História Belo desastre - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 2.851
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capa feita pela rainha: Bjaay - Secrets Edits
Banner pela outra rainha : Fofinha - Scandle Edits

⚠Tem uns recadinhos nas notas finais rs

Capítulo 1 - A desastrosa ida ao médico


Fanfic / Fanfiction Belo desastre - Capítulo 1 - A desastrosa ida ao médico

Eu sou um pouco de solidão, um pouco de negligência

Uma plenitude de reclamações, mas eu não posso evitar o fato de que todos podem ver essas cicatrizes

Faint - Linkin Park

X

Era inevitável para a jovem enfermeira não olhar o garoto deitado na maca sem a menor necessidade daquilo. O corpo magro e pálido era realmente atraente com todas aquelas tatuagens espalhadas por ambos os braços.

A mulher sentia um leve arrependimento por ter espetado com uma agulha o corpo do astronauta em órbita que havia na pele do garoto, mas era preciso para retirar o sangue e assim o exame ser feito.

-Doçura - A voz grave do menino atingiu a enfermeira que sentiu todo seu corpo reagir. Podia jurar que o garoto havia desmaiado de tão imóvel que estava - De quanto sangue exatamente precisa para fazer um simples exame de rotina? Não estou lhe pedindo para abastecer o banco de sangue do hospital, só quero meu exame.

A mulher enrubesceu e logo tratou de tirar a agulha do braço no garoto colocando o algodão e o curativo para estancar o sangue.

-Sinto muito - Pediu baixinho enquanto tirava suas luvas. - Eu me distraí.

-Percebi - O menino deitou novamente a cabeça sob seu braço esquerdo e cobriu os olhos com o direito - Agora Lilian, por favor, meus exames. Não tenho o dia todo.

Constrangida, a mulher apenas resmungou que aquele não era seu nome e saiu apressada do local, não sem ouvir um “Eu não ligo, Lilian” do menino. O que o moreno tinha de bonito, tinha de rude concluiu a jovem Pearl, sim, Pearl era seu real nome, a menina ainda não havia entendido de onde o garoto havia retirado Lilian já que o nome verdadeiro estava bordado no jaleco azul pastel, mas em todo caso, já estava rumando de volta a maca onde havia deixado o menino para lhe informar o tempo necessário para ele retirar o exame.

Esperar nunca foi o forte de Nico di Angelo, assim que voltou, a Não Lilian havia dito que o resultado do exame sairia em 30 minutos, e sem outra opção, teve que esperar.

Ponderou se deveria ligar para um de seus irmãos para justificar seu atraso, mas teria que lhes dizer o motivo. Estava no hospital fazendo exames, e todos sabiam do ódio de Nico por hospitais, logo, geraria perguntas e mais perguntas das quais o moreno não estava disposto a responder, nem tinha as respostas para ser franco.

Nico não estava no controle da situação e isso o irritava profundamente.

Por fim, decidiu não avisar aos irmãos, e, viciado como era, precisava urgentemente fumar um de seus preciosos cigarros. Isso com toda certeza o acalmaria, embora ele repetisse a si mesmo que era um exame de rotina, sabia bem que não era e o resultado do mesmo o preocupava, com toda a razão.

Nico suspirou e ergueu o tronco arrastando as pernas para fora da cama logo em seguida. Apoiou as mãos nos joelhos amostra, graças aos rasgos da skinny preta. Uma caveira mexicana com flores no lugar dos olhos, uma cruz e um diamante dentro das flores representando seu pai que possuía o nome do deus da morte, Hades, podia ser vista tomando conta do joelho direito, nos dedos de ambas as mãos, “Born to dead” era estampado com uma caligrafia bruta. Nico amava cada uma de suas 105 tatuagens, mas se arrependia de ainda não ter se fechado completamente, coisa que pretendia mudar, em breve.

Com um pulo, saltou da maca fazendo os coturnos baterem no chão com um leve estalo, as mãos finas logo pegaram a jaqueta de couro que usava quando chegou ao local e a vestiu. De cabeça baixa, saiu andando rumo à porta, a mão esquerda se encarregava de segurar o estojo com os maços de cigarro enquanto a direita pegava um qualquer e colocava entre os dentes.

-Senhor - Nico sabia que era com ele, mas decidiu ignorar. Procurava em todos os bolsos seu isqueiro e não estava obtendo sucesso. - Senhor, está em um hospital, não pode fumar aqui.

Nico revirou os olhos e se voltou para o rapaz, provavelmente um enfermeiro.

-Você está me vendo fumar? - Perguntou com desdém e o homem assentiu como se fosse óbvio. Nico retirou o cigarro da boca e olhou para o homem - Não, você está me vendo com um cigarro apagado, e, para fumar ele tem que estar acesso. Pare de escândalo e de mentir, você não me viu fumando, me viu com um cigarro.

E assim, se virou para seguir seu rumo em direção à porta, só não contava com o simples detalhe que lhe irritou profundamente, esbarrar em alguém.

-Desculpa, moço - Um homem loiro de cabelos enrolados e olhos azuis pediu sem graça. Era nitidamente um médico, no jaleco branco podia-se ler Dr. Solace - Eu te machuquei?

Patético, pensou Nico, ele havia esbarrando no tal doutor, não o contrário.

-Olha por onde anda, raio de sol - Foi o que respondeu por final e saiu para fora do hospita.

A primeira tragada foi o suficiente para lhe restaurar todas as energias perdidas. Sentir a fumaça descendo pela garganta e o amargo gosto de hortelã na boca era revigorante para Nico. Fumar era seu escape, não só fumar, Nico fugia para a música sempre que podia. As casas do violão era seu refúgio, cada corda era sua morada e cada nota, era sua escapatória para um mundo onde não tinha que lidar com todos os problemas que vinha enfrentando atualmente, e em breve, teria mais um.

O cigarro queimou mais rápido do que Nico imaginara, pensar em seus problemas acabou com o objetivo de ter ido fumar, relaxar e esquecer de tudo. Outro cigarro foi levado a boca. Odiava fumar tanto de uma vez, mas o sabor de nicotina era a única coisa que iria lhe distrair.

Precisava se acalmar.

Sentado no murinho que ladeava o jardim da frente do hospital, Nico tinha seu preciso Marlboro entre os lábios, o isqueiro deu vida ao fogo que queimou a ponta do cigarro. O celular preto foi sacado e assim, discou o número tão conhecido pelo moreno.

O segundo toque foi o suficiente para a voz grave ser ouvida do outro lado.

-Nico?

-Oi, pai - Não queria falar com ninguém, mas precisava falar com seu pai - Preciso que vá à Edom mais tarde. Tenho… Notícias.

Hades conhecia bem o suficiente de seu primogênito para saber o que aquilo significava.

-Que tipo de notícias?

Nico tirou seu cigarro da boca e soltou a fumaça pela boca observando a mesma sumir pelo céu poluído de Nova Iorque.

-Eu não sei - Confessou com sinceridade - Eu to com medo, pai. - Vulnerabilidade. Aquela palavra não constava no vocabulário de Nico di Angelo, até o momento. Do outro lado, a respiração de Hades se fez mais pesada. Negligência paterna não combinava com o homem. - Eu estou tão assustado, não sei o que fazer.

-Nico - Ah, pelo Anjo, Nico sabia com cada fibra de seu ser que aquela calma na voz de Hades era falsa, seu pai jamais estaria tranqüilo sabendo que um de seus quatro filhos não se sentia bem - Onde você está, meu filho?

-No hospital - A resposta foi baixa e receosa diferente da pergunta em som exagerado de seu pai querendo motivos para o filho estar no lugar onde mais odiava. - Na Edom mais tarde, pai.

E assim, desligou. O cigarro novamente havia acabado, as mãos suavam e o olhar estava desfocado enquanto observava o trânsito à sua frente.

Estava tendo uma crise nervosa.

-Senhor di Angelo? - Estava deitado na maca novamente olhando para o teto. Tentava de todas as formas se acalmar e todas elas estavam falhando. -Trouxe seus resultados.

-Não Lilian - Se sentou encarando a mulher que o olhava irritada - Desculpe, Pearl, diga-me se estou ou não fodido.

O olhar da mulher pesou com pena e compaixão para o menino que soube na hora seu resultado. Havia ganhado mais uma sina em sua vida.

-Eu sinto muito - E realmente sentia, mas Nico não ligava nem um pouco para a pena e compaixão dela - O resultado foi positivo.

X

A sensação do vento em seu rosto nunca foi tão revigorante. Nico estava acabado, e como estava. Sabia que seu exame dar positivo era uma opção, mas havia 50% de chances de não ser.

“Assim como haviam 50% de chances de ser” respondeu uma voz irritante em sua mente da qual Nico mandou para a casa do caralho. Estava sem saco para sua consciência lhe dizer que havia feito burrada. O papel dobrado no bolso da jaqueta já lhe dizia isso.

Costurou com maestria todos os carros que estavam em sua frente, perdeu as contas de quantos faróis fechados havia passado. Só queria chegar logo na Edom, tomar um bom copo de whisky e subir em seu precioso palco onde iria esquecer por hora todos os seus problemas.

X

-Está atrasado - Alec limpava um copo atrás do grande balcão da boate. A baixa luminosidade da Edom deixavam Alexander mais moreno do que de fato era, mas davam um grande ressalto aos olhos azuis do mesmo. - Onde esteve?

O copo de whisky foi dado ao moreno pelo irmão gêmeo e Nico agradeceu com a cabeça. Alexander Lightwood era sua cópia exata. A pele branca era herança de seu pai, assim como os cabelos escuros como a noite e o nariz arrebitado. Até a alta estatura de Alec era um presente de Hades, presente esse que ele não dividiu com Nico, diferente dos olhos pretos que o di Angelo exibia com orgulho.

-No hospital - disse por fim e viu o irmão parar de limpar o copo com o pano e o encarar - Onde está Jace?

-No hospital?! - Alec se exaltou um pouco e suspirou - Já chega, Carter, obrigado. - Nico arqueou a sobrancelha para Alec, um cara de cabelo cinza levemente arrepiado e de estatura médica saiu de debaixo do balcão onde Alec estava. O homem limpou a boca com os dedos e saiu dali, não antes de piscar para Nico que viu seu irmão fechar suas calças. - Você odeia hospitais. Que porra estava fazendo lá?

-Peça para Jace subir pra casa quando terminarmos - falou por fim ignorando completamente o irmão. Moravam no andar de cima da Edom, facilitava bastante na hora de ir para casa depois de uma noite agitada na boate da qual eram donos. - Papai está vindo, preciso falar sério com vocês, com Izzy também.

-Nico…

Nico lançou um olhar à Alec que o cortou completamente. Não iria falar sobre isso agora, não aguentaria dizer duas vezes. Iria reunir todos e falar de uma vez só.

-Mais tarde, Alexander.

Largou o copo de qualquer jeito na bancada e seguiu para o palco. Seu amado piano estava lá esperando para ser tocado. Ergueu a tampa e se sentou no banquinho, o microfone foi ajustado e a música que tocava foi cessada.

-Boa noite - A voz grossa atraiu todo mundo. Ao longe, sentado em uma das mesinhas, Nico viu uma cabeleira loira que reconheceu como a do Doutor Patético da qual Nico não se recordava o nome. O moreno notou tardiamente que encarava o homem e o médico sorria para ele, e, da mesma forma que havia feito mais cedo, desviou o olhar e fez pouco caso novamente. Problemas demais para flertar com alguém estupidamente gentil.

- Eu sou Nico e aqueles são meus irmãos, Alec - O moreno levantou a mão de trás do balcão e uma salva de palmas preencheu o lugar. Alec adorava ficar no bar, mas a julgar pela cara de prazer, Carter havia voltado a trabalhar - e Jace - O loiro que estava no bar do andar superior sorriu e acenou com a mão.

Os olhos de Nico correram diretamente para Alec que olhava com paixão para o irmão adotivo. “Pobre Alec” pensou por fim

- Nós somos os donos da Edom e desejamos a todos que se entreguem ao pecado. - O mesmo lema, o mesmo discurso para a mesma gritaria em aprovação de todas as noites. - O nome dessa é Take me to church.

Nico começou a tocar o piano com delicadeza e se aproximou do microfone. Os olhos estavam fechados, gostava de poder sentir a música que tocava. Se seu cigarro não foi o suficiente para lhe acalmar, a música seria.

- My lover's got humour, she's the giggle at a funeral Knows everybody's disapproval.

Nico sentia a música correr por suas veias, o calor correndo por suas veias aquecendo todo seu corpo era revigorante, os aplausos vieram assim que o moreno terminou. O ambiente ficou sem música por pouco tempo, Wake me up when September ends tomou o lugar, seguida de Savin’me e Dust in the wind. O final veio ao som de Heavy. Fosse em outros tempos, Nico viraria a noite naquele palco, seu repertório estava no começo, mas hoje não era dia disso. Só queria subir para sua casa e dar a notícia que lhe incomodava para seus parentes.

A sensação de algo se colando em sua pele foi repentina, o gelado da bebida em sua roupa fez seus pelos se arrepiarem.

-Oh, me desculpe - Nico ergueu a cabeça e viu o doutor patético o olhando com uma cara de preocupado - Já é a segunda vez hoje, acho que tem um imã nos puxando.

Nico revirou os olhos e se aprumou.

-Não, não tem um imã nos puxando, só tem um imbecil que não olha por onde anda.

-Se eu me lembro bem - O homem disse agora já irritado - Você esbarrou em mim da primeira vez.

Nico sorriu debochado para o médico que tinha um olhar pretensioso no rosto.

-Um imbecil e um fodido então. -Nico olhou além do homem e viu Jace e Alec no elevador que os levariam para o andar em que moravam. Uma fuga perfeita do homem que agora o encarava com atenção - Se me dá licença, Doutor Patético, tenho um compromisso.

Não esperou a resposta do homem, apenas deu as costas e saiu em direção aos irmãos. Pode ouvir um “Will” sendo dito à ele pelo jovem médico, mas não teve certeza se aquilo foi com ele, só tinha certeza de que não se importava.

X

As portas do elevador foram abertas novamente expondo a figura alta e esguia que era Hades di Angelo. Os cabelos negros que batiam pouco abaixo dos ombros estavam presos em um desses coques moderninhos, a regata cavada tinha uma gola V deixando exposto não só os braços tatuados, mas também parte do peitoral definido decorado com uma porção de colares. Os jeans surrados pretos e os coturnos que o acompanhavam desde a juventude compunham o visual do homem assim como a blusa xadrez presa na cintura, o cavanhaque e o brinco de cruz na orelha.

Hades se vestia como uma estrela do rock ultrapassada, e era justamente o que o homem era. Ex guitarrista de uma banda que Nico não se lembrava o nome, mas Hades faria questão de lembrá-lo, o homem largou prematuramente sua carreira promissora para ficar com os filhos. Claro que conseguia conciliar sua carreira com sua vida particular, mas desejava ser presente na vida de seus filhos, coisa que foi mesmo depois de abrir a Tártaro’s, sua gravadora.

Hades esteve presente durante a queda do primeiro dente de Nico, o homem comemorou com o filho e depositou um dólar debaixo de seu travesseiro. Quando Alec quebrou seu braço pela primeira vez ao andar de bicicleta, Hades fez questão de desenhar no gesso do filho e prometeu dar-lhe sorvete todos os dias até tirar o gesso. Deu bronca em Jace quando se envolveu em sua primeira briga, mas em segredo, parabenizou o filho por defender um de seus colegas de crianças maiores. Teve o enorme prazer em gravar o primeiro demo de Isabelle que agora estava em turnê na Europa.

Esteve presente durante toda a vida de seus filhos e agora, chorava em silêncio assim como Isabelle chorava pela video chamda, Alec olhava incrédulo para Nico que havia acabado de dar-lhes a notícia que mudaria sua vida, e Jace mantinha as mãos no rosto com a cabeça baixa.

Todos estavam com medo, e como estavam, o anjo sabia como aquela família se amava e a notícia recém dada abalou completamente cada um deles.

Hades estava incrédulo, era seu filho afinal, não poderia estar diferente.

Izzy queria consolar seu irmão, mas a distância não colaborava. Chorar pelo irmão mais velho era o que lhe restava.

Alec bebia para digerir a notícia, não estava sabendo como lidar com a informação. Nico era seu gêmeo e isso o atingia mais do que qualquer um.

A reação mais inesperada, entretanto, foi a de Jace.

Nico e Jace viviam entre tapas e beijos, os deuses sabiam como se amavam, mas eram distantes de uma forma próxima, mas naquele momento, Jonathan Christopher Herondale foi o único que deu a Nico o que ele mais queria.

Levantou do sofá com a mesma leveza de sempre, se aproximou do irmão que era significativamente mais baixo que ele e simplesmente o abraçou.

-Vamos estar do seu lado, Nico - Sua voz estava abafada pela camisa do di Angelo que retribuiu o abraço e se permitiu chorar no ombro do irmão. As pontas dos dedos ficaram brancas de tanto apertar a camisa vinho de Jace, nunca havia precisado tanto daquilo - Para o que der e vier.


Notas Finais


Cansei daquele plot de Gêmeos de preto e fiz essa fic, ela vai ser mais séria e mais "adulta" e eu espero que gostem. Não esqueçam de favoritar e comentar.

Pra quem quiser saber o final de Gêmeos de preto, só pedir que mando Mp contando


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