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História Bem-vindo ao Mundo de Guertena - Capítulo 16


Escrita por: e romildo_ryuuou


Capítulo 16 - Uma visita à biblioteca


Fanfic / Fanfiction Bem-vindo ao Mundo de Guertena - Capítulo 16 - Uma visita à biblioteca

Ib atravessou rapidamente a porta vermelha e Simon apressou o passo e entrou também, fechando a porta atrás de si, mas deixando o quadro da mulher de vermelho enfurecida do lado de fora.

— Ah, ah, ah, essa foi por pouco — Simon tentou recuperar o fôlego.

— Você está bem?

— Sim, só um pouco...

Ambos foram interrompidos com as batidas que vinham da porta vermelha por onde entraram.

— Parece que ela quer entrar, mas acho que estamos seguros, por enquanto. Onde estamos?

— Parece que é uma biblioteca. Só por estar longe daquelas coisas, estou um pouco aliviada.

Simon começou a olhar em volta e constatou que parecia ser mesmo uma biblioteca. Havia quatro prateleiras com duas de cada lado cheias de livros e uma porta vermelha no lado oposto por onde entraram.

— Por que isso está aqui? Bom, não importa, temos que continuar.

Depois que ele falou isso, caminhou até a porta e verificou que não havia uma fechadura.

— Como vamos continuar assim? — Simon começou a coçar a cabeça confuso. — O que você acha, Ib?

Ele nem havia percebido que ela não estava ao seu lado, mas estava observando um dos livros nas mãos e com uma cara muito surpresa.

— O que foi, Ib? — Ele perguntou enquanto caminhava em sua direção.

— Veja isso — ela falou mostrando o livro que havia pegado. — Isso são aquelas coisas?

O título do livro era: “As Meninas na Tela”.

Ao olhar com atenção, havia informações sobre os diversos quadros e esculturas de Guertena naquele livro.

— Parece que sim — ele falou. — Talvez tenha alguma pista sobre este lugar.

— Pode ler para mim? — Ela perguntou lhe estendo o livro.

— Claro — ele falou depois de recebe-lo. — Vejamos que diz aqui: “As mulheres aqui se tornam muito problemáticas uma vez que elas adquirem certo desejo por humanos. Elas sempre vão teimosamente perseguir coisas até que estejam satisfeitas, parece... Qualquer lugar, todo lugar, até os confins da terra..., mas elas têm uma fraqueza, é que elas não podem abrir uma porta”.

— Parece que isso é verdade, isso é bom.

— Vamos olhar os demais livros.

Depois de verificar a primeira estante, eles encontraram algo em uma das prateleiras da segunda ao lado.

— Há um pedaço de papel entre estes dois livros... — ela falou.

No pedaço de papel estava escrito: “SE DIVERTINDO?”.

— Muito obrigado por perguntar — ele falou. — Vamos ver outra coisa por aqui.

Não encontraram nada de útil nesta estante e caminharam para a terceira que ficava por trás desta do lado direito. No meio dos livros, ela encontrou um pequeno caderno de anotações de Guertena.

— Simon, veja isso.

— Hum... um bloco de anotações?

— Pode ter algo útil, já que diz que pertence ao Guertena. Pode ler para mim?

— Só um pouco. Deixe-me ver... tem várias frases rasuradas ou riscadas como se ele estivesse escrevendo com pressa. Ah, tem uma anotação legível aqui...

— E o que diz?

— “Dizem que espíritos duelam em objetos em que pessoas põem seus sentimentos. Eu sempre pensei que, se isso é verdade, então isso deve ser o segredo das pinturas. Então hoje, eu irei me emergir no trabalho, e colocar meu próprio espírito nas criações.”

— Isso é tudo o que diz?

— Sim.

— Então ele deu vida à suas criações?

— Pelo que diz aqui, sim.

— Isso me dá calafrios. Mas por que alguém faria isso?

— Sempre diziam que Guertena era um pouco excêntrico.

— Será que ele queria mais do que só fazer arte?

— É possível. Bem, mas ainda temos que achar uma saída daqui.

— Tem razão, nos distraímos demais.

Depois de verificar por completo três prateleiras, observando um livro atrás do outro à procura de algo que os fizesse sair, ambos se dirigiram para a última estante e ela encontrou algo que não era um livro no meio da prateleira que ficava do lado esquerdo da porta sem fechadura.

— Isso parece um livro de colorir.

— É mesmo.

Depois de abri-lo, havia um pequeno conto escrito com giz de cera, cujo título era: “Carrie descuidada e a Galette des Rois”. Ela só conseguiu saber o título depois que ele leu.

— O que é uma “Galette des Rois”, Simon?

— Como posso explicar... hum, é mais ou menos uma torta de massa recheada de creme de amêndoas que faz parte da cultura das festas francesas. Contudo, há uma miniatura escondida no interior da torta. A pessoa que recebe o pedaço da torta com a miniatura se torna o rei ou a rainha da festa.

— Parece legal. Pode ler para mim?

— Claro. Deixe-me ver...

*          *          *

Era uma vez uma menina chamada Carrie que era conhecida por ser muito distraída. Ela estava entretida fazendo seu aniversário de nove anos e se encontrava reunida com seus três irmãos ao redor de uma mesa onde colocaram uma bonita torta.

“FELIZ ANIVERSÁRIO!”, todos gritaram.

“Obrigada, gente!”, Carrie respondeu muito feliz.

“Para seu dia especial... Nós fizemos uma Galette des Rois!”, sua irmã mais velha falou.

“O que é isso?”, ela perguntou curiosa.

“Tem uma moeda nessa torta... E se você comer o pedaço com a moeda dentro... Então você será uma pessoa muito feliz!”, a irmã lhe respondeu de volta.

“Parece divertido!”, Carrie falou animada.

“Não é? Okay, vamos dividi-la!”

A irmã de Carrie dividiu a torta em quatro pedaços iguais.

“Agora peguem o pedaço que quiserem!”

“Vamos comer!!”, todos disseram.

“Nom, much... Aah...!”, Carrie falou enquanto mastigava.

“O que foi?”, sua irmã perguntou.

“Eu acho que acabei de... engolir algo bem duro!”

“Ahaha! Oh, Carrie! Deve ser a moeda!”, seus irmãos lhe responderam.

“O que eu faço...?”

“Não tem problema, a moeda é pequena! Bem, eu vou limpar isso agora!”, a irmã de Carrie recolheu a bandeja do bolo para lavar junto com a faca que usou para cortar.

No caminho para a cozinha, ela encontrou sua mãe pensativa apoiada numa mesa em frente à porta da biblioteca.

“O que há de errado, mãe?”, ela perguntou apreensiva.

“Você viu a chave da biblioteca?”

“Para a biblioteca? Está sempre aqui nessa mesa...”

Mas ao olhar em cima da mesa, a irmã de Carrie se deparou com algo pequeno e sussurrou para si mesma.

“É a moeda... A moeda que deveria... ter sido colocada... na torta... Será que estaria...”

“Onde deve ter ido... Oh, meu querido vai ficar tão triste...”, a mãe falou e indo procurar em outro lugar.

“O que é que eu... faço...”, a irmã de Carrie falou sozinha.

Em seguida, ela olhou para a faca que estava em cima da bandeja da torta.

“Parece que eu fui tão descuidada quanto Carrie...”

Pouco depois, ela apareceu com uma chave vermelha nas mãos.

“Eu achei a chaaave! Eu vou abrir a porta agora!”

*          *          *

Simon fechou o livro rapidamente e viu que Ib estava assustada. Quando ele tentou falar com ela, a porta vermelha se abriu sozinha.

— Temos que ir — ele falou.

Mas ela estava em silêncio.

— Desculpe, eu não sabia que ia terminar assim.

— A menina... ela fez... a Carrie... ela...

Novamente ele precisou abraça-la com cuidado.

— Calma, eu estou aqui. Realmente, me desculpe. Era para ser apenas uma simples história infantil.

— Isto está ficando mais assustador a cada momento — ela falou quase choramingando.

— Pegue isso — Simon pôs seu quepe na cabeça dela.

— Por quê? — Ib falou lacrimejando ao tocá-lo.

— Para você saber que eu vou estar te protegendo até sairmos daqui.

— Você se parece um pouco com o meu pai.

— Bom, é o que os adultos fazem. Por isso, não desanime.

— Vou tentar.

— Vamos ficar atentos para o que vem em seguida.

— Tudo bem.

Ib ajeitou o quepe na cabeça e saiu da biblioteca junto com Simon.



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