História Bem-Vindo Amor - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Bullying, Ficção Adolecente, New Adult, Reencontro, Superação
Visualizações 5
Palavras 1.739
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Luta, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Prólogo


 

  Às vezes, não sabemos onde damos início à nossa jornada até encontrarmos o nosso destino. 

  Mas, eu sempre soube onde tudo começou, e quem ou o que, seria o meu destino.

  O começo foi...Quando eu tinha quatro anos.

  Olho para o outro lado da rua, vendo um casal pegando caixas de um caminhão. Enquanto isso, um garoto com um bebê, pegando os brinquedos mais legais que eu já vi.

  O garoto mais alto para. Ele olha em volta, como se estivesse procurando alguém. Quando seus olhar cai sobre mim, eu já não sabia respirar.

  O seu próximo ato me surpreendeu. Ele acena para mim com o entusiasmo de alguém que encontra o maior doce do mundo. Agora, confusa, foi minha vez de olhar para os lados à procura de alguém próximo à mim. Quando estava certa, que estava sozinha deste lado da rua, olho de volta para o menino. O que, surpreendentemente, não me olhava com uma careta, ou cara de tédio, e até mesmo sono. Com minha pequena mão vacilante, aponto para mim mesma.

  — Sou eu? — pergunto, sem ao menos sair qualquer som de minha boca.

 

                                 • • •

 

  Após aquele dia, o menino que me notou, nunca mais apareceu na minha frente. Até hoje!

  Estava no campo — que havia no final de nossa rua — quando o avisto.

  Acena para mim com o mesmo entusiasmo de nosso último encontro.

 Após ver que já tinha consciência de sua presença, correu, aos ventos, em minha direção, naquele por do sol, que iluminava o sorridente príncipe.

  Ao me alcançar, sua voz ofegante faz um sorriso brotar em meus lábios, diante das seguintes palavras: 

  —  Olá, princesinha!

  — Olá.

  — Qual seu nome, princesa? — perguntou, com doçura e admiração na voz.

  — Meinette Broudge — falei com determinação. Mas lhe retornando a mesma doçura — Hum... eu não sou princesa.

  — Claro que é. Minha princesa. — falou, levantando uma pequena flor em minha direção. — Eu sou Trevor Finaly.

  Os próximos anos passaram com nossa amizade se fortalecendo. Com Trevor sendo meu melhor e único amigo. Ele me protegendo de tudo e todos. Ele era meu irmão mais velho que nunca tive, pai e anjo da guarda.

  E Roy, seu primo, que é um ano mais novo do que eu — enquanto, Trevor, um ano mais velho —. E, como sempre, se espelha em seu primo mais velho, desde de que fora morar com sua tia paterna, que era mãe de Trevor, depois que seu pai morreu.

  Roy era o menino mais travesso que já  havia encontrado, diferente do primo. Mas nos alegrava quando os dias eram chatos.

  Fiquei encantada com as coisas que os meninos tinham. Já que, o Sr. e Shr. Finaly eram os mais ricos de nossa cidade, se não do estado. Por isso, preferia ir brincar lá.

  Após meus 8 anos de idade, em uma tarde. Uma certa criatura, puxa a barra de meu vestido.

  — Mei, vamos brincar lá fora! — Roy me chama.

  — Mas está calor. — retruquei.

  Por mais que eu gostasse de brincar lá fora, eu era tímida demais, e não conhecia nenhuma criança além de Trevor e Roy.

  — Mas, aqui está chato...Olha, vamos brincar no lago, perto do campo.

  Olhei para Trevor. Quando seus olhos azuis se encontraram com os meus, tive a confirmação; ele também queria ir. Mas se eu não quisesse, ele não hesitaria em fazer o que quero e ficaria em casa.

   Sendo assim, tomei uma atitude.

  — Ok, vamos.

  Automaticamente, Roy sorriu. Olhei para Trevor novamente, e percebi que seu olhos ganharam brilho.

  — Vai vir, Trev? — perguntei, já sabendo a resposta.

  — Claro, princesinha! — respondeu prontamente, se pondo de pé.

  Estávamos atravessando o campo, quando Roy saiu correndo na frente. Eu resolvi não o chamar, já que estava longe demais. Quando já não o víamos mais, Trev pegou em minha mão, coisa que era só nossa, em momentos só nosso. Olhei para ele, logo quando percebeu que eu estava olhando, retribuiu o olhar e sorriu.

  Ao chegarmos no lago, ele soltou minha mão para corremos em direção a nossa árvore — entitulado assim, pois, sempre que íamos ao lago ficávamos debaixo dela. 

  Brincamos lá até Trevor ter uma ideia. 

  — Que tal...nós subirmos na nossa árvore? — perguntou como se fosse a melhor ideia que já teve.

  Não gostei da ideia. Nós nunca havíamos subido. Mas não era isso que me incomodava. O fato era: árvore era velha e estava começando a apodrecer. 

  — Isso! — Roy se entusiasmou, e com isso já sabia que teríamos que subir. 

  Por mais que eu gostasse de Roy, o achava chato, ele não era meu amigo como o Trevor. Nós mal nos víamos, só às vezes em finais de semana, como este, ou quando eu ia à casa de Trev. Mas, Roy sempre estava na rua com os amigos ou no quarto jogando vídeo game.

  — E aí, princesinha? Não vem? — perguntou Trevor.

  — Acho que não...

  — Para de ser chata, Mei. Por isso que nin... — foi cortado por Trev.

  — Cala a boca! — Trevor o repreendeu com uma carranca. Ele nunca gostou quando alguém me ofendia, falava ou fazia algo com minha pessoa. — Vamos lá, princesa. — ele incentivou, com um sorriso sem mostrar os dentes.

  Meio hesitante eu cedi... Trev sempre conseguia o que queria de mim.

   Trev me ajudou a subir e logo após  me seguiu. Ao olhar de relance para trás, percebi que Roy tinha dificuldade de subir com os chinelos em um galho diferente — que estava meio cinza —, e estava indo na direção ao contrária do lago.

  Eu sem perceber já estava perto da ponta do galho em que eu estava, com Trev  logo atrás de mim. Me desesperei e soltei um grito. Pior ideia.

 Trev se assustou.

  — O que foi, princesa? — ele perguntou, com preocupação na voz.

  O galho balançou e eu iria cair, se Trevor não me segurasse com toda sua força. Que eu não achava suficiente, para me sustentar, já que nos tínhamos o mesmo tamanho.

  E nesse exato momento olhei para Roy, a tempo de ver que ele se distraiu conosco e o seu chinelo o fez escorregar. Mas ele conseguiu se segurar no galho. 

  Trev que até então estava concentrado em mim, se desesperou mais ainda. Ele começou a me balançar.

  — Para, Trev! — gritei. Ele balançou mais forte dessa vez e me fez cair — Não!

  Para minha surpresa eu caí na água. Trevor provavelmente tinha pensado nisso e tentou me salvar para depois ajudar Roy. Só que o que ele não viu foi que me jogou na parte funda.

  Eu sabia nadar mas ainda era um pouco medrosa com a parte funda. Comecei a me debater, indo e vindo à superfície da água. 

  Fui a superfície mais uma vez, e vi o Roy caindo nas pedras que estavam debaixo dele. Que era na direção oposta à mim, que tinha subido no galho acima da água. Então comecei a perder o fôlego e eu submergi à água e escuridão. 

 

                                • • •

  

  Via meu pai sentado, na cadeira da mesa de jantar, com as mãos na altura dos olhos, que por sua vez fitava o chão. Em uma de suas mãos estava seus óculos, que se prestar bastante atenção, tremia mostrando o seu nervosismo.

  Mamãe, por outro lado, estava ao telefone, conversando com Margaret, mãe de Trev. Para saber notícias. 

  Eu voltei a olhar o outro lado da rua, quando alguém saiu de lá. No meio da chuva estava ele, quem me ajudaria a livrar toda essa tensão.

  Saí correndo em direção à porta, sem me importar com o temporal. Cheguei à ele, e, meu rosto se molhou não de chuva, mas das lágrimas que estava segurando. Ele também estava com os olhos vermelho. Mostrando que estivera chorando recentemente. Mas sua expressão estava diferente, não era a de culpa que estava no seu seu rosto nos últimos dias, desde de o acidente. Acidente a qual ele, se culpava por ter nos incentivado e não ter conseguido nos salvar. Bom, eu sim, mas o Roy...

  — Como está ele? — pergunto.

 Ele, simplesmente, nega com a cabeça. Indicando nenhuma melhora.

  Mas seu semblante continua diferente, como se estivesse chorando e lamentando outra coisa. Que pra mim, naquele momento, era indecifrável sua intenção. 

  — Eu te amo. — ele disse, com os olhos abaixados e triste. Me pegando de surpresa, momentaneamente, fiquei sem reação.

  — Eu também te amo — respondi, quando sai do transe sorri.

  — Eu preciso ir. Mas nós vamos nos ver. — prometeu, o que me deixou confusa por um momento. 

  Ele pegou minha mão, mas seu próximo ato me deixou surpresa. Ele a beijou, não que ele nunca tenha feito isso, mas só fazíamos isso em casos especiais.

  — Vai. — ele mandou. 

  Eu dei um passo para trás, tomei impulso. Virei os calcanhares e corri. Já na porta de casa olhei para trás. O vi me vigiando, como sempre. Sorri para ele como sempre fazia e entrei.

   Já dentro de casa, encontro minha mãe ainda no telefone, só que agora com a voz embargada. O que me deixou confusa. 

  Corri para o segundo andar sem ser notada. Fui me secar e trocar as roupas encharcadas. 

  Assim que voltei para a sala meu pais me notaram e vieram em minha direção. 

  — Filha, nos temos que te falar uma coisa. — comunica minha mãe, assim que chega à sala com meu pai a seu lado.

  — Sim?

  — O Sr. Fin... o James consegui um médico para o Roy... — começou, já com os olhos se enchendo de lágrimas ao se lembrar do Roy, que caiu de cabeça nas pedras à uma semana, no lago — e ele tem que ir para a Itália, pois o médico trabalha em um hospital lá.

  — É longe, mais ainda bem que encontraram. — assim que terminei de falar percebi meu pai tenso — Tem mais alguma coisa?

  — A família toda terá que ir com Roy para a Itália.

  Quando ele soltou a bomba minha mãe começou a chorar nos braços de meu pai. Provavelmente, porque tia Margaret virou a amiga mais íntima dela. 

  Eu, por minha vez, lembro das palavras de Trevor e entendi o porquê ele estar diferente. Ele já sabia. 

  Foi aí que meu mundo acabou. Eu comecei a chorar exageradamente, consciente de que os vizinhos estariam escutando.

Des  deste dia nunca mais o vi. Eu voltei a ser aquela criança sozinha e tímida demais para fazer amigos.

  A alegria dentro de mim, da minha família não era a mesma. 

 E só agora, relembrando essas lembranças, que vejo onde minha jornada começou. E vejo qual era meu destino desde esses dias.



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