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História Beloved Catch! (Mabe) - Capítulo 4


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Notas do Autor


Aproveitem o capítulo de hj! ♡ boa leitura...

Capítulo 4 - Capítulo IV


Fanfic / Fanfiction Beloved Catch! (Mabe) - Capítulo 4 - Capítulo IV

O domingo sempre era o dia da semana onde Phoebe aproveitava para dormir até mais tarde, ela gostava de ficar até tarde nos finais de semana lendo livros ou assistindo suas séries favoritas.

Mas ela estava usando aqueles horários para trocar mensagens com Oyster. A noite passada não havia sido diferente e agora a Thundergirl estava deitada na cama com os olhos fechados e o travesseiro à cabeça.

Sonhava com coisas aleatórias que foram rapidamente removidas de sua mente com um solo de guitarra, ela abriu os olhos de golpe e olhou a parede branca do quarto. Já havia amanhecido mas mesmo assim se recusou à sair da cama.

Portanto o som da guitarra continuava percorrendo de forma insistente seus tímpanos, ela fechou os olhos respirando fundo para manter a paciência e criou coragem para levantar da cama.

Saiu do quarto ainda descalça e de pijama, olhou o relógio na parede do corredor que dava aos quartos e revirou os olhos; dez horas da manhã. Que tipo de pessoa toca guitarra às dez da manhã?

Só podia ser ele. Max Thunderman.

- Dá pra você abaixar o volume na porra desse amplificador?- Phoebe pediu assim que desceu as escadas que dava para o covil do irmão. O thunderboy estava com os pés encima do colchão e com a guitarra no colo, ele fazia um solo desconhecido pela morena.

Max parou no mesmo instante que ouviu a voz da irmã e sorriu brincalhão como sempre;

- Bom dia, Phoebe. Finalmente acordou!

- Eu tenho todo o direito de ficar dormindo até tarde, porque ao contrário de um certo alguém que não estuda nada à semana inteira e chega no final de semana fica aí,tocando essa porcaria.

O garoto revirou os olhos tirando a guitarra do colo e deixando-a na cama, então ele se levanta e caminha até ela.

- Se está achando ruim, mude de casa, querida. Porque mamãe me deu todo o direito de tocar guitarra nos finais de semana.

-Mas precisa ser essa hora?

-Precisa sim, esqueceu que mais tarde tenho que arrumar aquela merda de encontro para vocês?-Phoebe abaixou a cabeça respirando fundo, teria que aguentar o irmão caso quisesse ter uma chance com Oyster.

-Eu te odeio tanto.

- também te amo, agora sai daqui.

A Thundergirl bufou e saiu do quarto com passos pesados, ela seguiu até a cozinha não encontrando ninguém lá. Estranhou pois seus pais não eram de acordar tarde, viu um bilhete pendurado na porta da geladeira e pegou-o;

“Querida, Phoebe.

Eu e seu pai fomos levar Billy e Nora para o acampamento em família. Como você e Max já são grandinhos achei melhor ficarem em casa para aprender à serem independentes, voltaremos domingo à noite.

Com amor, Barb.”

-Que ótimo!- Sussurrou revirando os olhos, estava explicado porque Max estava tocando guitarra à aquela hora. Provavelmente Hank brigaria com ele.- Vou ter que ficar com essa mala o final de semana inteiro.

Phoebe ainda não conseguia acreditar que passaria o resto dos dias acompanhado de seu irmão, Max conseguia ser bem irritante quando queria. Ou quase sempre.

Mas pelo menos ele havia parado de tocar aquela guitarra e isso deixou a garota um pouco mais confortável, como estavam sozinhos ela não iria perder seu precioso tempo fazendo almoço para os dois.

Os únicos que cozinhavam na casa era Phoebe e a mãe, Nora estava aprendendo aos poucos assim como Billy já Max não queria chegar perto da cozinha pois assim como Hank ele sempre dizia a mesma desculpa:

“Cozinhar é pra garotas!”

Isso era uma coisa que os famosos chefes de cozinha do mundo todo iriam descordar de primeira.

A Thundergirl tirou do armário uma frigideira e da geladeira pegou dois ovos e duas tirinhas de bacon, colocou tudo no fogão começando à preparar ovos mexidos com bacon quando viu Max novamente se aproximar dela. Dessa vez com outra roupa, sinal que ele iria sair.

-Onde vai?-Phoebe perguntou mexendo os ovos com uma espumadeira.

- Vou sair.- O garoto respondeu como se fosse óbvio e a morena se virou para observa-lo antes de responder;

- Já que os nossos pais saíram, você poderia muito bem pegar esse tempo de paz para limpar seu covil que deve estar uma zona.- Ela sugere vendo o gêmeo lhe olhar irônico antes de cair na gargalhada.

- Está brincando, não é?- Questionou sem parar de rir, aquilo estava fora de seus planos.-Mas nunca que eu perderia a oportunidade de sair para limpar aquela merda.

- “Aquela merda"é onde você dorme. Por isso que você tem pesadelos...dizem que lugares sujos trazem más energias.

Max revirou os olhos colocando o óculos escuro em seguida.

-Me polpe.-Falou se virando em direção à porta de saída e abriu-a em seguida antes de prosseguir.-Nem perda seu tempo de me ligar pois não vou atender.

Após essas palavras, Max saiu da casa batendo a porta com certa força. Phoebe suspirou já imaginando para onde o irmão iria, provavelmente para se encontrar com os amigos e é claro, com Alison.

Mesmo os dois tenham terminado há alguns meses, Max ainda sentia algo pela ex e quase sempre eles voltavam. Phoebe se sentia de certa maneira incomodada pela troca de namoradas do irmão, tudo bem que Max já era grandinho e poderia ficar com quem quiser mas afinal...por que sentia todo esse incômodo? Ele era seu irmão e tem todo o direito de ser feliz.

A morena achou que toda aquela preocupação fosse apenas algo de sua cabeça, algo relacionado biologicamente por serem gêmeos e a preocupação era maior. Ou simplesmente porque se sentia sozinha às vezes.

Diferente de Max, ela não conseguia esconder suas feições de quando estava com raiva, chateada ou triste e não segurou um bico ao ver o irmão saindo. Poxa, eles estavam sozinhos e esse seria um bom momento para que pudesse fazer as pazes e agir como qualquer outro casal de irmãos. Mas não dava certo.

Phoebe e Max nunca daria certo.

Ela terminou de fazer os ovos e colocou na mesa acompanhado de uma xícara com chocolate gelado que retirara da geladeira. Sentou-se na mesa observando os cômodos vazios da casa e suspirou pensativa, não tinha ninguém ali e poderia muito bem chamar a melhor amiga para lhe fazer companhia. Mas e se Cherry estivesse ocupada? Assim como qualquer outra pessoa, a loira também tinha uma vida social e nem sempre teria tempo para ela.

Deu a primeira garfada no ovo até sentir seu celular vibrar, rapidamente tomou ele na intenção de ver se era alguma mensagem de Oyster mas sua esperança se foi totalmente quando viu que era um SMS da operadora.

Bufou revirando os olhos deixando o celular ao lado da mesa. Hoje seria o dia em que Phoebe e Oyster tinham marcado o encontro na lanchonete da Sra Yong e ela não via a hora de vê-lo pessoalmente, não que já não fizesse isso, mas queria conversar de um jeito amistoso com o loiro.

[...]

A tarde se passara tão lenta e preguiçosa e com isso Phoebe teve tempo de se arrumar, fez as unhas e o cabelo; arrumou o melhor vestido e fez sua melhor maquiagem. Não muito chamativa porém nem tão neutra e sim mediana.

Ela sabia que Max não à levaria para a lanchonete e nem era preciso, o local até que era perto de onde eles moravam. Só achou estranho pois Oyster nem sequer havia respondido suas mensagens quando lhe perguntava se iria mesmo no encontro, entregava mas ele não as lia.

Ela pegou a bolsa colocando na lateral do corpo e deu mais uma ajeitada no próprio cabelo antes de sair de casa, passou a chave na fechadura da porta e com isso seguiu caminho o mais rápido possível até a lanchonete no horário marcado.

Ao chegar, caminhou até a mesa reservada mas o rapaz ainda não tinha chego.

“Ele já deve estar vindo.”

Disse para si mesma antes de se sentar na mesa e observar o cardápio, por incrível que pareça a japonesa não havia vindo lhe testar a paciência. A chuva fraca caía na cidadezinha e alguns casais conversavam calmamente sem pressa para voltar pra casa.

O tempo passava e nada do garoto aparecer, algumas pessoas já tinham ido embora e só tinha ela com mais um garoto loiro em uma mesa separada, mas infelizmente este não era Oyster.

Por conta da chuva o frio começou à se fazer presente e ela suspirou dobrando os braços contra o próprio peito na intenção de se esquentar e encarou o copo grande de milk-shake que havia peço assim que chegou. Este já estava vazio.

Uma...duas...três horas e nada dele.

Passou a mão pelos cabelos e deixou o ar escapar de seus lábios de forma melancólica, não conseguia entender porque isso sempre acontecia. Não era a primeira vez que em questão de relacionamentos Phoebe se dava mau.

Já namorou um garoto chamado Link mas isto acabou no momento que ela percebeu o quanto possessiva estava sendo, além que o garoto era filho de um dos rivais da família. Isso nunca teria dado certo.

Todos os crushes também foram uma grande decepção e com Oyster também seria o mesmo.

Ela fechou os olhos por alguns segundos antes de sentir alguém se sentar ao seu lado, levantou o olhar e lá estava o garoto loiro da mesa ao lado.

- Moça...tá tudo bem?- Ele perguntou de forma preocupada e Phoebe limpou as pequena gotas de lágrimas que escapavam de seus olhos.

-Sim, está tudo bem.-Mentiu observando o garoto ao seu lado, era bonitinho mas também parecia ser bem mais novo que ela.-Qual seu nome?

- Henry Hart...e o seu?

-Phoebe...Phoebe Thunderman.-respondeu ela vendo os olhos do loiro se arregalar.

- Thunderman?! Você é filha do Thunderman?

- Não, é só o sobrenome parecido mesmo.-Mentiu novamente dessa vez desviando o olhar, o loiro um pouco desconfiado somente deu de ombros observando como ela não parecia bem.

- Não vai mesmo me contar o que aconteceu?

- Já disse que não aconteceu nada. Você é daqui?

Ela até poderia dizer a verdade mas não estava com cabeça para falar sobre isso, por isso mudou de assunto.

- Não, eu sou de Swelville...- Falou ele conforme encarava a garota.-Vim passar o final de semana aqui.

-Assim.- Phoebe se levantou, já estava ficando tarde e ela teria que voltar à pé.-Bem, nos vemos qualquer dia, Henry.

- Pode ter certeza, Phoebe.

A morena sorriu levemente para o garoto, poderia ficar conversando com mais tempo mas não tinha cabeça para nada agora. Só queria chegar em sua casa e cair na cama pra esquecer esse dia.

Caminhou no meio da friagem novamente pra casa deixando o loiro na lanchonete e quando chegou em casa, sentiu novamente aquele aperto no peito pois foi ali que tudo começou. Quando recebeu aquela maldita mensagem.

Ela abriu a porta encontrando Max sentado no sofá com um pacote de bolacha nas mãos conforme assistia TV. O irmão se virou para olhar Phoebe notando sua tristeza vulnerável. A morena se perguntava como ele conseguiu entrar em casa se estava com as chaves mas não iria perguntar sobre isso agora.

Ela sentiu novamente as lágrimas tomarem seus olhos e se recusou chorar em frente ao irmão, subiu correndo as escadas em direção ao quarto e se trancou assim que entrou. Se jogou na cama deixando por fim as lágrimas cair sem exceção de seus lindos olhos havana.

Ela ofegou contra o travesseiro cor de rosa e apertou o ursinho de pelúcia contra o peito, se sentia horrível. Ninguém gostava dela de verdade e estava começando à concordar com Max quando este dizia que ninguém gostava dela por ser irritante. Pegou o celular em cima da mesinha e jogou este com força contra a parede,o iPhone antes com a tela intacta estava feito peças de quebra-cabeça no chão. Vários pedacinhos.

Max arregalou os olhos com o barulho vindo do quarto da irmã, subiu correndo de maneira preocupada até o quarto desta e teve que bater porta ao notar que estava trancada.

-Ei, o que aconteceu?!- Ele sabia exatamente o que tinha acontecido mas mesmo assim estava preocupado, não sabia que Phoebe reagiria daquele jeito.

- Me deixa em paz, Max!- Phoebe pediu com a voz embargada pelo choro e aquilo fez o coração do moreno se apertar.

-Phoebe...

Ele sussurra rente à porta e desviou o olhar para o chão, se sentia horrível pela primeira vez após armar uma brincadeira. Sentia que havia realmente vacilado com a irmã e que aquela brincadeira havia se passado dos limites.

Colosso estava certo. Ele era um vacilo.

Suspirou com o peso na consciência e deixou seu corpo cair de forma lenta contra a porta do quarto da garota, se sentou no chão passando ambas mãos sobre o rosto.

Ele precisava contar toda a verdade enquanto ainda tinha tempo.


Notas Finais


Parece q o plano do Max está saindo bem mais sério do que ele imaginou...e sobre o Henry? Acham que ele tem algo importante na estória? Quem sabe...

Espero que tenham gostado e até o próximo!


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