História Belo Desastre- Bughead - Capítulo 71


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Categorias Riverdale
Personagens Antoinette "Toni" Topaz, Archibald "Archie" Andrews, Cheryl Blossom, Chuck Clayton, Elizabeth "Betty" Cooper, Ethel Muggs, Forsythe Pendleton "FP" Jones II, Forsythe Pendleton "Jughead" Jones III, Hiram Lodge, Kevin Keller, Personagens Originais, Reginald "Reggie" Mantle, Veronica "Ronnie" Lodge
Tags Romance
Visualizações 362
Palavras 1.782
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


VOLTEEIIII!!

Capítulo 71 - Não, Obrigada II



        O sol se refletia nos prédios lá fora, e eu estava parada na frente do espelho passando a escova nos cabelos, enquanto tentava descobrir como conseguiria fingir ainda estar com Jughead.

— É só um dia, Betty. Você consegue lidar com isso — falei para o espelho.

Fingir nunca foi um problema para mim. O que me preocupava era o que aconteceria enquanto estivéssemos fingindo. Quando Jughead me deixasse em casa depois do jantar, eu teria que tomar uma decisão. Decisão essa que seria distorcida por uma falsa sensação de felicidade que passaríamos para a família dele.

Toc, toc.

Eu me virei e olhei para a porta. Cheryl não tinha voltado para o quarto a noite toda. Eu sabia que Veronica e Archie já tinham pegado a estrada e não conseguia imaginar quem era. Coloquei a escova sobre a mesa e abri a porta.

—Jughead?—falei baixinho.

— Você está pronta?

Ergui uma sobrancelha

— Pronta pra quê?

— Você disse para vir te buscar às cinco.

Cruzei os braços sobre o peito.

— Eu quis dizer cinco da manhã!

— Ah — ele disse, parecendo desapontado. — Acho que vou ter que ligar para o meu pai pra avisar que não vamos passar a noite lá então.

— Jughead! — reclamei.

— Eu peguei o carro do Archie pra gente não ter que levar as malas na moto. Tem um quarto sobrando em que você pode dormir. Nós podemos ver um filme ou...

— Eu não vou passar a noite na casa do seu pai!

A expressão dele ficou triste.

— Tudo bem. Eu... hum... te vejo amanhã de manhã.

Ele deu um passo para trás e fechei a porta, me apoiando nela. Todas as minhas emoções se entrelaçavam em minhas entranhas, então soltei um suspiro exasperado. Com a expressão desapontada de Jughead fresca na mente, abri a porta e saí, vendo que ele estava atravessando o corredor devagar, discando ao celular.

— Jughead, espera. — Ele se virou e o olhar de esperança em seus olhos fez meu peito doer — Me dá um minuto pra colocar umas coisas na mala.

Um sorriso de alívio e gratidão se espalhou em seu rosto. Ele foi atrás de mim até o quarto e ficou olhando enquanto eu arrumava a mala.

— Eu ainda te amo, Flor.

Não ergui o olhar.

— Não começa. Não estou fazendo isso por você.

Ele inspirou com dificuldade.

— Eu sei.

Seguimos viagem em silêncio até a casa do pai dele. O carro parecia carregado de uma energia nervosa, e era difícil ficar sentada no banco de couro frio. Quando chegamos, Dylan e FP saíram na varanda, e sorridentes. Jughead pegou nossas malas de dentro do carro, e FP deu uns tapinhas de leve nas costas dele.

— Que bom ver você, filho. — O sorriso dele ficou ainda mais largo quando olhou para mim. — Betty Cooper. Estamos esperando ansiosamente pelo jantar amanhã. Faz muito tempo desde que... Bom, faz muito tempo.

Assenti e segui Jughead casa adentro. FP repousou a mão na barriga protuberante e abriu um largo sorriso

— Arrumei lugar pra vocês dois no quarto de hóspedes, por que você não ia querer brigar com o gêmeo no seu quarto.

Olhei para Jughead. Era difícil observar enquanto ele lutava para encontrar as palavras.

— A Betty... hum... ela vai ficar... no quarto de hóspedes. Eu vou dormir no meu.

Dylan fez uma careta.

— Por quê? Ela tem ficado no seu apartamento, não tem?

— Não nos últimos tempos — ele disse, tentando desesperadamente evitar a verdade.

FP e Dylan trocaram olhares de relance.

O quarto do Reggie está sendo usado como uma espécie de deposito faz anos, então eu ia deixar ele ficar no seu quarto. Acho que pode dormir no sofá — disse FP, olhando para as almofadas desbotadas e caindo as pedaços na sala de estar.

— Não se preocupe com isso, FP. A gente só estava tentando manter o respeito — eu disse, colocando a mão no braço dele.

Sua risada alta ecoou pela casa, e ele deu uns tapinhas de leve na minha mão.

— Você conhece meus filhos, Betty. Devia saber que é quase impossível me ofender

Jughead fez um sinal com a cabeça apontando para as escadas e atrás dele. Ele abriu a porta com o pé e colocou nossas malas no chão olhando para a cama e depois se virando para mim. O quarto era forrado de painéis marrons, e o carpete, da mesma cor, tinha passado da hora de ser trocado. As paredes eram de um branco sujo, com a tinta descascando em alguns lugares. Vi apenas uma moldura na parede, enquadrando uma foto de Um com a mãe de Jughead. O fiando da foto era um azul genérico de estúdio fotográfico; o casal tinha o cabelo alisado e o rosto sorridente e jovem. A foto devia ter sido tirada antes de eles terem os meninos, á que nenhum dos dois parecia ter mais de vinte anos.

— Desculpa, Flor. Vou dormir no chão.

— Ah, mas vai mesmo — falei, puxando os cabelos e prendendo-os em um rabo de cavalo. — Não acredito que deixei você me convencer a fazer isso.

Ele se sentou na cama e esfregou o rosto, frustrado.

— Isso vai ser uma puta confusão. Não sei onde eu estava com a cabeça.

— Eu sei exatamente onde você estava com a cabeça. Não sou idiota, Jughead.

Ele ergueu o olhar para mim e sorriu.

— Mas ainda assim você veio.

— Tenho que deixar tudo pronto para amanhã — falei, abrindo a porta.

Ele se levantou.

— Vou te ajudar.

Nós descascamos uma montanha de batatas, picamos verduras e legumes, colocamos o peru para descongelar e começamos a preparar a massa da torta. A primeira hora foi pra lá de desconfortável, mas, quando os gêmeos chegaram, todo mundo se reuniu na cozinha. FP contava histórias sobre cada um de seus meninos, e demos risada das histórias sobre feriados desastrosos de Ação de Graças, quando eles tentaram fazer algo que não fosse pedir pizza.

— A Diane era uma tremenda de uma cozinheira — falou FP, pensativo — O Jugg não lembra, mas não fazia sentido tentar cozinhar depois que ela faleceu.

— Sem pressão, Betty— disse Dylan, dando uma risadinha e pegando uma cerveja na geladeira. — Vamos pegar as cartas. Quero tentar recuperar um pouco daquele dinheiro que a Betty me tirou.

FP mexeu um dedo para o filho.

— Nada de pôquer esse fim de semana, Dylan. Eu peguei o dominó, vá arrumar as peças. Nada de apostar, estou falando sério.

Dylan balançou a cabeça.

— Tudo bem, meu velho, tudo bem.

Os irmãos saíram da cozinha e Dylan parou para olhar para trás.

— Vem, Jugg.

— Estou ajudando a Flor

— Estou quase acabando, baby — falei. — Pode ir

Os olhos dele ganharam um ar mais terno ao ouvir minhas palavras, e ele pôs a mão no meu quadril.

— Tem certeza?

Fiz que sim, e ele se inclinou para beijar o meu rosto, dando um apertãozinho no meu quadril antes de acompanhar Dylan até a sala de jogos. FP ficou observando seus filhos saírem, balançando a cabeça e sorrindo.

— É incrível isso que você está fazendo, Betty. Acho que você não se dá conta de como ficamos gratos por isso.

— Foi ideia do Jugg. Fico feliz em poder ajudar.

Ele apoiou o corpo forte no balcão, tomando um gole de cerveja enquanto ponderava sobre as palavras que diria a seguir.

— Você e o Jughead não conversaram muito. Estão tendo problemas?

Espremi o detergente dentro da pia enquanto a enchia com água quente, tentando pensar em algo para dizer que não fosse uma mentira descarada.

— As coisas estão um pouco diferentes, eu acho.

— Foi o que pensei. Você precisa ser paciente com ele. O Jughead não se lembra muito disso, mas ele era muito chegado à mãe e, depois que a perdemos, ele nunca mais foi o mesmo. Achei que quando ele crescesse isso fosse mudar, já que ele era muito novinho quando ela faleceu. Foi difícil para todos nós, mas para o Jugg... ele parou de tentar amar as pessoas depois disso. Fiquei surpreso quando ele trouxe você aqui. A forma como ele age quando está perto de você, o modo como ele te olha... soube que você era especial.

Eu sorri, mas mantive o olhar na louça.

— O Jughead vai te dar muito trabalho. Vai cometer muitos erros. Ele cresceu cercado de um bando de meninos sem mãe e com um pai velho, solitário e ranzinza. Todos nós ficamos um pouco perdidos depois que a Diane morreu, e acho que não ajudei os meninos a lidarem com isso da forma como deveria. Sei que é difícil não botar a culpa nele, mas você precisa amar o Jughead de qualquer forma, Betty. Você é a única mulher que ele já amou além da própria mãe. Não sei o que aconteceria com ele se você também o deixasse.

Engoli as lágrimas e assenti, incapaz de responder. Jim colocou a mão no meu ombro e apertou-o de leve.

— Eu nunca vi o Jughead sorrir como faz quando está com você. Espero e todos os meus meninos encontrem uma Betty na vida deles um dia.

Os passos dele foram sumindo enquanto ele atravessava o corredor, eu me agarrei à beirada da pia para recuperar o fôlego. Eu sabia que passar o feriado com Jughead e a família dele seria difícil, mas não achei que meu coração fosse ficar partido novamente. Os homens faziam piadas e riam na sala ao lado, e eu lavava e secava a louça, colocando-a no lugar. Limpei a cozinha, lavei as mãos e fui andando até a escada para ir me deitar.

Jughead me agarrou pela mão.

— É cedo, Flor. Você não vai dormir já, vai?

— O dia foi longo. Estou cansada.

— A gente estava se preparando para ver um filme. Por que você não volta aqui pra baixo e fica com a gente?

Ergui o olhar para os degraus, depois o baixei e me deparei com o riso esperançoso dele.

— Tudo bem.

Ele me levou pela mão até o sofá, e ficamos sentados juntos enquanto passavam os créditos.

— Apaga a luz, Dylan— FP pediu.

Jughead esticou o braço atrás de mim, descansando-o nas costas do sofá. Ele estava tentando manter as aparências e me acalmar. Ele tinha o bem cuidadoso em não se aproveitar da situação, e eu me vi em conflito, ao mesmo tempo grata e decepcionada por causa disso. Sentada assim, tão perto dele, sentindo o cheiro de seu cigarro e de sua colônia era muito difícil manter distância, tanto física quanto emocionalmente. Exatamente como eu temia, minha determinação estava falhando. Eu lutava para bloquear tudo que FP havia me dito na cozinha.

No meio do filme, a porta da frente da casa se abriu e Reggie apareceu, com as malas na mão.

— Feliz Ação de Graças — disse ele, colocando a bagagem no chão. 
 


Notas Finais


Mais 53 eu voltooooo!


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