História Belo Desastre Iminente - Limantha - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Malhação: Intensa como a Vida, Malhação: Viva a Diferença
Personagens Adalberto dos Santos (Deco), Anderson Rodrigues, Augusto Sampaio Neto (Guto), Clara Becker Guttierez, Cristina Yamada (Tina), Ellen Rodrigues, Felipe Soares Lacerda, Gabriel Romano, Heloísa Gutierrez (Lica), Katharine Xavier (K1), Keyla Maria Romano (K3), Lia Martins, Michel Borovski Júnior (MB), Moqueca, Samantha Lambertini, Vitor Machado
Tags Belo Desastre, Desastre Iminente, Heloísa Gutierrez, Lica, Limantha, Malhação Viva A Diferença, Samantha Lambertini
Visualizações 319
Palavras 1.740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, LGBT, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey guys, bem estou aqui com mais essa história, que é uma adaptação de um dos meu livros favoritos, nessa fic eu vou juntar dois deles Belo Desastre e Desastre Iminente, cada capitulo vai ser um "POV" diferente, os capítulos também serão um pouco longos, bem espero que curtam 😘😘😘

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Belo Desastre Iminente - Limantha - Capítulo 1 - Prólogo

Mesmo com o suor em seu rosto e o salto em sua respiração, ela não parecia doente. A sua pele não tinha aquele brilho rosado ao qual eu estava acostumada, e os seus olhos não eram tão brilhantes, porém ainda estava linda. A mulher mais linda que eu já vi.

Sua mão caiu fora da cama, e o seu dedo se contraiu. Meus olhos se arrastaram de suas frágeis, amareladas unhas, para o seu braço fino, até o seu ombro ossudo, finalmente se estabelecendo em seus olhos. Ela estava olhando para mim, suas pálpebras duas fendas, apenas o suficiente para me deixar saber que ela sabia que eu estava lá. Eu amava isso nela. Quando ela olhava para mim, ela realmente me enxergava. Ela não simplesmente olhava através de mim para as outras dezenas de coisas que precisava fazer durante o seu dia, ou apenas se desconectava das minhas histórias estúpidas. Ela escutava, e isso a fazia realmente feliz. Todos pareciam afirmar com a cabeça sem ouvir, mas não ela. Nunca ela.

— Lica — ela disse, sua voz rouca. Ela limpou sua garganta, e os cantos de sua boca viraram-se para cima. — Vem cá, querida. Está tudo bem. Vem cá.

Papai colocou alguns dedos na base do meu pescoço e me empurrou para a frente enquanto escutava a enfermeira. Papai a chamava de Leide, ela entrou em casa pela primeira vez há poucos dias. Suas palavras eram suaves, e o seu olhar era gentil, mas eu não gostava de Leide. Eu não conseguia explicar, mas ela estar lá era assustador. Eu sabia que ela devia estar lá para ajudar, mas não era uma coisa boa, mesmo que o papai estivesse okay com ela.

A cutucada de papai me empurrou alguns passos para frente, perto o suficiente para onde mamãe pudesse me tocar. Ela esticou os dedos longos e elegantes, e roçou meu braço.

— Está tudo bem, Lica — ela sussurrou. — Mamãe quer lhe dizer uma coisa.

Eu enfiei o dedo em minha boca, e o empurrei em torno das minhas gengivas, mexendo. Afirmar com a cabeça fez o seu pequeno sorriso aumentar, então eu quis ter certeza de que estava fazendo grandes movimentos com a cabeça enquanto eu me aproximava de seu rosto.

Ela usou o que restava de sua força para deslizar para mais perto de mim, então ela respirou fundo.

— O que eu vou pedir vai ser muito difícil, filha. Eu sei que você pode fazê-lo, porque você já é uma menina grande.

Eu balancei a cabeça novamente, espelhando o seu sorriso, mesmo que eu não quisesse sorrir. Sorrir, quando ela parecia tão cansada e desconfortável não parecia certo, mas ser corajosa a fazia feliz.

Então eu era corajosa.

— Lica, eu preciso que você ouça o que eu vou dizer, e ainda mais importante, eu preciso que você se lembre do que vou dizer. Isso vai ser muito difícil. Eu venho tentando lembrar de coisas de quando eu tinha três anos, e eu ... — Ela parou, a dor muito grande por um instante.

— A dor está ficando incontrolável, Marta? — Leide disse, empurrando uma agulha na intravenosa da minha mãe.

Depois de alguns minutos, mamãe relaxou. Ela respirou fundo novamente, e tentou de novo.

— Você pode fazer isso pela mamãe? Você pode se lembrar do que eu vou dizer? — Eu balancei a cabeça de novo, e ela levantou a mão para a minha bochecha. Sua pele não era muito quente, e ela só poderia manter sua mão ali por alguns segundos antes que ficasse instável e caísse na cama.

— Primeiro, não há problema em ficar triste. Não há problema em sentir coisas. Lembre-se disso. Segundo, seja uma criança durante todo o tempo que puder. Brinque, Lica. Seja boba — seus olhos encobertos — e você e os seus irmãos tomem conta um do outro, e do seu pai. Mesmo quando você crescer e se mudar, é importante voltar para casa. Ok?

Minha cabeça balançava para cima e para baixo, desesperada para agradá-la.

— Um destes dias você vai se apaixonar, filha. Não se contente apenas com qualquer um. Escolha aquela pessoa que não venha fácil, aquela que você tenha que lutar, e nunca parar de lutar. Nunca... — Ela respirou fundo — pare de lutar pelo que você quer. E nunca... — suas sobrancelhas se juntaram — esqueça que a mamãe ama você. Mesmo se você não puder me ver. — Uma lágrima escorreu pelo seu rosto — Eu irei sempre, sempre amar você.

Ela respirou com dificuldade, e depois tossiu.

— Ok — disse Leide, colocando com aparência engraçada em seus ouvidos. Ela segurou a outra extremidade no peito da mamãe. — Hora de descansar.

— Sem muito tempo — mamãe sussurrou.

Leide olhou para papai.

— Nós estamos chegando perto, Sr. Gutierrez. O senhor deveria provavelmente trazer o resto dos garotos para cá para que eles possam dizer adeus.

Os lábios do papai formaram uma linha dura, e ele balançou a cabeça.

— Eu não estou pronto — ele deixou escapar.

— Você nunca estará pronto para perder a sua esposa, Edgar. Mas você não quer deixá-la ir sem que os garotos digam adeus.

Papai pensou por um minuto, limpou o nariz com a manga, e depois assentiu. Então saiu pisando duro, como se estivesse bravo. Eu observei mamãe, eu a observei tentando respirar, e vi Leide verificando os números na caixa ao lado dela. Eu toquei o pulso da mamãe. Os olhos de Leide pareceram saber algo que eu não sabia, e isso fez meu estômago embrulhar.

— Sabe, Lica — disse Leide, inclinando-se para que ela pudesse me olhar nos olhos —,o remédio que eu estou dando para sua mamãe vai fazê-la dormir, mas mesmo que ela esteja dormindo, ela ainda pode ouvi-la. Você ainda pode dizer a mamãe que você a ama e que você vai sentir a sua falta, e ela vai ouvir tudo o que você disser.

Eu olhei para mamãe, e rapidamente balancei a cabeça.

— Eu não quero sentir falta dela.

Leide colocou a sua mão quente e macia em meu ombro, assim como a mamãe fazia quando eu estava chateada.

— Sua mãe quer estar aqui com você. Ela quer muito. Mas Jesus a quer com Ele agora.

Eu fiz uma careta.

— Eu preciso mais dela que Jesus.

Leide sorriu, e depois beijou o topo da minha cabeça. Papai bateu à porta, e depois a abriu. Meus irmãos lotaram o lugar com ele na entrada, e Leide me conduziu pela mão para me juntar a eles.

Os olhos de Clara não deixavam a cama da mamãe, e Guto e Tato olhavam por toda parte exceto a cama. Isso me fez sentir melhor que de alguma forma todos eles pareciam tão assustados quanto eu me sentia.

Vitor ficou do meu lado, um pouco à frente, como na vez em que ele me protegeu quando nós estávamos brincando no quintal da frente, e os filhos dos vizinhos tentaram comprar uma briga com Tato.

— Ela não parece bem — Vitor disse.

Papai limpou a garganta.

— A Mamãe tem estado muito doente há algum tempo, garotos, e é a hora de...é hora dela... — Ele parou.

Leide ofereceu um pequeno, compreensivo sorriso.

— Sua mãe não tem comido ou bebido. Seu corpo a está deixando. Isso vai ser muito difícil, mas é um bom momento para dizer à mãe de vocês que vocês a amam, e que vão sentir falta dela, e que ela pode ir. Ela precisa saber que está tudo bem.

Meus irmãos assentiram com a cabeça ao mesmo tempo. Todos eles menos eu. Não estava tudo bem. Eu não queria que ela fosse. Eu não ligava se Jesus a queria ou não. Ela era minha mãe. Ele podia levar uma mãe mais velha. Uma que não tivesse filhos pequenos para tomar conta. Eu tentei me lembrar de tudo o que ela me disse.

Eu tentei grudar tudo dentro da minha cabeça: Brincar. Visitar papai. Lutar pelo que eu amo. A última coisa me incomodou. Eu amava mamãe, mas eu não sabia como lutar por ela. Ela inclinou-se ao ouvido do meu pai. Ele balançou a cabeça, e então assentiu para os meus irmãos.

— Ok, crianças. Vamos nos despedir, e então você tem que colocar os seus irmãos na cama, Vitor. Eles não precisam estar aqui para o resto.

— Sim, senhor — Vitor disse. Eu sabia que ele estava fingindo um rosto corajoso. Seus olhos estavam tão tristes quanto os meus. Vitor falou com ela durante um tempo, e depois Guto e Tato sussurraram coisas para ela. Clara chorou e a abraçou por um tempo. Todos disseram que estava tudo bem que ela nos deixasse.

Todos menos eu. Mamãe não respondeu nada dessa vez. Vitor puxou a minha mão, me levando para fora do quarto. Eu andei para trás até que estávamos no salão. Eu tentei fingir que ela só estava indo dormir, mas na minha cabeça tudo ficou vago.

Vitor me pegou e me carregou escadas acima. Seus pés subiram mais rápido quando o choro do papai atravessava as paredes.

— O que ela disse para você? — Vitor perguntou, enquanto ligava a torneira da banheira.

Eu não respondi. Eu o ouvi perguntar, e eu lembrei da forma como ela me disse, mas as minhas lágrimas não funcionavam, e nem a minha boca.

Vitor puxou a minha camisa suja sobre a minha cabeça, e o meu short e a minha calcinha para o chão.

— Hora de entrar na banheira, maninha.

Ele me levantou do chão e me sentou na água quente, molhando o pano, e apertando-o sobre a minha cabeça. Eu não pisquei. Eu nem mesmo tentei tirar a água do meu rosto, mesmo que eu odiasse isso.

— Ontem, mamãe me disse para tomar conta de você e dos outros, e para tomar conta do papai. — Vitor cruzou as mãos na borda da banheira e apoiou o queixo sobre elas, olhando para mim. — Então é isso o que eu vou fazer, Lica, ok? Eu vou tomar conta de você. Então não se preocupe. Nós vamos sentir falta da mamãe juntos, mas não tenha medo. Eu vou ter certeza de que está tudo bem. Eu prometo.

Eu queria assentir, ou abraçá-lo, mas nada funcionava. Mesmo agora que eu deveria estar lutando por ela, eu estava aqui em cima, em uma banheira cheia d'água, ainda feito uma estátua. Eu já a decepcionara. Eu prometi a ela na minha cabeça que faria todas as coisas que ela havia me dito assim que o meu corpo voltasse a funcionar. Quando a tristeza fosse embora, eu iria sempre brincar, e eu iria sempre lutar. Muito.


Notas Finais


Esse é só o prologo, bem espero vê vocês nos próximos capítulos xoxo, qualquer coisa falem comigo no tt @condessaciar


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...