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História Bellavida Buenasuerte - Capítulo 4


Escrita por: Neotype e wonhoutboy

Notas do Autor


📂 𝐅𝐈𝐂𝐇𝐀 𝐓𝐄́𝐂𝐍𝐈𝐂𝐀
✒️ História escrita por — @wonhoutboy
🔎 Capítulo betado por — @us-eum
☑ Capítulos — 4/4

Capítulo 4 - Episódio Três: Desperdício de recursos


Kun concentrou suas energias na falta de pensamento; talvez assim pudesse deixar de existir. Ficou parado, olhando pela janela, tentando se concentrar numa única coisa sem produzir pensamento. Conseguiu por um ou dois segundos, mas quando reparou nesse detalhe, pensou no fato de ter conseguido não pensar e acabou quebrando a corrente do seu não-pensamento. Tinha voltado a existir.

Tentou durante mais alguns minutos inacabáveis, mas era um filósofo. Acabou refletindo sobre muitas coisas enquanto tentava se desconectar de sua humanidade.

Sem saber o que fazer com o inexorável fato de que era vivo, ligou para Yeri.

— Acho que vou mudar de curso — foi a primeira coisa que ele disse quando a garota atendeu o telefone. Ela deu uma risadinha. — Vou para matemática. Pouco pensamento crítico, só fórmula, número e exatidão.

— Você é péssimo em matemática, Kun.

— Não tem muita coisa em que eu seja bom, na verdade.

— Isso é mentira. Você é ótimo com textos, palavras, essas coisas que você faz. Você tem ótimas ideias.

Uma parte de Kun queria perguntar se o adjetivo classificava suas ideias como bem estruturadas e coerentes ou simplesmente moralmente alinhadas. Outra parte insistia em retrucar com “não tem como categorizar ideias!”. Elas não podem ser imediatamente boas ou ruins sem uma análise profunda e comparação com outras ideias, então, como Yeri poderia saber se ele tinha ótimas ideias se eles nunca debateram nada? Talvez ela tivesse dito aquilo só porque eles eram próximos e, nesse caso, não se poderia dizer que as ideias de Kun eram, de fato, objetivamente boas com base no ponto de vista de Yeri. Pensando bem, talvez ela tivesse se referido à criatividade de Kun. Ele refletiu sobre aquilo por um instante, mas depois descartou. Não era criativo. Não como ela. Se bem que ter alguém mais criativo que você não te deixa menos criativo, só cria uma falsa ilusão de limitação majoritariamente provocada pelo ideal inerente de que, para sermos bons em algo, precisamos ser os melhores. Quando Kun dizia “inerente”, queria, na verdade, dizer “cunhado pela cultura capitalista da produtividade”, mas não sabia até que ponto aquele pensamento estava correto. Quer dizer, não era um cientista social, era só alguém que pensava demais. E, pensando demais como pensava no instante em que se apercebeu de que presumia demais, ele se arrependeu da sua tendência a parágrafos muito longos. Yeri esperava na linha.

— Kun? Cê tá aí ainda?

— Tô, tô sim — o rapaz finalmente acordou. — Tô mais ou menos. É que… Yeri, eu gosto de alguém.

EPISÓDIO TRÊS + DESPERDÍCIO DE RECURSOS

No apartamento em que Sicheng morava, Jungwoo tomava chá calmamente. Sentados um de frente para o outro, imbuídos em silêncio, os dois Anjos postergavam o impostergável.

Jungwoo pôs o Bellavida Buenasuerte sobre a mesa, e Sicheng não conseguiu descolar os olhos do caderno. Quanta dor de cabeça ele tivera, naqueles dias, procurando pelo seu caderninho secreto, morrendo de medo de que parasse nas mãos de um humano desavisado. No fim das contas, estava com o seu melhor amigo de anos, o que era tanto um alívio quanto uma decepção.

— Foi mal por ter roubado de você — Jungwoo admitiu, e Sicheng ficou, no mínimo, surpreso. — Eu sabia que você ia fugir de mim e precisava de um motivo pra você vir atrás de mim. Acho que funcionou... mas desculpa mesmo assim, não foi certo. Eu não li nada, pode ficar tranquilo.

— Tudo bem. — Sicheng deixou cair os ombros. — Você veio me buscar, né?

Jungwoo abaixou a cabeça. Encarou a xícara de chá vazia, pensativo.

— É — confirmou. — Foi mal, cara. A Gerência descobriu, mas também, você rezou pro Anjo Supervisor do Departamento de Estatística, bicho. Esqueceu o meu ramal, criatura? A gente teve sorte que eles me mandaram pra cá, não outro anjo.

— Devo ter confundido um número no calor do momento...

— Você errou três.

— Detalhes! Mas, assim, o que a gente faz agora?

Jungwoo pensou por um instante.

— Nós temos duas opções, mas não sei se alguma delas vai ser boa, sabe? De um jeito ou de outro, a gente tá lascado.

— Quais são as opções? — Sicheng insistiu. Para ele, ainda haveria esperança em qualquer cenário pós-apocalíptico, mas Jungwoo, suspirando, não sabia se aquilo seria possível.

— Então… Se você voltar comigo, vai ser expulso da Divisão Superior — Jungwoo explicou. — Provavelmente vai precisar ser julgado por um comitê da Divisão Inferior, e dependendo do veredicto, você pode ser punido com algum tempo no purgatório ou simplesmente ficar proibido de trabalhar em cargos administrativos. Ou…

— Ou… — Sicheng incentivou o amigo.

— Ou eu fico aqui e perco meu emprego. E nós queimamos as nossas credenciais, para ninguém conseguir achar a gente. Um banimento voluntário.

Um fio de silêncio traçou uma linha entre os dois amigos.

— Não precisa perder o seu emprego, Jungwoo — Sicheng ensaiou uma ideia. — Se você só voltar lá, dizendo que não me achou… eu mesmo queimo a minha credencial. Não vão poder te culpar, né? Se eu ficar por aqui, em banimento voluntário… talvez…

E não terminou a fala; deixou as palavras boiarem. Jungwoo ergueu a mirada com rapidez, um desencanto crescendo gradativamente na sua expressão.

— Mas aí a gente vai ter que se separar.

Sicheng deixou os ombros caírem. Jungwoo murchou por completo.

— É o jeito.

— Mas… vo-você tem certeza, Sicheng?

— Eu não quero ser julgado pela Divisão Superior, mesmo que a minha sentença seja a mais leve. E você definitivamente não pode perder o seu emprego; e aquela vaga que você sempre quis ter, hein, Jungwoo? Vai desistir de ser Supervisor de Transcrições e Adaptações? Seria cruel demais tirar de você a oportunidade de realizar o seu sonho.

— Eu não posso pensar só no trabalho, né… Mas e os nossos almoços? Com quem vou fazer fofoca? A gente nunca mais vai se ver? Sicheng! Fala alguma coisa, Sicheng!

— Eu não tenho mais nada pra falar!

— Você tá me chutando da sua vida, Sicheng?

Jungwoo pôs as mãos no rosto, desequilibrando-se na corda da razão. Sicheng se desesperou, aproximou-se do amigo e tentou confortá-lo:

— Não, nunca! Você é o meu melhor amigo! Mas… — Ele suspirou, procurando as palavras. — Olha, as coisas não ficam estáticas. Elas mudam. As coisas florescem de formas diferentes. A gente ainda vai poder se ver e se falar. Nós damos um jeito. Juro que rezo pro ramal certo todo dia!

Jungwoo recuperou a compostura, juntou os cacos, depois abraçou o amigo como se o mundo estivesse prestes a desabar. Por fim, quando se separaram, ele alfinetou:

— Você encontrou um namoradinho aqui, não foi?

— Eu não! — Sicheng entrou em pânico.

— Que desperdício, então — Jungwoo debochou, mas levou um beliscão no braço. — Ai!

(...)

Os quatro se reuniram num círculo desajeitado e ficaram parados durante tempo o suficiente para que Kun começasse a se sentir envergonhado. Tinha trazido Yeri meio que de acidente, já que a ligação que recebeu de Sicheng parecia desesperada e ele não queria que ninguém se ferisse. Todavia, ali estavam: dois humanos e dois anjos realizando um ritual de procedência duvidosa.

— Álcool? — Jungwoo checou. Sicheng ergueu a garrafinha de álcool 90. Naquele momento, Kun achou que a sua pressão ia baixar. — Fósforo?

— Confere.

— Credencial?

— Confere.

— Cartão de crédito com dinheiro infinito?

— Confe… ei, esse a gente pode guardar, né?

Jungwoo e Sicheng engajaram numa discussão calorosa e estranhamente pormenorizada. Yeri, de óculos escuros mesmo que o dia estivesse nublado, aproveitou o momento de distração para cutucar Kun e perguntar:

— Por que estamos aqui fora? Você não disse que eles tavam passando mal ou sei lá o quê? Eles parecem bem pra mim. — Ela voltou os olhos para os dois anjos por um instante, discutindo e sacudindo a garrafa de álcool de um lado pro outro.  A cena a fez mudar de ideia. — Pelo menos fisicamente. Quer dizer, não tem nada que ameace a vida deles… além deles mesmos.

Kun suspirou.

— E vai chover daqui a pouco — Yeri continuou.

— Eu não sei — foi tudo o que Kun conseguiu dizer. Pôs as mãos nos bolsos da calça e olhou em volta: tudo vazio naquela parte do campus, rodeada por área verde e ameaçada pelas nuvens carregadas. — Ta! Chega. O que vocês tão fazendo?

— Nós vamos queimar a minha credencial.

Kun piscou.

— O quê?

Jungwoo assentiu com a cabeça.

— Mas se você fizer isso não vai poder voltar pro céu, né? — Kun se dirigiu a Sicheng.

— É isso ou enfrentar um julgamento. — Sicheng deu de ombros. — Além do mais, gostei daqui.

Yeri deu uma risadinha.

— Você foi o único então.

— Sicheng, você tem certeza? — Kun se aproximou, tentando ser a pessoa sensata e consciente, mas Sicheng já tinha pensado o suficiente no assunto.

— Sei o que eu tô fazendo — o anjo respondeu antes que o filósofo começasse a fazer o que fazia de melhor: objetar. — Eu quero fazer isso com vocês dois aqui… — Ele pausou. — e a Yeri… Para simbolizar o meu recomeço, sabe? Quer dizer, é um momento importante.

— Se você quiser, eu posso ir embora. — Yeri levantou a mão para chamar a atenção do anjo, morrendo de vontade de ser dispensada mais cedo. Todavia, Sicheng educadamente insistiu que ela permanecesse. Não se pode vencer sempre.

— Vou sentir sua falta, ok? — Jungwoo clarificou depois de despejar o álcool dentro de um baldinho de metal.

— Onde foi que vocês acharam tudo isso? — Kun quis saber, mas ninguém respondeu. Ele achou melhor não insistir.

A credencial de Sicheng — um papel pomposo plastificado cheio de dados e números — tinha sido enrolada no meio de alguns panos e cuidadosamente posta dentro do balde em que Jungwoo despejara o álcool. Para o arremate final, Sicheng riscou um fósforo e viu o fogo arder.

Kun, ironicamente, não pensou em nada.

— Que bonito — Yeri comentou. Assim que terminou, sentiu uma gota de chuva molhar seu braço.

Enquanto a credencial de Sicheng — seu único documento, aquilo que provava que era um anjo — despedia-se de seu estado de matéria atual, o seu dono tentava fazer a ficha cair. Estava mesmo cometendo aquele disparate? Que legal!

Olhando pelo lado bom da moeda, nunca mais ia ter que ler o termo “Apontador Natal” na sua vida — uma bênção.

— Acho que é a minha deixa — Jungwoo sussurrou para Sicheng que, sem precisar pensar demais, compreendeu o teor daquela afirmação. — Reza pra não cortarem a minha cabeça quando eu mentir por você.

Rindo, o ex-anjo deu um abraço apertado no seu melhor amigo. Seus olhos brilhavam, cheios de gotinhas de lágrima que eram pedacinhos da sua alma. Pensou naquilo como algo bastante simbólico: dentro da analogia, estava deixando um pouquinho da própria alma com Jungwoo enquanto chorava no ombro do amigo. Jungwoo começava a se preocupar com a quantidade de alma que Sicheng estava perdendo.

— V-V-Você é incrível — ele soluçava. Jungwoo dava tapinhas nas costas de Sicheng, como uma mãe consolando o filho que perdeu o hamster. — E-Eu te a-amo. M-Muito. — E chorava, chorava…

— Eu também te amo, Sicheng. — Jungwoo deixou uma lágrima escorrer também. Assim, tinha deixado um pouco da sua alma com Sicheng também. — Espero que você se dê bem por aqui.

Yeri achou a cena bonitinha, mesmo que meio triste. Ela não gostava de despedidas, mas aquela parecia ser meio reconfortante.

— Volto na próxima temporada de missões — Jungwoo prometeu. — Você vai ser obrigado a me hospedar na sua casa!

E finalmente se separaram.

Kun, então, piscou. Antes de fechar os olhos, via Jungwoo ao lado de Sicheng; quando os abriu, o anjo já não estava mais lá e a chuva caía torrencialmente.

A reviravolta no tempo os obrigou a sair correndo — Kun, Sicheng e Yeri, tentando proteger a cabeça e sentindo que tinham energia para correr por um dia inteiro, sem parar.

Durante aquele período de liberdade pura, Kun quase não foi filósofo. Num raro momento de libertação, permitiu-se existir sem precisar pensar.

Quando voltou ao seu estado natural de reflexões ininterruptas, constatou que estava beijando Sicheng.

(...)

— Eu disse — Johnny se gabou para Jaehyun, apontando para o local em que Sicheng e Kun se beijavam. Yeri estava aos berros, cantando alguma musiquinha da quinta série e batendo palmas para os dois.

Jaehyun deixou o queixo cair, embasbacado.

— Caraca, ele é gay mesmo...

Johnny encarou o amigo com certa indecisão no olhar. Vez ou outra (todos os dias), perguntava-se se o amigo não tinha outro parafuso faltando.

— Você precisava de prova?

— Me desculpa! — Kun se afastou de Sicheng, atrapalhando-se todo no meio de tanta informação. Sicheng achou esquisita a mudança de posicionamento, mas não fez perguntas. Não era mais um anjo, tecnicamente, mas também não era gente pra entender como as pessoas funcionavam. — Me desculpa mesmo!

— Você não pede desculpa depois que beija alguém. — Jaehyun se aproximou rapidamente e parou na frente de Kun com as mãos na cintura. Johnny vinha logo atrás, rindo e se juntando a Yeri na música  irritante. O rosto de Kun esquentou assim que se deu conta que os dois patetas estavam lá também. — Depois que você beija alguém, você pede o WhatsApp.

— Eu não tenho WhatsApp — Sicheng acrescentou rapidamente.

— Ui, essa doeu.

— Cala a boca, Jaehyun! — Johnny interveio — Nós vamos embora, tá, Kun? Te vejo amanhã!

Assim, Johnny catou Jaehyun e Yeri pelos pulsos e os saiu arrastando corredor adentro. Sumiram numa curva, rindo de maneira muito suspeita, mas felizes pelo amigo.

— Eu realmente não tenho WhatsApp — Sicheng clarificou. Kun ainda estava envergonhado. — Mas quando eu fizer um, eu te passo.

Kun deu uma risada ligeira, mais nervoso do que de achar graça das coisas. Por fim, recitou seu trocadilho favorito como se tivesse acabado de avistá-lo na bagunça da sua inconsciência:

— Você é um anjo mesmo.

FIM DO DOCUMENTO

(TRADUÇÃO - VERSÃO NÃO OFICIAL)

Aprovado pelo Departamento de Linguagem e Expressão Humana – Divisão Superior Inc.

Kim Jungwoo

Assinatura do Supervisor de Transcrições e Adaptações

[EM ANEXO] NOTAS ADICIONAIS:

! Este excerto não foi revisado por um Anjo Beta.

 

— Você pode comprar qualquer coisa com isso? — Kun ergueu o cartão de crédito. Sicheng fez que sim quase instantaneamente.

— Ganhei quando vim em missão. Tem dinheiro infinito nele.

Kun ergueu uma sobrancelha. Analisou melhor o pedaço de plástico com olhos afiados, deixando de lado seu milkshake de morango por um segundo.

— Mas e a economia?

— Anjo não precisa economizar.

— Não, a economia global — Kun desenvolveu. — Um cartão desses faria o inferno na terra.

— O cartão faria todas as pessoas trabalharem doze horas por dia?

— Não, mas…

— Então não é o inferno — Sicheng finalizou o tópico com destreza. Kun preferiu não prosseguir com a discussão. Ainda assim, manteve um raciocínio pendurado. Talvez a terra seja pior que o inferno, e no inferno as pessoas usem a expressão “fazer à terra no inferno”... — Na verdade, sabia que no inferno eles falam “fazer a terra no”...

— Vamos comprar um carro então! — Kun propôs, voraz. Sicheng mordeu o canudo do seu milkshake de chocolate.

— Não é muito recomendável fazer compras de grande porte com esse cartão. As pessoas percebem muito facilmente quando existe um cartão de saldo infinito circulando pelo mundo.

— Imaginei — Kun pôs o objeto novamente sobre a mesa. Quieto, escaneou a praça de alimentação, matutando uma sugestão — Mas já que a gente tá no shopping e você tem dinheiro para ir pra Marte e voltar, por que você não compra uns ingressos pra gente ver um filme?

Sicheng achou a ideia interessante, mas não conseguiu deixar de rir da expressão de quem não quer nada que o… o seu… Kun… tinha feito.

— Acho melhor não — o ex-anjo vocalizou o oposto do que queria, afastando o milkshake e pondo os cotovelos sobre a mesa para apoiar seu rosto.

Kun fez aquilo outra vez — enrubesceu até a raiz.

— Está tudo bem?

— Quer namorar comigo? — Sicheng optou por uma pergunta simples e direta. Concluiu que seria inconveniente perguntar “o que somos?” para um filósofo que adora questionar o sentido da existência humana.

Sicheng, ainda que fosse um fofoqueiro apreciador dos mais inúteis detalhes de uma história, não gostava de dar muita corda para Kun se enrolar. Geralmente, ele fazia bagunça, e como estava consciente da necessidade de Kun de ter as coisas bem ditas e esclarecidas, Sicheng preferia ir direto ao ponto.

Sicheng também sabia a cor, o prato e a estação favorita de Kun. Tinha decorado o horário de aula dele meio que por acidente, já que tinha uma ótima memória e uma péssima mania de fazer perguntas quando não tinha mais o que conversar. Além disso, Sicheng tinha bastante tempo livre por causa do cartão de dinheiro infinito e o apartamento que tinha em seu nome — desempregado não! Vivendo de herança. (A Divisão Superior não dava a mínima para desperdício de recursos.)

Dadas as circunstâncias, Sicheng inferiu que seria um bom namorado caso Kun gostasse dele e aceitasse seu pedido. Conferiu seus silogismos mais de uma vez, em busca de alguma falácia, mas não achou nenhuma. Só restava receber um sim ou um não.

No lugar disso, recebeu um Kun envergonhado, gaguejando e coçando a nuca, meio sem graça.

— E-Eu pensei que a gente já namorasse…

Sicheng precisou rir.

Depois disso, comprou alguns ingressos para o seu namorado pensador.



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