a bala da perna da secretária, em seguida, costurou e limpou todo o sangue. Colocou o curativo sob os pontos, em seguida, molhou o cabelo da mulher limpando-a e tirando todo o sangue que estava em seu corpo. Assim, muito tempo depois, ela acordou já limpa. 

— O que houve? — Mónica questionou.

— Como você 'tá? — Denver agachou-se. — A Madrid tirou a bala, você 'tá salva.

Madrid acenou descartando os materiais cirúrgicos no lixo, Mónica virou-se e percebeu que havia uma entrada de soro em sua veia e o soro estava apoiado em uma das quinas prateadas da instante. 

— Eu preciso ir, logo vão notar nossa... — Madrid se assustou quando a porta foi aberta. 

Ela rapidamente tirou sua pistola, junto com Denver que se manteve de pé apontando o fuzil.

Era Nairóbi, que pronta, levantou seu fuzil também apontando para eles, mas quando ela viu Mónica, se aliviou colocando a mão na cabeça.

— Que porra está acontecendo aqui? — questionou vendo o saco de lixo e Mónica com os olhos lagrimejados.

— Um ferimento a bala tratado. — Moscou levantou as mãos.

E do outro lado, outro ferimento já havia sido tratado, mais um plano do Professor sendo concluído com sucesso, e os policiais, todos embora.

— Graças a Deus, Denver, se o Berlim pega aquele bilhete era você que iria ser executado. — Nairóbi mostrou o bilhete para ele.

Ufa

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Madrid abriu a porta da sala de Berlim com toda velocidade, o que o fez disfarçar jogando um pano por cima de sua maleta de morfina. Ela o olhou debochada.

— Sou eu, não precisa guardar suas morfinas. — riu sarcástica.

— Que sem educação, Senhorita Madrid, não te ensinaram a bater? Eu poderia estar em um momento muito íntimo. — Berlim mordeu o lábio a encarando de cima a baixo.

Madrid andou lentamente, seu macacão estava com o zíper até o pescoço.

— Batendo uma? — sugeriu passando a língua pelos lábios. — Pensando em quem?

— Em quem mais eu poderia pensar? — Berlim olhou-a penetrante.

A brasileira olhou ao redor fingindo estar admirada com o escritório do assaltante, e então o olhou.

— Não sei... a Tóquio está com o Rio, mas, quando se tem desejos... a Nairóbi, nossa... que corpo maravilhoso. Uma mulher dominante. — pensou deixando seu soco inglês na mão à vista e ele olhou. — E eu? Já satisfazemos todos os nossos desejos.

— Eu só tenho olhos para uma mulher, e eu poderia bater punheta pensando nela várias vezes ao dia. — sorriu sarcástico. — Ao menos que ela gostaria de cooperar.

Madrid gargalhou e soltou um suspiro, aproximou de Berlim sedutoramente ainda com seu sorriso aberto no rosto e ele a olhou malicioso. A mulher sentou-se no colo dele, como fazia com as suas vítimas, então, tocou a mão direita de Berlim que estava com as veias realçadas, e a mão dele tremeu na dela. A assassina levou a mão dele em direção ao peito dela e o fez apertar.

Berlim sentiu o colete a prova de balas por cima do tecido.

— Colocou um colete a prova de balas para transar comigo, Madrid? — gargalhou. — Eu preferiria um espartilho. Veneziano.

— Não... nah... — soltou uma risada glamourosa e levou seus lábios a região do pescoço dele dando um leve beijo, com a mão em sua nuca arranhando-a com suas unhas. Em seguida, subiu o beijo em direção a orelha dele mordiscando-a, logo, chegou ao ouvido. — Vim terminar o que começamos mais cedo. Você não contou pro Professor ainda, contou?

— Ah, isso. — Berlim gargalhou sentindo sua pele arrepiar com a voz da mulher rouca em seu ouvido. — O Professor precisa de um descanso, precisa de calma, hoje foi um dia muito cheio pra ele.

Madrid continuou com o sorriso e com a mão que estava na nuca, colocou-a por dentro do uniforme vermelho tirando sua pistola. A outra, colocou sob a coxa de Berlim. 

— Ele vai aguentar mais uma ação, ele precisa disso pra pensar no que fazer com você. Está se comportando muito mal ultimamente. — Madrid arrastou sua mão na coxa do Fonollosa e colocou por cima do uniforme chegando em seu pênis massageando de leve. 

— Ah, Madrid, você às vezes é tão confusa. — gargalhou Andrés. — Uma hora, quer me matar, e a outra, simplesmente está com tesão.

Madrid sorriu e retirou a mão colocando-a sob o telefone vermelho e em uma ação rápida, levou ao ouvido dele, em seguida, sentiu o cano da pistola dela tocar seu membro novamente.

— Como os homens deixam-se levar pelo sexo, não é? Basta uma provocaçãozinha, e ele cai como uma fruta podre. — sorriu o olhando nos olhos. — Menino mau.

— Estou te oferecendo uma última chance. — Berlim disse sério. 

Madrid colocou o telefone na mão dele e apertou o botão. Destravou o gatilho e o abraçou mantendo seu queixo no ombro dele. Berlim levou o telefone ao ouvido. 

— Vai contar pro Professor, que você executou uma mulher grávida. — disse sombria. — E enfatiza, o "grávida", ok? Para doer mais no coração dele. 

Sim? — o Professor atendeu.

— Violei a primeira regra. — Berlim disse.

O coração do Professor falhou duas batidas. 

— Matei uma refém. Quer dizer, eu não, o Denver. — Madrid se remexeu no colo dele. — Ela estava grávida. Eu preferi lhe contar pessoalmente.

— Era a única proibição. — o Professor disse extremamente nervoso na linha. — Você fodeu tudo. Quem era ela?

Mónica Gaztambide. — respondeu.

O Professor abaixou a cabeça batendo o telefone várias vezes contra a mesa. Madrid saiu do colo de Berlim rapidamente e o olhou.

E o que eu devo fazer diante disso? — o Professor questionou.

— Terá que me punir porque só assim vai mostrar que é um capitão que consegue segurar firme. Que é alguém que se pode confiar. — afirmou. — Parece que não está afim de falar. Ninguém sabe sobre a mulher, então o plano segue normalmente.

Eles vão pedir prova de vida em menos de 48h. — o Professor desligou o telefone.

Ela encarou Berlim.

— Sabe que terei que puni-la depois disso, não é? — Berlim aplicou a morfina em seus dedos soltando um gemido. 

— Pago pra ver você tentar. — guardou a pistola. 

Madrid ia saindo, quando Berlim a interrompeu:

— Madrid, se você trocou o macacão com o sangue de Arturo. Porque continua com sangue neste? — questionou sarcástico.

Madrid parou na porta.

 

 


Notas Finais


amazonas, negra e bissexual, contando de sua vida pra inspetora, em homenagem a comunidade LGBTQ+, e black lives matter!

ah, madrid fazendo com berlim o que ela fazia com suas vítimas, e berlim foi uma vítima dela kkkkkkkkkkkk, ela que se prepare!
enham uma ótima semana meus leitores mais incríveis desse mundo! espero que tenha gostado, tenha uma ótima terça e não esqueça (se quiser) dizer o que achou! se protejam, e até o próximo! ❤️ ❤️ ❤️ ❤️


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