História Belle Rose e o Tigre Vermelho (GaaSaku) - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Baki, Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hashirama Senju, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Kiba Inuzuka, Matsuri, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Personagens Originais, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shukaku, TenTen Mitsashi
Tags Gaara, Gaasaku, Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 135
Palavras 3.093
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente
Muito obrigada aos favoritos e comentários, fico muito feliz! Sempre!

Notem que hoje quem narra é o nossa amado ruivo-kun. O dia e o horário é exatamente o mesmo dos fatos ocorridos com a Sakura. Resumindo, enquanto ela vivia tudo aquilo, Gaara narrará aqui o que ele está vivendo (◕‿-)

Como será que seus destinos irão se cruzar? Como Sakura, uma simples universitária, conhecerá um ídolo famoso?
Hum… segredo! Mas acho que vcs vão acabar concluindo!

Divirtam-se e boa leitura.
bejinhos

Capítulo 2 - Uma enorme dor de cabeça


Fanfic / Fanfiction Belle Rose e o Tigre Vermelho (GaaSaku) - Capítulo 2 - Uma enorme dor de cabeça

Gaara

Domingo, 01 de Maio…

— Infernos! — bufei irado de ódio. — Como Hiroshi teve coragem de aprontar assim conosco? — soguei a mesinha de centro do escritório com os olhos estatelados e vidrados no noticiário.

Deidara e eu estávamos perplexos com o ocorrido. Os noticiários de todo Japão publicavam:

'Hiroshi, o baterista da mais famosa banda de pop-rock-alternativo japonesa, 'Shukako’, é preso no aeroporto internacional de Nagoya, e, condenado a reabilitação e a prisão por carregar cinco kilos de droga pesada!'

— Aquele maldito traidor, desgraçado!

E novamente, quase quebrei a mesa dando uma porrada forte na mesa de madeira do escritório da empresa Shukako.

Tudo estava indo tão bem. Hiroshi tinha conseguido se livrar daquele maldito vicio pelas drogas numa clinica de reabilitação e jurou que nunca mais iria nos decepcionar. Mas veja o que ele aprontou; simplesmente, não só sucumbiu à tentação e caiu novamente ao vício desgraçado, mas fez pior: descumpriu seu juramento e foi preso carregando quilos de droga no aeroporto de Nagoya.

— Isso é muito egoísmo da parte dele. Não se faz — minha voz falhada e meu olhar sombrio, quase assassino, eram realmente assustadores. Tanto que Deidara se encolheu inteiro no canto e passou a fumar um cigarro com um forte aroma de canela.

— Agora — ouvi a voz do nosso produtor que se encontrava de olhos fechados e cabeça para trás —, temos que dar a volta nessa noticia bombástica para não abalar o sucesso e a carreira em ascensão do ‘Shukako’.

Nosso brilhante produtor executivo e meu irmão mais velho, Sabaku no Kankuro, passou uma das mãos na cabeleira castanha para afastar o mau presságio que havia se instalado no ar.

— Não se preocupem, irei resolver este problema — ele disse altruísta. — sempre resolvo — suspirou.

— Não esqueçam que teremos todo o infame trabalho de encontrar e ensaiar alguém para ser o novo baterista — Deidara deu uma longa tragada, soltando logo a seguir o cheiro de cigarro, e, fez uma expressão pensativa.

Eu abaixei minha cabeça, segurando-a com as mãos. Fechei os olhos pensando em algum nome para suprir o buraco

 — Talvez Sasori aceite! — Deidara citou o nome do seu melhor amigo.

— Claro, é o mais óbvio — levantei rapidamente a cabeça, vendo uma luz no fim do túnel. Estava tão atordoado que nem me lembrei. — Fale com ele, acho que é o ideal!

— Vou contata-lo agora mesmo — estendeu o braço para pegar o celular que estava em cima da mesinha de centro.

Procurou o número e imediatamente colocou a chamada no viva voz para que todos nós pudéssemos participar da ligação.

— Fala ai, bicha-loira! — ouvi a voz do amigo de Sasori e ri alto. Era realmente engraçado como ambos se tratavam. — Opa, você está em viva voz? — ele perguntou do outro lado da linha ao ouvir minha gargalhada.

— E aí bicha-ruiva? Sim, estamos em viva voz.

— Oh! — ele somente exclamou.

— Fala aí brow, aqui é o Gaara.

— Como tem passado, Sasori? — Kankuro disse polido como sempre.

— Estou ótimo! Mas… o que os trazem a meu modesto número de telefone? — ele pergunta diretamente.

— Adoro gente que vai direto ao assunto — Kankuro murmurou com um sorrisinho mínimo. — Bem, também vou direto ao assunto: você quer ser o novo baterista dos Shukako?

— Isso é sério? — ele parecia animado.

— Sim — eu logo o respondi —, é pegar ou largar!

— Precisamos de uma resposta agora, nesse instante — Deidara disse logo depois de dar uma baforada de cigarro na minha cara.

— Mas assim, sem mais nem menos? — sua voz parecia indecisa.

— Não queremos cancelar o show por causa daquele imbecil — eu disse trincando os dentes de raiva do indivíduo.

— Então... O que me diz? — Deidara falou e sorriu com o canto dos lábios. Algo me dizia que ele tinha alguma artimanha para convencer o ruivo.

— Isso é puxado...

— O que é isso, bicha-ruiva! Vai amarelar? — Deidara inclinou-se ficando com o tronco apoiado nas pernas para que pudesse se aproximar do aparelho celular — Qual é, Sasori! Achei que você fosse o todo poderoso fodão! Vai perder para o Hideki mais uma vez?

Ouvimos um silêncio cortante do outro lado e meu coração começou a bater acelerado. Todos sabíamos que Hideki e Sasori tiraram na sorte para decidir quem seria o baterista oficial do Shukako. Já que todos éramos amigos e havia dois bateras, precisávamos tirar no palitinho!

Nunca, sua bicha-loira — ele praticamente gritou, enfim.

— Isso quer dizer um Sim? — Kankuro perguntou e eu só faltei pular da poltrona de ansiedade.

— É! Isso quer dizer um sim.

— Magnifico — Kankuro assumiu a conversa, já que ele era nosso produtor —, começaremos amanha mesmo. Estejam no estúdio de ensaio do Shukako produções às 9h da manhã com bastante disposição. Teremos muito que tratar.

— Com certeza.

— Até, então!

— See you, bicha-ruiva! — Deidara estava visivelmente alegre.

Não é novidade nenhuma que ambos já tiveram um relacionamento colorido que ia muito além da amizade. Todos também sabemos da bissexualidade de ambos.

— Até amanhã, bicha-loira… — deu uma pausa — … Gaara! — Sasori despediu-se de mim por último e findou a chamada.

Respirei profundo, entrelacei os dedos e elevei os braços, alongando minha coluna. Estava hiper tenso.

— Dava tudo pra ter uma namorada, amante, qualquer coisa do gênero agora — resmunguei totalmente mal humorado. — Só queria uma massagem carinhosa.

— Ih, cara. Pede pra secretária, sabe que ela é caidinha por você — revirei os olhos.

— Yukata não faz meu tipo, cara. Ela é normal e recatada de mais pro meu gosto. Só que o negócio está tão feio que estou quase aceitando!

 — Ela é meio sem graça, mas dá pra um gasto — o loirinho comentou casualmente só faltando palitar os dentes com a unha do dedinho mindinho.

— Não diga que você já pegou a secretária? — perguntei escandalizado.

— Cara, só você mesmo pra não tirar vantagem do seu status de idol — Deidara ia dizer mais alguma coisa, contudo foi interrompido pelo produtor...

— O mais importante de tudo é não decepcionar os fãs — Kankuro ignorou a conversa e pronunciou a frase completamente fora do contexto. Certamente aquilo era algo que estava dentro do seu pensamento, entretanto, chamou nossa atenção. Pigarreou e torceu o nariz o que me fez elevar as sobrancelhas.

Conhecia meu irmão melhor do que a palma da minha própria mão e sabia que quando ele torcia o nariz era porque tinha algo desagradável que ele precisava contar e estava procurando palavras.

— Diz logo, Kankoro? O que foi agora? — perguntei e levantei-me para pegar um café forte na máquina de expresso, algo me dizia que eu iria precisar.

— É… Melhor você sentar e se acalmar!

— Ih — Deidara cruzou as pernas e franziu o semblante a espera do pior. — Lá vem merda! — murmurou enquanto eu voltava e sentava-me na poltrona.

— Vocês sabem que para além de conseguir fazer o show de lançamento do álbum, que agora parece não ter mais problemas — fez um adendo —, precisamos amparar nossa imagem com algo diferente e inovador. Um acordo vantajoso.

— Quando você começa com esse ‘blá blá blá’ que mais parece um politico perverso é porque realmente tem alguma notícia fedida — levantei uma única sobrancelha e fiquei o fuzilando.

Ele suspirou...

— Não me interrompa, Gaara. Sou seu irmão mais velho.

— Okey — pendi a cabeça para frente e levantei-me andando ate a janela, apoiando-me ligeiramente nela. — Fique a vontade, caro irmão mais velho! — disse irônico.

— Muito bem, como eu dizia; para reforçar a imagem dos Shukako fiz um acordo magnifico com o diretor Senju Hashirama. Ele está dirigindo um novo musical que aponta para ser o maior sucesso do Japão. E, isto será maravilhoso já que nosso single foi cancelado da abertura do mesmo anime.

Em pé, do jeito que cheguei, fiquei... Parado e estático. Todos aqui sabiam o quanto eu odiava musicais, sou roqueiro e não cantor de musical. Sem comentar no trauma causado por Ino.

— O que está querendo insinuar com todo esse discurso quase politico? Que devemos participar de algum musical?

— Na mosca, meu caro irmão caçula!

— Está valendo, desde que seja somente o Deidara! — dei de ombros e falei ironicamente.

Kankuro balançou a cabeça num movimento de negação e depois de uns segundos de silencioso terror disse apontando pra mim:

— Você é o cara!

—Você só pode estar brincando — mordi o lábio de raiva e depois ri de nervoso.

— Claro que não. Você É o cara! — Ele, seríssimo, repetiu a frase com mais ênfase, pronunciando tudo com calma.

— Isso é mesmo sério? — interroguei incrédulo quase gaguejando, com os olhos arregalados, tendo um surto psicótico.

Várias coisas se passaram dentro de mim em questão de um segundo. Depois de tudo que estava acontecendo, o imbecil do produtor e meu irmão, vinha com mais aquela notícia engraçadinha. Mais uma coisa pra eu lidar? Para o meu terror psicológico, ele balançou a cabeça anunciando um belo e redondo: SIM aquilo era sério.

— Não, isso só pode ser o meu pior pesadelo! Demônios, eu quero acordar! — ruminei quase entrando para dentro de mim mesmo, para encontrar o eu homicida e sanguinário que sabia existir em algum lugar escondido dentro de mim.

Respeito quem gostava daquele gênero artístico, no entanto, eu simplesmente odiava. Aquela afetação e melodrama eram irritantes. Detestava aquilo até o último fio de cabelo ruivo. Mas óbvio, este não era o verdadeiro motivo. Ino era o principal motivo. Todos sabiam que a maldita loira, minha ex namorada, atuava neste gênero de espetáculos. Eu não podia correr o risco de encontrar com ela, ou mesmo encontrar com nada que me fizesse lembrar aquela loira traidora.

Kankuro passou uma das mãos pelos cabelos chocolates, ele tinha mania de fazer aquilo quando estava muito nervoso, disse:

— É isso mesmo, eu sei que você detesta, que tem trauma por causa da maldita loira, mas precisamos nós assegurar que os fãs não nos abandonarão. Digamos que isto é um sacrifício por um bem maior!

Eu simplesmente revirei meus olhos verdes água. Parecia que ia ter um enfarte. Senti um arrepio na espinha só de pensar em ter que ficar ensaiando horas a fio aquele negócio chato. Pior, eu poderia esbarrar com ela. Na verdade isto era algo que me dava até ânsia de vômitos. E havia as coreografias. Teria que passar horas aprendendo e decorando as coreografias. Minhas experiências dançando são somente na cama e quando quero incitar a plateia. Resumindo, sou péssimo no negócio de coreografias, eu nasci para tocar baixo, cantar rouco, e tirar suspiros da plateia, não para decorar passos de dança! Estava totalmente em choque. Aquilo era surreal! Apertei os punhos com tanta força que senti um pouco do meu sangue escorrer.

— Ei, Gaara. Acalme-se. Também não é pra tanto! — Kankuro disse levemente assustado.

— Você não tem o direito de fazer isso comigo! — a voz saiu falha e entrecortada. Segurava-me para não soca-lo. — Você tem alguma ideia de que posso encontrar com a Ino num lugar destes? Você, melhor do que ninguém sabe o quanto eu sofri pelo que ela fez.

— O Senju me assegurou que ela não estaria dentre o cast e a proibiu de assistir até mesmo os espetáculos.

— Ele não terá controle sobre isto — tentava o persuadir de todas as maneiras.

— Nunca subestime os poderes de Hashirama — disse ele.

— E as coreografias, Kankuro — estava realmente desesperado, apelando por qualquer coisa. Meus olhos começaram a tremer e senti minha pálpebra direita ter espasmos.

— Eu sei que você vai tirar isto de letra, você pode até dizer que não sabe dançar, que é péssimo, mas todos já tivemos prova de que você arrasa.

— Kankuro, mas eu sou mesmo péssimo nisto.

— Não seja mentiroso, mas se for mais fácil, finja que está lutando kendo e tudo ficará bem — meu maldito irmão esboçou um sorrisinho maldoso que me deu muita vontade de soca-lo.

Fechei os olhos, sentei na poltrona vermelha e comecei a imaginar maneiras de mata-lo vagarosamente.

— Isto está completamente fora de questão. Simplesmente não vou participar de algo assim — disse tentando manter a calma.

— Claro que vai. Você não tem escolha. Já assinei o contrato!

Em choque comecei a abrir os olhos vagarosamente e os arregalei tanto que quase saíram da órbita, abri e fechei a boca inúmeras vezes sem acreditar no que ouvia.

— Como assim, já assinou o contrato. Você não pode... — gritei ligeiramente neurótico.

— Mas eu… já fiz. — Enfatizou bastante a parte do já fiz. — Então, tive um acesso de riso, quase cai no chão de gargalhar.

JÁ VEZ? — gritei. — Sério?! Você não fez isso? Diz que é uma piada de muito mal gosto.

— Não é piada. Já acertei tudo.

— Desfaça então — Levantei e comecei andar pra lá e pra cá, gesticulando.

— Para de andar que vai fazer um buraco na minha sala — ele dizia com a maior tranquilidade. — Já acertei tudo — reforçou ele. — Não há como desfazer este contrato.

— Quero ler isto — olhei-o, fuzilando-o, querendo parti-lo em mil e um pedacinhos. Queria mata-lo. Dei um passo em sua direção com o punho fechado.

— À vontade — ele disse tranquilamente e tirou de dentro da gaveta um contrato.

Li e reli. Realmente não havia como me livrar daquele negócio.

— Não acredito. Manda o loiro fazer isso, por que tem que ser eu? — Estava furioso. Apontei para Deidara que mantinha uma distância segura de mim.

— Me erra, cara. Estou fora! Meu conceito de arte é outro! — ele disse e agora eu ia matar além de Kankuro, também Deidara.

Vou matar vocês dois — ruminei.

— Acalme-se. Tenho certeza que vai acabar adorando. Além do mais, é você o vocalista sexy e cabe ao líder fazer isto — concluiu decidido.

— Maldição! Deidara fala alguma coisa — o loiro deu uma gargalhada nervosa.

— Vou nessa... Até amanha!— Ele saiu rapidinho da sala, antes que sobrasse pra ele.

Seu traíra... Covarde... — Gritei de dentro do escritório, vendo-o de costas e logo o fechar da porta.

— Sem comentários, pode me dizer ao menos qual é a porcaria do musical?

— Você não ouviu? Sharingan. O mesmo que foi cancelado nosso single, só que, fizeram uma adaptação rock-pop.  Parece que vão mudar muitas coisas do enredo do anime. Você foi o primeiro na ideia do Hashirama por conta do seu perfil.

— Oh, não me diga! — murmurei irônico.

— Sim, você é faixa preta em taikondô, kendo e sabe-se lá mais o que, além de ser ruivo e ter esses olhos profundos verdes de mal e danado — Kankuro riu. — Só tem cara mesmo, no fundo, você é uma verdadeira manteiga derretida.

Nem me dei ao luxo de falar nada. Fiquei o fuzilando com os olhos querendo mata-lo. Kankuro riu novamente.

— Viu? Olhe bem para sua cara! Você é perfeito para o papel. Parece um maldito demônio — suspirou. —Acredite em mim, no fim das contas, será ótimo pra sua imagem. E você terá que fazer, não há escolhas — senti ânsia de vômitos enquanto digeria aquela bomba atômica.

— Vou embora, amanha temos ensaio com o Sasori — murmurei rendido.

— Espera! Os ensaios para o musical se iniciarão logo que fecharem o cast, mas consegui que você comparecesse só depois do show.

— Você sim é o verdadeiro demônio assustador, Kankuro. Já tinha tudo isto planejado? — Perguntei incrédulo, com a cabeça baixa.

— Por isso o Shukako é a banda mais cotada do Japão, e daqui a pouco do mundo, meu caro irmão mais novo. Confie em mim e você ainda me agradecerá.

— Vai sonhando! — dei as costas para ele e antes de colocar a mão na maçaneta, Kankuro me segurou:

— Agora, diga que vai dar o seu melhor nessa empreitada? — ele perguntou preocupado.

Suspirei resignado.

— Quando não tem jeito, relaxe e goze.

— Esse é o meu garoto... Assim é que se fala — sorriu e despenteou meus cabelos rebeldes.

Saí abatido de dentro daquela sala. Passei pelos corredores do prédio de vidro do Shukako produções. Meu irmão muitas vezes era um ditador, entretanto, tinha algo que precisava admitir, Sabaku no Kankuro era o melhor produtor executivo de todo o Japão. Devemos nosso sucesso, não só à nossa música e talento, mas também à visão empresarial deste homem.

Sou Sabaku no Gaara... Meu nome artístico é Gaara, todos me chamam assim. Sou órfão desde meus cinco anos e fui criado pelo meu único irmão mais velho, Kankuro. Minha mãe tinha descendência europeia e meu pai, japonesa. Uma mistura muito louca, mas é que acontece... Acredito que foi da parte europeia que eu herdei meus olhos claros e exóticos verde e os cabelos ruivos escuro. Sou o vocalista do Shukako desde que fundamos a banda no fundo da garagem do Hiroshi quando eu tinha quinze anos. Hiroshi... Aquele maldito inconsequente... Acredito que agora estamos melhor sem ele, continuando...

Shukako é uma empresa autossuficiente. Montamos uma infra estrutura com direito a editora, selo de produção, sala de estúdio e de gravação, tudo estruturado com os melhores equipamentos, além da equipe de publicidade e vídeo. Contratamos os melhores profissionais de cada área. Isso tudo foi construído a custa de muito sacrifício e suor. Meu irmão descobriu-se produtor por causa de nossa banda e hoje é um dos mais caros profissionais desta área. Ele é muito talentoso e como sempre digo, devemos metade do nosso sucesso a ele.

Passei por Yukata, a secretária novinha que vivia sorrindo toda derretida pra mim. Eu não me interessava por ela, não fazia muito meu estilo, mas estava tão carente que quase abria mão.

As duas garotas que eu amei em toda a vida só estavam comigo para subir na carreira. Depois que conseguiram alcançar o que queriam me abandonaram. A primeira foi Sara que me largou e engravidou de um ator. Mas a pior foi Ino que depois de conseguir o estrelado no ramo dos musicais, me desiludiu por completo, trocando-me por outro. Eu era louco por ela, mas enfim, ela nem chegou a terminar decentemente, soube pelas mídias quando ela já estava casada com o outro homem. Parece que sou amaldiçoado no amor, e, casei-me com a música, pelo menos esta musa nunca me decepcionou, pelo menos não até agora.

Cruzes, este gênero musical me trazia más lembranças! Na verdade, acho que minha relutância em aceitar encenar o ator principal foi por conta de Ino. Eu não a perdoei até hoje.

Mas decidi deixar pra lá. Não podia nem ao menos me dar ao luxo de me embebedar porque teria ensaio às nove da manhã do dia seguinte.

E lá fui eu, em plena tarde de domingo ensolarado, na maior 'deprê' do mundo inteiro, para algum lugar comprar cigarros, antes de ir pra casa. Eu nunca fumava, mas abriria uma exceção, e este era um caso de vida ou morte. Tinha que me acalmar de qualquer maneira. Então, com humor de um demônio assassino, peguei minha Harley-Davidson Ultra Classic cinza prateada e preta, o capacete também preto com detalhes em ferrugem, minha carteira de motorista e... Parti.

Continua...
 


Notas Finais


Palpites: como será que eles irão se encontrar? Quem já leu a primeira versão não vale dar spoiler! Hahahaha

Postagens serão regularmente às quintas,

Bejitos,
inté


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