História Belo Desastre- Bughead - Capítulo 44


Escrita por:

Postado
Categorias Riverdale
Personagens Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Elizabeth "Betty" Cooper, Ethel Muggs, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hiram Lodge, Kevin Keller, Personagens Originais, Reginald "Reggie" Mantle, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Romance
Visualizações 353
Palavras 1.564
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


AMIGAAAAAA!


Voltei!!!

Capítulo 44 - Indiferença I



        Duas mesas adiante, uma fileira para trás. Veronica e Archie mal podiam ser vistos de onde eu estava sentada, e me curvei para observar Jughead, que encarou a cadeira vazia que eu geralmente ocupava antes de ir se sentar na ponta da mesa. Eu me senti ridícula por me esconder, mas não estava preparada para me sentar diante dele durante uma hora inteira. Quando terminei a refeição, inspirei fundo e fui caminhando até o lado de fora, onde Jughead terminava de fumar.

Eu tinha passado a maior parte da noite tentando formular um plano para voltarmos ao ponto em que estávamos antes. Se eu tratasse nossa transa da forma como ele geralmente lidava com sexo, eu teria uma chance maior o plano trazia o risco de perdê-lo completamente, mas eu tinha esperança de que seu imenso ego de macho o forçasse a entrar no jogo.

— Oi — falei.

Ele fez uma careta.

— Oi. Achei que ia te encontrar no almoço.

— Tive que entrar e sair correndo. Tenho que estudar —dei de ombros, fazendo minha melhor imitação de casualidade.

— Precisa de ajuda?

— É cálculo. Acho que com isso eu consigo lidar.

— Posso ficar perto só pelo apoio moral — ele sorriu, enfiando a mão no bolso.

Os músculos firmes de seu braço tencionaram com o movimento, e a lembrança deles flexionados enquanto ele me penetrava me veio à mente em vividos detalhes.

— Hum... o quê? — perguntei, desorientada com o súbito pensamento erótico que tinha passado como um lampejo por minha mente.

— A gente vai fingir que aquela noite nunca aconteceu?

— Não, por quê? — fingi que estava confusa e ele suspirou, frustrado com meu comportamento.

— Não sei... Porque tirei sua virgindade? — ele se inclinou na minha direção, dizendo essas palavras num sussurro.

Revirei os olhos.

— Tenho certeza que não foi a primeira vez que você deflorou uma virgem, Jugg.

Tal como eu temia, meu comportamento casual o deixou com raiva.

— Pra falar a verdade, foi sim.

— Ah, vamos lá... Eu disse que não queria nada esquisito entre a gente.

Ele deu uma última tragada no cigarro e o jogou no chão.

— Bom, se eu aprendi alguma coisa nos últimos dias, é que nem sempre a gente consegue o que quer.

— Oi, Bets — disse Sweet Pea, me beijando no rosto.

Jughead olhou para ele com uma expressão assassina.

— Te pego por volta das seis? — Sweet Pea perguntou.

Assenti.

— As seis.

— Então a gente se vê mais tarde — disse ele, seguindo para a aula.

Fiquei olhando enquanto ele se afastava, com medo de lidar com as consequências dos últimos dez segundos.

— Você vai sair com ele hoje à noite? — Jughead perguntou, fervendo de raiva.

Seu maxilar estava cerrado, e eu podia notar que ele o mexia.

— Eu te contei que ele ia me chamar para sair depois que eu voltasse para o Morgan. Ele me ligou ontem.

— As coisas mudaram um pouco desde aquela conversa, você não acha?

— Por quê?

Ele saiu andando, e engoli em seco, tentando conter as lágrimas. Jughead parou e voltou, inclinando-se perto do meu rosto.

— Foi por isso que você disse que eu não ia sentir a sua falta depois de hoje! Você sabia que eu ia descobrir sobre o Sweet Pea, e achou que eu ia simplesmente... o quê? Te esquecer? Você não confia em mim, ou eu só não sou bom o bastante? Me fala, droga! Me fala que porra eu te fiz pra você fazer isso comigo!

Eu me mantive firme, encarando-o direto nos olhos.

— Você não me fez nada. Desde quando sexo é uma questão de vida ou morte para você?

— Desde que foi com você!

Olhei de relance à nossa volta, percebendo que estávamos fazendo uma ceninha. As pessoas passavam devagar, nos encarando e sussurrando. Senti as orelhas arderem, e o ardor se espalhou pelo meu rosto, fazendo com que meus olhos lacrimejassem.

Ele fechou os olhos, tentando se recompor antes de falar de novo.

— É assim? Você acha que não significou nada pra mim?

— Você é Jughead Jones.

Ele balançou a cabeça, revoltado.

— Se eu não te conhecesse, acharia que você está esfregando meu passado na minha cara.

— Não acho que quatro semanas constituem o passado.

 Ele contorceu o rosto e dei risada.

— Estou brincando! Jughead, está tudo bem. Eu estou bem, você está bem. Não precisamos criar um caso em cima disso.

Toda a emoção desapareceu de seu rosto, e ele inspirou fundo pelo nariz.

— Eu sei o que você está tentando fazer. — Seus olhos perderam o foco por um instante, e ele ficou absorto em pensamentos. — Eu vou ter que te provar então. — Seus olhos se estreitaram enquanto ele olhava nos meus, com a mesma determinação que exibia antes de uma luta. — Se você acha que vou voltar a trepar com qualquer uma por aí, está enganada. Eu não quero mais ninguém. Quer ser minha amiga? Ok seremos amigos. Mas eu e você sabemos que o que aconteceu não foi apenas sexo.

Ele passou por mim como um raio e fechei os olhos, exalando o ar que vinha prendendo. Jughead olhou de relance para trás e seguiu para a próxima aula. Uma lágrima escapou e rolou pela minha bochecha, e rapidamente a limpei. Os olhares fixos e curiosos dos outros alunos se cravaram nas minhas costas enquanto eu caminhava, sentindo um grande peso, até a aula.

Sweet Pea estava na segunda fileira, e me sentei sorrateiramente na carteira ao lado.

Um largo sorriso se estampou em seu rosto.

— Não vejo a hora de chegar hoje à noite.

Inspirei e sorri, tentando afastar o clima pesado da conversa que acabara de ter com Jughead.

— Quais são os planos

— Bom, eu já me instalei no meu apartamento. Pensei em jantarmos lá.

— Estou ansiosa por hoje à noite também — falei, tentando me convencer disso.

Com a recusa de Veronica em ajudar, Cheryl foi minha relutante assistente na escolha do vestido para o meu encontro com Sweet Pea. Mas, assim que o vesti, eu o arranquei pela cabeça e enfiei uma calça jeans. Depois de ficar remoendo meu plano falho a tarde inteira, não consegui me convencer a me arrumar toda. Tendo em mente que o tempo estava fresquinho, coloquei um suéter de cashmere fino marfim por cima de uma regata marrom, peguei minha jaqueta e fiquei esperando perto da saída. Quando o Porsche reluzente de Sweet Pea parou na frente do Morgan, saí rapidamente pela porta, antes que ele tivesse tempo de vir até mim.

— Eu estava indo buscar você — disse ele, decepcionado, enquanto segurava a porta do carro.

— Então eu fiz você economizar tempo — falei, me sentando e colocando o cinto de segurança.

Ele entrou no carro e se inclinou na minha direção, tocando meu rosto e me beijando com os lábios macios e aveludados.

— Uau — ele exclamou, soltando o ar. — Senti saudade da sua boca.

O hálito de Sweet Pea cheirava a menta, sua colônia tinha um aroma incrível, suas mãos eram quentes e macias, e ele estava fantástico de calça jeans e camisa social verde, mas eu não conseguia me desvencilhar da sensação de que faltava algo. Aquele entusiasmo que eu sentia com ele no começo estava ausente, e, em silêncio, amaldiçoei Jughead por ter tirado isso de mim.

Eu me forcei a sorrir.

— Vou levar isso como um elogio.

O apartamento dele era exatamente como eu tinha imaginado: impecável, com aparelhos eletrônicos caros em cada canto, e muito provavelmente decorado por sua mãe.

— E então, o que achou? — ele me perguntou abrindo um largo sorriso, como uma criança exibindo um brinquedo novo.

— É o máximo — assenti.

A expressão dele passou de divertida a sedutora e ele me puxou para os seus braços, beijando meu pescoço. A tensão tomou conta de todos os músculos do meu corpo. Eu queria estar em qualquer lugar, menos naquele apartamento.

Meu celular tocou, e apresentei-lhe um sorriso de desculpas antes de atender.

— Como está indo o encontro, Flor?

Virei as costas para Sweet Pea e sussurrei ao telefone.

— Que foi, Jughead? — tentei colocar rispidez na voz, mas ela se suavizou com o alívio ao ouvir a dele.

— Quero ir jogar boliche amanhã. Preciso da minha parceira.

— Boliche? Você não podia ter me ligado mais tarde?

Eu me senti uma hipócrita ao dizer essas palavras, pois estava esperando aparecer uma desculpa qualquer para manter os lábios de Sweet Pea longe de mim.

— Como eu vou saber quando vocês vão ter terminado? Ai. Isso não soou bem... — ele disse, parecendo se divertir. — Ligo pra você amanhã para falarmos sobre isso, ok?

— Não, não está nada ok. Você disse que quer ser minha amiga, mas nós não podemos sair juntos? — Revirei os olhos e Jughead bufou. — Não revire os olhos. Você vai ou não vai?

— Como você sabe que revirei os olhos? Está me perseguindo? — perguntei, notando que as cortinas estavam abertas.

— Você sempre revira os olhos. Sim? Não? Você está desperdiçando um tempo precioso do seu encontro.

Ele me conhecia muito bem. Lutei contra a necessidade premente de pedir que ele fosse me buscar naquela hora. Não consegui evitar e acabei sorrindo com esse pensamento.

— Sim! — falei em uma voz abafada, tentando não rir. — Eu vou.

— Te pego às sete.

Eu me virei para Sweet Pea com um sorriso tão largo quanto o do gato de Alice.

— Era o Jughead? — ele me perguntou, com uma expressão sagaz.

 — Sim — respondi franzindo a testa, pega no flagra.

— Vocês ainda são apenas amigos?

— Ainda apenas amigos
 


Notas Finais


Mais 36 eu volto!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...