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História Bella Ciao - Madrid - Capítulo 16


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Notas do Autor


BEM VINDO JULHO! primeiro capítulo desse mês, que venham coisas boas por que olha, junho foi foda kkkkkkk
eu adoro postar capítulos de madrugada porque sei que a maioria acorda e lê o capítulo kkkkkk pra começar o dia naquele pique!
filme tarantino, reféns, gritos... muita merda, só digo isso
boa leitura, assaltantes! ❤️ ❤️ ❤️

Capítulo 16 - Domingo de Resurrección


Fanfic / Fanfiction Bella Ciao - Madrid - Capítulo 16 - Domingo de Resurrección

Coragem e heroísmo têm preço.

— Lα cαѕα ∂є ραρєℓ

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adrid ficou estática na porta com o olhar totalmente severa, Denver estava andando olhando ao redor, e ela arregalou levemente os olhos. O filho de Moscou franziu o cenho não entendendo a expressão de sua hermana que olhou para baixo sinalizando o sangue do macacão vermelho.

— "Ele questionou sobre a mancha, esconda a Mónica e some daqui". — moveu sua boca sem sua voz sair, Denver andou de costas sem fazer barulho e correu.

Madrid aliviou-se e se virou percebendo Berlim fechando a maleta e olhando para ela. 

— Você viu alguma gota de sangue no pátio? — sorriu cínica.

— Não. — respondeu.

— Que bom. — disse. — Significa que eu fiz um ótimo trabalho. Isso inclui ficar suja de sangue. Mais alguma coisa?

Berlim ficou em silêncio. Madrid percebendo que aquela era sua resposta, saiu batendo a porta e quando colocou os pés pra fora, apoiou as mãos nos joelhos respirando fundo e ofegante. 

Meu Deus, a causa da minha morte não vai ser por um tiro, com certeza vai ser por infarto. Pensou e levantou-se.

Algumas horas se passaram, e a maior parte do tempo ela passava cozinhando para os reféns para que as comidas vinda de foras não fossem tão necessitadas de serem entregues, vai que no meio dessas entregas acontecesse um desvio e acabasse entrando uma escuta de brinde, um refém conseguisse e colocasse dentro do corpo.

Madrid se espreguiçou, pois, sua coluna estava doendo de tanto ficar de pé, ajeitou seu fuzil lateral. E estendeu os sanduíches para os reféns que agradeciam, Helsinque distribuía as águas. Quando ela se agachou na frente do Senhor Torres.

— Escuta, meus sanduíches são ruins? —  questionou ela lembrando-se do comentário de Moscou.

— Claro que não, Senhorita Madrid, seus sanduíches são os melhores que já comi em anos que trabalho aqui. — respondeu o senhor mordiscando o sanduíche.

— Você pode ser sincero Senhor Torres, não precisa ficar com medo só porque estou com um fuzil no meu corpo, e jamais te daria um tiro aqui. — disse agachada.

— Estou sendo sincera Senhorita Madrid, todos gostam muito de seus lanches pois são naturais e feitos com carinho. — enunciou.

Madrid sorriu contente com o comentário, e em seguida, olhou para Nairóbi que assentiu. A mulher levantou-se e entregou um lanche para Mercedes que agradeceu segurando na mão da assassina que quando ia andar, percebeu o toque da professora. A brasileira se agachou-se na altura da refém e esperou.

— Eu não quero causar intriga entre vocês de maneira nenhuma, é que eu... eu... — gaguejou.

— Mercedes, você pode confiar em mim. Se algo está te incomodando, eu preciso que me diga para que eu possa te ajudar. — Madrid sorriu gentil. — Na boa, depois da Nairóbi e o Rio, eu sou a assaltante mais boazinha que vocês já viram.

Mercedes estremeceu, inspirou fundo e olhou no fundo dos olhos da loira que apertou a mão da refém passando conforto e segurança.

— A minha aluna, a Silvia... o líder de vocês, Senhor Berlim... — tremeu de medo. — Ele a levou pra sala.

— Termine essa frase o mais rápido possível antes que eu imagine algo que eu não quero imaginar. — a assaltante disfarçou quando Helsinque se aproximou. Nairóbi já havia saído.

— Ele a levou pra sala dele, e minha aluna está amordaçada, eu gostaria de pedir gentilmente para que você a coloque aqui conosco. É só uma criança, não tem culpa das coisas que... — Mercedes fora interrompida por Madrid que levantou a mão piscando algumas vezes desacreditada.

— Relaxa, em poucos minutos sua aluna estará aqui. — entregou a forma de sanduíches para Tóquio que se aproximou. — Entrega pra mim? Preciso ir ao banheiro.

— Claro... claro... — Tóquio disse desconfiada observando sua amiga subir as escadas apressadamente.

Madrid começou a andar pelos corredores, passou em frente a sala de Berlim e percebeu a porta fechada, as janelas também fechadas, algo que normalmente não aconteciam. Aproximou-se da porta a abrindo.

Puta merda. — ela sussurrou.

Uma das reféns estava com um silver tape na boca, amarrada nos pés e nos braços. Quando os olhos da pobre aluna do colégio britânico se encontraram com o da assaltante, arregalou-os, como se tivesse pedindo ajuda para ela. Madrid trancou a porta e correu em direção a jovem.

— Garota, se você nunca arrancou os pelos do buço você vai saber como é agora, e eu vou fazer de graça sem cobrar nada. — Madrid puxou o silver tape da garota.

— Obrigada, muito obrigada, obrigada. — agradeceu Silvia chorando.

— Tudo bem, tudo bem. Eu estou aqui, okay? Não vou te machucar, e eu sinto muito por qualquer coisa que possam ter feito com você. — a mãe de Enrico pegou sua faca e cortou a corda que estava entre os pulsos dela e a corda dos pés. — Vamos sair daqui. Mas antes eu preciso que você me diga, quem te colocou aqui dentro.

— Não, não, ele vai vir atrás de mim de novo... — Silvia começou a choramingar.

— Não, eu não vou deixar. — segurou nas mãos dela. — Pra facilitar, eu vou dar as características e você só confirma. Alto, cabelos castanhos, narcisista, egocêntrico? Usa um suporte de couro marrom pra colocar a arma?

Silvia assentiu chorando fechando os olhos e abaixando a cabeça. 

— Ok, ok, ok... — olhou para cima. Madrid amarrou seu cabelo em um rabo de cavalo e suspirou fundo. — Vou pedir que amarre o seu cabelo também. Porque se algum deles te ver, vai ser mais difícil te reconhecer. Tem algum lacinho?

Silvia assentiu e tirou um do bolso, Madrid calmamente amarrou o cabelo dela e ajudo-a levantar. 

— Você comeu? Está precisando de algum remédio? — inquiriu tocando as costas da refém.

— Não, já comi e não preciso de remédio. Você me traz calma. — Silvia disse parando de chorar. — Muito obrigada, muito obrigada, mesmo. Obrigada por me ajudar.

— Não agradeça, querida. Você não deveria nem estar aqui. Mercedes gosta muito de você. — sorriu acariciando os cabelos da aluna. — Vamos sair daqui antes que ele descubra.

Ambas saíram e passaram pelo corredor, Madrid olhava ao redor e Silvia ficava com a cabeça baixa, a enfermeira estava com a mão nas costas dela incentivando-a a continuar andando, quando Oslo apareceu na frente delas assustando-as.

— Onde vai com a garota? — questionou o sérvio. Silvia apertou fortemente a mão de Madrid que levou a mão que estava nas costas dela a pistola escondida. 

— Ela estava apertada para ir ao banheiro. Meninas tem esses problemas. — balançou a cabeça semicerrando os olhos. 

— Hum. — olhou-o de cima a baixo. 

Madrid andou lentamente ainda com a mão na pistola, Oslo continuou olhando-as sair, a assaltante também o olhava da mesma forma. Ela virou a cabeça e continuou andando dessa vez, apressando mais os passos, assim, finalmente chegando ao pátio onde estava os reféns. 

Desceu as escadas e Tóquio olhou para ela com o fuzil, Helsinque não estava ali pois havia ido jogar fora os restos. A brasileira colocou o corpo de Silvia ao lado de Mercedes.

— Graças a Deus Silvia! — Mercedes abraçou sua aluna, em seguida, olhou para Madrid. — Obrigada Senhorita Madrid. Muito obrigada.

A professora e a aluna agradeciam sem parar Madrid. Tóquio e Rio franziram o cenho, quando a espanhola se aproximou e puxou o braço dela.

— Está fazendo favorzinhos para os reféns agora? — disse Tóquio entre dentes. — Que tipo de assaltante você é? Eu não duvido que pode ser a primeira a nos entregar para os leões. Se começa a ficar bonzinho com eles, começam a abusar e acham que podem atacar, e aí... tchau para os nossos milhões.

— Só pensa em milhões, não é Tóquio? — Madrid disse da mesma forma que a garota que era menor que ela e olhou-a fundo. — Você acha certo amordaçar uma criança porque ela disse que teve um ataque de pânico? Se você acha isso certo e não te afeta em nada, você falhou como ser humano. 

Madrid virou-se e piscou para a professora e aluna que agradeceram. Subiu as escadas em busca de ajudar Nairóbi que provavelmente precisaria, guardou seu fuzil na sala de funcionários, e voltou para seu percurso, entre ele, escutou a televisão ligada, e se aproximou da janela curiosa. 

Conhecido por haver perpetrado vários assaltos, a joalherias e lojas de luxo, a Andrés de Fonollosa também são atribuídos delitos de natureza sexual. Também pertencia a rede de tráfico de mulheres que eram trazidas do Leste, da Albânia e Bulgária, para então serem vendidas a Itália. — a jornalista informava os crimes cometidos por Berlim.

Madrid arregalou os olhos. E naquele momento ela soube que, todas as coisas que pregava, que lutou a vida toda, havia sido explodida transformadas em caquinhos por um amor proibido. Se Madrid fosse um peixe, sentia-se como um fora da água, morrendo sem seu oxigênio.

É acusado de vários casos de proxenetismo, extorsão de menores, cárcere privado e assalto a mão armada. Inclusive, a tentativa de assalto a famosa joalheria da Praça Vendôme...

Parecia que a garganta de Madrid estava seca, mas ao mesmo tempo sentia a sensação de estar afogada. Sem ela menos notar, suas lágrimas estavam escorrendo com tanta velocidade que ela enxergava tudo embaçado, sua boca estava aberta e mão em seu peito tentando recuperar-se das coisas que estava ouvindo. 

Madrid não sabia que era uma armação da polícia, e quando encontrou a garota amarrada na sala de Berlim, era como se tudo estivesse claro para ela mesmo que não soubesse que todas as acusações sobre ele era mentira. Ela não tinha a informação.

Os olhos de Berlim estavam lagrimejados pois além de afetar sua pessoa, afetava toda a sua dignidade.

Madrid não aguentou ficar ali pois sentiu uma ânsia de vômito tão forte que seus lábios se encheram de água. Correu pelo corredor em direção ao banheiro, quando bateu com Moscou.

— Madrid, mi hija, você está bem? — questionou a figura paterna.

Ela não respondeu, abriu a porta do primeiro banheiro que havia visto e vomitou na pia todo o seu café da manhã. As lágrimas escorriam, sua cabeça estava vermelha como se estivesse sufocada. Molhou seu rosto na água que saia da torneira e molhou seus cabelos soltando-os. Tirou seu macacão e o amarrou na cintura ficando com sua camiseta de moletom. Passou a mão em sua face e afundou-a no rosto.

— O que houve, Madrid? O que aconteceu? — Moscou se aproximou assustado com a situação da mulher.

— Moscou... Moscou... — Madrid abanou o rosto inspirando e respirando o ar como se estivesse sufocada. — Me ajuda, me ajuda...

— Ei, agora é a sua vez de ter o ataque de pânico. — Moscou segurou nas mãos dela. — Vamos, inspire e respire. Você está segura, você vai ficar bem, isso vai passar. Com calma, tranquila, hija.

Madrid chorou, inspirou e respirou, com calma, controlando seus pulmões e com o passar dos segundos ela acalmou-se, sem tirar as mãos de Moscou.

— Melhor? — a enfermeira assentiu. — Agora conta pra mim. O que foi que aconteceu?

— Você passa cinco meses, no início você praticamente começa cumprindo as regras, mas depois se entrega porque sabe que a vida é uma só. Você se apaixona por um cara, o cara mais filha da puta que existe, e descobre que esse cara no final, é um cafetão traficante de mulheres pedófilo. — deixou as lágrimas caírem.

Moscou recuou confuso.

— Já estava meio óbvio que você e o Berlim tinham alguma coisa, mas eu não imaginava que era tão sério assim. — Moscou disse. — Eu sinto muito Madrid, infelizmente, não conhecemos as pessoas o suficiente para sabermos o quão filha da puta ela é. Então, se afaste, vai ser melhor para a sua saúde mental e para o plano. Sabe que o Berlim é capaz de qualquer coisa pra punir alguém, não é? Não quero te ver nas mãos dele.

— E a minha honra, Papá? Sabe como eu vivia? Entregava cafés e matava as pessoas no final da noite. Todas que cometiam o crime que ele fazia. — apontou para a porta. — Eu estou com asco, estou enojada! Eu me sinto a pessoa mais horrível do mundo.

Madrid percebeu Denver atrás dela com Mónica com o cabo de um rodo servindo de suporte para o soro.

— Puta que pariu, moleque, você ficou louco? — Madrid olhou para Moscou e beijou as mãos dele agradecendo. — Se qualquer um além de nós te pega aqui, já era pra você e pra ela.

— Dois problemas. — Moscou revirou os olhos. — Me admira vocês não serem irmãos de verdade.

— Queria que eu fizesse o que? Aquela caixa forte iria feder até as roupas. — Denver entregou Mónica que estendeu a mão para Madrid que pegou na mão dela. 

— É pensando bem... — balançou a cabeça levando Mónica devagar em direção a porta. — Consegue fazer sozinha?

— Consigo. — Mónica assentiu sentando-se na privada e Madrid fechou a porta apoiando o cabo com o soro no canto do banheiro.

— O que está havendo? — Denver questionou. — Porque está chorando?

Madrid prendeu seus cabelos em um rabo e cavalo e apoiou a mão na porta mordendo o lábio engolindo o choro. Percebeu que Denver a encarava e ela tombou a cabeça para o lado. 

— Perguntei porque caralhos você está chorando. — Denver andou em direção a sua hermana. — Se foi o Berlim, eu vou matar uma pessoa pela primeira vez agora.

— Ei, ei, ei. — Moscou tocou o ombro de seu filho. — Ela só está nervosa porque não dormiu, não é, Madrid?

— Isso, tive um ataque de ansiedade e estou aqui. — disfarçou. — Denver, fica na porta e vê se não tem ninguém chegando. E se tiver, bate o pé duas vezes.

— Tá, tá... — os olhos claros do espanhol encararam-na de cima a baixo. 

Papá, pode ir. Não precisa se preocupar. — sorriu ela.

— Tem certeza? — questionou ele.

Madrid apenas piscou pra ele levemente. Moscou então assentiu e retirou-se por outro corredor. 

— Daremos sortes se não for uma diarreia, eu dei os alimentos mais naturais possíveis pra ela. — Madrid disfarçou rindo.

— Não garanto nada pra você, se a coisa feder, vai ter que se afastar. — Denver gargalhou.

Denver desfez o sorriso percebendo aproximação de pessoas, então bateu o pé duas vezes. Madrid tirou sua pistola do bolso percebendo a expressão tensa, e então, escutou a voz de Berlim.

Denver! — disse de bom humor Berlim. — Estava te procurando!

Mónica, acontece o que acontecer, não abre sua boca nem pra respirar. — Madrid disse contra a porta baixo.

— Estou aqui. — Denver disse calmo.

— Acontece que meu rosto não sai dos noticiários. Sabe o que estão dizendo de mim? — seu nariz sangrava, por uma porrada que levou de Nairóbi e novamente, por pouco que não quebrou. — Que sou um ladrão. Tudo bem, mas também dizem que sou um proxeneta, um cafetão que abusa de menores. Tudo por causa de um botão. 

Madrid ficou atenta com o olhar desconfiado.

— Um botão da minha jaqueta. E não, eu estive naquele carro uma vez, mas quando saí estava com todos os botões. E você, usou uma vez. Lembra, e parece que você largou o carro que usamos em Toledo. Sabe o que significa? — questionou sarcástico.

— Não sei. — disse Denver fazendo pouco caso.

— Sabe. — Berlim continuou com o sorriso.

— Não sei. — repetiu Denver com desdém.

— Que acabou de foder minha vida. — o Fonollosa disse sociopata. — E o que eu vou fazer com isso?

Madrid passou o polegar no gatilho mantendo a pistola na frente do banheiro. Berlim se aproximou da porta sem quebrar o contato visual com Denver, Nairóbi havia chegado totalmente desesperada com medo. 

— O que há aqui? — Berlim riu percebendo o assaltante tenso a sua frente. — Engraçado, vim aqui... com a ideia de lhe dar um tiro no pé pra compensar. Mas sinto vontade de lhe dar um tiro na cabeça, não sei porque.

— Berlim...

Berlim levantou o dedo indicador em direção aos lábios sussurrando um "shh". E quando entrou na porta, deu de cara com Madrid olhando-o seriamente. 

— Madrid! Você está com uma carinha tão abatida, de choro, o que houve? — questionou preocupado. 

Madrid não respondeu, não havia tempo para uma DR naquele momento, sua missão era proteger Mónica, nem que pra isso ela precisasse matar seu companheiro. Olhou para Denver tensa, e em seguida para Nairóbi. Berlim se aproximou dela e percebeu a porta trancada.

— Deixe-me ver, todos os reféns estão no pátio... todos mesmo... — olhou para o banheiro. — Quem estaria aqui?

— Se afasta da porta agora. — Madrid estava com a pistola para baixo.

Oslo e Helsinque entraram no banheiro. A loira continuou mantendo o contato visual com o seu amado. Os servianos apontaram os fuzis para ela que revirou os olhos, e levantou as mãos. Dois contra uma, ela não dava conta. 

Denver entrou no banheiro, Berlim de costas apontou o dedo para ele em uma expressão que se ele desse mais um passo, tiros iriam rolar ali. 

O narcisista tocou na maçaneta.

Denver? Madrid? É um de vocês? — infelizmente, Mónica não atendeu as ordens de Madrid.

Madrid fechou os olhos temendo o que viria a acontecer a seguir. Berlim abriu a porta, e encontrou a Gaztambide sentada no vaso sanitário, o que fez Andrés sorrir surpreso com a visão espiritual que estava tendo ali.

— Eu mandei você matá-la na sexta. E hoje é domingo. — Berlim disse para Denver. Contraindo suas costas para trás levantando as suas mãos como se estivesse glorificando. — DOMINGO DE RESSURREIÇÃO! 

Nairóbi, Denver e Madrid se entreolharam totalmente assustados com a reação daquele homem.

— Louvado seja o Senhor! E olha... com direito a soro para hidratar! Tenho certeza que a nossa Santíssima Maria, Madrid, fez esse glorioso trabalho! — o assaltante fechou a porta. — Desculpe, vou deixá-las fazer suas necessidades.

O silêncio era a coisa mais horrível que ironicamente, escutava-se ali. Os que sabiam de Mónica estavam totalmente tensos com o que estava havendo, medo. Medo e amedrontados. 

— Vou fazer uma confissão Denver. Quando a vi no chão, morta... algo dentro de mim se mexeu. Às vezes, sou precipitado. Meu temperamento... — foi em direção ao espelho, lavou a mão e voltou para falar com eles. — Está situação incômoda. Temos de resolver, mas como?

Madrid, Nairóbi e Denver se juntaram colocando a mão sob suas armas. 

— De um lado da balança, Denver agiu mal. Desobedeceu-me. Pedi para matar, porque essa mulher colocou o plano em perigo. E vocês a salvaram. Isso sem falar do botão. — Berlim interpretava uma peça de teatro. — Que por, por seu descuido, pôs meu rosto nos noticiários, nos aeroportos, nas delegacias. Será que é por isso que está chorando Madrid?

Ela abaixou a cabeça. 

— E, do outro lado da balança, esta mulher está viva. E eu me pergunto... que lado da balança pesa mais? — Berlim levantou sua pistola apontando para Denver.

Madrid arrancou suas duas pistolas que estavam no bolso e apontou para ele e para Oslo. Nairóbi apontou outra pistola para Berlim.

— Sem essa Berlim, que isso aqui não é filme Tarantino. — Nairóbi pronunciou. Ele olhou para Madrid e para ela. — Abaixa essa arma.

— Nairóbi, Madrid, abaixem suas armas. — pediu Denver.

— A outra pistola de Madrid! — Berlim exclamou. — Uma verdadeira cowboy de filme Tarantino!

A pistola da brasileira era como a sua primeira rosa, entretanto, era preta com uma caveira. 

— Denver, só pode estar de brincadeira com a minha cara. — Madrid não hesitou em continuar com a arma apontada para o sérvio e a outra para o seu homem.

Como Nairóbi estava mais próxima, ele abaixou a arma dela, mas apenas uma distração para roubar e apontar para Helsinque e outra pra Berlim.

— Que cabeça vai estourar agora, psicopata?! — questionou Denver. 

Nairóbi ergueu as mãos. 

— Vamos todos nos acalmar, abaixar as armas. — pediu Nairóbi trêmula. — Berlim! Denver! Madrid principalmente! Helsinque, diga a seu primo!

— Ako počne da puca, ubijte sve lolje. (Se ele ou ela atirarem, mate todos os canalhas). — pronunciou em sérvio para Oslo.

— Uma das qualidades da minha profissão criminosa era que eu fui obrigada a ser poliglota. Então... — Madrid sorriu divertida. — Ako vaš rođak puca, prva eksplodirajuća glava je njegova. (Se seu primo atirar, a primeira cabeça que explode é a dele.)

— Madrid, você não está ajudando! — Nairóbi berrou nervosa.

— Além de gostosa, é poliglota. — Berlim sorriu safado.

— Estou cansada de ajudar, e só receber decepções. — negou com a cabeça. 

— Estou cansado de seus discursinhos idiotas! Quer que eu te diga qual lado a porra da balança pesa mais? — questionou Denver.

Mónica deu descarga. 

Os assaltantes observaram Berlim continuar com a arma apontada em uma expressão fingindo ofensa, e então girou a maçaneta. Madrid em um desvio, encarou Gaztambide. 

— Sabe o que pesa mais? A vida Denver! — disse Berlim recuando e olhando para os sérvios. — Cavalheiros, vamos abaixar as armas.

Os servianos recuaram, Denver continuou com as armas apontadas. Madrid aproximou-se do corpo de Berlim a espera de Mónica que a olhava implorando por ajuda.

— Porque há certos momentos em que a vida é... um milagre digno de celebração. — segurou os ombros da secretária.

Tóquio entrou correndo.

— O que estão fazendo? — a espanhola olhou ao redor e quando viu Mónica, ficou estática. — Cacete. Viva?

— Ela está viva, Tóquio. Como as flores que crescem nas rachaduras do asfalto. — disse ainda bem humorado.

Madrid guardou suas armas e estendeu o braço para Mónica que se apoiava no rodo com o soro. Berlim riu quando a mulher de cabelos cacheados abraçou sua amante.

— E ainda fizeram um belo artesanato para manter a Senhorita Gaztambide hidratada. — observou a loira.

— O nome disso é "gambiarra". — Madrid junto com Denver, puxaram a refém para arrumá-la pois iriam mostrar para o Professor.

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O Plano Valência havia sido liderado. Com isso, rajadas de M-16 começaram a ser escoadas por toda a Casa da Moeda. Os assaltantes disparavam sem parar jogando as cápsulas no solo, os tiros iam em direção aos rolos de papel moeda.

 FOGO! — ordenou Berlim.

— E gritem! — Nairóbi ordenava.

— Gritem como se fossem parir! — Madrid ordenava fechando a mão como uma animadora de palco. Tocou na mão da grávida. — Você não tanto, não vai querer ter o filho nesse caos aqui.

As balas se encerraram, Tóquio, Helsinque e Berlim se olharam com um sorriso no rosto.

O final do dia chegara, anoiteceu, o Sol se pôs, e milhões eram impressos. Madrid levou os britânicos para que fossem escovar os dentes, e suas necessidades especiais. Ficou na porta a espera e olhava em seu relógio, bufou impaciente com as mãos no macacão amarrado na cintura, quando Berlim apareceu, ela fingiu que nem havia o visto.

O espanhol se aproximou dela.

— Está me evitando desde ontem, não nos entendemos? — interpelou. 

— Veio aqui por que? Vai querer traficar uma das britânicas, estuprá-las ou mantê-las em cárcere privado? Qual a melhor opção pra você, Andrés de Fonollosa? — Madrid tirou um pacote de chicletes e o levou a boca.

Berlim fechou a expressão em uma rapidez tão significante que ela só lembra de ter seu corpo jogado na parede e ele segurar seu pescoço sufocando-a. Madrid arregalou os olhos com a falta de ar.

— Eu jamais venderia mulheres, muito menos seria um cafetão, meu código de ética me impede. Como me impede de delatar um companheiro por mais que seja um filho da puta. Me decepciona ver como cai tão fácil na imprensa manipuladora. — continuou segurando o pescoço dela.

Madrid estava com o rosto vermelho e dera um chute no meio das pernas de Berlim que se afastou. Ela escorregou na parede levando as mãos ao pescoço tossindo. 

— Me desculpa... — ela disse recuperando-se. — Eu errei. Eu te julguei mal.

Berlim recuperou-se também ficando de costas. 

— Quem soltou a Silvia fui eu. — admitiu ajeitando seu rabo de cavalo. — O que acha que eu pensaria depois de ver ela amarrada na sua sala? Você tem tendências a megalomania Berlim, isso impede de distinguir o mal do bem. 

Berlim fitou a parede com os punhos cerrados.

— Mas se mantivesse o diálogo comigo, teria sido mais claro. — piscou. 

Andrés a prensou na parede novamente assustando-as que ergueu as mãos.

— Você não tem ideia da vontade que eu tenho, é de jogá-la em uma dessas mesas e foder você até você me implorar pra parar. Sua garganta vai secar de tanto que você vai gemer. — o Fonollosa disse no rosto dela que arregalou os olhos.

— No momento você vai ter que ficar na vontade. Cometeu erros demais Berlim, e eu também. Não é um bom momento pra pensar em sexo. — tocou no ombro dele. — Descanse um pouco, você está começando a delirar neste lugar. 

Madrid virou-se e percebeu que os alunos estavam em cima de Alison Parker, a loira adentrou no local.

— Ei! — chamou a atenção e os alunos se afastaram. — Não admito que toquem na minha ovelhinha.

Os britânicos ficaram em silêncio, com o fuzil, olhou cada um friamente, arrepiando os adolescentes que se afastaram.

— Os ingleses tem fama de serem bem educados, mas parece que o que eu estou vendo aqui, é bem diferente. — desta vez, Madrid estava falando em inglês, no idioma natal da Inglaterra, o que acatou olhares surpresos dos mesmos. — O que? Acham que assaltante é burro? Estereótipos...

Eles abaixaram as cabeças.

— Quem espalhou o nudes da Alison Parker? — Madrid já sabia quem era, apenas esperava ele se manifestar. 

Ninguém respondeu.

— Vou perguntar de novo, quem espalhou a foto do peito da Alison Parker? — parou em frente a Pablo Ruiz que engoliu em seco. — Achei!

O atleta soltou um gritinho assustado com a mulher que gargalhou colocando o fuzil de pé e apoiando sua mão nele. 

— Na escola, não tinha celulares na minha época. Então, faziam a moda antiga comigo. Chiclete na cadeira, calcinha mostrando, cortavam meu cabelo. Rasgavam minhas folhas, e enfim, Brasil sabe? — olhou pra cima se lembrando. — Mas aqui é diferente, bem diferente. Você espalhou uma foto de peito no Instagram. Muitas pessoas viraram, os pais dela viram, a Inglaterra inteira viu. Você se sente como com isso?

— Triste... — Pablo respondeu.

— Ah, triste? — fingiu pena. — Eu poderia fazer você abaixar as calças, tiraria uma foto do seu pauzinho do tamanho do meu dedo mindinho, espalhar na internet. Isso sim, seria triste. Mas... você vai se redimir com ela agora. Alison, venha aqui, querida. 

Madrid colocou a mão no pescoço dele e o fez ajoelhar-se empurrando no chão. 

— Agora, você vai pedir perdão pra ela. — a brasileira continuou com a mão no pescoço dele, e colocou o fuzil na bunda do atleta. — Perdão, ou tiro no ânus.

— Me perdoa Alison, por ter xingado você e ter espalhado a foto de seu peito. — pediu. 

— Mais alto, pra todos esses estudantes escutarem! — afundou o fuzil no macacão. 

— Me perdoa Alison, por ter xingado você e ter espalhado a foto de seu peito! — gritou. Madrid gargalhou e Alison sorriu. 

— Você perdoa, Parker? — interpelou Madrid.

— Não. — negou Alison. 

Madrid arregalou os olhos surpresa.

— Lamento, querido, mas você vai ter que me aguentar infernizando você pelo resto do dia. Por conta disso. — deu um beijo na cabeça dele. — Helsinque, mostra pra ele o que acontecia na guerra. Vamos boiada!

Os alunos saíram, Madrid parou uma que tinha o cabelo colorido e parou Alison.

— Tira seu macacão agora. — ordenou Madrid como um tigre. — Não teve peito pra manchar o macacão dela? Vai ficar sujo igual, e você que lute pra limpar, porque a hora da higiene já acabou.

A aluna sem perguntas, retirou o macacão, entregando para Alison e a filha do embaixador retirou o dela entregando o sujo para a outra aluna que vestiu rapidamente, e saiu. Parker vestiu o macacão e olhou-se no espelho. Madrid encarou a menina.

— O seu nudes foi apagado antes mesmo de sete pessoas verem. — comentou. Alison se virou surpresa. — Tenho influências lá fora, a foto não está na internet, nem de quem quis tirar print. Está como se nunca tivesse tirado.

— Ah meu Deus, obrigada. Obrigada, de verdade. — agradeceu Alison sorrindo. — Eu nem sei como te agradecer. 

— Seus pais provavelmente viram. E eles vão entender. — Madrid começou a lavar o rosto. — Quando eu tinha a sua idade, os alunos me infernizavam também. Sem motivo algum aparentemente. Acho que por que eu era a mais pequenininha no meio dos grandões, hoje, estou quase do tamanho da Nairóbi.

— Você é bonita. — elogiou Alison.

— Obrigada meu amor, você também é bonita. — sorriu.  — Alison, precisa mostrar quem está no comando pra eles. Se te infernizarem, tem que mostrar que você é foda. É a única opção.

— Eu não sei como... — disse triste. — Acho que por ser filha do embaixador, sou a ovelha excluída.

— Então mostre pra eles quem é a filha do embaixador, oras! — riu. — Quer ser uma ovelhinha ou um leão?

— Claro que um leão. — respondeu também rindo.

— Então vá atrás de sua presa, como um. — tocou o braço dela fazendo-a olhar no espelho. — Mostra que você é a porra de uma mulher que sabe ser foda. Que vai mostrar quem está no controle. Só que no seu momento, e então, todos vão te olhar como deve ser olhada. A começar por aquele playboy que tirou sua foto. Nunca mais vai querer te olhar na cara depois disso.

Alison e Madrid gargalharam juntas. 

— Você é legal, é a melhor deles. — Parker disse. — Não sei se faz isso porque...

— Não. Não tenho interesse em você, só fui designada a cuidar de você como cuido de todos. — piscou. — Alisson Parker, você é o que?

— Eu sou a puta fodona! — gritou. 

— Repita três vezes ao espelho todos os dias em um ritual, e sua autoestima e verdadeiro valor que precisa ter a si mesma vai aparecer. — riu. — Foi assim que tenho a auto estima de hoje.

— Obrigada. — Alison agradeceu.

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Madrid desceu as escadas para buscar mais alimentos para preparar mais comida para os reféns. Desceu assoviando uma música familiarizada por ela.

Hoo... — cantarolou. — I don't care at all...

Ela parou de cantar quando escutou passos, se surpreendeu ao ver Helsinque na sua frente com uma arma. Ela arqueou a sobrancelha.

— Vai me ajudar, ursão? — riu. 

— Perdão por isso, Madrid. — pediu Helsinque.

Madrid desfez o sorriso lentamente não entendendo o porquê de seu parceiro estar pedindo desculpas, mas quando ele começou a andar na direção dela, ela andou pra trás recebendo um mata leão de Oslo que a sufocou. Madrid começou a se debater tentando puxar a mão do serviano.

Whatever happens in the future

(O que quer que aconteça no futuro)

Trust in destiny

(Confie no destino)

Don't try to make anything else

(Não tente fazer mais nada)

Even when you feel

(Mesmo quando você sentir que deve)

Madrid tirou sua faca do bolso da calça e cravou na perna de Oslo que começara a sangrar, e ele gritou largando o pescoço dela, ela puxou o objeto novamente correndo ficando de costas e o chamou pra briga. Sentiu uma picada de seringa em seu pescoço e quando ela se virou, encontrou com Berlim.

I don't care at all

(Eu não me importo)

I am lost

(Estou perdida)

I don't care at all

(Eu não me importo)

Why not have it all?

(Por que não temos tudo?)
 

— Seu filha da puta! — colocou a mão no lugar da picada. 

Berlim abraçou o corpo dela que caiu sob seu ombro afundando suas narinas.

Shh... durma Madrid, durma... — sussurrou no ouvido dela.

— Não Berlim, não... — ela começou a lagrimejar com os braços atrás das costas dele sentindo seu corpo começar a adormecer. Ela estava tremendo.

— Eu avisei que você iria ter uma punição, não avisei? — massageou as costas dela. — Precisa descansar para pensar com mais clareza.

— Eu vou acabar com você seu desgraçado, eu vou estripar você vivo... — sua cabeça já estava começando a ficar tonta.

Confia... entregue-se... entregue-se Madrid. — sussurrava calmo como se estivesse ninando uma criança.

— Berlim, seu filha da puta eu vou te matar! — o efeito do sedativo começava a impregnar em todo o seu sistema nervoso. — Não... não...

Madrid adormeceu nos braços de Berlim.

Lost my time, my life is going on...

 

 


Notas Finais


💵 a outra arma de madrid: https://i.pinimg.com/564x/6a/f0/3d/6af03d29c87ac78626fb54f75cc6332a.jpg
💵 música da cena final: https://www.youtube.com/watch?v=fysCW-gGNn0

o que será que o berlim vai fazer com a madrid hein? filme tarantino essa cena do banheiro é tão tensa kkkkkkk
spoiler dos próximos capítulos: inspetora entra na casa, e quem ela vê lá? sua parceira brasileira que salvou sua vida no passado, e berlim metendo chifre, quer dizer, chifre não porque eles não estão juntos né... kkkkk
espero que tenha gostado, tenham um ótimo julho e não esqueça (se quiser) dizer o que achou! se protejam, e até o próximo! ❤️ ❤️ ❤️ ❤️


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