História Belo Desastre (Adaptação Chris e Ana) - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias 50 Tons de Cinza
Personagens Anastasia Steele, Christian Grey
Tags Adaptação, Anastasia Steele, Christian Grey
Visualizações 290
Palavras 1.272
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Capítulo 12


O ar no apartamento estava tenso e alegre ao mesmo tempo. Christian parecia ser o menos afetado, calçando rápido as botas e colocando uma regata branca como se fosse sair para resolver algo trivial.

Kate foi comigo pelo corredor até o quarto do Christian e franziu a testa.

— Você tem que se trocar, Anastásia. Não pode usar isso pra ver a luta.

— Usei uma droga de um cardigã da última vez e você não falou nada! — protestei.

— Não achei que você fosse mesmo da última vez. Toma — ela me jogou umas roupas —, veste isso.

— Não vou vestir isso.

—Vamos logo. — Elliot gritou da sala de estar.

— Anda logo! — Kate falou irritada, entrando correndo no quarto de Elliot.

Vesti o top frente-única amarelo decotado e a calça jeans de cintura baixa que Kate tinha jogado para mim. Depois coloquei saltos altos e passei um pente no cabelo enquanto cruzava o corredor Kate saiu do quarto do Elli com um vestido verde curto, estilo baby doll, e sapatos de salto combinando. Quando aparecemos, Christian e Elliot estavam parados à porta.

Christian ficou boquiaberto.

— Ah, não! Você está tentando fazer com que eu seja morto? Você tem que se trocar, Flor.

— O quê? — perguntei, olhando para baixo.

Kate levou as mãos ao quadril.

— Ela está uma graça, Chris, deixe a menina em paz! — Ele me pegou pela mão e me conduziu pelo corredor.

— Coloque uma camiseta... e tênis. Alguma coisa confortável.

— O quê? Porquê? 

— Porque, com essa blusinha aí, vou ficar mais preocupado com quem está olhando pros seus peitos do que com o Hoffman. — ele disse, parando na porta.

— Achei que você tinha dito que não ligava a mínima para o que as pessoas achavam.

— A situação é diferente, Beija-Flor. — Christian olhou para o meu peito e depois para mim. — Você não pode usar isso para ir ver a luta, então por favor... só... se troca, por favor. — ele gaguejou, me enxotando para dentro do quarto e fechando a porta.

—Christian! —gritei.

Eu me livrei dos sapatos de salto com um chute e enfiei meu par de All Star Converse nos pés. Depois me contorci e tirei o top, jogando-o do outro lado do quarto. Enfiei a primeira camiseta de algodão que vi pela frente e corri até a sala, parando na entrada do apartamento.

— Tá melhor? — perguntei, bufando de raiva e puxando o cabelo para prendê-lo num rabo de cavalo.

— Agora tá! — Christian respondeu aliviado. — Vamos!

Fomos correndo até o estacionamento. Pulei na garupa da moto enquanto ele ligou o motor com tudo e saiu voando pela estrada até a faculdade. Apertei a cintura dele, tamanha era minha expectativa; a correria na hora de sair tinha enviado ondas de adrenalina por minhas veias.

Christian subiu no meio-fio com a moto e a estacionou na sombra, atrás do Pavilhão Jefferson de Humanas. Pôs os óculos de sol no alto da cabeça e me agarrou pela mão, sorrindo enquanto seguíamos sorrateiramente até a parte de trás do prédio. Paramos ao lado de uma janela aberta perto do nível do chão.

Arregalei os olhos quando me dei conta do que faríamos.

— Você só pode estar brincando! — Christian sorriu.

— Essa é a entrada VIP. Você devia ver como o resto do pessoal entra.

Balancei a cabeça enquanto ele enfiava as pernas ali para entrar, sumindo de vista logo depois. Eu me abaixei e o chamei no meio da escuridão.

— Christian!

— Aqui embaixo, Flor. É só descer, os pés primeiro. Vem, eu te seguro!

— Você está louco se acha que vou pular no escuro!

— Eu te seguro, prometo! Anda logo, vai! — Suspirei, levando a mão à testa.

— Isso é loucura!

Eu me sentei no parapeito da janela e fui indo para frente, até que metade do meu corpo ficou pendurado no escuro. Virei de barriga para baixo e tentei tatear o chão com os dedos dos pés. Esperei que meus pés encostassem na mão do Christian, mas perdi a pegada, soltando um gritinho agudo quando caí para trás. Duas mãos me seguraram e ouvi a voz dele no escuro.

— Você cai que nem menina. — ele disse, dando uma risadinha.

Ele me pôs no chão e me puxou ainda mais para a escuridão. Depois de uns doze passos, eu já podia ouvir a gritaria familiar de números e nomes, e uma luz se acendeu. Havia uma lanterna no canto, que iluminava a sala o suficiente para eu conseguir ver o rosto do Christian.

— O que estamos fazendo? — perguntei.

— Esperando. O Taylor tem que fazer o discurso de abertura dele antes de eu entrar. — Fiquei inquieta.

— É melhor eu ficar esperando aqui ou entrar? Pra onde eu vou quando a luta começar? Cadê o Elli e a Kate?

— Eles foram pela outra entrada. É só me seguir, não vou deixar você entrar naquele tanque de tubarões sem mim. Fique perto do Taylor, ele vai impedir que te esmaguem. Não posso cuidar de você e dar socos ao mesmo tempo.

— Me esmaguem?

— Vai ter mais gente aqui hoje. O Brady Hoffman é da Estadual. Eles têm o Círculo deles lá. Vai ser a nossa galera e a galera deles, então vai ficar uma doideira lá no salão.

— Você está nervoso? — perguntei.

Ele sorriu, baixando o olhar para mim.

— Não. Mas você parece que está um pouco.

— Talvez. — admiti.

— Se isso fizer você se sentir melhor, não vou deixar nem ele encostar em mim. Não vou deixar ele me acertar nem uma vez, pra agradar os fãs dele.

— Como vai fazer isso? — Ele deu de ombros.

— Geralmente deixo que eles acertem uma... para parecer justo.

— Você... deixa as pessoas te acertarem?

— Que graça teria se eu só massacrasse o adversário e nunca levasse nenhum soco? Isso não seria bom para os negócios, ninguém apostaria contra mim.

— Que monte de baboseira. — falei, cruzando os braços. Christian ergueu uma sobrancelha.

— Você acha que estou te zoando?

— Acho difícil acreditar que você só leva um golpe quando deixa.

— Quer fazer uma aposta, Anastásia Steele? — ele me perguntou sorrindo, com um brilho nos olhos.

Sorri de volta.

— Quero. Aposto que ele acerta um soco em você.

— E se ele não acertar? O que é que eu ganho? — ele me perguntou.

Dei de ombros enquanto a gritaria do outro lado da parede se transformava num rugido. Taylor cumprimentou a multidão ali reunida e depois repassou as regras.

A boca de Christian se abriu em um largo sorriso.

— Se você ganhar, fico sem sexo durante um mês. — Ergui uma sobrancelha e ele sorriu de novo. — Mas, se eu ganhar, você tem que passar um mês comigo.

— O quê? Já estou ficando lá de qualquer forma! Que tipo de aposta é essa? — perguntei, gritando em meio ao ruído.

— Eles consertaram as caldeiras do Morgan hoje. — disse Christian, com um sorriso e uma piscadinha.

Um riso sem graça aliviou minha expressão quando Taylor chamou Christian.

— Qualquer coisa é válida para tentar ver você em abstinência, pra variar.

Christian me deu um beijo no rosto e foi andando, com um porte orgulhoso. Fui atrás dele e, quando passamos para a sala seguinte, fiquei assustada com a quantidade de gente reunida naquele espaço pequeno. Só havia lugar em pé, e os empurrões e a gritaria aumentaram quando entramos. Christian assentiu na minha direção, e Taylor pôs a mão no meu ombro e me puxou para seu lado.

Eu me inclinei para falar ao ouvido dele:

— Duas no Christian.

Taylor ergueu as sobrancelhas quando me viu puxar duas notas de cem do bolso. Ele estendeu a palma e bati com as notas na mão dele.

— Você não é a Poliana que achei que fosse. — ele falou, me olhando de cima a baixo.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...