1. Spirit Fanfics >
  2. Belongs to Kacchan >
  3. 7. Limonada à 5 ienes

História Belongs to Kacchan - Capítulo 7


Escrita por: Jiiwon

Capítulo 7 - 7. Limonada à 5 ienes


Midoriya suspirou alregre, antes de abrir a porta. Katsuki estava lá, parado, com um buquê enorme em mãos.

— Uau, Kacchan! São tão lindas... — quase gritou o ômega, antes de abraça-lo.

— Não queria perder o costume de te presentear com flores.

Izuku pegou o buquê, puxando a mão de Bakugou, para ele entrar.

— Nossa, e isso que eu estou me sentindo super mau por ter esquecido que hoje eu tinha consulta. Estraguei nossa tarde, já que daqui a pouco começa o festival. São tulipas?

O alfa entrando, deu um selinho no garoto que retribuiu de bom grado ao cumprimento. Depois segurou em um dos lados da cintura de Izuku.

— Eu já disse que não precisa se preocupar, sua saúde é mais importante. Além disso, temos o final de semana para sair. E sim, são tulipas.

— Depois de tantos anos me dando girassóis, o que aconteceu? — perguntou boquiaberto, mas sorridente.

— Então... depois de uma conversa com a vendedora da floricultura, eu meio que conclui uma coisa.

— O quê?

— Girassóis* representam a alegria, felicidade, o calor. Era todas as sensações que eu sentia no peito quando estava com você. Principalmente quando a gente era mais novo, lembra que eu te contei aquele dia no piquenique? — Izuku balançou a cabeça, encarando-o com olhar afetuoso — Pois então... Mas as tulipas vermelhas elas...

Katsuki fez uma pausa para suspirar, enquanto possuía um sorriso no rosto.

— Tulipas vermelhas** significam um amor puro, verdadeiro e cuidadoso; flor dos apaixonados. E esse sentimento, é um que não para de crescer dentro de mim. Então, achei interessante tentar representar isso de alguma forma, pois os girassóis no passado eram como sentimentos ainda não retribuídos.

Ah, Kacchan... Eu vou chorar desse jeito... Você é tão romântico! — disse Midoriya com a voz suave, enquanto dava breves selinhos em Katsuki.

— Não tenho culpa se você é tão fofinho e meu amorzinho.

O ômega começou a rir depois que Bakugou ficou fazendo cocegas nele. Entretanto, naquela brincadeira, o alfa aproveitou para puxar o corpo de Izuku para ainda mais perto, pronto para apertar sua bunda e lhe beijar.

Mas Inko tossiu algumas vezes, se aproximando da porta, e deles também.

Fofinho e meu amorzinho... — disse a mãe de Midoriya, imitando a voz infantil que Katsuki fizera.

Os dois se soltaram da agarração melosa rindo sem jeito, e o alfa colocou as mãos para trás, como se quisesse dizer que não tinha nenhuma intensão maliciosa com o filho dela. Inko apenas ria.

— Que bom que já estão com um tempo para passarem juntos. Izuku estava quase chorando por não estar se agarrando em você, Katsuki.

— Mãe! — disse alto e envergonhado.

— Mas é verdade filho... Ah, eu estou tão feliz que vocês estão namorando! Enfim, tenho que ir, as horas extras ainda me esperam. E Katsuki, você tem muito bom gosto. — apontou para as flores.

Ambos sorriram e se despediram de Inko, que saiu alegre. Bakugou e Midoriya se entreolharam rindo.

— Já reparou como eu só estou passando vergonha na frente da sua mãe? Caralho, ‘tô me sentindo retardado agora.

— Ah, que isso!? Fofinho e meu amorzinho. — imitou também a voz de Katsuki com um biquinho nos lábios e depois começou a rir, vendo a expressão de deboche do garoto enquanto seus braços estavam cruzados.

— Izuku, a gente vai se atrasar...

— Calma Kacchan, só vou pôr as flores na água.

Katsuki assentiu, e logo após Izuku se virar, o loiro abraçou o ômega por trás, dando-lhe um beijinho no pescoço.

— Vou te esperar lá fora.

Okay... — respondeu. Midoriya ficou ainda mais envergonhado quando Bakugou deu um tapa fraco em sua bunda, fazendo-o por reflexo começar a andar rápido.

 

** **

 

Uau... Isso aqui até que ‘tá incrível, não é!? — disse Izuku boquiaberto.

— E imaginar que você nem queria vir.

Os dois entraram na parte do festival. Tudo estava muito bem decorado em tons de verde, e as barraquinhas vendiam de tudo. Tinham várias luzinhas de led por todo o lugar, iluminando-o, já que começara a noitecer e uma música animada pop tocava mais à frente, com uma pista de dança improvisada.

— O que quer fazer primeiro? Eu ‘Tava afim de tomar alguma coisa... Certamente deve ter limonada como bebida principal. — disse Izuku rindo.

— Ah, eu estava querendo comprar umas loções hidratantes para o corpo...

Midoriya riu mais alto ainda.

— Ei, não zombe de mim. Só porque sou alfa não significa que eu não possa andar com a pele cheirosa e hidratada! — murmurou Bakugou.

— Me desculpa, mas é que soou muito gay.

   O alfa franziu o cenho.

— Izuku... tecnicamente a gente é gay.

Ah é.

Katsuki riu anasalado enquanto balançava a cabeça em negação. Mas acabou sorrindo, sem entender como tinha aceitado o fato de não poder ver Izuku, por tanto tempo. O ômega era a fonte dos sorrisos dele.

— Que tal fazermos assim: Você vai tomar sua limonada, enquanto eu, vou comprar a loção?

— Pode ser. Só porque somos namorados isso não significa que devemos ficar grudados o tempo inteiro, né?

Uhum. Daqui umas meia hora eu te encontro lá então? Vou demorar um pouquinho desse jeito porque quero dar uma passada no banheiro.

— Ah, ok.

Bakugou soltou da mão de Midoriya, beijando-o rapidamente.

— Só toma cuidado, ‘tá?

— Calma Katsuki... Nada pode dar errado... — disse Izuku. Depois sorriu, recebendo outro beijo. E então o alfa saiu, lhe deixando sozinho.

O garoto foi até a pista improvisada, que no canto possuía uma espécie de bar e sentou em um dos banquinhos.

— Oi, qual a bebida principal?

— Limonada especial.

— Quanto?

   Aoyama, que estava como barman, abriu a mão.

5 ienes.

Wow, que barato.

— A primeira dose é por conta da casa.

O barman colocou um copinho pequeno na frente de Izuku, que o aceitou. Lhe virou de uma só vez, sentindo o gosto bom, porém um pouco forte.

— Gostei, quero mais um.

 

** **

 

 

Quando Katsuki chegou, Izuku estava dançando com um copo na mão, de maneira bem alegre, ao som da música eletrônica que tocava. Aquilo deixou o alfa um pouco intrigado, já que Midoriya era do tipo que se envergonhava por tudo.

Então Bakugou se aproximou ainda mais, colocando as mãos no ombro do ômega, que estava de costas para ele.

Ei, me larga cara! — disse Izuku com um tom completamente arrastado.

“Deku está bêbado?”, pensou o loiro tentando se aproximar outra vez do garoto que lhe encarava piscando frequentemente. Quando tentou o tocar de novo, Izuku ficou irritado.

— Eu falei ‘pra você me largar! Eu tenho namorado, olha a minha aliança... — Izuku ergueu a mão, mas depois de a encarar “vazia”, abaixou-a desanimado — Mesmo assim ele vai quebrar a sua cara.

Katsuki segurou a risada. É claro que estava preocupado com Midoriya, mas ver o ômega bêbado a ponto de não o reconhecer, era algo que o loiro iria guardar para sempre na memória.

— Izuku, sou eu, Kacchan.

— Kacchan?

Midoriya foi quem se aproximou daquela vez, tocando o rosto de Bakugou com os olhos semicerrados. O ambiente estava pouco iluminado, talvez aquilo também fosse o motivo de Izuku não ter reconhecido Katsuki de primeira.

— O que é isso? — disse o alfa pegando o copo da mão de Izuku, tomando um gole depois. O garoto fez uma careta — Vodka com limão!? Quem te deu isso?

— Para de ser chato Kacchan...

— Izuku, eu falei ‘pra você tomar cuidado, e não bebida batizada.

O ômega iria responder, se não tivesse colocado a mão na boca, tampando-a, enquanto fazia uma expressão de nojo.

— Qual o problema? — perguntou Bakugou, já ficando excessivamente preocupado.

E então Izuku se virou para o lado, vomitando até o que não tinha dentro do estômago.

 — Kacchan, acho que não estou me sentindo muito bem.

— Vamos embora.

Katsuki segurou nas coxas de Midoriya, e o ômega entrelaçou as pernas na cintura do garoto, os braços no pescoço, apoiando a cabeça no ombro do alfa.

O loiro andou pela multidão rapidamente, sem se importar quando esbarrava em alguém. Ele precisava tirar Izuku dali, pois se caso encontrasse alguém indesejado, com certeza não terminaria bem.

Quando chegaram no carro, Bakugou colocou Midoriya no banco do passageiro, ajudando-o a pôr o cinto.

— Kacchan, como você virou um burguês**, não é? — provocou rindo e sonolento, depois que Katsuki já dava partida no carro.

— Olha o estado que você está, e isso que eu saí por 30 minutos.

Houve silêncio por parte do passageiro, então Bakugou apenas suspirou. Izuku tinha dormido, mas o alfa ainda teria muito o que cuidar do seu namorado.

 

** **

 

— Deku, você precisava tomar banho!

Não. — retrucou outra vez.

Katsuki bufou cansado, vendo que não iria a lugar nenhum se continuasse a tentar convencer um bêbado, no qual acordara ao chegar na casa do alfa. Então segurou em Izuku, jogando-o por cima do ombro. O que foi uma péssima ideia, já que o garoto vomitou pela segunda vez, nas costas de Bakugou.

O loiro tentou ignorar aquilo, indo direto para o banheiro. E ficando um pouco intrigado, já que após colocar Midoriya no chão, o garoto começou a retirar a própria roupa, com dificuldade e quase caindo no chão, mas tirando, peça por peça.

— Amor, o que está esperando para tirar a roupa? Não íamos tomar banho?

Katsuki retirou apenas a camiseta, para convencer Izuku à ficar de uma vez por todas debaixo do chuveiro. Porém, antes que pudesse liga-lo, o ômega agarrou em seu corpo, beijando seu pescoço. O cheiro de álcool e vômito, fariam o estômago do loiro embrulhar-se, se não estivesse tão focado e preocupado com Midoriya. Ele nem se quer conseguia — e nem tinha a mínima vontade — se sentir excitado pelo ômega estar sem roupa diante dele. 

Deku, o que está fazendo? — disse tentando o afastar.

Você é tão lindo Kacchan, sua voz e seu cheiro me deixam tão excitado... — riu, ainda com a voz arrastada pelo álcool.

— Para Deku, você está bêbado!

— Eu só quero fazer amor com você. Você não quer fazer amor comigo?

— Izuku, eu nunca seria capaz de fazer algo desse tipo sem o seu consentimento de verdade. Amanhã você nem vai lembrar que está me falando isso.

— Kacchan gostoso, nunca ouviu falar que criança e bêbado não mentem?

Bakugou riu anasalado pelas provocações do garoto, se perguntando como Midoriya iria reagir depois que ele contasse o que estava acontecendo.

— Água gelada. — disse de repente.

— Quê?

Izuku abriu a boca, formando um “O” ao sentir a água extremamente gelada do chuveiro caindo sobre sua cabeça e corpo. O ômega então puxou Katsuki para de baixo da água também, já que mal conseguia ficar equilibrado muito tempo num mesmo lugar em pé.

Como não queria que Midoriya adoecesse por ficar em contato com a água fria por muito tempo, o alfa pegou o shampoo, logo lavando rapidamente o cabelo do ômega que se apoiava segurando em seu ombro com firmeza.

O restante do banho, que por sinal durou pouco, foi normal e silencioso. Katsuki sentiu como se tivesse cuidando de uma criança, ajudando Izuku até à escovar os dentes. Depois que o ajudou a vestir uma roupa, Midoriya simplesmente dormiu pesado.

Bakugou beijou a testa do ômega, para então ajeitar mais as cobertas em cima do garoto. E então, suspirou aliviado, sentindo que poderia tirar a roupa molhada que ainda vestia e tomar um banho decente. Mas antes, ligou para mãe de Izuku, pedindo a permissão para que o filho dela passasse o final de semana na casa do alfa, que obviamente, foi concedida.

Entretanto, o alfa ainda tinha uma preocupação, que não chegava a ser ruim. Enquanto tomava banho, pensava numa maneira de fazer uma boa surpresa para o namorado no domingo, já que no sábado estaria de ressaca. Até porque o próprio “Izuku bêbado” notou que eles ainda não usavam aliança por não possuírem a marca.

 

 


Notas Finais


"Glossário"

*girassóis e **tulipas vermelhas - essa parte ae é verdade gente, o significado dessas flores é esse mesmo (pelo o que pesquisei).


**burguês - nesse caso, o Izuku chamou o Katsuki de burguês por ele possuir carro mesmo sendo muito jovem. Ou seja, chamou de riquinho e mimado pelos pais.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...