História Belo desastre. - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Banda Fly (Fly Br)
Personagens Caíque Gama, Nathan Barone, Paulo Castagnoli, Personagens Originais
Visualizações 47
Palavras 2.736
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Capítulo 5.


Fanfic / Fanfiction Belo desastre. - Capítulo 5 - Capítulo 5.

P.O.V Lizz.

Acordei com a voz da Karina se despedindo de alguém. Abri os olhos lentamente até me dar conta de que, na noite passada, havia dormido no sofá da sala, junto com o Paulo, que por algum motivo não estava mais ali. Despreguicei-me e passei as mãos nos olhos, querendo eliminar qualquer rastro de sono que estivesse impregnado no meu rosto.

Olhei as horas no celular e suspirei.

Karina: Bom dia. – disse sorridente.

Lizz: Estou esperando ficar bom.

Karina: Cruzes! Acordou de mau humor ou o que?

Lizz: Só não vejo nada de bom em acordar cedo e ter que ir fazer prova na faculdade.

Karina: As provas já acabaram, você sabe, não sabe?

Lizz: É, eu sei, - disse me levantando do sofá. – mas como eu faltei nesses dias, falei com o reitor e ele disse que consegue dar um jeito pra eu não perder o semestre.

Karina: E você tá preparada pra isso?

Lizz: Sim. – dei de ombros. – Quer dizer, é sobre o meu curso e sei lá, também não pode ser um bicho de sete cabeças, né? – ela não disse nada. – Viu o Paulo?

Karina: Quando eu acordei, ele não tava mais aqui.

Lizz: Que estranho. – franzi a testa, enquanto dobrava os edredons.

Karina: Vou fazer café, você quer? – perguntou, indo até a cozinha.

Nosso apartamento não era tão grande, mas também não era muito pequeno. Tinha dois andares e uma cozinha com uma bancada, que a separava da sala. Meu pai havia me dado de presente, juntamente com um carro da qual eu nunca dirigi, porque ele achava que assim, talvez, mas só talvez mesmo, pudesse tentar passar a imagem de um “bom pai”. Na verdade, eu sempre acreditei que isso era o mínimo que ele podia fazer por mim, já que mal me dava um telefonema para saber se estava tudo bem ou se eu precisava de mais alguma coisa, tipo, um pai de verdade.

Lizz: Quero sim. Vou deixar essas coisas lá no quarto e já volto. – ela apenas concordou.

Subi as escadas correndo e guardei tudo no seu devido lugar. O corredor dos quarto tinha um armário branco embutido, lá a gente deixava essas coisas e mais algumas toalhas ou produtos de limpeza. Podemos dizer que a Karina é um pouco obcecada com essas coisas de organização.

Peguei meu celular no meu quarto e vi que tinha uma mensagem não lida do Paulo:

“Tive que sair cedo, esqueci de resolver uma parada importante. Mais tarde a gente pode se ver? Te amo <3”

Sorri enquanto respondia e mal tinha me dado conta de que já estava na cozinha, junto com a Karina, que arrumava a mesa do jantar com um monte de coisa das quais eu nunca havia visto ela comer.

Lizz: Que diabos é isso? – fiz uma careta.

Karina: Nosso café da manhã.

Lizz: Quando você perguntou se eu queria café eu achei que fosse o nosso famoso e tradicional café preto.

Karina: E era. Mas ai eu achei essas coisas na geladeira e fiquei com vontade de comer. – sorriu. – Quer? – me esticou o que talvez fosse ser clube social mergulhado num Danone meio suspeito.

Lizz: Vou deixar passar dessa vez. – forcei um sorriso. – Tem certeza de que isso não vai te fazer mal? – perguntei ao vê-la comer um pedaço de queijo.

Karina: É comida Lizz, desde quando comida faz mal pra alguém?

Lizz: Desde que ela seja misturada com um monte de coisa estranha, igualzinho você tá fazendo agora. – falei me sentando na cadeira e me servindo do café.

Pelo menos ainda tínhamos isso.

Karina: Você não tem noção de como é bom.

Lizz: Pão com leite condensado? – reprimi outra careta. – Acho que eu posso apostar.

Karina: Uh, dá pra acreditar que já estamos no final do ano? – perguntou, mudando de assunto.

Lizz: É, passou bem rápido.

Karina: Eu mal posso esperar pelas férias. Conversei com o Caio e esse ano a casa de praia dos pais dele não vai ser alugada, o que cê acha da gente ir pro Guarujá?

Lizz: Praia parece ser uma boa opção. – e realmente eu achava que fosse.

Karina: Legal! – sorriu. – Vou ajeitar tudo pra gente conseguir ir. – ao falar isso, de repente, seu sorriso sumiu. – Mas que droga. – colocou a mão na frente da boca e fez uma careta. – Uh! – saiu correndo.

Lizz: Ká? – corri atrás dela, até vê-la jogada no chão do banheiro do corredor, debruçada sobre o vaso sanitário. – Você tá legal? – perguntei, segurando seu cabelo enquanto ela terminava de vomitar. – Eu disse que tudo aquilo ia acabar te fazendo mal. – ela demorou um tempo para se recompor.

Karina: Isso já tá acontecendo a algumas semanas, não foi o que eu comi. – disse, dando descarga. – Argh que nojo. – fechou os olhos.

Lizz: Como assim isso já vem acontecendo há algumas semanas e você não me disse nada?

Karina: Não é nada demais.

Lizz: Você tá vomitando. – apontei pra ela, que escovava os dentes, de frente ao espelho. – Isso não é nada demais pra você?

Karina: Deve ser uma virose ou coisa do tipo. – deu de ombros.

Lizz: Então por que você não foi ao médico ainda?

Karina: Não ando tendo tempo. – deu de ombros.

Lizz: Caio sabe disso?

Karina: Não. – respondeu indo pro quarto, a segui.

Lizz: Não pretende contar?

Karina: Pra que eu vou querer preocupa-lo?

Lizz: Ele é seu namorado.

Karina: Não meu dono. – rolei os olhos. – Eu sei me cuidar, ok?

Lizz: Se você não parar de vomitar desse jeito, eu mesma vou te levar para o hospital. – ela ia retrucar. – Não quero nem saber. Cê não pode ficar desse jeito e achar que tá tudo bem.

Karina: Tá falando igualzinho minha mãe falava. – fez birra.

Lizz: Vai, me empresta uma roupa ai. – pedi, ao ver que ela mexia no closet.

Karina: Qual o problema com as suas?

Lizz: Cansei dela. – me joguei na cama. – Pode ser um moletom, acho que vai tá meio frio.

Karina: A previsão do tempo disse que ia chover mesmo. – disse sem me olhar. – Ó, acho que isso aqui fica bom em você. – me jogou uma blusa de frio. – Só bota uma calça jeans sua porque as minhas não vão passar nesse bundão seu. – rimos.

Lizz: Obrigada. – agradeci, indo até o meu quarto.

Ouvi ela ligando o som logo em seguida e então eu podia jurar que, como em qualquer outro dia, a essa altura do campeonato, quem entrasse naquele quarto iria ver minha melhor amiga dançando igual uma louca, pra lá e pra cá. Ela sempre fora de fazer isso, dizia que aquilo aliviava a alma.

Tomei um banho quente e decidi não lavar o cabelo. Me troquei rapidamente e passei um rímel nos cílios, estava incomodada com a minha cara naquela manhã então precisei fazer alguma coisa a respeito. Enquanto terminava de me arrumar, tentei repassar na minha mente todo o conteúdo das provas e ai me lembrei de que, um dos livros da qual o reitor disse que eu poderia levar para consultar sobre alguns assuntos, havia ficado na casa do Paulo, num dia desses que eu que eu fui ao seu apartamento e acabei me esquecendo de trazer de volta.

Peguei meu celular e escrevi uma mensagem para ele perguntando se eu poderia passar por lá pra pegar. Ainda tinha algum tempo e a chave da casa então nada me impediria a princípio.

Esperei alguns minutos, mas não obtive resposta alguma e também não podia esperar mais que isso. Peguei as chaves do carro, minha bolsa com todo o material que eu achei necessário e sai do apartamento, sem me despedir de Karina. Simplesmente não tínhamos esse costume.

Eu havia tido algumas aulas no volante com o Caio, tecnicamente eu sabia o que fazer, só não sabia se faria o certo, mas não pensei muito a respeito disso. Liguei o carro e pedi a todos os santos para que eu chegasse viva até o outro lado da cidade.

Com o trânsito, demorei o dobro do tempo que levaria para chegar até o apartamento do Paulo normalmente. Quando eu cheguei, o porteiro me recebeu com um sorriso, como eu sempre estive ali, ele nem precisava mais pedir autorização, então subi direto.

Peguei o elevador, me ajeitei o máximo possível diante daquele espelho enorme e parei no ultimo andar. De frente a porta da casa do Paulo, toquei a campainha algumas vezes e esperei alguns minutos, mas ninguém apareceu.

Tirei a chave de dentro da bolsa e entrei, dando de cara com uma cena que eu nunca pensei que fosse ter o desprazer de ver.

Por um minuto desejei ficar cega.

Tinha uma menina nua em cima dele no sofá, com os cabelos longos e incrivelmente lisos, ela cavalgava como se estivesse possuída por algum demônio muito maluco.

Deixei as chaves caírem da minha mão, fazendo um barulho que se misturou com os gemidos daquela garota. Achei que fosse vomitar, mas ai ele pareceu perceber que alguém estava ali e, de repente, nossos olhares se encontraram.

Dai tudo pareceu estar em câmera lenta, ele me chamava aos gritos, mas a única coisa que eu consegui fazer foi obrigar as minhas pernas a saírem dali o mais rápido que podiam.

Entrei no meu carro sem saber direito como fiz para chegar lá. Tentei controlar minha respiração, junto com aquelas lágrimas ridículas que insistiam em sair dos meus olhos e eu sequer sabia o motivo. Quer dizer, eu sabia que o Paulo era o típico garoto popular medito a pegador. As maiorias das meninas tinham certo interesse nele, por ser bonito, por ser músico e esses coisas todas, mas eu nunca, em toda minha vida, havia o visto de outro jeito.

Éramos melhores amigos. Tínhamos um tipo de relacionamento diferente, ele falava de sentimentos comigo, sentimentos das quais eu sabia que ele morria de medo de sentir por alguém, por isso decidia não sentir nada. A real é que sempre fora assim, pegava todo mundo e não se apegava a ninguém.

Eu não entendia, mas não julgava.

Paulo era feliz daquele jeito todo torto dele, então pra mim era isso que importava de fato.

Sem perceber, cheguei ao campus da faculdade. Estacionei o carro numa das vagas e fui até a minha sala para fazer as provas. Minha cabeça girava, mas tentei ao máximo me concentrar naquelas questões. Meu futuro dependia daquilo.

P.O.V Paulo Castagnoli.

- Tem certeza que você não quer continuar? – perguntou quase se jogando pra cima de mim.

Paulo: Dá o fora. – pedi.

- Você me esquece na porcaria daquela festa e agora vai me deixar pra ir atrás daquela garota?

Paulo: Se você não sair por bem, vai sair a força. Cê quem sabe.

- Idiota! – gritou furiosa, pegando suas roupas espalhadas pela sala e se vestindo em seguida.

Era a primeira coisa certa que ela dizia, eu era mesmo um idiota.

Paulo: Fecha a porta quando sair. – foi só o que eu disse.

Fui até o meu quarto e bati a porta com força, querendo que de algum jeito, aquilo aliviasse toda minha tensão. Entrei no banheiro e tomei um banho rápido. Coloquei um moletom, sequei meu cabelo e peguei a chave do carro.

Tentei ligar algumas vezes no celular da Lizz, mas como eu já podia imaginar ela não atendeu. Apelei para a Karina que disse que a amiga havia ido fazer algumas provas na faculdade, então sem pensar direito no que diria quando a encontrasse, simplesmente dirigi para lá.

Quando eu cheguei, fui até o refeitório e me sentei numa mesa qualquer a fim de espera-la passar por ali. Era o único caminho até a saída, não tinha como fugir.

- Perdido, Castagnoli? – ouvi a voz de um dos meus amigos e olhei para trás.

Paulo: Veio fazer o que aqui, Brian?

Brian: Resolver uns BO. – se sentou na minha frente. – E você?

Paulo: Estou esperando a Lizz sair da prova. – apontei para o corredor das salas.

Brian: Se amarrou é, cara? – perguntou com deboche.

Paulo: Me respeita. – virei os olhos.

Brian: Fala a real, essa mina mexe contigo, né não?

Paulo: Ela é minha amiga.

Brian: E que amiga hein? – disse malicioso.

Paulo: Se liga. – lhe dei um tapa na cabeça.

Brian: Qual é, cara? Relaxa! Ela não faz o meu tipo. – riu.

Paulo: A Lizz faz o tipo de todo mundo.

Brian: Deve fazer o seu.

Paulo: Cê não veio até aqui só pra me encher a porra do saco né?

Brian: Só tô matando o tempo. – relaxou na cadeira.

Paulo: Então muda de assunto, caralho. – pedi, estressado.

Se tem uma coisa que eu odiava nessa vida, era quando vinham falar da Lizz pra mim. Ninguém tinha a menor ideia de nada e ficaram querendo se meter numa coisa que simplesmente não era da conta de ninguém.

Brian: Não precisa ficar estressado, tá legal? – não respondi. – Todo mundo vê que cê é caidinho por ela.

Paulo: Eu não sou caidinho por ninguém, cara.

Brian: Pode falar a real pra mim.

Paulo: Não tem real nenhuma. – rolei os olhos.

Brian: Quer um conselho de amigo?

Paulo: Se eu falar não você some da minha frente?

Brian: Cê podia falar a verdade pra ela. – ignorou o que eu perguntei.

Paulo: Cê ficou maluco mesmo né?

Brian: Até onde eu sei ela é sua melhor amiga, vai que ela sente alguma coisa também.

Paulo: Ela não sente.

Brian: Como pode saber? – demorei alguns segundos até conseguir responder aquilo.

Paulo: Eu só sei.

Brian: Mas seria foda uma amizade colorida, não acha? – riu.

Paulo: Escuta, se você abrir a boca pra falar mais alguma coisa relacionada à Lizz, eu juro por Deus que esqueço que você é meu amigo e soco a sua cara até te ver perder a consciência. – ameacei.

Brian: Pô, já que você pediu com jeitinho, não tem como negar né? – esse jeito dele me irritava, mas tentei ignorar para o nosso próprio bem.

Brian ficou me fazendo companhia por quase duas horas. Pedimos algo para comer quando a cozinheira da cantina apareceu por ali e pelo menos até então, não me lembro de termos tocado no nome da Lizz de novo.

Quando o sinal tocou, depois de acabarmos de comer, vi alguns alunos tomando conta do corredor, andando apressadamente até a saída. Lizz foi a única que tomou o sentido contrário, provavelmente iria até o seu armário guardar todos aqueles livros que segurava de um jeito totalmente desastrado.

Paulo: Essa é minha deixa. – me levantei.

Brian: Se cuida, cara. – ele me cumprimentou com um toque de mão.

Sai atrás da Lizz, me desviando das pessoas que ainda tomavam o espaço. Quando a alcancei, a segurei pelo cotovelo e com isso, todos os seus livros foram parar no chão.

Lizz: Puta que pariu, menino. Que susto. – colocou a mão no peito e respirou fundo. – Isso lá é jeito de chegar em alguém? – me olhou brava.

Paulo: Mas porra, também não é pra tanto, né? – me abaixei para pegar os livros.

Lizz: O que você tá fazendo aqui? Não era pra tá transando com aquela menina esquisita? – ela me imitou, catando um por um.

Paulo: Eu mandei ela embora. – peguei os livros da sua mão e me encarreguei de leva-los até seu armário.

Lizz: Foi por causa de mim? Olha me desculpa, eu toquei a campainha, mas você não apareceu, achei que não tivesse em casa. Eu precisava daquele livro de psicologia que ficou no seu apartamento então como tenho as chaves... – ela falava tudo num fôlego só.

Paulo: Ei, tá tudo bem. – a interrompi, fazendo-a respirar. – Quer dizer, não deve ter sido uma cena bonita de se presenciar. – ela riu.

Lizz: Realmente. – fez cara de nojo e parou em frente ao seu armário. – Talvez eu fique traumatizada pro resto da minha vida, mas vou sobreviver. – sorriu.

Paulo: Então que tal tomarmos um sorvete?

Lizz: De flocos com cobertura de chocolate? – perguntou com aqueles olhinhos pequeninhos brilhando.

Paulo: Do que cê quiser, little. – sorrimos.

Lizz: Você tá de carro? – perguntou fechando o armário.

Paulo: Tá lá no estacionamento.

Lizz: O meu também.

Paulo: Desde quando você dirige?

Lizz: Desde quando eu tinha que tá aqui e estava atrasada.

Paulo: Veio sem matar ninguém? – brinquei.

Lizz: Nossa, como você é engraçado. – fingiu rir.

Paulo: A faculdade vai fechar mais tarde hoje, a gente pode ir a pé e depois voltar aqui pra pegar os carros.

Lizz: Por mim tudo bem. – sorriu.

Paulo: Então partiu. – peguei a mão dela e saímos para a sorveteria. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado
Não esqueçam de comentar, isso é muito importante pra mim.
Tenham um feliz Natal! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...