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História Belongs to Kacchan - Capítulo 8


Escrita por: Soriegedon

Capítulo 8 - 8. O fetiche de Izuku


Por mais que Izuku devesse se sentir alegre, ele não conseguia já que mais uma vez, estava com aquela sensação de que estava estragando tudo. Passou o dia anterior todo se sentindo mal por conta da ressaca, e agora no domingo, precisou voltar mais cedo para casa do queria.

O problema tinha sido outro imprevisto. Na verdade, Katsuki tinha lhe dito que era um imprevisto. Porém, Izuku sabia que o garoto tinha que ajudar nos preparativos do jogo, que aconteceriam no dia seguinte. Ele era o capitão afinal de contas, e por causa de Midoriya, já tinha perdido o treino de sábado para cuidar dele. Mas o alfa tinha ficado tanto tempo conversando no celular, que Izuku nem soube se ele dormiu na mesma cama em que ele, pois não o vira antes de dormir, nem ao acordar.

E depois que soube por Bakugou enquanto conversaram durante a vinda para a casa de Izuku, que além de ser capitão do time, também no final do ano iriam fazer dois anos que tinha conseguido um emprego de meio período como assistente administrativo em uma empresa, por recomendação da U.A, Izuku se sentiu ainda mais como uma pedra no caminho de Katsuki.

Se mal tinham tempo para ficarem juntos agora, como iriam fazer depois que o alfa voltasse da férias dele? Izuku também se sentia péssimo por perceber que estava ficando para trás. Naqueles dois anos, Katsuki tinha progredido tanto, enquanto o que o ômega fizera?

Quando parou de ter tantos pensamentos negativos de seu relacionamento amoroso com o alfa, Midoriya levou a xícara de café até a boca, sentindo o quão gelado o líquido já estava. Pelo jeito, perdeu um enorme tempo alimentando a própria insegurança, e então percebeu que deveria evitar ficar muito tempo desocupado ou pensando demais naquele tipo de coisa.

Izuku então ligou para a mãe, pois ao chegar em casa, ela tinha deixado um bilhete dizendo que precisaria ir urgente em uma viajem no nome do chefe —  já que era secretária — mas que no final do dia seguinte já estaria de volta.

Depois de encerrar a ligação, que acabou durando pouco, o ômega se jogou contra o sofá. Já tinha limpado a casa e feito o dever da escola, e não sobrara mais nada para fazer. Mas então seu celular fez o típico barulho de que havia chego uma mensagem.

Me desculpe por avisar quase em cima da hora mas, posso te buscar às seis para sairmos? — sussurrou lendo a mensagem que recebeu de Katsuki.

Izuku sorriu naquele instante em que terminou de ler. É claro que confirmou o encontro, mesmo estando um pouco hesitante sem saber se estava atrapalhando algum cronograma do loiro. 

Entretanto, o ômega olhou melhor para às horas no celular. Já eram quase quatro horas da tarde. E então ele se desesperou, correndo para o quarto. Precisava se arrumar, e pelo menos para ele, duas horas eram pouco tempo para conseguir escolher algo para vestir.

Antes que pudesse tomar banho, começou a vasculhar o que iria pôr. Jogava cada vez mais roupas de dentro do armário mas, ele sentia que não tinha o que vestir. E seu olhar acabou parando sobre peças que Izuku considerava especial. Porém ele balançou a cabeça, negando usar aquilo para andar na rua.

 

** **

 

 

— Izuku, algum problema? — perguntou Bakugou, ao descansar os pulsos sobre o volante — Parece que tem algo te incomodando.

Midoriya balançou a cabeça negando. 

— Você também está meio quieto desde que entrou no carro... Tem certeza que está tudo bem contigo? Se quiser, eu posso pegar a rotatória mais à frente e fazer o retorno.

— Não! Não precisa... — afirmou rapidamente e colocou a mão sobre a do alfa, ao vê-lo pronto para fazer a volta, assim que o sinal se abriu. 

Katsuki percebendo que eles precisariam conversar um pouco, estacionou na primeira vaga que viu. Depois, lhe encarou confuso.

Amor, qual é o problema?

Izuku desviou o olhar mesmo sabendo que não conseguiria esconder algo que lhe incomodava, de seu namorado, por muito mais tempo.

— Katsuki, seja sincero comigo... Eu estou te atrapalhando?

O alfa abriu e fechou a boca algumas vezes, sem realmente ter entendido aquela pergunta.

— Atrapalhando? O que quer dizer com isso?

— É que você parece estar sempre tão ocupado, seja com o time, ou com sei lá o quê. Fico imaginando como vai ser depois que você voltar a trabalhar. Não vai ter tempo para nós dois. — suspirou — E não quero continuar fazendo com que você fique perdendo seus compromissos, assim como ontem, e também...

Ao entender o que estava acontecendo, Bakugou destravou o cinto, depois beijando brevemente Izuku, sem nem se quer deixar o garoto continuar falando aquelas coisas, no quais Katsuki achou absurdas.

— Esse final de semana eu só fiquei ocupado porque, eu estava procurando algo para você. Além disso, de onde tirou que não vamos ter tempo depois que eu voltar a trabalhar? Deku, eu não me importo de sair do Lacrosse para ficar com você. — suspirou — Afinal, você é a minha prioridade.

O ômega arqueou as duas sobrancelhas surpreso. 

— Mas é que... Também parece que você progrediu tanto nesses últimos anos. Estou me sentindo como... 

Katsuki lhe deu um selinho, interrompendo outra vez a frase de Midoriya.

— Deku, você só está inseguro. Não tem essa de ficar de: “você é mais ou melhor que eu”. Aposto que se sentiu como se estivesse ficando para trás, não é?

O garoto assentiu envergonhado e Bakugou riu anasalado.

— Lembra, eu te falei sobre querer construir a minha vida com você. Mas não importa quem vai conseguir um emprego de salário alto, ou quem vai conseguir entrar numa universidade muito boa primeiro. É sobre quando conseguirmos a nossa casa, e termos as nossas coisas. Ou quando nós casarmos, e começarmos a nossa família... Pode começar a família primeiro, não sei, ou casamos e compramos a casa... 

— Eu entendi Kacchan... — disse Izuku rindo da maneira atrapalhada que o alfa começava a falar.

— Então não se sinta inseguro com nada, ok? Só confia em mim. Talvez se eu estiver ocupado demais e não tenha te avisado o motivo, deve ser porque eu ‘tô planejando nossa viajem para o Caribe. 

Izuku riu mais ainda, se sentindo aliviado com o clima agradável que Katsuki havia deixado entre eles. Para o ômega, era ótimo e tranquilizador saber mais uma vez que Bakugou pensava no futuro deles e, era melhor ainda, saber que o loiro queria futuramente ter uma família com ele. Até porque, para Midoriya, não fazia sentido alguém ficar junto de outro numa sociedade como aquela em que viviam, sem sentir vontade de ter algo realmente estável e promissor.

— Agora que está tudo resolvido, vamos?

— Espera. Será que a gente pode passar em alguma loja de conveniência antes? 

— O que vai querer?

— Água... 'Tá meio abafado aqui...

Katsuki olhou confuso para Midoriya, e lhe tocou no pescoço depois em sua testa, sentindo que o garoto estava anormalmente quente.

— Você está mais quente que o normal. Está sentindo algo de diferente?

— Eu 'tô bem, não precisa se preocupar, Kacchan.

— O que o médico te disse na sexta-feira sobre seu cio? — perguntou após um tempo, enquanto já estava tirando o carro da vaga.

— Bom... Eu fiz alguns exames, e o médico disse que as coisas estão um poucos complicadas 'pra mim. 

Bakugou olhou brevemente para Izuku. Seu tom era carregado de preocupação:

— Como assim?

— Parece que as substâncias dos medicamentos estavam saindo muito devagar do meu corpo, por isso não tive o cio que deveria, no começo do ano. — suspirou —    Até aí tudo bem, o problema é que meu corpo já está com dificuldade de produzir óvulos bons. Se eu tomar mais uma vez que seja, qualquer tipo de medicamento 'pra anular meu cio* novamente, as chances de eu ficar estéril são altíssimas.

Deku, eu...

— Não precisa falar nada sobre isso, 'tá bom? — cortou — Eu estou bem em relação a este assunto.

Um silêncio aflitivo ficou entre os dois outra vez, e então Katsuki ligou o rádio. 

— Como você conseguiu este carro? Até parece que virou burguês*... — disse de repente, e Bakugou começou a rir alto — Do que está rindo? Quero rir também.

Depois de ficar alguns minutos rindo, o alfa secou algumas lágrimas e finalmente respondeu:

— Não é nada demais, eu apenas acabei lembrando de uma coisa.

— Ah, falando sobre lembrar, até agora você não me contou o que eu fiz na noite em que bebi.

— Acho melhor esquecemos isso por enquanto.

Midoriya apenas murmurou um “Uhum”, antes de parar para ouvir a música que tocava. Mas o clima ficou agradável outra vez, depois que Katsuki apertou rapidamente uma das bochechas do garoto, fazendo-o rir envergonhado.

 

** **

 

Tinha demorado um bom tempo, por causa da parada em um posto de gasolina, para que finalmente chegassem.

Izuku foi o primeiro a retirar o cinto, depois saindo ansiosamente do carro. Como tinham passado por uma estrada de barro e haviam árvores dos dois lados da estrada, o ômega tinha uma ideia de onde estavam. Sabia também que Katsuki conhecia muito bem o que ele gostava ou não, então Bakugou acertara em cheio quando pensou em levá-lo lá.

Midoriya encheu os pulmões com o ar fresco, logo expirando lentamente. Após dar uma olhada ao redor, mesmo ainda com os faróis ligados, o garoto não conseguiu enxergar muita coisa. Porém, ao olhar para o céu, se encantou com o céu limpo e estrelado. Sem contar que, dali eles poderiam ver as luzinhas da cidade.

— Aqui é maravilhoso! — afirmou Izuku. Ele sempre gostou de lugares calmos e, que fossem preferencialmente relacionados à ambientes naturais.

O loiro depois de apagar a única luz que impedia deles aproveitarem melhor ainda a paisagem, abraçou Midoriya por trás. 

— Eu fiquei um tempão procurando lugares refinados que poderíamos ir mas... Daí eu parei para pensar e, lembrei que você sempre preferiu lugares mais simples. Então não ia fazer sentido te levar em um local onde certamente você iria ficar se sentindo desconfortável.

Izuku riu, colocando as mãos em cima das de Bakugou, que rodeavam sua cintura.

— Muita gente rica em um mesmo lugar me deixa entediado. — afirmou e o alfa riu.

— Eu sei, por isso te trouxe aqui. Vem deitar comigo para olhar melhor o céu... 

O ômega viu Katsuki andar devagar até uma parte mais afrente de onde estavam, e o garoto mordeu o lábio inferior vendo — com certa dificuldade — a camiseta vermelha que o alfa usava, marcando perfeitamente seus músculos. Talvez Izuku nunca contasse para Bakugou mas, ele sentia um enorme fetiche pelas costas larga do garoto, assim como as mãos fortes, que sempre passavam segurança para Midoriya quando eles andavam de mãos dadas, por exemplo.

Para não deixar o alfa esperando, Izuku deu uma corridinha e se deitou no gramado, ficando ao lado de Katsuki. Apoiou a cabeça no ombro de seu namorado, olhando para cima, enquanto uma música completamente calma tocava pelo mp3 do carro.

Ei, Kacchan... — chamou olhando em direção ao garoto.

Katsuki olhou para Midoriya, esperando que continuasse a falar. Entretanto, Izuku apenas ficou olhando para cada traço do rosto de Bakugou, mesmo que estivesse só com a luz da lua iluminando-os.

— Me desculpa, acho acabei nem te cumprimentando direito quando você foi me buscar. Posso me redimir?

— Claro. — Katsuki respondeu rápido e com um sorrisinho.

O ômega se levantou minimamente para que pudesse ficar com o rosto mais próximo com o de Bakugou. Estava um pouco hesitante, já que poucas vezes tomava iniciativa para algo. Porém, não demorou muito para que Izuku segurasse na nuca do alfa, lhe puxando para que pudessem se beijar. 

Quando se afastaram por um momento e começaram a se beijar mais intensamente, Izuku acabou enfiando a mão por debaixo da camiseta do alfa, passando a mão de maneira lenta pelo tronco de Katsuki.

Bakugou mordeu suavemente o lábio inferior do garoto, sentindo o cheiro excitante que o ômega liberava.

Deku... Eu já disse que tento mas, quando você fica intensificando seu cheiro desse jeito, não consigo me conter.

— Me desculpa. É que... Para mim, 'tá difícil também. Tem noção do quanto tempo esperei 'pra gente finalmente namorar?

O alfa estava um pouco surpreso com Izuku falando de maneira tão aberta sobre o que ele desejava. Parecia realmente que crianças e bêbados não mentiam.

— Quer ir 'pra minha casa depois? Minha mãe não está lá hoje.

— Sinceramente, quero muito. — respondeu simples e direto — Sua mãe está trabalhando bastante, não é? Fala para a senhora Midoriya tirar uma folga. 

O ômega voltou a deitar com a cabeça apoiada no ombro de Katsuki. 

— Eu também acho que ela está trabalhando demais... — suspirou e logo depois deu um selinho demorado em Bakugou — Mas então está combinado, só vamos apreciar aqui mais um tempo, eu gostei bastante desse lugar.

E Deku...

— O que foi?

Katsuki se sentou e tirou do bolso um caixinha, abrindo-a para Midoriya. A prata dos anéis refletia a luz da lua, lhes dando uma aparência ainda mais bonita. 

O loiro vendo os olhos aguados de Izuku, que acabou se sentando também, puxou o primeiro anel colocando no dedo do garoto que ainda continuava com a boca entreaberta, tentando procurar as palavras certas para dizer. Logo após, colocando o outro que sobrara em si.

Aquele anel, simbólico, era a única coisa que mostrava o comprometimento um com o outro, enquanto Katsuki não pudesse marcar Izuku. E então, sem conseguir expressar sua felicidade, Midoriya ficou um bom tempo abraçado com Bakugou.

— Meu alfa. — afirmou depois de separarem do abraço apertado.

— Meu ômega, agora. 

Katsuki sorriu com os olhos fechados, transmitindo sentimentos de uma maneira tão pura, que Izuku pode sentir toda sua insegurança, medo, ou qualquer coisa ruim que pode pensar antes de chegarem ali, sumirem. 

E se deitando outra vez, mas agora abraçados, eles aproveitaram a paisagem trocando alguns beijos calmos, enquanto sorriam bobos para qualquer mini declaração que o outro fazia.

 

** **

 

 

Katsuki nem acreditava que voltaria tão cedo a ficar sozinho com Midoriya, dentro do quarto do ômega. O cheiro doce do garoto estava por todos os cantos, e Bakugou sentia que podia enlouquecer caso Izuku demorasse mais. 

Como eles tinham passado primeiro na casa do alfa, ele estava com uma roupa confortável para se ficar em casa, usando uma camiseta básica e uma calça moletom, por mais que achasse que não fosse ficar com as peças por muito mais tempo. Já Midoriya, depois que deixou a garrafinha de água na mesa ao lado de sua cama junto com alguns pertences de Katsuki, precisou ir atender um telefonema. 

Cansado de ficar sentado, Bakugou se levantou para olhar os detalhes do quarto. E então, ao olhar para o guarda-roupa de Izuku, lhe veio a lembrança da primeira vez que tinha entrado no quarto do garoto: o ômega não quis de jeito algum, que Katsuki abrisse seu guarda-roupa*.

Talvez sua consciência pesasse mais tarde por estar bisbilhotando nas coisas de seu namorado. Porém, naquele momento, sua curiosidade falava mais alto. E foi no impulso que abriu de uma vez, as duas principais portas daquele grande armário. A princípio, não haviam mais do que haveria em qualquer guarda-roupa. Ou seja, haviam várias mudas de roupas, do mais variados estilos e cores, arrumados em degradê.

Entretanto, algumas peças no cabide chamaram a atenção do alfa. Ele pegou uma, a esticando em sua frente, depois ficando boquiaberto. Era uma sainha de pregas, no mesmo estilo que as líderes de torcida usavam, porém aquela tinha uma cor só, rosa claro.

Katsuki colocou a saia apoiada sobre o braço, enquanto abria a gaveta. Se tinha a saia, com quase certeza teriam outras coisas femininas ali também. E sorrindo com a confirmação, Bakugou puxou um par de meias 7/8 brancas.

O garoto passou a língua lentamente pelos lábios imaginando seu ômega usando aquilo. É claro que Katsuki nem ligava quando era realmente uma garota que usava aquilo, porém se tratava de Izuku e seu corpo, no qual ficava tão desvalorizado com as roupas de corte masculino.

— Ka-Kacchan! — falou desacreditado ao entrar no quarto.

Deku, porque não me disse antes que gostava dessas coisas? Teria te dado um presente relacionado.

É vergonhoso...

Bakugou arqueou uma das sobrancelhas confuso. Izuku depois de se aproximar, colocou  as mãos para trás e tentava olhar para qualquer direção que não fosse a do alfa que lhe encaravam fixamente.

— A minha mãe que me dá essas coisas de vez em quando. Ela diz que fica muito fofo em mim, assim como a Uraraka, mas, eu uso só as vezes, quando fico no quarto. 

— Izuku, coloca para eu ver. — disse Katsuki calmo lhe entregando as coisas.

— Tenho que me trocar na sua frente? 

O loiro riu anasalado com o garoto que tinha perguntado aquilo mais envergonhado do que nunca.

— Se for melhor, pode ser no banheiro mesmo.

Izuku assentiu e voltou pouco tempo depois ainda envergonhado demais para encarar seu namorado. Então Bakugou se aproximou e segurou na mão de Midoriya, o fazendo dar uma voltinha no próprio lugar, aproveitando depois para puxar o corpo do ômega para deixar ainda mais próximo do seu.

— Você é tão lindo.

— Kacchan, você acha isso mesmo? — disse com as bochechas vermelhas, e o alfa assentiu.

Uma das mãos de Katsuki foram até os fios verdes do cabelo do outro e os acariciou. Do cabelo, os dedos do garoto passaram a alisar cuidadosamente a pele do rosto e pescoço de Izuku. Ele adorava o tocar, o sentir, e a mente e o corpo de Midoriya pareciam o trair por lhe deixar tão entregue. 

Assim que os dedos de Bakugou passaram pelo seu rosto, ele fechou os olhos. Ao ser acariciado no pescoço, todos os pelos do seu corpo se eriçaram. 

O ômega então, abriu os olhos e encarou o alfa que olhava direto para sua boca e, para provoca-lo, lambeu lábios devagar, os deixando ainda mais rosados. Aquilo era uma tentação para Katsuki, na verdade o garoto todo era uma tentação. 

Midoriya aproximou seu rosto e começou com um beijo lento. Suas mãos intercalavam entre ficar no rosto de Bakugou e seu peitoral. Ele logo acabou com o beijo, mordiscando o lábio do alfa e após aquilo, Katsuki já começou com outro beijo mais excitante, passando as mãos sobre as coxas do ômega que estavam tão expostas pela saia. 

— Sabe Katsuki, naquele outro dia, se minha mãe não tivesse chegado, nós teríamos feito aquilo? — perguntou após se afastarem minimamente para respirar.

— Acho que sim. Pelo menos eu, queria muito. Já te disse como é difícil resistir a você.

Izuku sorriu mas, mordendo o próprio lábio inferior, olhando diretamente para os olhos de Katsuki. Sentia vontade de dizer quão excitado o loiro poderia lhe deixar com o mínimo de esforço mas, o alfa parecia já saber daquilo, só com a maneira luxuriosa com que retribuía o olhar.

Você vestido assim não é fofo, é tão... sexy... — sussurrou no ouvido do ômega, voltando a lhe olhar depois.

Então, com dois desejando a mesma coisa naquele momento, voltaram a se beijar. Katsuki colocou a mão de baixo da saia de Midoriya e apertou-lhe as coxas, dando o impulso para que o garoto pudesse entrelaçar as pernas ao redor de seu corpo. Izuku arfou baixinho, segurando nos ombros de Katsuki. E durante o pequeno caminho para a cama, o alfa foi beijando o pescoço de Midoriya, enquanto ainda lhe apertava as coxas. O esverdeado, continuava a arfar e apertava ainda mais as pernas ao redor do corpo de Bakugou.

Após ser colocado no colchão, Izuku puxou a gola da camiseta de Katsuki, o fazendo ficar sobre ele. O ambiente parecia ficar cada vez mais abafado, ao passo que ambos se tocavam. As bocas estavam juntas de novo, em um beijo onde deixava mais que claro o desejo e excitação de cada um.

Bakugou parou de beijar seu namorado por um minuto, para retirar a camiseta do garoto. Então lambeu um dos mamilos do ômega, e logo após lhe começou a chupar. A respiração pesada e os gemidos ainda baixos, denunciavam quão Izuku era sensível naquela área.

O alfa mudou a boca ao outro mamilo, enquanto descia uma das mãos para por de baixo da saia de Midoriya e, a enfiava para dentro da cueca. Ao ter a mão de Katsuki subindo e descendo em seu pau, Izuku gemeu de maneira manhosa e arrastada o apelido do alfa. 

Já Bakugou, sorriu, passando os dentes levemente pela pele do ômega, começando a descer os beijos devagar.  E a saia quando pareceu começar a atrapalhar, foi retirada, assim como a cueca de Izuku.

Midoriya mordeu o dedo indicador, apreensivo ao ver o alfa abrindo mais suas pernas para lhe beijar as coxas. Ainda estava de meias mas, seu namorado apenas passou a mão por elas, sem intenção de retira-las. E então, sem mais delongas, colocou o pênis rijo de Izuku, inteiro dentro da boca.

Midoriya gemeu alto, por ser pego de surpresa. Suas mãos automaticamente foram ao cabelo de Katsuki, para ora puxar os fios... ora acaricia-los . A boca do alfa subia e descia, enquanto os olhos de íris vermelhas, encaravam sem pudor algum, o ômega. 

Uhmm, Kacchan... — gemeu outra vez manhoso.

Aquela era uma das sensações deliciosamente novas que o alfa proporcionava para Midoriya. Seus dedos ainda emaranhados nos fios loiros, incentivavam a boca do alfa a ir mais fundo, enquanto sentia as mãos de Katsuki alternando entre segurar possessivamente suas coxas e cintura. E seus gemidos tímidos, estavam um pouco mais altos, ao sentir que poderia gozar a qualquer momento. 

Mal deu tempo de Izuku avisar, e o garoto jogou a cabeça para trás, sentindo seu sêmen preencher a boca do alfa. O liquido escorreu pelos cantos da boca de Bakugou, após se afastar da virilha do outro garoto passando a língua pelos lábios.

Midoriya estava ofegante e com os olhos fechados, aproveitando a sensação pós orgasmo. E nem se deu trabalho de abri-los, quando a respiração quente de Katsuki misturou-se com a sua. Apenas entreabriu os lábios outra vez, sentindo a língua do loiro entrar, assim como o gosto do próprio gozo.

E após abrir os olhos devagar para encarar Katsuki, o ômega sorriu, fazendo um carinho nos fios loiros do alfa. Bakugou segurou na mão de Izuku que ainda lhe fazia carinho e a beijou quase em cima da aliança do garoto. Depois se inclinou sobre ele, dando curtos beijos, enquanto Midoriya lhe ajudava a retirar a camiseta. Ao começar a ficar impaciente, após Katsuki jogar a camiseta para algum lugar, Midoriya começou a arrastar a calça de moletom de Katsuki para baixo com os pés. 

Percebendo aquilo, o loiro se ajoelhou na cama e retirou a própria calça de maneira desajeitada, fazendo com que Izuku gargalhasse. Mas quando ele voltou a ficar entre as pernas do garoto, o ômega sentiu outra vez aquela onda de vergonha, até porque sem contar as meias, seu namorado estava lhe vendo completamente nu.

Katsuki sorriu apertando as coxas do garoto, arrastando o corpo de Izuku pela cama até voltar a ficar extremamente próximo a ele de novo. 

Awn... — gemeu juntando as sobrancelhas, sentindo os dedos de Bakugou em sua entrada.

Midoriya ainda gemia baixinho, querendo sentir ainda mais. Mal notou quando seu quadril começou a se mexer querendo sentir os dedos de Katsuki irem mais fundo. O alfa sorrindo travesso pelo desejo de Izuku, introduziu mais um,  notando o lubrificante natural do ômega escorrer. 

Bakugou depois de ver Izuku obviamente excitado outra vez e muito bem lubrificado, parou, se esticando o máximo que pode para alcançar a carteira que estava encima da mesinha, ao lado da cama de Izuku. De dentro, puxou a pequena embalagem que continha a camisinha. 

O ar que já parecia estar quente antes, ficou ainda mais, assim como o corpo de Izuku. E para ajudar, Katsuki finalmente retirou a sua última peça, colocando o preservativo. Midoriya fechou os olhos, entreabrindo os lábios, enquanto agarrava no lençol. Bakugou o penetrava devagar ao mesmo tempo que suas mãos estavam segurando firme nas pernas do garoto.

Por mais que aquilo devesse doer mais do que Izuku imaginou, pelo fato dele ser um ômega facilitava em muito as coisas. E por mais que na maior parte do tempo odiasse ser um, naquele em especial, nunca amou tanto ter nascido um ômega para poder receber sem problemas Katsuki.

E foi empurrando a cintura de Katsuki com os pés, para que ele entrasse todo de uma vez, que Izuku gemeu sôfrego mas, querendo com que o alfa se movimentasse logo. O garoto entendendo o recado, começou a mexer o quadril para frente e trás sem pressa alguma, agarrando a cintura de Midoriya. 

Katsuki... Ah... Mais rápido. — disse após algum tempo.

Bakugou se inclinou, entrelaçando seus dedos com os de Izuku e, sorriu satisfeito em ver ambas as mãos com o anel de prata igual. E então voltou a penetrar o ômega mais rápido, ouvindo a cama do garoto ranger e, Izuku gemer já sem vergonha alguma.

Caralho. — rosnou vendo Izuku com uma expressão tão prazerosa em baixo dele com o rosto corado e a boca aberta.

Ao soltar da mão de Izuku e ficar ainda mais inclinado sobre o corpo do garoto, se apoiando sobre os cotovelos, Katsuki sentiu as mãozinhas de Izuku passando por suas costas, as vezes lhe arranhando, enquanto tentava beijar a boca do loiro desajeitadamente. 

Midoriya entrelaçou as pernas ao redor do corpo de Bakugou e segurou em sua nuca, enquanto o garoto voltava a lhe beijar no pescoço. E mesmo achando que não podia sentir mais prazer do que já sentia, ele pode, quando Katsuki lhe atingiu em um ponto especial. Ele se agarrou ainda mais no corpo do loiro, gemendo tão alto, que se sentia grato por não ter mais ninguém na casa. 

Porra, você é tão gostoso. — sussurrou rouco e ofegante.

Seus corpos já estavam suados, os feromônios impregnados no ar, e Bakugou continuava a lhe acertar naquele mesmo ponto. Com aquilo, Izuku mal conseguia formular uma frase direito. Porém, não demorou muito tempo para que o gozo do garoto sujasse seus abdomens. O alfa sentindo a entrada de Izuku ficar ainda mais apertada, precisou o penetrar apenas mais algumas vezes para que gozasse dentro da camisinha, e se atasse.

Enquanto Katsuki não podia sair de dentro do ômega, ele aproveitou para encarar o garoto com um sorriso. Ambos estavam ofegantes, com o peito subindo e descendo, e também meio descabelados pelo suor. Mas mesmo naquele estado, um nunca achou o outro tão atraente como naquele instante. 

Midoriya sorriu também, e quando Bakugou finalmente deitou-se ao seu lado, o garoto apoiou sua cabeça no ombro do loiro.

— Quer tomar um banho? — perguntou o alfa.

— Quero. Mas antes, eu preciso muito tomar uma água. — respondeu já se esticando para pegar a garrafinha.

Katsuki riu e se levantou. Ele foi indo no banheiro primeiro para se livrar do preservativo usado e depois, quando viu Izuku adentrando tímido no cômodo fechando a porta atrás dele, ligou o chuveiro.

— Por que está tímido de novo? Já viu tudo o que tinha para ver aqui. — riu.

— Eu... Eu sei... Mas é que mesmo assim, é vergonhoso.

— Fofo e ao mesmo tempo tão safado. Amo isso.

— Kacchan!

Bakugou riu outra vez, e quando Izuku se aproximou o bastante, lhe puxou para entrar debaixo da água junto com ele. Midoriya mesmo continuando envergonhado, começou a passar sabonete pelo corpo do alfa.

— Sabe, pensando bem, foi muita coincidência eu ter me transferido para a mesma escola que você...

— Não acredito em coincidências. — disse chamando a atenção de Izuku — Eu acredito que quando duas pessoas devem ficar juntas, nada as separa, nem o tempo, nem o lugar. Assim como nós dois. 

Midoriya sorriu completamente feliz. Porém, antes que pudesse dizer qualquer coisa, o loiro continuou:

— É muito bom poder tomar um banho com você sóbrio.

— Como assim? — perguntou com os olhos levemente arregalados.

— Talvez um dia eu te conte.

— Ah, Katsuki, seu sem graça!

Izuku jogou espuma no rosto de Bakugou enquanto ria, e Katsuki revidou, dando um abraço de urso no ômega, tirando-lhe do chão. E assim como quando eram crianças, ele continuaram provocando um ao outro, até perceberem que deveriam para de enrolar, pois tinham que dormir por haver o jogo do time no dia seguinte.

 

 


Notas Finais


Para quem não se lembra:

*Cio de Izuku – essa parte é referente à explicação mais detalhada sobre o cio dele para a Uraraka no capítulo 3.

*Katsuki burguês – referente à zoação que Midoriya fez com ele quando estava bêbado, querendo lhe chamar de mimado pelos pais, no capítulo 7.

*Guarda-roupa de Izuku – referente ao começo do capítulo 5 (capítulo pós primeiro beijo) , quando Midoriya impede um pouco desesperado que Bakugou não abrisse seu guarda-roupa.


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