História Belo Desastre-Stydia - Capítulo 6


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Categorias Belo Desastre, Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Isaac Lahey, Kira Yukimura, Lydia Martin, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Stiles Stilinski
Tags Stydia
Visualizações 123
Palavras 2.387
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiii voltei pessoal

Capítulo 6 - Capítulo 6


Olhei com nojo para o sofá.

— Ela é filha de alguém, Stiles. E se, no futuro, alguém tratar a sua filha desse jeito?

— É melhor a minha filha não sair por aí tirando a roupa pra qualquer idiota que ela acabou de conhecer.

Cruzei os braços com raiva, porque o que ele tinha dito fazia sentido.

— Então, além de admitir que você é um idiota, está dizendo que, por ela ter dormido com você, merece ser enxotada como um gato de rua?

— Estou dizendo que fui honesto com ela. Ela é adulta, foi consensual... E ela não hesitou nem por um segundo, se você quer saber. Você esta agindo como se eu tivesse cometido um crime.

— Ela não parecia saber das suas intenções, Stiles.

— As mulheres em geral justificam seus atos com coisas da cabeça delas. Ela não me disse logo de cara que esperava um relacionamento, assim como eu não disse a ela que esperava sexo casual. Qual é a diferença?

— Você é um canalha.

Stiles deu de ombros.

— Já fui chamado de coisa pior.

Fiquei encarando o sofá, com as almofadas ainda fora de lugar e amontoadas por causa do uso recente. Eu me contorci só de pensar em quantas mulheres haviam se entregado a ele ali, sobre o tecido — que pinicava, além de tudo.

— Acho que vou dormir aqui na cadeira reclinável mesmo — murmurei.

— Por quê?

Fulminei Stiles com o olhar, furiosa com sua expressão confusa.

— Não vou dormir naquela coisa! Só Deus sabe em cima do que eu estaria dormindo!

Ele ergueu minha bagagem do chão.

— Você não vai dormir aí na cadeira nem no sofá. Vai dormir na minha cama.

— Que deve ser ainda menos higiênica do que o sofá, com certeza.

— Nunca levei ninguém para a minha cama.

Revirei os olhos.

— Dá um tempo!

— Estou falando muito sério. Eu trepo com elas no sofá. Não deixo que entrem no meu quarto.

— Então por que eu posso ficar na sua cama?

Ele ergueu um canto da boca em um sorriso malicioso.

— Está planejando transar comigo hoje à noite?

— Não!

— Eis o porquê. Agora levante o rabo mal-humorado daí, vá tomar um banho quente e depois vamos estudar um pouco de biologia.

Olhei irritada para ele por um instante e então, relutante, fiz o que ele mandou. Fiquei embaixo do chuveiro por bastante tempo, deixando que a água levasse embora a minha raiva. Massageando o Shampoo no cabelo, soltei um suspiro pela sensação maravilhosa de estar em um banheiro não comunitário novamente — nada de chinelos e sacola com as coisas de banho, apenas a mistura relaxante de vapor e água.

A porta se abriu e dei um pulo.

— Ali?

— Não, sou eu — disse Stiles.

Automaticamente envolvi com os braços as partes do corpo que não queria que ele visse.

—O que você está fazendo sai daqui!

— Você esqueceu de pegar a toalha, e eu trouxe suas roupas, sua escova de dente e um creme facial esquisito que achei na sua bolsa.

— Você mexeu nas minhas coisas? — perguntei, com um gritinho meio agudo.

Ele não respondeu. Em vez disso, ouvi Stiles abrir a torneira e começar a escovar os dentes: Dei uma espiada pela cortina de plástico, mantendo-a junto ao peito.

— Vai embora, Stiles.

Ele ergueu o olhar para mim, com os lábios cobertos de espuma da pasta de dentes.

— Não posso dormir sem escovar os dentes.

— Se você chegar a meio metro dessa cortina, vou arrancar seus olhos quando você estiver dormindo.

— Não vou espiar, Flor — disse ele, dando uma risadinha.

Fiquei esperando debaixo da água com os braços bem apertados em volta do peito. Ele cuspiu, bochechou, cuspiu de novo e depois a porta se fechou. Eu me enxaguei, me sequei o mais rápido possível, vesti a camiseta e o short, coloquei os óculos e penteei o cabelo. Vi o hidratante de uso noturno que Stiles tinha levado até o banheiro e não consegui conter um sorriso. Ele era atencioso e quase gentil quando queria.

Stiles abriu a porta de novo.

— Anda logo, Flor vou apodrecer de tanto esperar aqui!

Joguei meu pente nele, mas ele conseguiu desviar, fechando a porta e rindo sozinho até chegar ao quarto. Escovei os dentes e fui arrastando os pés pelo corredor. No caminho, passei pelo quarto de Scott.

— Boa noite, Lydia — disse Alisson do escuro.

— Boa noite, Ali.

Hesitei antes de bater duas vezes, suavemente, na porta do quarto de Travis.

— Entra, Flor. Não precisa bater.

Ele abriu a porta e eu entrei. Vi a cama de ferro preta disposta paralelamente às janelas do outro lado do quarto. Nas paredes não havia nada além de um sombreiro acima da cabeceira da cama. Eu meio que esperava que o quarto dele estivesse repleto de pôsteres de mulheres peladas, mas não havia nem uma propaganda de cerveja. A cama era preta; o carpete, cinza, e tudo o mais no quarto era branco. Parecia que ele tinha acabado de se mudar.

— Gostei do pijama — disse Stiles, a me ver com meu short xadrez amarelo e azul-marinho e a camiseta cinza da Eastern. Ele se sentou na cama e deu umas batidinhas no travesseiro a seu lado. — Bem, pode vir. Não vou te morder.

— Não tenho medo de você — falei, indo até a cama e largando o livro de biologia ao lado dele. — Você tem uma caneta?

Ele apontou com a cabeça para a mesa de cabeceira.

— Na gaveta de cima.

Eu me estendi até o outro lado da cama, abri a gaveta e achei três canetas, um lápis, um tubo de KY e um pote de vidro do qual transbordavam diferentes marcas de camisinha. Revoltada, peguei a caneta e fechei a gaveta com força.

— Que foi? — ele quis saber, virando uma página do livro.

— Você assaltou um posto de saúde?

— Não, por quê?

Tirei a tampa da caneta, sem conseguir esconder a expressão indignada.

— Por causa do seu suprimento de camisinhas pra uma vida inteira.

— É melhor prevenir do que remediar, certo?

Revirei os olhos. Stiles se voltou às páginas, e um sorriso zombeteiro surgiu em seus lábios. Ele leu as anotações para mim, ressaltando os pontos principais enquanto me fazia perguntas e, com paciência, me explicava o que eu não entendia.

Depois de uma hora, tirei os óculos e esfreguei os olhos.

— Estou acabada. Não consigo memorizar nem mais uma macromolécula.

Stiles sorriu e fechou o livro.

— Tudo bem.

Parei um pouco, sem saber como dormiríamos. Stiles saiu do quarto, cruzou o corredor e falou algo ininteligível para Scott no quarto dele antes de ligar o chuveiro. Virei às cobertas e puxei-as até o pescoço, ouvindo o chiado agudo da água no encanamento.

Dez minutos depois, a água parou de correr e ouvi o assoalho ranger sob os passos de Stiles. Ele entrou no quarto com uma toalha enrolada nos quadris. Tinha tatuagens nos dois lados do peito, e tribais em preto cobriam ambos os ombros salientes. No braço direito, linhas negras e símbolos se estendiam do ombro até o pulso. No esquerdo, as tatuagens terminavam no cotovelo, com uma única linha manuscrita na parte de baixo do antebraço. Fiquei de costas para Stiles enquanto ele deixava a toalha cair na frente da cômoda e vestia a cueca. Depois desligou a luz e deitou na cama ao meu lado.

—Você vai dormir aqui também? — perguntei, me virando para olhar para ele.

A lua cheia refletia através da janela e lançava sombras no rosto dele.

— Bem, vou. Aqui é minha cama.

— Eu sei, mas eu...

Parei de falar por um instante. Minhas únicas opções eram o sofá ou a cadeira reclinável.

Stiles abriu um sorriso e balançou a cabeça.

— Não confia em mim ainda? Juro que vou me comportar muito bem — disse, levantando os dedos de um modo que tenho certeza de que os escoteiros nunca consideraram usar para fazer um juramento. 

Não discuti, simplesmente me virei e descansei a cabeça no travesseiro, enfiando as cobertas atrás de mim a fim de criar uma barreira clara entre o corpo dele e o meu.

— Boa noite, Beija-Flor — ele sussurrou no meu ouvido.

Eu podia sentir seu hálito de menta na minha face, o que fez cada centímetro do meu corpo arrepiar. Ainda bem que estava muito escuro e ele não pôde ver minha reação embaraçosa, ou o rubor que tomou conta do meu rosto logo em seguida.


***


Parecia que eu tinha acabado de fechar os olhos quando ouvi o despertador estiquei-me para desligá-lo, mas puxei a mão de volta horrorizada ao sentir uma pele morna sob os dedos. Tentei lembrar onde estava. Quando dei por mim, fiquei mortificada de que Stiles pudesse pensar que eu tinha feito isso de propósito.

—Stiles? O despertador — sussurrei para ele, que não se mexia. —Stiles! — repeti, cutucando-o.

Como ele ainda não se mexia, estiquei a mão por cima dele, tateando sob a iluminação fraca até sentir a parte de cima do despertador. Não sabendo ao certo como desligá-lo, bati no relógio até acertar o botão de soneca, depois caí bufando no travesseiro.

Stiles deu uma risadinha.

— Você estava acordado?

— Prometi que ia me comportar. Não falei nada sobre deixar você se deitar em cima de mim.

— Eu não me deitei em cima de você — protestei. — Eu não conseguia alcançar o relógio. Esse deve ser o alarme mais irritante que já ouvi em toda minha vida! Parece o som de um animal morrendo!

Ele estendeu a mão e apertou um botão.

— Quer tomar café?

Olhei irritada para ele e balancei a cabeça em negativa.

— Não estou com fome.

— Bom, eu estou. Por que você não vai comigo de moto até a cafeteria?

— Acho que eu não consigo lidar com a sua falta de habilidade na direção tão cedo pela manhã — respondi.

Girei os pés até a lateral da cama e os enfiei nos chinelos, arrastando-me até a porta.

— Aonde você vai? — ele quis saber.

— Vou me vestir e ir pra aula. Você precisa de um itinerário meu enquanto eu estiver aqui?

Stiles se espreguiçou e então veio andando na minha direção, ainda de cueca.

— Você é sempre tão temperamental assim, ou isso vai parar quando você acreditar que eu não estou arquitetando nenhum plano para transar com você?

Então ele colocou as mãos em concha nos meus ombros e senti seus polegares acariciarem minha pele.

— Eu não sou temperamental.

Ele se inclinou mais próximo de mim e sussurrou ao meu ouvido:

— Não quero transar com você, Flor. Gosto demais de você para isso.

Então foi caminhando até o banheiro. Fiquei parada, perplexa. As palavras de Kira ficavam se repetindo na minha cabeça. Stiles Stilinski transava com qualquer uma; eu não conseguia evitar a sensação de inferioridade ao saber que ele não tinha vontade nem de tentar transar comigo.

A porta se abriu de novo, e Alisson foi entrando.

— Acorda, dorminhoca! — disse ela, sorrindo e bocejando.

— Você está parecendo sua mãe, Ali — resmunguei, revirando a mala.

— Aaah... alguém passou a noite em claro?

— Ele mal respirou na minha direção — falei, em tom azedo.

Um sorriso sagaz iluminou o rosto de Alisson.

—Ah.

— Ah, o quê?

— Nada — disse ela, voltando ao quarto de Scott.

Stiles estava na cozinha, cantarolando uma música qualquer enquanto preparava ovos mexidos.

— Tem certeza que não quer um pouco? — ele me perguntou.

— Tenho sim. Mas obrigada.

Scott e Alisson entraram na cozinha, e Scott tirou dois pratos do armário, segurando-os enquanto Stiles colocava uma pilha de ovos fumegantes em cada um. Scott pôs os pratos na bancada, e ele e América se sentaram lá juntos, saciando outro tipo de apetite, já que muito provavelmente tinham se saciado em outros termos na noite anterior.

— Não me olhe assim, Scott. Sinto muito, eu só não quero ir - disse Alisson.

— Baby, a Casa dá uma festa de casais duas vezes por ano — ele falou enquanto mastigava. — Falta um mês ainda. Você vai ter muito tempo para achar um vestido e fazer todas essas coisas de garotas.

— Eu iria, Scott... É muito fofo da sua parte... Mas não conheço ninguém lá.

— Um monte de garotas que vai na festa não conhece um monte de gente que vai estar lá — disse ele, surpreso com a rejeição dela.

Alisson desabou na cadeira.

— As vadiazinhas das irmandades são convidadas pra essas coisas. Todas elas se conhecem... Vai ser estranho.

— Ah, não, Ali. Não quero ir sozinho nessa festa.

— Bom... talvez se você encontrasse alguém para levar a lyds na festa — disse ela, olhando para mim e depois para o Stiles.

Stiles ergueu uma sobrancelha e Scott balançou a cabeça em negativa.

— O Stiles não vai em festa de casais. É o tipo de festa em que você leva à namorada... e o Stiles não... você sabe.

Alisson deu de ombros.

— A gente podia arranjar alguém pra ir com ela. 

Franzi os olhos para ela.

— Eu estou escutando, sabia?

Alisson fez a cara para a qual sabia que eu não conseguia dizer não.

— Por favor, Lyds. A gente vai achar um cara legal e divertido, e eu te garanto que vai ser um gato. Juro que você vai se divertir! Quem sabe você até fique com ele...

Stiles jogou a frigideira na pia.

— Eu não disse que não vou levar a Lydia na festa.

Revirei os olhos.

— Não me faça nenhum favor, Stiles.

— Não foi isso que eu quis dizer, Flor. Festas de casais são para os caras com namorada, e todo mundo sabe que eu não namoro. Mas não vou ter que me preocupar com a possibilidade de você esperar um anel de noivado depois da festa.

Alisson fez biquinho.

— Por favor, por favor, Lyds!

— Não olhe pra mim desse jeito! — reclamei. — O Stiles não quer ir, eu não quero ir... Não vamos nos divertir.

Stiles cruzou os braços e se apoiou na pia.

— Eu não disse que não queria ir. Acho que seria divertido se nós quatro fôssemos — ele deu de ombros.

Todos me olharam, e me encolhi.

— Por que não ficamos por aqui?

Alisson fez biquinho e Scott se inclinou para frente.

— Porque eu tenho que ir, Lydia. Sou calouro. Tenho que garantir que tudo corra direitinho na festa, que todo mundo tenha uma cerveja na mão, coisas do tipo.

Stiles cruzou a cozinha e envolveu meus ombros com o braço, me puxando para o lado dele.

— Vamos lá, Flor. Você vai comigo à festa?

Olhei para a Alisson, depois para o Scott e, por fim, para o Stiles.

— Vou — suspirei.

Alisson soltou um gritinho e me abraçou. Depois senti a mão do Scott nas minhas costas.

— Valeu, Lydia! — ele disse


Notas Finais


Desculpa a demora volto logo,logo 😘😘😘


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