História Bella Ciao! - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Tags Ailee, Exército, Fascismo, Italia, Jikook, Kookmin, Luta, Menção Vhope, Nazismo, Primeira Guerra, Srtamatsuoka, Taeseok, Vhope
Visualizações 38
Palavras 1.188
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite, meus consagrados.

Eu viciei demais nessa música depois de ver La Casa de Papel e após pesquisar sobre a história dela, fiquei inspirada em criar uma história baseada em cada pedacinho dela. Obrigada à todos que apoiaram e leram antes de postar, um carinho imenso por todos vocês <3333

A IU na capa representa Jeon Miyeon, personagem original da fic.


Espero que gostem <3

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Bella Ciao! - Capítulo 1 - Prólogo

BELLA CIAO!

— writting by: ailee- —

• Prólogo •



 

Milão, Itália

1921


 

Jeon Jungkook acabara de fechar a sua loja de artesanato sozinho, pôs seu chapéu e seguiu caminho de volta para casa.

Já era noite, e as ruas de um dos menores bairros de Milão, apesar do movimento, já começavam a fechar as portas do comércio. O homem de vinte e quatro anos andava de cabeça baixa enquanto caminhava por aquela rua, pois nunca se sabia quando os oficiais estariam por perto para prendê-lo ou espancá-lo por qualquer motivo. Eles já não gostavam daquele bairro pelo grande número de estrangeiros no local — vindos principalmente da Ásia.

Há pouco menos de dois anos, ele havia saído da Coreia junto com sua esposa, Jeon Miyeon, em busca de melhores condições de vida. Eles tinham um bom negócio de artesanato que, apesar do baixo movimento, dava para sobreviver.  Porém, desde que Mussolini assumiu o governo e o Fascismo dominou o país, ficava cada vez mais difícil viver naquele lugar.

Muitos não os consideravam cidadãos, visto que não nasceram na terra italiana; além de que havia uma certa perseguição para os estrangeiros. Apesar de tudo, Jungkook e Miyeon se mantinham unidos e tentavam ao máximo manter sua neutralidade política, para evitar que os fascistas os punisse.

Ele engoliu a seco ao olhar para frente, quase na mesma direção em que caminhava na calçada, vendo um homem gritar enquanto apanhava dos civis com longos porretes e gritava por piedade. Logo viu-se obrigado a atravessar a rua discretamente, fingindo não estar vendo nada pois, do contrário, fazia companhia àquele homem.

Era frustrante o caminho de volta para casa; ao final da tarde sempre via-se aquele tipo de coisa. Cada vez mais ele se questionava do porquê de ainda não ter ido embora, mas ele já não tinha mais nada na Coreia. Tudo o que lhe restava estava na Itália. Ele podia escolher ser livre e não ter nada ou ter moradia e trabalho sob a coberta do Fascismo.

Sua dúvida maior era se deveria ou não acelerar o passo, acabando por aproveitar quando um carro passou perto e dobrou a esquina quase correndo, apenas para não presenciar mais aquela cena.

Suspirou aliviado ao chegar em casa e ser recebido por um caloroso abraço de Miyeon, que sempre agradecia por ele ter voltado vivo.

— Demorou hoje, querido. — ela comentou, enquanto apertava cada vez mais o corpo do marido com os braços.

— Fecharam a rua para fazer outra apresentação de dança a favor de Mussolini e fui obrigado a ir pelo caminho mais longo, e vi eles baterem em um inocente outra vez.

A mulher suspirou em desprezo, pois não via a hora daquela maldita ditadura acabar e voltar a ser livre, podendo abrir as janelas de casa normalmente, sem usar suas cortinas a maior parte do tempo, tudo porque sempre havia um civil para vigiar as casas do lado de fora.

Também esperava o momento em que não precisaria sussurrar sempre que comentava sua indignação com seu marido, porque caso a denunciassem por expressar sua revolta com o governo, seria executada.

— Bem, nós temos uma visita.

— De quem? — Jungkook arqueou a sobrancelha.

Logo, avistou um homem de cabelos loiro-escuros com um largo sorriso chegando dos corredores até a sala de estar; era ninguém menos que Kim Taehyung, seu melhor amigo, que assim como ele acreditou que Milão traria mais felicidade que Pyongyang.

— Que surpresa encontrá-lo, Tae! — o mais novo sorria gentilmente enquanto apertava as mãos do amigo.

— Sabe, eu tinha um encontro hoje, mas comunistas estavam protestando na rua do restaurante e tivemos que fugir.

— E sua acompanhante, onde está?

Taehyung parou por um momento, crispando os lábios. Soltou um breve riso e respondeu:

— Não sei para onde foi, era muita gente correndo. Mas, felizmente, sua casa estava perto e eu sabia que Miyeon estaria aqui para me atender.

Apesar de estranhar o fato do Kim não se preocupar em entrar na casa de uma mulher casada, cujo marido estava fora de casa, Jungkook confiava tanto nele que sentiu alívio ao saber que ela estaria protegida enquanto ele estivesse na rua.

— Como pôde deixar uma dama sozinha, quando ela poderia estar aqui conosco a salvo?

— É complicado, Jungkook. Você não entenderia. — respondeu seriamente.

— Bem, ao invés de discutirem, que tal irmos jantar? — Miyeon sugeriu enquanto tocava o ombro do marido — Acabei de preparar um risoto especial, então vamos apenas esquecer esse assunto e orar pelos inocentes.

— Tem razão, querida. Nossa indignação não cessará a guerra.

 

Era tarde da noite quando Jungkook ouvira o som de toques vindo da janela do seu quarto. Até que no terceiro ele foi obrigado a se levantar. Estavam jogando britas para acordá-lo — mais precisamente, um jovem encapuzado, que fazia sinal de paz, pedindo para que ele abrisse a porta.

Consciente do que se tratava, ele deu uma última olhada para ver se Miyeon estava realmente inconsciente enquanto dormia e fez sinal para que o rapaz fosse até a porta. Rapidamente enrolou algo que estava escondido num buraco debaixo de uma tábua solta, estando esta por debaixo de sua cama, rumando até a porta.

O indivíduo não aparentava ter mais que vinte e cinco anos; italiano, de baixo porte, com olhos esverdeados como água. Ele era reconhecido pela tatuagem de um círculo com uma bandeira dividida dentro. Um símbolo antifascista.

— Tem certeza de que não o seguiram? — o asiático questionou, abaixando cada vez mais seu tom de voz.

— Fiz tudo o que pude para despistar qualquer um, mas Mussolini mandou abaixar a guarda aqui.

— Em um bairro estrangeiro? Isso não faz sentido!

— Quem sabe o que se passa na mente daquele psicopata?

Apenas para cessar a conversa e diminuir as chances deles serem pegos, Jungkook simplesmente entregou um embrulho de pano para o nativo, que sorriu e agradeceu.

— Quanto te devo? — ele perguntou.

— Depois discutimos isso, você precisa ir logo embora daqui.

— Deus o pague!

Era uma Colt no estilo americano de 1911, fabricada pelo próprio Jungkook. Ele mesmo tinha seu próprio depósito debaixo da loja de artesanato, onde fazia as mais diversas armas e vendia para comunistas e grupos antifascistas da região. Ninguém desconfiaria que um simples artesão fosse capaz de produzir defesas tão eficientes.


 

Uma das coisas com o qual os Jeon jamais se acostumariam era o fato de que quase sempre eram acordado por sons de tiros, gritos e estrondos de pessoas correndo pela rua, como se a guerra principal estivesse acontecendo ali entre eles.

Além de se assustar com a confusão, Jungkook foi acordado sendo balançado diversas vezes por Miyeon, que aparentava estar desesperada.

— Você tem que vir aqui!

— O que houve? — ele chegava a gaguejar.

— Tive que esconder o Tae no sótão, os civis estão atrás dele.

— Ele recusou a proposta do alistamento de novo?

— Não, Jungkook, é pior!

À partir daquele momento, ele tentou acalmá-la e sentou-se na cama para tentar entender toda a situação.

— Sabe a pessoa com quem ele sempre encontrava e por quem estava apaixonado? — ela continuou.

— O que tem? É por ele ser estrangeiro? Mas pelo visto ela o faz feliz.

— Não, querido! O amor de Taehyung não é uma mulher.




 


Notas Finais


Agradecimento especial ao amor da minha vida @httpshy que betou esse capítulo e ao lindíssimo ícone @Jimiel que fez a capa. AMO VOCÊS SZ


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