História Bem-vindo a Werewolf - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Abo, Alpha, Amizade, Beta, Drogas, Família, Homicidio, Morte, Ômega, Romance, Suborno, Suícidio
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Palavras 1.653
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


1. oposição, por vezes lúdica e ger. sem grandes consequências, entre dois ou mais indivíduos, grupos, instituições que perseguem um mesmo objetivo e em que cada lado visa suplantar o(s) outro(s); competição, concorrência, disputa, emulação.

2. zelo excessivo; ciúme.

Capítulo 1 - Rivalidade - edadilaviR


O celular sem bateria residia na gaveta do porta luvas. Mesmo a leveza da caminhonete na pista não parecia permitir a Malika que essa embarcasse em um sono mais profundo. As pálpebras pesadas mantinham os olhos escondidos, mas mesmo navegando no limbo de quase dormir, sua mente não se desligava. Haviam pego o carro a pouco mais de duas horas, antes tinham estado, ela e o pai, em um avião da Pensilvânia direto para Werewolf. 

Não senhor Mallet, estou a poucos minutos... Bem, chegamos!

Ela não precisou olhar para saber que eles haviam acabado de passar a placa de "bem-vindo" da cidade. A pista ainda era suave sob as rodas, o que indicava que mesmo sendo um fim de mundo Werewolf era uma cidade civilizada. Não foi mais muito tempo até o carro parar, Malika sentiu quando a caminhonete parou. 

- Filha. Chegamos. Acorda e me ajuda entrar com as malas. 

- Hm. - Ela murmurou fingindo que não estava acordada. 

- Malika Jean Comb. Agora! - assim que a porta do motorista foi fechada e o barulho de pedrinhas se fez ouvir ela se obrigou a sair do veículo. 

A maior parte das malas eram dela. Não que ela portasse tantas roupas e sapatos, mas sim porque obrigou o pai a trazer quase a biblioteca toda da casa na Pensilvânia. Mesmo sabendo que retornariam para a antiga residência dos Comb, Malika não quis deixar nada para trás. De roupa mesmo a menina e o pai haviam trazido apenas uma mala, no caso do senhor Comb, duas pois uma era apenas para seu uniforme e instrentos de trabalho. Assim que a porta da residência foi destrancada, dando destaque para a fechadura moderna que era nada menos que um cartão magnético, uma Bel casa cheia de aconchego se mostrou para a família. Malika abandonou as duas malas que trazia no chão da sala e correu pelo corredor onde ela deduziu que estariam os quartos. 

Não foi mais que cinco idas e voltas da casa até o carro até a menina e o pai acabarem de descarregar todas as coisas da carroceria da caminhonete. Em certo momento ela sentiu certo arrependimento por ter trazido tantos livros. Só três já teriam sido suficiente ou era o que o cansaço queria que ela pensasse. Ambos novos habitantes de Werewolf se deixaram ser abraçados pela maciez do sofá. O pai sorriu ternamente na direção da filha. 

- E o que quer jantar? E sem a loucura de que não está com fome, eu mesmo estou com fome. - coibiu ele antes mesmo de a menina dar a primeira argumentação. 

- Então pode escolher, só não esquece do meu doce. 

Quando a jovem sumiu pelo corredor o deixando falando sozinho na sala Jon sorriu para ninguém em especial. Sabia a capacidade da filha de se desviar das obrigações colocadas sobre ela. E sabia que ela acharia um jeito de fugir da escolha do jantar. Pizza era um boa ideia. Procurou a agenda telefonica da cidade no Google e quando viu os números de pizzaria disponíveis pescou o primeiro e ligou. 

Já em seu quarto Malika revirava as malas, mas de maneira organizada, em busca de roupas. Pescou a peça íntima e um pijama que era já de seu costume para vestir depois do banho. Ficou bem uns quarenta minutos até se lavar por completo, incluindo o cabelo. Assim que saiu o cheiro da pizza estava por toda a casa. Vestiu a roupa que havia separado e depois de pendurar a toalha caminhou sem pressa pra cozinha. 

- Animada pra escola amanhã? - Jon não se freou ao deixar claro a sua decisão. Malika iria para a escola querendo ou não. 

- Pai... Sério mesmo? Amanhã é quinta feira. Eu posso começar na segunda... 

- Malika! - Jon colocou mais três fatias da pizza de doze no seu prato. 

- Tá bem. Sem mimimi. - Não era a pior idéia do mundo, mas era uma caminhada difícil ter que fazer novos amigos de novo. Assim que acabou seus três pedaços, ganhou do pai um bom bom de chocolate branco e subiu pro quarto. 

*******

Acordar foi quase uma missão impossível. O corpo além de não ser dos mais ativos, ainda trazia o fardo de ser uma ômega. Malika praticamente se obrigou a sair da cama quando o alarme do celular começou a tocar. Uma pena que esse novo quarto foi estrategicamente projetado para que todas as tomadas ficassem longe da cama. Assim que saiu do banheiro depois de escovar os dentes e dar uma ajeitada no cabelo, Malika vestiu uma roupa qualquer e saiu rumo a cozinha. Na bolsa levava o tablet, o caderno e um estojo. Era tudo que tinha da nova escola, só o uniforme e o endereço. Pescou duas bananas na fruteira e saiu junto com o pai de casa. 

- Vê se se comporta e lembra que essa é uma escola mista. A única da cidade então, vai conhecer humanos não modificados. - Jon havia explicado tudo enquanto viajavam para Werewolf. Aparentemente ele queria explicar de novo. 

- Eu já sei de tudo isso pai. Nada de implicar, sem caçar encrenca, sem me meter com alfas graciosos... Sei sobre tudo. - Malika tentou falar a sério, mas o sorriso insistente fez o pai desviar os olhos da estrada.

- Eu espero que saiba, senhorita Comb. - Jon sorriu voltando a olhar a estrada. 

Chegar na escola não foi tão complicado, antes de descer do carro a menina tomou seu supressor e saiu. A mochila semi vazia pensa em um só ombro enquanto o celular servia de distração para que ela não precisasse encarar os olhares ao seu redor. Passou batido de todos alunos que caminhavam pelo campo até adentrar o portão da escola. O seu papel de cadastro escolar dizia que ela devia comparecer a diretoria e que teria um(a) guia escolar nos dois primeiros dias de aula. Meio que uma adaptação. 

A porta não foi difícil de localizar, a parede era pertencia vidro e a coloração amarela se destacava com a palavra secretaria na porta de entrada. Caminhou guardando o celular é assim que entrou deu um bom dia alegre para a menina e o rapaz sentados ali. Ambos responderam não tão animados assim. 

- Senhorita Comb, sente-se por favor. - o homem atrás da mesa estava acompanhado por outro homem, mas esse estava de pé logo ao lado. O peito projetado pra fora, parecia um pavão se mostrando. 

- Claro. - Malika sentou na cadeira de madeira e esperou olhando para o homem a sua frente. 

- Eu sou secretario e conselheiro dessa instituição, senhor Porter. O instituto Werewolf é o primeiro na América que se dispôs a misturar espécies. Humanos modificados e não... 

- Com licença diretor Hans e senhor Porter, mas já está para dar o sinal da primeira aula, que é de química por sinal e não queremos chegar atrasados. Vamos contar tudo sobre essa escola maravilhosa para a mocinha nova, os senhores não precisam se preocupar. - a voz enganava bem, mas quando Malika olhou era o rapaz quem havia invadido a sala. 

- Senhor Tobias sabe que está sujeito a detenção por essa atitude. - Tobias deu seu melhor sorriso e fez que sim sobre a afirmação do diretor, que enfim tinha se pronunciado.

- Sim eu sei, papai, mas não quer que eu tenha notas baixas por ser o guia da novata não é? - o menino deu outro sorriso. O diretor que antes mantinha a pompa, bufou e se rendeu. 

- Ok, senhorita Malika pode seguir o senhor Tobias, ele e Anabell serão seus guias pelos próximos dois dias. - o diretor então abriu de vez a porta e Malika agradeceu antes de sair da sala. 

Chegaram rápido aos corredores, Anabell e ela mal conseguiam acompanhar o passo do menino. Como alguém podia estar tão animado com uma bendita aula de química? 

- Então Malika. Esse é o seu armário, o 130. O meu é o 121 e da Anabell é o 79. O armário é seu pelo tempo que permanecer na escola. Seus livros e uniforme da educação física estão aí. Se não couber, leve a secretaria e o senhor Porter troca. - enfim o garoto tinha parado de andar. E começado a tagarelar.

- Pode escolher uma senha se quiser. Ou trazer seu próprio cadeado. - Anabell surpreendeu quando abriu a boca. A voz era normal, diferente da aparência delicada. 

- E as aulas? - perguntou girando uma senha padrão no cadeado do seu armário.

- Aparentemente seu pai, ou melhor, o policial estrangeiro fez questão de exigir que você estivesse em observação constante. Então as suas aulas serão sempre as mesmas que as minhas e de Anabell. A menos que faça alguma aula extracurricular. - assim que Tobias concluiu seu pensamento, sua boca voltou a metralhar palavras. - E agora aprecie seu momento de glória. E observe os predadores maravilhosos que temos por aqui. - Tobias se empompou mais e se escorou um pouco num armário qualquer.

O corredor se encheu de alunos em uma velocidade impressionante. Tinham meninas e meninos de todas as cores e raças. Mas Malika so sentiu seus ossos vibrarem quando um grupo de seis garotos, que mais se pareciam com ursos, passou pelo corredor atraindo olhares. Malika não conseguiu se concentrar naquilo, na outra ponta do corredor um par de olhos verdes e femininos a olhava fixamente. Tamanha era a intensidade que a menina sentia se envergonhada em certa maneira. Tão distraída estava que acabou sendo esbarrada pelo ombro de um dos "gigantes" ele apenas rosnou antes de continuar seu caminho. A passeata durou minutos e pareceu uma eternidade. Quando todos os seis meninos saíram de cena, a vida no corredor voltou ao normal. 

Chegaram para a aula de química sendo agraciadas, Anabell e ela pela tagarelação de Tobias, dizendo tudo que achava dos ursos e pelo jeito ele gostava muito. 









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