História Belo Desastre- Bughead - Capítulo 70


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Categorias Riverdale
Personagens Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Elizabeth "Betty" Cooper, Ethel Muggs, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hiram Lodge, Kevin Keller, Personagens Originais, Reginald "Reggie" Mantle, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Romance
Visualizações 420
Palavras 1.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 70 - Não, Obrigada I



       Fiquei fazendo desenhos no meu caderno, quadrados dentro de quadrados, conectando uns aos outros para formar caixas rudimentares em 3D. Dez minutos antes de a aula começar, a sala ainda estava vazia. Minha vida estava começando a entrar nos eixos de novo, mas precisei de alguns minutos para me preparar psicologicamente para estar cercada de pessoas que não fossem Kevin e Veronica.

— Só porque não estamos mais namorando, não quer dizer que você não pode usar a pulseira que te dei — disse Sweet Pea, assim que se sentou ao meu lado.

— Venho querendo te perguntar se você quer que eu devolva.

Ele sorriu, inclinando-se na minha direção para desenhar um laço em uma das caixas no meu caderno.

— Foi presente, Bets. Não dou presentes com condições.

A professora Ballard ligou o retroprojetor enquanto se sentava à frente da classe, depois ficou remexendo nos papéis em sua mesa abarrotada. A sala de repente ficou alvoroçada com conversas, que ecoavam pelas grandes janelas molhadas de chuva.

— Ouvi dizer que você e o Jughead terminaram faz umas semanas. — Sweet Pea ergueu uma das mãos ao ver minha expressão de impaciência — Não é da minha conta. É só que você parece tão triste, e eu queria te dize que sinto muito.

— Obrigada — murmurei, virando uma página em branco no caderno.

— E também quero pedir desculpas pelo meu comportamento. O que eu fiz foi... grosseiro. Eu só estava com raiva e descontei em você. Não foi justo, e eu peço desculpas.

— Não estou interessada em namorar, Sweet Pea— falei em tom de aviso.

Ele deu uma risada abafada.

— Não estou tentando me aproveitar da situação. Nós ainda somos amigos, e quero ter certeza que está tudo bem com você.

— Estou bem.

— Você vai voltar pra casa no feriado de Ação de Graças?

— Vou pra casa da America. Geralmente janto na casa dela no Dia de Ação de Graças.

Ele começou a falar alguma coisa, mas a professora Ballard iniciou a aula. O assunto do Dia de Ação de Graças me fez pensarem meus planos anteriores de ajudar Jughead com o peru. Pensei em como teria sido, e me peguei preocupada com o fato de que eles acabariam pedindo pizza de novo. Uma sensação de angústia tomou conta de mim, mas a afastei imediatamente, fazendo o meu melhor para me concentrar em cada palavra dita pela professora.

Depois da aula, fiquei vermelha quando vi Jughead vir do estacionamento quase correndo na minha direção. Ele estava com a barba feita, vestia um moletom com capuz e seu boné vermelho predileto de beisebol, abaixando a cabeça para se proteger da chuva.

— A gente se vê depois do intervalo, Bets— disse Sweet Pea, encostando a mão de leve nas minhas costas.

Esperei por um olhar cheio de raiva de Jughead, mas ele nem pareceu notar a presença de Sweet Pea enquanto se aproximava.

— Oi, Flor.

Dei um sorriso meio sem graça, e ele enfiou as mãos no bolso da frente do moletom.

— O Archie me disse que você vai com ele e com a Veronica para Wichita amanhã.

— É.

— Você vai passar o feriado inteiro na casa da Veronica?

Dei de ombros, tentando parecer casual.

— Sou muito chegada aos pais dela.

— E a sua mãe?

— Ela vive bêbada, Jughead. Nem vai saber que é Ação de Graças.

De repente ele ficou nervoso, e meu estômago se contorceu com a possibilidade de um segundo quebra-pau em público. Um trovão rugiu sobre nós, e Jughead ergueu a cabeça, apertando os olhos enquanto grandes gotas de chuva caíam em seu rosto.

— Preciso te pedir um favor — ele me disse. — Vem cá.

Ele me puxou para debaixo do toldo mais próximo e consenti, tentando evitar outra cena.

Que tipo de favor? — perguntei, desconfiada.

Meu... hum... — Ele alternou o peso do corpo, se apoiando ora em uma perna, ora em outra. — Meu pai e os caras estão esperando você na quinta-feira.

— Jughead! — falei, em tom de queixa.

Ele olhou para baixo.

— Você disse que ia.

— Eu sei, mas... é um pouco sem sentido agora, você não acha?

Ele pareceu não se incomodar.

— Você disse que ia.

— A gente ainda estava junto quando concordei em ir pra casa do seu pai. Você sabia que agora eu não iria.

—Eu não sabia e, de qualquer forma, agora é tarde demais, O Dylan já está vindo de avião pra cá, e o Reggie tirou folga no trabalho. Todo mundo está ansioso pra te ver.

Eu me encolhi, torcendo as mechas molhadas dos cabelos em volta do dedo.

—Eles iam vir de qualquer forma, não iam?

— Nem todos. Faz anos que a gente não se reúne mais no Dia de Ação de Graças. Todos eles fizeram um esforço, já que prometi uma refeição de verdade pra eles. Não temos uma mulher na cozinha desde que minha mãe morreu e...

—Isso nem é machista nem nada.

Ele inclinou a cabeça para o lado.

—Não foi isso que eu quis dizer, Flor, poxa! Todos nós queremos você lá. É isso que estou dizendo.

— Você não contou pra eles sobre a gente, não é? — desferi as palavras no tom mais acusador que consegui usar.

Ele ficou inquieto por um instante e fez que não com a cabeça.

— Meu pai me perguntaria o motivo, e não estou preparado pra conversar com ele sobre isso. Ia ser um sermão interminável. Por favor, vamos, Flor.

Tenho que colocar o peru no forno às seis da manhã. A gente teria que sair daqui lá pelas cinco...

— Ou a gente pode dormir lá.

Subitamente ergui as sobrancelhas.

— De jeito nenhum! Já é ruim o suficiente precisar mentir pra sua família e fingir que ainda estamos juntos.

— Você está agindo como se eu tivesse pedido pra você atear fogo em si mesma.

— Você devia ter contado pra eles!

— Eu vou contar. Depois do Dia de Ação de Graças... eu conto.

Suspirei, desviando o olhar.

— Se você jurar que isso não é nenhum esquema pra tentar me fazer voltar com você, eu vou.

Ele assentiu.

— Eu juro.

Embora Jughead estivesse tentando ocultar, eu vi uma centelha em seus olhos. Pressionei os lábios para não sorrir.

— Vejo você às cinco.

Ele se inclinou para beijar o meu rosto, deixando os lábios por um tempinho em minha pele.

— Valeu, Beija-Flor.

Veronica e Archie me encontraram na porta do refeitório e entramos juntos. Puxei com força o garfo e a faca do porta-talheres e larguei o prato na bandeja.

— O que é que você tem, Betty? — ela me perguntou.

— Não vou viajar com vocês amanhã.

Archieficou boquiaberto.

— Você vai pra casa dos Jones?

Os olhos de Veronica se voltaram como dardos na direção dos meus.

—Você o quê?

Suspirei e entreguei minha carteirinha de estudante ao caixa.

— Eu prometi ao Jugg que iria quando a gente estava no avião, e ele disse pra família inteira que eu estaria lá.

— Em defesa dele — Archie  falou —, ele realmente não achou que vocês iam terminar. Ele achou que você ia acabar voltando. E já era tarde demais quando ele se tocou que você não estava de brincadeira.

— Isso é bobagem, Archie, e você sabe disso — falou Veronica, borbulhando de raiva. —Você não precisa ir se não quiser, Betty.

Ela estava certa. Eu tinha escolha, mas não poderia fazer Travis. Nem mesmo se o odiasse. E eu não o odiava.

— Se eu não for, ele vai ter que explicar pra eles por que não apareci, e não quero estragar o Dia de Ação de Graças deles. Todos estão vindo pra casa porque acham que vou estar lá.

Archie abriu um sorriso.

—Eles gostam mesmo de você, Betty. O FP ficou falando de você para o meu pai outro dia.

— Que ótimo — murmurei.

— A Betty está certa — ele disse — Se ela não for, o FP vai o dia inteiro enchendo o saco do Jugg. Não tem por que estragar o dia deles.

Veronica colocou o braço em volta dos meus ombros.

— Você ainda pode vir com a gente. Você não está mais com ele e não precisa continuar salvando a pele dele.

— Eu sei, Veronica, mas é a coisa certa a fazer.
 


Notas Finais


45 e eu voltoo


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