História Belo Desastre - Capítulo 8


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Categorias Naruto
Personagens Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Konohamaru, Kushina Uzumaki, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Amor, Drama, Hentai, Hinata, Horror, Máfia, Naruhina, Naruto, Romance, Sasusaku, Violencia
Visualizações 258
Palavras 6.323
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, oi!

Acho que esse capítulo foi o maior qeu fiz na minha vida kkkkkkkkkkkk

tem 18+ e eu não censurei muito, então se vc ñ curte pode pular. e tem cena de violência também gente e é meio pesadinha


vamos lá:

Capítulo 8 - Especial


Ele observou com cautela cada rosto que estava ali. Todos com a mesma expressão: ódio. Era isso que todos sentiam e ele não precisava nem perguntar o motivo. Era óbvio: Akatsuki. Uma fundação que surgiu das sombras e foi crescendo, membros da Ordem, cansados de acatar ordens de homens mais fortes e superiores, se juntaram a uma fundação que dizia ser livre de qualquer honra e dever. Os homens que estavam ali eram poderosos, cada um representando uma Casa muito forte, mas isso não parecia fazê-lo temer, muito pelo contrário. Enquanto estava ali, a única coisa que conseguia pensar era nela.

— Cinco homens meu, porra! Vocês têm noção do quanto essa organização está crescendo? Temos que eliminá-los — um homem com o cabelo branco comprido gritou, chamando a sua atenção.

— Eles são como um vírus, aos poucos se espalhando... — outro comentou. — Sinceramente, não podemos esperá-los agir, temos que atacá-los primeiro.

— E você pretende fazer isso como, exatamente? — Naruto se pronunciou, sua voz áspera significava que ele estava sem paciência e os homens sabem como ele fica quando está sem paciência. — Você ao menos sabe onde estão escondidos?

— Não, mas...

— Então não fala merda, porra — ele coloca a mão no rosto, limpando a linha fina de suor que escorria. — Vamos esperar notícias do nosso espião. Quando soubermos a localização exata da mente por trás da Akatsuki nós o atacamos.

— E você quer que façamos o que enquanto seu espiãozinho de merda não consegue nada? — a voz vinha lá de trás, ele não conseguiu ver quem era, mas não se importou.

— Que tal você dormir um pouco? — ele provoca, não deveria estar desafiando aqueles homens, um estalar de dedos e ele já era, mas já estava sem paciência nenhuma. — Ou quem sabe deva rezar para que meu espião consiga as informações mais rápido?

— Moleque estúpido — a mesma pessoa ralha. — Você é só uma criança com ego inflado, vamos ver se continuará assim por muito tempo.

— Os mesmo homens que trabalham para vocês me escolheram para liderá-los e é o que estou fazendo, não foi você ou qualquer um daqui, foram eles — diz ríspido. — Fazemos o trabalho sujo, sujamos as mãos enquanto vocês estão em casa fodendo com as esposas, então porque não continuar fazendo isso enquanto eu limpo a sujeira?

— Você é igual ao seu pai, garoto — um mais velho diz, Naruto tinha um grande respeito por ele, então sorriu brevemente. — Minato tinha o gênio forte e era um bom líder, estarei com você. Pode pedir quantos homens meus quiser, eles não respondem mais a mim e sim a você.

— Obrigado, Hiruzen — a voz dele não estava mais áspera. — Entendo que estejam preocupados. Os números de traidores está subindo cada vez mais e esses homens não seguem mais o dever, algo extremamente importante dentro da máfia. Posso dizer que eles não são mafiosos. Cada homem que se juntar a Akatsuki morrerá, não terei piedade, eliminarei todos.

— São muitos, Naruto — seu amigo de anos, que estava até então em silêncio se pronuncia. — Você vai matar todos mesmo? Até aqueles que voltarem atrás?

— Sim. Somos criados desde pequenos a seguir o dever, somos criados para protegermos uns aos outros. Os que se juntaram a Akatsuki não são mais aliados, são inimigos — responde calmo. — E o que fazemos com inimigos?

— Eliminamos — alguns disseram.

O tumulto voltou e ele começou a se afastar, sendo seguido por Sasuke. Quando saíram da pequena sala, Naruto soltou todo o ar que estava preso em seus pulmões, seu amigo achou a cena divertida.

— Você estava se borrando — o moreno constata.

— Porra, você nem imagina — ele fecha o punho. — Esses merdinhas do caralho, se acham melhores porque são mais poderosos...

— Você mataria todos se quisesse — Sasuke cruza os braços.

— Mataria sim, o que significa que ainda estou pensando seriamente nisso — ele brinca. Seu amigo era um deles. Ao total, dentro daquela sala, tinha quinze homens que eram Chefes de Casas e Sasuke era um deles. — Não se preocupe, não vou matar você.

— Tente — o moreno sorri cautelosamente, como se estivesse em posição de luta. — Se você levar a Ordem para a vitória, eu acho os homens irão seguir você. Está preparado para se tornar o Chefe da Ordem?

Naruto percebeu que ele não estava brincando ou fazendo piadas, estava falando sério. Ele não havia pensado naquilo, mas quando o escolheram para liderá-los, Naruto não conseguia imaginar o porquê. Mas aos poucos a resposta foi aparecendo. Ele era o único que tinha coragem o suficiente para desafiar seus superiores. Digamos que ele e os outros são meros peões nos jogos de poder dos Chefes.

Naruto se sentia feliz por seu pai não o ter criado para se tornar um e sim independente. Não queria ter responsabilidades e tomar decisões que mesmo não concordando, teria que ser feitas por causa do dever. Estava feliz em ser um assassino, mesmo que seja apenas um simples assassino e não um mafioso de verdade. Caso ele se tornasse o Chefe da Ordem, tudo mudaria, mas estava preparado.

— E como está o casamento? — Sasuke pergunta quando estão na rua, próximos aos seus carros.

— Mal estou vendo-a, posso os dias na Ordem tentando planejar um ataque ou qualquer merda relacionada a Akatsuki — responde com um suspiro longo. — De qualquer forma ela não me perdoou por causa da Shion. Mas até que a situação está melhor.

— Vai ser assim agora — o moreno concorda. — Sakura não para de reclamar sobre minha ausência.

— Pelo menos ela se importa com isso — o loiro abre a porta e se apoia nela. — Pensei que estávamos avançando, mas depois da Shion, tudo desmoronou. E eu não tenho muito o que fazer porque tenho que estar onipresente o tempo todo na Ordem.

— Hinata não está fazendo esforço algum para que esse casamento funcione — Sasuke constata. — Vocês dois tem personalidades bem fortes, não sei como não colocaram fogo naquela casa.

Ao ver que um sorriso arrogante passa pelos lábios do seu amigo, o moreno suspira exasperado.

— E parece que você gosta — conclui.

— Eu gosto dela por dizer o que pensa, tá ligado? — ele sorri mais ainda, lembrando-se dela. — Gosto de como ela não se importa com as palavras, como me desafia, mesmo sabendo que posso puni-la. O que não irá acontecer, mas ela não se importa.

— Isso não é chato?

— É a Hinata, nada que venha daquela mulher é chato — ele da de ombros.

— Você está apaixonado?

— Não — balança a cabeça negativamente. — Na verdade não sei. Pensei que sentia apenas atração, mas a cada minuto que estou do lado dela, não importa se são segundos ou milésimos, eu começo a perceber que vai além de uma simples atração.

— Amor — Sasuke debocha.

— E como eu saberia? Nunca amei ninguém.

[...]

‘’ Há 12 anos atrás...

Ouvia sua mãe gritar, mas a ela não estava nem aí. Não ligava se ia apanhar depois ou levar uma bronca, tudo valeria a pena se conseguisse capturar aquela borboleta. Mas então seu braço foi puxado e a borboleta azul sumiu da sua vista. Quando se virou, sua mãe estava com os cabelos desgrenhados e com a mão apoiada na perna.

— Hinata! Nós precisamos ir agora — a garota era nova, mas conseguia entender o desespero estampado na voz da sua mãe.

— Por que, mamãe? — perguntou enquanto era praticamente arrastada até o carro que estava parado na rua. Elas saíram do portão e a garota viu vários carros escuros ao redor.

— Merda... — ouviu sua mãe murmurar.

Ela estava disposta a perguntar o porquê do palavrão, mas quando olhou para a frente, viu o motorista da sua família caído no chão. Não entendia o que estava acontecendo, até ver o sangue se espalhar devagar pelo asfalto. Com a iluminação do sol, ela conseguia ver claramente o vermelho escuro saindo debaixo do homem. Não conseguia saber o que tinha acontecido para ele estar sangrando tanto.

— Você não vai ajudá-lo? — ela perguntou.

Então como resposta, vários homens começaram a sair de dentro dos carros escuros. Todos carregavam uma arma, seja de porte médio ou grande. Estavam vindo na sua direção como gaviões.

— Hana Hyuuga? — um deles perguntou.

— Sim — a mulher rosnou em resposta.

— Seu marido tomou algo que pertence a mim — o mesmo homem fala novamente. O cabelo dele é escuro, mas seus olhos são bem claros.

— Resolva com o meu marido.

— Não, não — ele balançou a cabeça e sorriu. — Quer dizer, eu não tenho como ter de volta o que ele pegou, mas eu vou fazê-lo sofrer na mesma moeda.

— Hiashi vai caçar você até o inferno — a mulher se posicionou de forma protetora na frente da garota, que olhava tudo aquilo sem entender nada.

— Então quem sabe você possa dar um oi para ele? — o sorriso do homem é assustador, mas não igual a sua atitude. Ele levanta a arma devagar, mas não estava apontando para a mulher, estava apontando para a criança.

— Você vai matar uma criança? Seus valores caíram muito — o desespero é nítido na sua voz.

— Apelando para o valor moral? — ele gargalha bem altos. Os homens ao seu redor estão observando tudo com cuidado. — Eu não os tenho assim que o filho da puta tirou tudo de mim.

— É a máfia — a mulher diz, ela está com medo, mas não abaixa a cabeça. — Você que é fraco demais.

— Vagabunda de merda — ela ouve o giro da arma, avisando que a bala estava no gatilho.

— Mamãe, o que está acontecendo? — a garotinha puxou o vestido branco da mulher para baixo, chamando sua atenção.

— Nada, querida, nada — estava mentindo, porque a garota conseguia ver as lágrimas nos olhos dela.

O tiro ressoa pela rua deserta. As coisas parecem acontecer em câmera lenta para a garotinha. Sua mãe cai no chão, mas Hinata não consegue impedir a queda por ser muito fraca. Então o vestido branco se transforma em vermelho. O vestido tão bonito que sua mãe havia feito, estava ficando vermelho e feio. Hinata se aproximou dela, assustada. Era uma criança, mas sabia que sua mãe tinha sido ferida. A sombra grande do homem começa a se aproximar, tirando a claridade da sua mãe. Ela levanta o rosto assustada e o sorriso maldoso dele a faz se sentir zonza.

— Não atire nela, ela é só uma criança — a mulher sussurra. — É só uma criança...

— Suas últimas palavras? — então ele aponta o cano da arma na direção do rosto da mulher.

— Hinata... — o sangue desce pela boca dela, fazendo-a se engasgar. A criança se aproxima.

— Ótimas palavras.

A garota se joga para trás ao ouvir o som dos disparos. Observa com pavor o rosto da sua mãe ser baleado diversas vezes, transformando aquilo em uma visão assustadora e que Hinata nunca esqueceria.

Dois. Três. Cinco. Oito. Disparos foram feitos covardemente pelo homem e todos no belo rosto da mulher. O sangue era tanto que a garota estava desnorteada. As lágrimas nos seus olhos estavam distorcendo sua visão. Ela tenta correr na direção da sua mãe novamente, mas sente algo duro bater contra sua bochecha. Ela é jogada para trás com força.

— Merda — o homem murmura. — Você me fez sujar meu sapato de sangue.

A dor era tão grande que a garota não conseguia pensar direito. Nunca havia sentido aquilo e não conseguia aguentar.

— Eu não vou matar você — ela não consegue ver nada, mas a voz está tão próxima que a faz querer se esconder. — Mas eu sinto que você queria estar morta agora.’’

[...]

Mais uma semana tinha se passado e eu tinha visto o Naruto poucas vezes, estava se tornando algo raro. Já estava cansada da situação e sabia a pressão que ele estava sentindo dentro da Ordem. Além de apoiar o Neji na rebelião do meu pai, ele estava entrando em guerra com outra fundação e eu não conseguia parar de pensar em como seria. Se ele voltaria para casa ou simplesmente não aparecesse mais. Confesso que sinto um aperto sempre que penso nisso.

Mais cedo Naruto disse que viria para casa, então, mesmo sendo um desastre, eu tentei cozinhar algo. Pode ser que ele chegue de madrugada, mas não custa tentar. Fiz uma lasanha, achei o mais fácil de fazer no livro de receitas que eu havia encontrado na cozinha. Havia colocado tudo na mesa de vidro que ficava na sala. Era quase um jantar romântico, para falar a verdade. Não que eu tenha perdoado ele, mas estava cansada desse gelo.

Pensei severamente no que vestir, mas por fim coloquei um vestido rosa claro e amarrei o cabelo. Não tinha necessidade de me arrumar tanto e eu não queria fazê-lo pensar que eu tinha esquecido tudo. Da cozinha ouço a porta ser aberta e corro até a sala. Naruto está me olhando com curiosidade.

— Está com fome? — coloco as taças e o vinho na mesa. Arrumei da forma mais bonitinha que consegui, mas eu não era muito boa nisso.

— Você preparou tudo isso? — ele está incrédulo.

— Sim — respondo. — Coloquei em prática tudo o que aprendi com a minha mãe. — analiso a mesa mal feita e suspiro. — Bom, tentei.

— Está perfeito, Hinata — ele tira o blazer e joga no sofá. — Tudo bem se eu tomar um banho antes?

Quando concordo ele corre até o quarto. A lasanha não estava muito bonita, mas quem sabe o gosto compensava o visual.

Sinto o cheiro do sabonete e me viro para o lado, sinto minhas bochechas ficarem vermelhas. Ele estava usando uma simples bermuda e mesmo que já o tivesse visto sem camisa, toda vez que o olhava assim era como se fosse a primeira vez, não conseguia evitar a vermelhidão que tomava conta de mim.

 Eu me sento no chão e ele faz a mesma coisa, estava tão próximo que sempre que mexia a cabeça a água do seu cabelo me molhava. Percebo seu olhar para a lasanha e começo a rir.

— Em minha defesa eu não sei cozinhar — levanto as mãos. — Prova e diz se ficou bom.

Ele pega um pouco com a colher e me olha enquanto coloca a comida na boca. Espero ansiosa sua avaliação, mas pela careta que ele faz, já imagino que está horrível.

— Está bom — ele diz enquanto faz força para mastigar. — Muito bom.

— Mentira — reviro os olhos.

— Parece que estou comendo lixo — ele diz depois que engole. — Sinto muito, mas eu acho que você não é boa com isso.

— Que merda — faço bico. — Eu estava bem animada. Está tão ruim assim? Não é nem comível?

— Não, nenhum pouco — ele pega mais um pouco e coloca na minha boca. — Experimenta.

— Não, não — me afasto. — Já sei que está ruim, estou bem.

— Assim não vale — ele finge estar bravo. — Por que você fez tudo isso?

— Estou cansada da nossa distância — respondo com sinceridade. — Pensei que conseguiria aguentar, mas não dá.

— Você entende o porquê da minha ausência.

— Sim, é claro — concordo. — A forma como me magoou é desconhecida, não sei o motivo..., mas sei lá, ficar guardando isso não está me fazendo bem. Eu não vou esquecer, mas eu posso superar.

— Que bom — ele suspira. — Estou na Ordem, mas a única coisa que passa pela minha mente é você.

— Sério? — aquilo parece uma piada.

— Muito — balança a cabeça. — Não estou mentindo.

— Estou muito preocupada com você — admito envergonhada. — Há dias que eu penso se você vai voltar.

— Então você se importa comigo? — ele me provoca.

— Se você contar isso para alguém, eu mato você — entro na provocação dele. Então ele abre um sorriso. E sério, é o sorriso mais bonito que eu já vi. Principalmente porque eu percebo o quão verdadeiro é. — Como estão as coisas na Ordem?

— Estou esperando as informações de um espião — responde. — Estão bem complicadas, estão me colocando a prova o tempo todo. Se eu perder: moleque inútil. Se eu ganhar: virarei Chefe.

— O que? — não consigo evitar de gritar. — Naruto! Isso é muito legal. A Ordem é uma organização independente com os piores mafiosos e assassinos que podemos imaginar. Se você se tornar Chefe vai ser um marco na história, entende?

— Por isso mesmo — ele abaixa a cabeça. — Porra. Eu estava bem sendo só um limpador de sujeiras, sendo temido por todos e cobiçado pelas mulheres. Virar Chefe da Ordem é chamar toda a responsabilidade para mim e eu não sei se consigo lidar com isso.

— Cobiçado pelas mulheres? — repito.

— É sério? — ele ri. — Eu falei que virar Chefe não é algo que eu queira e você só escutou isso?

Cruzo os braços irritada por ter deixado transparecer minha irritação sobre isso. Eu não consigo acreditar que estou sentindo ciúmes.

— Você fica tão bonita quando está com raiva — me perco no azul dos seus olhos, sinto que ele está lendo meus segredos mais profundos. — Quando Neji me pediu para se casar com você, eu nem precisei escutar o motivo, eu já havia aceitado de início. A pequena Hinata...

Ele parece se lembrar de um momento doce entre nós e eu queria muito compartilhar dessa lembrança, muito mesmo.

— Naruto — o chamo. — Acho que a pequena Hinata era apaixonada por você.

Ele parece sair do transe e me olha assustado.

— O que?

— Sabe porque eu acho que você não conseguia me irritar? — quando ele nega eu continuo. — Porque eu estava tão apaixonada que nem me importava o suficiente com suas brincadeiras. Ou, eu acho, que eu era tão apaixonada que não conseguia sentir nada de ruim por você.

— Acho que não — ele franze a testa e sorri ao mesmo tempo, como se eu estivesse falando algo idiota.

— Eu acho — dou de ombros. — Acho que você era muito tapado para perceber isso.

— Eu era uma criança!

— Eu era uma criança, eu tinha cinco anos! Você já tinha 12, Naruto. Você deveria ser mais esperto, mas eu acho que era o mais burro — não consigo evitar de rir da cara de indignado dele. — Até Hanabi deveria ser mais espera que você, isso que ela tinha só 1 ano.

— Você está sendo muito venenosa, dona Hinata — ele finge estar ofendido.

— Me desculpa, Naruto — engatinho até ele. — O que eu posso fazer para você perdoar minha falta de educação?

Minha ousadia o deixa surpreso, mas ele se recompõe bem rápido. Estou na mesma altura que ele, tão perto que posso tocar meu nariz no dele.

— Depende o que você está disposta a oferecer — a voz dele é baixa, quase um sussurro.

Eu não havia colocado um pingo de álcool na boca, então não sei como estou tendo tanta coragem para fazer o que estou fazendo. Viro um pouco a cabeça e encosto meus lábios no dele. O cheiro do sabonete está impregnando meu nariz, mas não é ruim, eu gosto. Ele segura minha nuca e me puxa sem enrolar para um beijo. Estou tão faminta por ele que não me importo de fazer aquilo rapidamente. Em uma sintonia desorganizada eu sinto a língua dele dançar com a minha, o beijo é rápido, mas não muda o fato de que estou aproveitando. E muito.

A mão dele sobe para o meu cabelo e ele o enrola na sua mão, apertando com força. Ele interrompe o beijo e puxa minha cabeça para cima. Sua língua percorre meu pescoço e então ele deposita alguns beijos molhadas pela extensão inteira. Eu queria, queria muito ele.

— Naruto — gemi seu nome quando ele apertou minha coxa. — Eu...

— O que, pequena? — em meio aos beijos no meu pescoço ele pergunta.

Estou com medo, mas sinto que preciso contar. Não iria me fazer de virgem e mesmo se ele não descobrisse, não estava a fim de fingir, queria ser o mais sincera possível, porque mesmo não sabendo o motivo, aquilo estava sendo especial.

— Eu não sou mais virgem — mordo o lábio inferior quando os beijos cessam.

Ficamos por alguns segundos naquela posição, mas para ser sincera, pareciam ser horas. Então ele se afasta com a sobrancelha franzida.

— O que? — a voz dele está grave, muito mais por causa da excitação, mas sei que tem algo a mais.

— Eu entendo como isso pode soar — começo. — Sei que as mulheres não podem se relacionar com ninguém antes de se casar, mas não foi o meu caso. Eu fugi uma noite com a Ino e nós fomos em uma festa. Eu tinha dezesseis anos. Estava na minha fase rebelde e sem noção.

— O que aconteceu?

— Eu bebi muito, estava com raiva, pensei que beber fosse liberar minha dor, mas pelo contrário. Eu estava sentindo tudo mais intensamente. Conheci um garoto nessa festa e acabei dormindo com ele — sua expressão é neutra, não consigo saber o que ele está pensando. — Eu estava bêbada e iludida com as palavras dele, ele dizia que poderia livrar a dor que eu sentia, que depois daquela noite eu fosse me sentir bem. Eu sabia o que aconteceria, estava bêbada, mas não burra. Aceitei.

— E a dor?

— Não mudou nada. Estava ali. Para falar a verdade, eu me arrependi no mesmo instante. Mesmo sendo rebelde, eu era uma romântica lá no fundo, então quando percebi que não tinha significado nada e eu nem mesmo senti nada, me arrependi no mesmo instante — explico. — Tudo bem se você estiver bravo comigo. Mas...

— E comigo? O que você sente?

— Sinto que é especial — respondo sem hesitar. — Mesmo não entendendo totalmente.

Então ele sorri e novamente eu fico encantada. O Naruto é aquele cara que te faz se apaixonar com apenas um olhar e eu não estou brincando. Quando o vi pela primeira vez no casamento da Sakura, sabia que ele seria um problema, principalmente porque estava me olhando também e se eu disser que não tinha desejo por ele, estaria mentindo.

Mas vi algo diferente também. Ou bem comum. Aquele típico homem que não se prende em ninguém, o que eu não julguei, mas era algo que eu não curtia.

Sinto meus joelhos doerem por ter ficado tanto tempo naquela posição, mas quando Naruto passa a mão pelo meu rosto, pegando uma mecha do meu cabelo, é como se tudo sumisse. Seus olhos azuis denotavam claro desejo e os meus também, mas tinha algo diferente, algo que eu não conseguia reconhecer. Não tive muito tempo para pensar nisso porque ele me puxa para outro beijo. Ele se levanta junto comigo e me puxa para perto, dispersando qualquer distância que havia entre nós.

Enquanto seu beijo lento me envolve, eu passo minhas mãos pela sua barriga, sentindo os músculos contra as minhas mãos. Ele aperta minha coxa novamente, próximo ao meu quadril esquerdo e eu sinto aquela sensação novamente, aquela sensação de que eu precisava dele. Passo minha mão direita no tórax dele, porém um pouco mais abaixo, próximo a cintura, chegando quase na sua bermuda. Sinto algo diferente ali, como se fosse mais áspero e menos macio. Me separo do beijo e observo com cuidado tentando ajustar minha visão.

— O que é isso?

— Uma cicatriz de luta — ele responde.

— E como está aquela? — olho para o lado e vejo que está melhor, mas ainda está meio vermelha.

— Eu tinha quinze anos — diz.

— Nossa, o que aconteceu?

— Eu era um garoto idiota, para ser sincero — sinto que sente vergonha disso. — Estava emocionado e queria me mostrar capaz, então briguei com um cara maior do que eu.

— Maior quanto?

— Uns 2 metros — ele brinca. — Mas era quase.

— O que aconteceu?

— Era para ser uma luta sem armas, porém ele tinha uma escondida — dá de ombros. — Não o culpo, é assim que é. Eu fui ingênuo demais de não ter percebido isso.

— Você não sente medo?

— O tempo inteiro — sei que estava sendo sincero. — Mas para falar a verdade, já presenciei o inferno, então acho que morrer não seria tão ruim.

Sinto um aperto no peito ao ouvir aquilo, porque eu o entendo. Ele deposita diversos beijos do meu pescoço até próximo aos meus seios, parando ao chegar no tecido do vestido. Fecho os olhos enquanto sinto o formigamento percorrer minhas pernas até minha parte íntima.

O beijo novamente e não percebo que estamos em pé até ele começar a caminhar em direção ao corredor. Aperto minhas pernas ao redor da sua cintura e consigo sentir a pressão do seu membro na minha virilha. Quero aperta-me mais contra ele, porém sei que é impossível.

— Naruto — sussurro quando ele abre a porta do quarto. — Não é a primeira vez, mas eu sinto como se fosse.

— Você está nervosa, mi amore?

— Um pouco.

— Naruto — o chamo quando ele me solta em cima da cama. — Quero dar prazer para você.

— O que? — ele parece confusão, mas então percebe meu olhar em direção a sua bermuda e sorri. — Por que isso? Não precisa...

— Não, eu sei — concordo. — Mas eu quero.

Ele está parado na minha frente e eu não espero que concorde ou discorde, apenas abaixo sua bermuda e vejo a protuberância do seu membro pela cueca escura. Não consigo evitar de arregalas os olhos, porque eu já tinha visto, mas mesmo assim não conseguia evitar de ficar surpresa.

— Hinata... — ele suspira quando eu toco na sua cueca.

— Eu fiz algo errado? — mordo o lábio inferior, estava disposta a tirá-la, mas não sei mais o que fazer.

— Pelo contrário, sua inocência me excita de uma maneira incrível — então ele me olha e eu sei que estou nervosa.

Ao ouvir aquilo sinto minha coragem voltar a todo vapor. Eu sabia o quanto ele queria me dar prazer, mas eu também, mesmo não sabendo o que estava fazendo. Quando puxo sua cueca para baixo, sua ereção salta livremente me fazendo arfar. Enrolei os meus dedos em torno da base, Naruto respirou fundo, posso perceber que suas pernas estão trêmulas, mas não quero parar para ele se deitar na cama.

Acariciei lentamente para cima e para baixo, eu esperava que ele dissesse algo, mas enquanto suspirava eu continuava, sentia que aquilo era um sinal de que eu estava indo bem. Passo lentamente os dedos sobre sua ponta e de volta para as bolas. Eu não conseguia parar de explorá-lo, estava curiosa com o efeito que causava nele e muito excitada também.

Naruto segura o meu cabelo, apertando-o, mas não o suficiente para que me machuque. Olhei para ele que estava com os olhos vidrados em mim.

— Como você quer que eu te toque? — pergunto baixo, porque estava um pouco envergonhada.

— Assim está bom.

Me irritei com aquilo. Não queria que estivesse bom, queria que estivesse excepcional. Me inclinei em direção ao seu membro e o coloquei por completo na minha boca. Aquilo o fez pular, mas não o suficiente para que seu pênis escapasse da minha boca. Eu não fazia ideia do que estava fazendo, mas Ino havia me contado muito sobre boquete nas suas aventuras, então acho que eu tinha alguma ideia de como fazer.

— Hinata — ele suspira devagar. — Não precisa...

Mas eu não deixo que ele termine. Passo a língua pela base até o topo. Ele não tinha gosto nenhum, algo que me surpreendeu, porque já ouvi algumas histórias em relação a isso. Lambi com precisão a ponta do seu membro e aquilo fez Naruto resmungar algo sem nexo, eu sabia que estava gostando porque ele apertou ainda mais o meu cabelo.

— Está bom? — tiro seu pênis da minha boca devagar.

— Caralho — ele diz. — Muito.

Eu lambi ao redor da sua ponta e o levei em minha boca, arrastei a língua ao longo do seu comprimento uma, duas e várias vezes. De vez em quando Naruto aperta o meu cabelo e murmura alguma coisa. Repito o processo diversas vezes até sentir as pernas dele bambearem.

— Vou gozar, Hinata — diz, então eu o chupo com mais força e alguns segundos depois Naruto goza seguido por um gemido baixo. Eu o mantive em minha boca até que se liberasse por completo. — Você não precisava engolir.

— Você não gostou? — senti a decepção tomar conta de mim.

— Gostei, mas não precisa. Foi ruim?

— E por que seria? — sorrio.

Ele retribui o sorriso e então começa a se mover para cima de mim, me levando até o meio da cama. Naruto me beija ferozmente, como se sua vida dependesse daquilo e puta merda, eu estava adorando. Todo o calor que senti na sala estava novamente entrando pelo meu corpo e eu queria muito senti-lo dentro de mim, queria pular qualquer coisa e ir direto para isso, mas acho que ele não estava tão disposto assim.

Quero reclamar e pedir para que faça logo o que eu preciso, mas não vejo tempo porque ele abaixa minha calcinha e sem esperar coloca dois dedos em mim. Prendo a respiração ao sentir a dor incomoda, mas logo depois que ela cessa, mexo meus quadris para que ele continue. Porém, Naruto fica por cima de mim e começa a beijar meu pescoço, seus dois dedos ainda dentro de mim. Fecho os olhos sentindo o prazer antecipado, porque estava muito bom e tudo que ele fazia era extremamente bom.

Naruto se afasta ficando de joelhos na cama e eu me inclino para frente e tiro o vestido, foi muito fácil para tirar e não atrapalhou nada do que ele estava fazendo. Meus peitos estavam para fora e senti a vermelhidão tomar conta do meu rosto ao ver seus olhos na minha direção.

— Você é tão linda, Hinata — murmura se colocando por cima novamente. Ele tira os dois dedos da minha vagina e coloca na minha boca. Chupo eles sem pudor algum e ele solta um gemido. — Você tem total controle sobre mim, Hinata. Peça-me o que quiser e eu farei, farei tudo. Porra, você é gostosa pra caralho.

Aquilo me deixa envergonhada, principalmente os palavrões e toda a baixaria e para ser sincera, estou adorando. Sinto seu membro duro roçar minha parte intima e quero implorar para que ele não enrole, mas então sua língua está explorando cada canto da minha boca de forma rápida. Ele cessou o beijo e não deu tempo algum para que eu me recuperasse porque milésimos depois sua boca estava chupando o meu peito. Ele morde meu mamilo, e a única coisa que sinto é um prazer imenso percorrer pelo meu corpo.

— Hinata... — ele chupa meu pescoço e então para. — O que você quer?

— O que? — gaguejo.

— O que você quer que eu faça? — ele sorri de forma provocativa. — Quero que você diga, pequena.

— Quero você... — mordo o lábio inferior.

— Não, não — ele balança a cabeça. — Diga para mim, Hinata.

— Quero que você... — então sem esperar ele coloca dois dedos na minha entrada e eu grito. — Puta merda.

Dessa vez ele começa a empurrá-los mais fundo e eu não sinto nada desagradável além de prazeroso. Ele faz uma trilha de beijos dos meus seios até chegar na minha parte íntima. Então sem cessar as estocadas, ele beija toda a parte externa da minha vagina e isso me faz perder a noção do tempo. Levanto meu quadril, pedindo por mais, muito mais. Ele percebe isso e levanta o olhar na minha direção, consigo ver seu sorriso divertido e aquilo me deixa maluca.

— Você quer que eu chupe você, Hinatinha? — pergunta de forma sexy.

— Quero — falo baixo, quase imperceptivelmente.

— Então diga.

— Foda-se — eu estava tão aflita que joguei toda a minha vergonha para cima. — Quero que você me chupe, Naruto.

E sem dizer mais nada, ele percorre a língua pela parte interna da minha vagina. Aperto com força seu cabelo loiro e não ligo se estou machucando, porque eu nunca tinha sentido tanto prazer, era sensacional. Ele chupa toda a extensão possível e eu sinto que meus olhos vão parar em outro planeta.

Meu núcleo está pulsando em resposta a cada movimento seu, então sem que eu pensei ser possível, ele pressiona língua contra o meu clítoris e desliza outro dedo para dentro de mim. Não consigo segurar os gemidos e eu não quero, não mesmo.

— Naruto — arfo quando ele começa a me penetrar mais forte. — Eu...

— Você o que?  — ele para de me chupar e eu me amaldiçoou por ter começado a falar. — Diga para mim, meu amor.

— Quero você... quero você.

Mesmo que eu quisesse terminar, estava sendo impossível, eu mal conseguia formular uma frase coerente. Então ele para e posiciona seu membro na minha entrada, consigo sentir todo o formigamento percorrer pelo meu corpo. Ele pressiona seu membro contra a minha entrada e eu sinto uma dor pequena. Fecho os olhos ao senti-lo cada vez mais dentro de mim.

— Você é apertada, pequena — então ele beija meus lábios com carinho, me distraindo da dor irritante. — Se quiser eu paro.

Balancei a cabeça em negativa. Quando ele estava dentro, esperou alguns segundos para que eu me acostumasse. Quando a dor cessou, ele começou a me penetrar, mas ainda estava fazendo tudo com cuidado. Depois de alguns segundos com o mesmo movimento, eu rodeei sua cintura com as minhas pernas e ele sorriu. Ao mesmo tempo que as estocadas foram ficando mais fortes e rápidas, ele não parava de depositar beijos pelo meu pescoço. Joguei a cabeça para trás e arranhei seu braço tão forte que não consegui me importar se estava machucando-o.

A única coisa que eu conseguia sentir era o prazer percorrendo por cada partícula do meu corpo, me fazendo estremecer a cada penetração.

— Naruto — arfo ao sentir minha pernas ficarem moles. — Acho que eu vou...

Então sem me dar tempo, ele continua com os movimentos e aquilo me leva a loucura total, porque eu estava sentindo que não iria simplesmente gozar e sim ter um orgasmo. Gritei quando ele fez um movimento decisivo e todo meu corpo relaxou de forma estranha, eu não conseguia me mover, meu corpo tinha ficado dormente. Ele saiu de dentro de mim e eu senti um frio repentino tomar conta do meu corpo, mas estava tão relaxada... tão em paz que não disse nada por um tempo.

Eu estava digerindo a ideia e tudo o que havia acontecido, digerindo porque tinha sido muito bom e mesmo sem controle do meu corpo, eu estava querendo mais. Senti o peso do cama afundar do meu lado e me virei para encará-lo. Ele observava o teto como se quisesse descobri-lo.

— Hinata — ele chama, mas não está me olhando.

— Sim?

— E agora?

Eu me aproximei dele, colocando minha cabeça no seu braço. De fato, eu não sabia, não mesmo. Não conseguia entender o que sentia por ele. Por momentos pensei que fosse ódio, mas depois vi que não era isso. Então raiva, mágoa, tristeza, mas todos misturado com algo diferente, algo que me fazia querê-lo por perto, não importando nada.

Mas eu ainda não conseguia aceitar tudo isso, uma parte de mim dizia que eu deveria, mas a outra insiste em dizer que é uma péssima ideia e que eu vou me magoar. E a última coisa que eu queria era sentir dor. Com o Naruto eu sinto um misto de sentimentos que não reconheço, mas também sinto os mais comuns e ruins.

Então sua pergunta... eu não conseguia respondê-la, nem se eu tentasse. Ele vira o corpo de lado e repousa o braço na minha cintura, então beija minha testa carinhosamente. Fecho os olhos diante daquela atitude e me permito dormir ao seu lado pela primeira vez, permito que sejamos enfim, um casal.

[...]

‘’12 Anos atrás...

A garotinha entendia a profundidade de tudo. Entendia perfeitamente. Estava com raiva das pessoas a tratarem como uma criança, afinal, foi ela que presenciou tudo. Foi ela que viu sua mãe ser morta, foi seu nome que sua mãe disse antes de partir. Seu pai não havia falado uma palavra com ela, nenhuma. Na verdade, noite passada ela não tinha conseguido dormir porque a imagem do rosto de sua mãe não saia da sua cabeça, então ela desceu para a cozinha e encontrou seu pai desmaiado com uma garrafa de bebida do lado.

Ela fingiu que não viu aquilo, estava toda quebrada e não precisava de mais tristeza. Tudo o que ela queria era alguém que a fazia se sentir bem. Sua irmãzinha tinha apenas um ano e ela não fazia ideia do que estava acontecendo, mas Hinata sabia e odiava saber.

Ela odiava.

Odiava.

Uma garota de apenas sete anos poderia sentir ódio? Um sentimento tão podre que corrói a alma? Ela correu em direção a porta e não se importou com os olhares questionadores. Seu pai estava no escritório e tinha deixado uma garota de oito anos receber as pessoas para o funeral da sua mãe, o quão cruel ele poderia ser?

— Hinata! — ouviu alguém gritar seu nome e parou instantaneamente. Tinha corrido até a parte de trás da casa. Ela sabia de quem era essa voz. Se virou devagar e a poucos metros o viu.

A pessoa que ela mais amava depois da sua família, o garoto por quem ela nutre uma paixonite infantil. O garoto que ela se lembrava vagamente, o garoto que tinha ido embora para se tornar um homem de verdade. Ela viu que ele estava grande, muito grande. Os cabelos mais compridos e os olhos maiores.

— Naruto? — murmurou sem acreditar que era seu anjo. Ele se aproximou, tampando o sol que a iluminava, mas não tinha problema, seus olhos azuis a levavam até um mar calmo.

— Eu cheguei e vi você correndo para cá — ele olha ao redor. — O que aconteceu? Fizeram algo com você?

Ela viu a raiva nos olhos dele e se encolheu. Aquele era o Naruto, mas não seu Naruto. Mesmo que as lembranças dele fossem vagas, ainda eram bem presentes, principalmente o azul dos olhos dele.

— Hina... — ouvir seu nome sendo pronunciado a fazia se sentir bem. — Estou aqui agora. Estou com você. Me perdoe, eu a abandonei. Me perdoe. Mas estou aqui. Estou aqui e irei protegê-la.

O garoto a abraça e ela se sente bem novamente. A dor é incessante, mas com ele do seu lado, talvez ela aguentaria. Precisa aguentar, precisa aguentar pela Hanabi e por si mesma também.

— Dói muito, Naruto — sussurra ao abraçá-lo mais forte.

— E vê-la sofrer me faz sofrer também. Se eu pudesse fazer algo, qualquer coisa, eu farei — ele diz. — Não vou deixar você sozinha, não vou. Eu prometo.  

E ela acreditou nisso, acreditou nisso porque Naruto nunca havia mentido para ela.

Nunca.

Mas para tudo tem uma primeira vez.’’


Notas Finais


preciso de criticas construtivas em relação a esse 18+ pq eu me esforcei mas eu acho q n ficou muito bom ai socorro kkkkk
por favor gente sejam sinceros e digam se ficou bom

(n consigo censurar hentai, não dá :/)

E a cena de violência também, sinto muito mas n adiantava censurar pq é a máfia, e é muito violento e tudo mais!
esse cap foi o mais neutro sem as lembranças.

enfim, terá mais uma cena 18+ okay? só vou ver se será no 9 ou no 10 mas provavel q seja no próximo.
sobre a briga c a máfia eu vou narrar ela, mas n me prolongar pq n era meu foco na fic! Então os próximos já começo a ir pro final


ALIAS N SE ILUDAM EM, NaruHina NOT IS REAL (ainda tem mt água p rolar)



desculpem os erros, eu revisei mas sla ;0


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