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História Bem-vindos de volta ao Santuário: Uma nova chance - Capítulo 31


Escrita por: BloomingBlue

Notas do Autor


Olá, galera! Como vocês estão hoje? Eu espero que muito bem! Então, gostaria de começar me desculpando e esclarescendo o que houve, o que fez com que demorasse um pouco mais para postar esse capítulo. Diferente do que foi com Camus e Milo, que a história simplesmente fluiu automaticamente, não parece ser tão fácil para mim escrever sobre casais héteros e eu esclareço por que: eu não tenho experiências para me basear e mesmo que tivesse, não estariam a altura de serem inspiração para nenhum história de amor. No entanto, com casais gays, eu tenho uma longa carga de lembranças e por consequência “experiência” indiretamente falando, devido ao monte de história do gênero yaoi que estive lendo desde que comecei a fic. Eu queria algo especial para Saga e Saori também, e acho que no final consegui cumprir com minha missão a contento. Demorou um tempo pra “zarpar” mas quando consegui colocar na minha cabeça “é agora ou nunca”, finamente fluiu e eu consegui terminar de uma vez. “fluir e terminar de uma vez” querendo dizer que fui dormir mais de 2 manhã sendo que acordei as 7. Mas no final, relendo o capítulo essa manhã, acho que ficou bem fofo. Espero que valha a espera de vocês e que o resultado também lhes seja satisfatório. Por fim, gostaria de dizer que esse capítulo tem música tema. Mas não apenas uma... bom, tecnicamente. A música tema é “A thousand years” e as outras duas que vou linkar aqui também são versões em português que foram criadas da mesma música. No entanto, ao menos pra mim, a música original(quando você vê a letra e tudo que está dizendo), parece mais profunda, não sei explicar. Mesmo assim, deixarei aqui o link das três; a primeira sendo a original. Deixarei por conta de cada um escolher a que achar que se encaixa melhor no capítulo e mais importante ainda, no casal. **************** https://youtu.be/mpn8b_2szvw *****************
https://youtu.be/3OK-M8Zx5-4 ***************** https://youtu.be/9ENfoB-W_G0

Capítulo 31 - Eu esperei por você


Fanfic / Fanfiction Bem-vindos de volta ao Santuário: Uma nova chance - Capítulo 31 - Eu esperei por você


     No enorme quarto da deusa, Saga e Saori deitavam, lado a lado, em uma enorme cama king size, recoberta dos mais finos lençóis de seda branca. O ambiente era iluminado por apenas leves luzes de velas aromáticas, que variavam de verbena a lavanda; a luz da lua cheia, invadindo por entre as cortinas abertas, também dava vida ao cômodo. No entanto, nada mais claro que uma meia-luz, bem fraca.

     Saori estava deitada de barriga para cima, com as mãos entrelaçadas sobre as costelas; ela estava de olhos fechados e possuía um semblante tranquilo e satisfeito em sua face. Enquanto isso, logo ao lado estava Saga, deitado de lado, com a cabeça apoiado sobre o braço direito. Ele estava olhando para ela, enquanto com o braço esquerdo acariciava as curvas de seu rosto e seus longos cabelos. 

     Por volta do que parecerá meia hora os dois estiveram exatamente daquele jeito; talvez relaxando e descanso um pouco daquela noite tão cansativa; a verdade é que nem ela, nem ele, sabiam o que exatamente estavam fazendo. 

     Saga olhou pra um relógio digital na mesa de cabeceira: 23:33. A verdade era que o que havia parecido meio hora não fora sequer um terço disto. Estar ali, tão próximo a ela, era uma sensação incrível; mas trazia a tona desejos que poderiam ser considerados impróprios e imorais na situação deles. Ele já estava ciente na necessidade que haveria de abdicar dos desejos carnais para ficar ao lado daquela que amava; claro, seu cérebro estava ciente... mas quem tentaria convencer seu coração? 

     Não era apenas sobre sexo; era muito além disso. Quando se ama alguém como ele a amava; você quer poder se unir, se conectar ao seu amor de todas as formas humanamente possíveis. Talvez fosse exatamente esse o problema: Saori não era humana; não exatamente pelo menos. 

     Era de conhecimento geral que Athena era uma deusa virgem e que escolherá permanecer assim por temer que uma possível gravidez a impedisse de participar de batalhas. Assim sendo; não havia o que discutir com relação a esse assunto; ao menos não na cabeça do geminiano. Saga estava ciente de tudo isso e mesmo assim apenas em seus maiores sonhos julgará possível ter ela ao seu lado; mesmo que sem poderem se unirem fisicamente, as almas estavam finalmente unidas. Isso já era mais do que o suficiente para ele, os beijos eram apenas bônus; que poderiam, ocasionalmente, fazê-lo perder o controle de sua parte menos racional. Sim, seria difícil não pensar nunca naquilo, mas daria um jeito.

     Perdido em meio a uma milhão de pensamentos diferentes embaralhados em sua mente, a única parte consciente de Saga era a que continuava a acariciar Saori, enquanto a observava com tanto carinho. Supostamente, ele estava ali esperando que ela pegasse no sono para que pudesse lhe roubar um beijo de boa noite e ir para seu próprio quarto. Sim, como Grande Mestre, desde que assumirá o posto oficialmente o grande salão era também sua morada. 


– O que exatamente nós estamos fazendo, Saga? – questionou Saori, sem abrir os olhos. Isso arrancou imediatamente Saga de seus devaneios. 

– Hum... você eu não sei, já que eu tinha quase certeza de que você já estava dormindo. Eu, por outro lado, estava esperando para ter certeza disso e poder te roubar um beijo de boa noite, para que assim eu pudesse ter certeza de que isso tudo não foi apenas um sonho – respondeu sincero e surpreendentemente carinhoso.


     Saori sorriu, ainda daquele mesmo jeito, antes de finalmente abrir os olhos e se virar de lado, ficando frente a frente com Saga.

Ela estudou atentamente cada detalhe do rosto do grego e constatou por fim:


– Você é perfeito – disse ela com uma voz tão suave que quase fora inaudível. Ela possuía um sorriso admirado em seu rosto. 

– Não – Saga negou imediatamente, balançando a cabeça após uma breve risada. Ele sorriu discretamente em um misto de constrangimento e encanto. – Você é perfeita – corrigiu ele, sincero, sorrindo plenamente.

– Deve ser por isso que somos perfeito juntos – brincou ela. Ele riu rapidamente e concordou com a cabeça.

– Vamos, feche os olhinhos e durma. Eu lhe farei companhia até que pegue no sono, está bem? – disse ele, delicadamente.

– Eu não quero dormir, Saga – respondeu ela, imediatamente; seu tom de voz era firme mas um tanto manhoso. 

– O que você quer então? – questionou ele, verdadeiramente inocente.

– Isso aqui – disse ela se aproximando dele rapidamente e selando seus lábios. 


     O beijo começará lento e calmo. O grego a beijava de uma forma terna, suave e cheia de carinho. Mas logo parecia que Saori não estava na mesma sintonia; ela o beijava com força, mordendo seus lábios, movimentando a língua e a boca com certa urgência, quase um desespero. Saga abruptamente interrompeu o beijo.


– O-o que está fazendo? – questionou ele, espantado e um tanto constrangido ao mesmo tempo.

– O que parece? – devolveu ela em tom provocativo.

– Parece que você não tem noção de como simplesmente fazer algo assim pode deixar um homem excitado – respondeu ele, irônico.

– Aí que você está enganando – sorriu ela, maliciosa. – Afinal, essa é exatamente a minha intenção – como num impulso rápido, Saori se colocou de joelhos, passando uma perna por cima do quadril do parceiro, assim ficando por cima dele, enquanto o mesmo ainda a  encarava com certo espanto. 

– Brincadeira sem graça – respondeu ele, sério.

– Por que acha que estou brincando? 

– Porque não podemos fazer isso. Você não pode fazer isso – respondeu tão sério quanto antes.

– Não é verdade. Eu posso fazer o que eu bem quiser...

– Comigo não pode, não. Saori, como Deusa você manda em mim. Como maior autoridade no santuário também. Mas como parceiros, terá de ser uma via de mão dupla – informou ele, com convicção.

– SAGA, PARA! – esbravejou ela em uma voz alta e birrenta. – Eu estou falando sério, poxa. Será que não consegue ver isso? – continuou ela. Saga a observou, atentamente; ela parecia começando a ficar aborrecida. 

– Certo... – disse ele respirando fundo e ponderando por um segundo. – Amor, sai de cima de mim pra gente poder conversar direito, por favor? – pediu ele, com carinho, tentando manter tudo sobre controle. Ela obedeceu, passando uma perna para o mesmo lado da outra e assim, se sentando de joelhos ao lado do geminiano.

– Obrigado – agradeceu ele, um tanto aliviado. Ela apenas assentiu e continuou olhando para baixo, evitando firmemente os olhares do parceiro.


     Saga se sentou e respirou fundo enquanto pensava em como proceder a seguir. Ele massageou as têmporas por alguns segundos enquanto se resignava.


– Saori. Vamos lá, está bem? O que exatamente você quer? – perguntou ele, tentando parecer animador. Como quem dizia a uma criança que faria por ela aquilo que estivesse ao seu alcance.

– Eu queria dormir com você, Saga! – respondeu Saori, visivelmente chateada.

– Isso eu posso fazer... – respondeu ele sorrindo, de canto. Ele sabia o que ela queria dizer; mas era melhor se fazer de desentendido devida a enorme incoerência daquele pedido.

– Saga – Saori repreendeu, em tom de aviso e um olhar mortal. 

– Dormir é dormir, amor. Transar é transar – apontou ele. – Como espera que façamos algo que você sequer consegue falar diretamente? – questionou.


     Saori virou para seu parceiro com os olhos estreitados e um bico enorme no rosto. Ele se assustou um pouco com aquela expressão dela, mas apenas observou enquanto ela continuava.


– TRANSAR. TRANSAR. TRANSAR – repetiu ela em tom de deboche. – Eu não quero “transar” com você, Saga. Isso não soa nada romântico. Eu quero fazer amor com você; quero saber que você me ama – completou, cruzando os braços sobre o peito que junto ao bico em seu rosto, faziam um par perfeito nos atributos de “pirraça infantil”.


     Saga sorriu, segurando uma risada eminente. A vontade de abraçá-la apertado e ceder a todas as suas vontades era maior do que tudo e qualquer coisa; mas, principalmente, para o bem dela, não deveria fazer isso.


– E você precisa, mesmo, disto para saber que eu te amo? – questionou ele, retomando a seriedade, no entanto, falava com a voz paciente e tranquila.

– Não é isso... – respondeu ela, hesitante, entendendo que aquilo poderia ter magoado Saga. – Eu só queria muito fazer isso. É tão difícil de entender isso? Tecnicamente eu também sou humana, também tenho desejos... – tentou esclarecer.

– E acha que eu não tenho? É mais fácil se abster de algo que nunca teve, sabia? – apontou ele. Quando Saori entendeu o que aquilo significava, expandiu o bico ainda mais e se virou para qualquer ponto que não fosse Saga. Ele notou quase que imediatamente o erro que cometera, mas não havia como apagar o que já fora dito. – Me desculpa. Não quis dizer isso... – se desculpou com sinceridade. Era possível notar em seu tom de voz o arrependimento. Saori apenas balançou a cabeça em um sinal negativo; claramente decepcionada.

– Esquece. Já pode ir... nos falamos amanhã – disse Saori, ainda evitando olhar para o companheiro.


     Mais uma vez, Saga respirou profundamente.


– Me desculpa – disse sinceramente, puxando delicadamente o queixo de Saori para que ela se virasse para si. – Apenas... vamos conversar com calma, está bem? – ela piscou com tranquilidade, enquanto assentia  com a cabeça.

– Pode começar, mas seja direto, e principalmente paciente... – pediu ela.

– Tá bem... – concordou ele, calmamente. – É de conhecimento histórico e geral que Athena é uma deusa virgem. Que foi uma decisão própria dela. Por que de repente você iria querer mudar isso, Saori? – indagou, como quem tirava um peso enorme do peito, finalmente conseguindo se expressar corretamente a cerca daquele assunto.


     Tudo ficou em silêncio por alguns instantes. Saori demorou para fazer qualquer menção a uma resposta, ou qualquer mínimo movimento que fosse. Quando finalmente resolveu, ela se virou para o parceiro, esperando que ele a olhasse nos olhos e finalmente respondeu.


– Deve ser porque nunca antes eu tive você... – respondeu um tanto triste, dando de ombros.


     Saga não pode deixar de esboçar um sorriso ao ouvir aquilo. Além do mais, apesar de que era sua obrigação apontar pra ela todos os pontos, a escolha final seria dela e apenas dela. Ele não a tentaria influenciar positivamente; por mais que internamente soubesse que a desejava com tanto fervor quanto ela o desejava.


– Mas tinha razões além dessas pra ter escolhido permanecer celibatária – apontou ele, tentando conter um pequeno sorriso de canto, ainda pensando no que ela dissera antes.

– Tá falando das guerras? São tempos diferentes... pela primeira vez eu sinto... paz. Pela primeira vez sinto que posso respirar aliviada. Quero dizer... Hades já era. Poseidon está adormecido; mas da última vez em que deu o ar de sua graça foi de fato para nos ajudar, então... pra mim isso significa: TRÉGUA! – relembrou, Saori.

– Estava falando do “medo de engravidar” – ressaltou Saga, fazendo aspas com os dedos.

– Que besteira! Haha, que eu saiba, a lenda diz que “tinha medo de engravidar por temer que uma gestação a impedisse de lutar” – esclareceu ela, rindo.

– Isso – confirmou Saga, como se isso justificasse tudo, embasando nesse fato todos os seus argumentos.

– Vamos lá... não existe isso de “medo de engravidar”, que besteira. Segundo, que era especificamente por conta das guerras que haviam; e estamos num momento de paz atualmente. Terceiro... quantos milênios você acha que já se passaram desde então? Se alguém quer se prevenir hoje em dia, se previne – ressaltou ela, categoricamente.


     Saga sorriu de canto, tentando conter uma risada. Saori era categoricamente persuasiva quando lhe convinha. Se dando por vencido, ele deu de ombros, com um leve sorriso e abriu os braços para que ela o abraçasse.


– Então... fui convincente? – perguntou Saori o abraçando rapidamente e em seguida deitando sobre suas pernas, o olhando de baixo.

– Até que sim – riu ele, enquanto brincava com os cabelos dela em seu colo. – Mas tenho uma proposta pra você... – avisou. Pode ver imediatamente a moça arquear as sobrancelhas em uma expressão desconfiada.

– O que é? 

– Vou ser direto com você, tá? – começou ele, surtindo em Saori um suspense desnecessário. – Eu não tenho camisinhas; por razões que julgo bem óbvias. Então... que tal a gente esperar alguns dias, você pensa com calma sobre o assunto, eu compro o que precisamos e se depois você ainda quiser... aí nós faremos – propôs ele. Enquanto ouvia a proposta de Saga, Saori estava completamente indiferente; como quem ouvia a uma tediosa palestra sobre o assunto mais desinteressante do mundo( ou, quem sabe, como alguém que escuta uma mentira, já sabendo a verdade e apenas fica calado, “dando corda pra pessoa se enforcar”).

– Não, valeu – negou Saori, complemente indiferente.

– Você nem pensou – reclamou Saga. 

– Não tem o que pensar, Saga – disse Saori firmemente, sorrindo e se levantando do colo de Saga. – A decisão é minha – deixou claro. 


     Mais uma vez sobre os joelhos, usando apenas uma mão como apoio, Saori levou a outra mão até o peitoral de Saga, onde fez um leve carinho e em seguida o empurrou com força para trás. O grego acabou deitado, novamente, no mesmo travesseiro de onde a observava pouco antes de uma maneira completamente diferente.


– Saori! – advertiu Saga.

– A não ser... – começou ela, engatinhando sobre ele, até parar quando estavam cara a cara. – A não ser... que você tenha outras razões além das que já esclareci. Como por exemplo: simplesmente não querer, ou quem sabe, não se sentir atraído por mim... – provocou ela, falando tão próxima a boca de Saga que suas respirações quentes, e já um tanto alteradas, se cruzavam.

– Quer saber? Que se dane! – disse Saga, por fim se dando por vencido. Saori não entendeu de imediato, então apenas o encarou em um misto de confusão e receio. 


     Em um único movimento rápido, Saga derrubou Saori de cima de si. Ela caiu deitada onde antes parecia tão tranquila, quase adormecida. Em menos de três segundos, as posições haviam se invertido completamente: agora Saga subia encima de Saori. Ele usou os joelhos para se apoiar e assim não fazer grande pressão nas pernas dela. Com as duas mãos, ele segurava ambos os braços de Saori, cruzados sobre a sua cabeça. 

     Saori estava atônita, tudo acontecerá tão rápido que seu cérebro ainda não havia sido capaz de decodificar os últimos três segundos que haviam se passado. Mas ela não teve tempo para pensar sobre, já que, quase ineditamente, Saga tomou os lábios dela em beijo ardente, repleto de desejo e paixão. Entre as línguas se movendo em um compasso único, mordidas nos lábios e o calor se espalhando por seus corpos inteiros, o destino estava finalmente selado. Fora Saga quem começou o beijo, tomando todas as iniciativas mais “provocativas”, mas Saori aprendia rápido e logo estavam completamente em sintonia.

     Quando finalmente o ar lhes fez falta e tiveram de se separar para recuperar o fôlego, Saga a encarou profundamente e pela última vez, confirmou.


– Você tem certeza de que não quer esperar? – perguntou. 

– Não, não quero. Em poucos minutos será meu aniversário. E eu não consigo pensar num jeito mais perfeito de passá-lo senão me unindo de todas as formas possíveis à você, Saga – confirmou Saori, selando por fim o caminho que se abriria para ambos, dali em diante.


     Saga nada disse, apenas assentiu, com uma expressão obstinada, e novamente lhe tomou os lábios; talvez até mais intensamente que da última vez, retomando de onde haviam parado.

     Não demorou nada para que Saori sentisse um volume roçando sobre suas pernas. Parecia consideravelmente grande, mesmo contido por camadas de tecido.


– É... acho que, afinal, seu problema não era não se sentir atraído por mim – brincou Saori, puxando um de seus braços, que Saga ainda segurava cruzados sobre sua cabeça. Foi muito fácil se soltar já que ele não estava segurando com força. Ela se virou para a mesa de cabeceira e olhou as horas no relógio digital: 23:38. – Desculpa te pedir isso, mas... será que podemos agilizar um pouco? – pediu ela, um tanto constrangida. 


     Saga, que dava leve chupões no pescoço de Saori naquele momento, se interrompeu e ponderou por alguns segundos a respeitos do que ela acabara de dizer. Ele riu, sabichão. 


– Por acaso, está com tanta presa porque a meia noite já pretende estar... ? – indagou Saga, deixando a pergunta subentendida.

– Seria importante pra mim – admitiu ela. – Sabe, foi a meia noite exatamente que... – esclarecia ela, mas Saga a interrompeu com um selinho. 

– Foi o momento exato em que você chegou ao santuário, portanto, o momento em que nasceu – informou ele, surpreendendo Saori. 

– Como você...? – indagou Saori.

– Eu estava lá. Não sabia? Shion, Aiolos, eu, os mais novos. Todos nós. Todos presenciamos a sua chegada – contou. Ela sorriu diante do que ouvira. – Mas não acho legal você ter pressa nisso, amor. Isso é algo que temos que fazer com calma, com paciência, com carinho... – ressaltou ele.

– Nós teremos a noite inteira... – começou ela, mas logo se interrompeu. – Não, teremos a vida toda pra isso – se corrigiu, imediatamente. – Mas por hora... – disse ela, com um sorriso malicioso. Empurrando Saga para que saísse de cima de sí. Ele recuou um pouco e ficou apenas sobre os joelhos, a observando com cerca curiosidade.


     Saori, então, começou a tirar o vestido que usava. Ou, pelo menos, foi isso o que tentou fazer, antes que o ziper enroscasse em seus cabelos. Saga, de imediato a ajudou. Ele cuidadosamente desenrascou os fios do zíper, em seguida o abrindo até o final. 


– O-obrigada – agradeceu Saori, um tanto sem graça. Saga apenas lhe ofereceu um doce sorriso e assentiu. 


     Saga sabia; Saori jamais admitiria, mas estava nervosa com aquele momento. No entanto, aquela altura ele já compreenderá que nada a faria mudar de ideia sobre aquilo; ela havia tomado sua decisão e ele sabia perfeitamente que ela não voltaria atrás. Afinal, até mesmo o grego era capaz de entender a razão pela qual ela parecia tão obstinada a fazer aquilo aquela noite. E de certo, era algo pelo qual valia a pena se sentir sortudo, e não ficar preocupado. Mas, logicamente, ele estava pensando mais nela do que nele mesmo. 


– Me ajuda aqui? Antes que eu me enrosque, mais uma vez, nas camadas desse vestido? – pediu ela, tentando atrapalhadamente sair de dentro das várias camadas de pano que compunham uma única peça enorme.

– Está bem – mais um vez, com toda paciência e carinho que eram possíveis, Saga ajudou Saori a se livrar da única e volumosa peça de roupa. Agora, ela se encontrava apenas em um conjunto de lingerie roxo. As peças eram trabalhadas em uma fina renda que as dava um acabamento muito sofisticado e atraente, transparecendo completamente a pele que se escondia por trás. 


     Por um momento, Saga se esqueceu de tudo e apenas ficou lá, inerte; perdido completamente naquela visão. Saori era linda por fora; quase tanto quanto por dentro. Qualquer homem ficaria facilmente apaixonado por ela apenas pelos seus atributos físicos, mas não Saga; ele a amava muito além do que algo físico poderia significar. Olhando para ela, ele percebia isso. Ele a amaria por sua alma, mesmo que o corpo fosse o menos atraente o possível; o que, por sorte, não era o caso. O que só deixava tudo ainda mais instigante. 

     Com certeza era algo para se sentir honrado. Ser tão especial a ponto de alguém que por séculos, talvez milênios, praticou o celibato, de repente largar uma ideologia tão séria apenas para que possam se conectar fisicamente. Definitivamente “transar” ou “fazer sexo” não fariam jus aquele momento; estava claro que aquele aquele seria um ato de amor incondicional, portanto... “fazer amor” seria o único termo que se encaixaria na situação. 


– Saga? – Saori chamou sua atenção, o tirando de imediato de seu estado de hipnose momentânea.


     Saga piscou com força, recobrando os pensamentos lógicos e afastando os devaneios. Quando focou o olhar novamente, notou que Saori, com um semblante desconfortável e constrangido, tentava inutilmente cobrir os enormes seios que se sobressaíam sobe o sutiã.  


– Você é simplesmente linda – confessou Saga, como num impulso impensado—inconsciente seu cérebro parecerá ter achado que aquilo justificava a forma abobalhada como ele a encarava, enquanto viajava em pensamentos. 

 

     Impressionantemente, o que Saga dissera acalmou Saori, a ponto dela sessar as tentativas falhas de se esconder e lhe sorrir gentilmente. Ela sabia que ele não estava a olhando de uma forma maliciosa, mas admirada; e assim sendo, criou coragem para apenas se entregar, nesse novo desafio, também.


– Por que não tira sua blusa e sua calça pra eu ver se posso dizer o mesmo sobre você? – brincou ela. Ele a olhou como um cachorro confuso por um instante, em seguida abrindo a boca em um gesto fingido de ofensa.

– Esse é a tua ideia de conversa instigante? Porque se for... – provocou ele.

– Tira – disse Saori, em um tom firme de comando, que raramente usava, acompanhado de um repentino semblante sério. O tempo estava passando, e sua paciência, se esgotando.

– Tá bom, né? – respondeu ele, conformado, enquanto tirava a blusa, a jogando em seguida em qualquer canto daquele enorme cômodo.


     Agora fora a vez de Saori ficar admirada(talvez até um tanto encantando) pelos atributos físicos de Saga. Seu abdômen definido, os ombros largos, os músculos bem trabalhados e a pele espantosamente clara para alguém que vivera a vida inteira na Grécia. Os longos cabelos, agora negros, não diminuíam em nada sua aparência máscula; muito pelo contrário: Saori considerava aquilo uma característica unicamente bela nele. Tivera certa dificuldade no início, para desvincular o mais novo, cabelo escuro em tempo integral, de Saga, de sua antiga versão possuída pelo lêmur. Entretanto, a nobreza, bondade e lealdade de Saga foram evidentes desde o primeiro segundo em que havia retornado. Mal sabia Saori que ela era a razão disso. 


– Saori? – chamou Saga, rindo de forma divertida. 

 

     Quando ela voltou a si com o chamado de seu companheiro, ele  já estava apenas com a roupa de baixo. E, então, ela reparou: até mesmo os músculos de suas pernas eram bem definidos. Enquanto admirava aquele homem incrivelmente bem esculpido e belo, seu olhar foi novamente atraído para um ponto específico. Havia um grande volume se sobressaindo sobe a boxer que ele usava. 


– Uau – ela deixou escapar.


     A reação de Saga fora franzir a sobrancelha com um olhar curioso e inclinar um pouco a cabeça em gesto inconsciente de confusão.


– Me ajuda? – pediu Saori sobre o sutiã. 


     Saga, que ainda estava em pé por ter acabado de se livrar de suas roupas, subiu na cama. Ele se sentou frente a frente com Saori, sentado sobre os joelhos dobrados(como os japoneses fazem). Passando os braços em volta dela e alçando suas costas, rapidamente ele soltou os fechos da peça. Saori esticou os braços, alçando o espaço entre eles sobre a cama; e o sutiã deslizou pelos braços, parando nas mãos abertas, que agarravam com força os lençóis brancos. 


– Nossa – disse Saga, surpreso. 


     Saori corou de imediato, no entanto, naquela luz, isso fora imperceptível. Mas ela não se esconderia; conseguia ver que Saga estava quase tão nervoso quanto ela. 

     Juntando toda a sua coragem, ela sorriu um tanto constrangida enquanto agarrava as mãos de Saga e as posicionava sobre seus seios. 

     O geminiano, que já havia se surpreendido ao vê-los descobertos, agora com ambos em suas suas mãos, pode confirmar que, além de maiores do que já pareciam através da roupa, eram surpreendentemente firmes, e mesmo assim, ainda possuíam uma textura suave e macia. 


– Eles são... bem grandes – disse Saga, um tanto sem graça. 

– Espero que isso seja um elogio – brincou Saori.

– Com certeza – garantiu Saga. 


     Tomando a iniciativa, com um leve empurrão, Saga fez com que Saori se deitasse, mais uma vez, sobre os volumosos travesseiro de penas de ganso. Daquele jeito, ela estava perfeitamente posicionara para que ele lhe tomasse o mamilo direito entre os lábios. Entre chupões e lambidas, Saori não conseguia conter alguns gemidos. O outro seio também não ficará desamparado, pois Saga também brincava com ele, fazendo movimentos circulares no mamilo e dando leves apertões. Logo, ele trocou as posições, tomando com a boca o seio esquerdo, ainda não muito rígido, enquanto brincava com os dedos no mamilo direito, já totalmente ouriçado. Com as pernas, Saori, volta e meia, se erguia da cama e arqueava as costas, transparecendo cada vez mais o prazer eminente que sentia. 

     Saga estava posicionado entre as pernas de Saori, apoiado nos joelhos dobrados. Enquanto isso, Saori possuía as pernas dobradas e afastadas; ela estava apoiada com os pés na cama, a dando apoio sempre que se contorcia diante do toque de Saga.


– Saga... – gemeu Saori, com a voz manhosa.


     E então, Saga deslizou a mão por entre as pernas de Saori, arrancando com um leve movimento a fina peça de renda. Ele lançou o que restou da calcinha em algum canto qualquer, no chão.


– Eu compro outra depois – brincou ele. Saori apenas balançou a cabeça em sinal de negação, como quem dizia “quem liga pra isso?”.


     Depositando uma trilha de beijos, que vinham desde o baixo ventre, até as costelas de Saori, Saga então alcançou os lábios da moça. Em um beijo apaixonado, suas línguas dançavam em união, intensificando cada vez mais a intimidade e o contato físico entre os dois.

     Quando o ar lhes faltou, Saga encaixou seu rosto na curva do pescoço de Saori e dando leves chupadas no local, ele avisou.


– Amor, eu vou fazer uma outra coisa agora, tá? – avisou Saga. – Me avisa se te incomodar... 


     Deslizando delicadamente a mão  por entre os grandes e pequenos lábios, conseguiu alcançar a vagina de Saori. Primeiro brincando com o clitoris e depois alcança a entrada, Saga a penetrou, primeiro com apenas um dedo. Saori gemeu imediatamente, mais uma vez arqueando as costas, enquanto se apoiava nas pernas abertas. 


– Está doendo? – Saga perguntou, observando as expressão facial de Saori; que possuía os olhos fechados e parecia tensa. Ela apenas balançou a cabeça em negação.

– Bom, você já está bem molhada, mas vamos aos poucos – comentou ele. Sua voz soará incremente sexy e excitante naquele momento, e ela saberia dizer exatamente o por que.


     E então, Saga adicionou mais um dedo ao que já estava dentro de Saori; continuando os movimentos calmos de vai e vem. Saori arfava e constantemente chamava pelo nome do parceiro enquanto era penetrada por seus dedos; ela conseguia sentir o quão molhada estava, pelo toque que recebia. Enquanto isso, Saga variava a outra mão entre brincar com clitoris de Saori e masturbar a si mesmo, se preparando para a penetração. 

     Logo, ambos estavam preparados. Com Saori completamente lambuzada por sua própria lubrificação e seu pênis já liberando o pré-gozo Saga se posicionou melhor entre as pernas de Saori e com a cueca abaixada nas pernas(ele permanecerá até aquele momento para que Saori não ficasse assustada ou muito surpresa ao ver o tamanho de seu membro), se posicionou em sua entrada.


– Amor, eu vou colocar dentro – avisou ele, e Saori , ainda com os olhos fechados balançou a cabeça em concordância.


     Encaixando calmamente a cabeça do pênis na entrada vaginal, o grego se inseriu dentro de sua amada. Saori na mesma hora soltou um gemido de dor e contorceu o semblante facial em um de dor contida. Nesse mesmo momento, ele pode sentir as paredes internas se contraíram em volta de seu membro; e isso teria sido completamente prazeroso, caso ele não se preocupasse com o que Saori estava sentindo naquele momento. Já encaixados, Saga deu um tempo para que ela se acostumasse; e quando a sentiu ceder um pouco, então com calma enfiou mais um tanto.

     Novamente Saori fez o mesmo. Preocupado, Saga achou uma maneira melhor de fazer aquilo: sem sair de dentro dela, ele se debruçou sobre ela e a tomou os lábios em um beijo cálido e cheio de carinho. Era algo reconfortante, tranquilizante... a tal ponto que deixará Saori quase anestesiada. Ele não interromperá o beijo sequer por um segundo enquanto não havia enfiado toda a sua extensão dentro de sua parceira. Quando estava feito e já não aguentavam mais a falta de ar, se afastaram e mais uma vez Saga pode vez o semblante de dor no rosto de Saori. Ela precisava de muito mais do que seu toque naquele momento; precisava do seu amor e seu carinho também. 


– Eu to aqui, amor – garantiu ele, reconfortante, e pela primeira vez pode ver Saori suavizar seu semblante de dor e abrir os olhos para si. Ela o observou com carinho e esboçou um leve sorriso.


     Saori enlaçou os braços nas costas de Saga e se agarrou a ele com toda a sua força, e então ele entendeu que aquele era o pedido de Saori para que continuasse.

     O grego começou a se movimentar calmamente dentro de Saori. Da segunda vez que fizera o mesmo percurso dentro dela, Saori cravou as unhas em suas costas e ele a viu mordendo com força os lábios. O hímen havia se rompido. 

     A fim de distraí-la da dor que sentia naquele momento, mais uma vez Saga tomou seus lábios em beijo. Os beijos dele variavam muito, começando calmos e ternos, com selinhos delicados; e terminando com línguas se unindo, mordidas nos lábios e um desejo tão ardente que quase poderia fazê-los pegar fogo.

     Sempre conectados, tanto por almas, cosmos, bocas e corpos, eles continuaram, no tempo que fora preciso. Saga fora muito paciente e atencioso durante todo o processo, sempre distraindo Saori, tentando lhe fazer prazer de outras formas enquanto não se acostumava a penetração. Mas logo Saori estava sentindo tanto prazer quando o próprio Saga; tanto que além dos braços o abraçando e puxando para mais perto, agora possuía também as pernas, enlaçadas em volta da cintura do grego, permitindo tanto uma conexão(penetração) como um prazer mais profundos.

     Entre arranhões, mordidas, chupões e beijos, logo ambos estavam em completa sintonia, assim possibilitando que Saga se movesse cada vez mais rápido. 


– Eu te amo muito, sabia? – disse Saga, enquanto deslizava o polegar pela bochecha, corada pelo suor, de Saori. Ela agarrou aquela mão delicadamente, apreciando aquele toque, e então a levou aos lábios e beijou com carinho.

– Eu também te amo muito – disse Saori. 


     E então, mais uma vez, os lábios se uniram. 

     O ambiente era tomado por sons libidinosos de corpos se chocando, gemidos, arfadas e sussurros. Os nomes de ambos nunca foram pronunciados com tanta luxúria quanto naquele momento.

     Após mais de uma hora de prazer, Saga já não aguentava mais; já havia feito Saori gozar e ela estava quase tingindo o segundo ápice.


– Amor, eu vou gozar – avisou Saga. E então, ele fez alguma menção a se retirar de dentro de Saori, o que de imediato fez com o que ela o segurasse.

– Vamos juntos. Eu quero sentir você dentro de mim por completo – disse ela, o puxando pela nuca para um beijo.


     Saga sabia, em algum lugar distante em sua mente, que havia uma razão lógica para que o que ele ia fazer ao ter pensado em sair de dentro Saori para então gozar. No entanto, naquele momento, com ambos gemendo, respirando fora de compasso e estocadas fortes, enquanto alçavam o mais alto clímax... qualquer lado consciente dele parecerá ter sumido diante do pedido de Saori.

     Mais algumas estocadas e ambos atingiram o ápice juntos, em completa sintonia. Sentir Saga se derramar quente dentro de si, a preenchendo por completo, fora a melhor sensação que Saori já havia experimentado em toda a sua existência. Podia não se lembrar bem de suas vidas passadas, mas essa era a única certeza que tinha.


     Por fim, Saga saiu de dentro de Saori e se deixou cair logo ao lado, na cama.

     Ambos respiravam com dificuldade, tentando acalmar suas respirações descompassadas e seus batimentos acelerados. Em algum momento na mais de uma hora continua de prazer, a boxer de Saga também havia sido arrancada e lançada sabe-se-lá-onde. 


– Quer tomar um banho? – perguntou Saga, quando finalmente sua respiração parecerá quase estável.

– Depois. Agora eu só quero ficar aqui, agarrada com você um pouco mais – respondeu Saori, em um tom de pedido, quase como uma súplica manhosa. Ela se virou para ele e deitou sobre o seu braço, se encolhendo junto ao seu corpo.

– Como preferir – disse ele, com carinho, se inclinando levemente para o lado e depositando um beijo  no topo da cabeça de Saori.

 

     Saga então, com o braço que não estava servindo de travesseiro para sua amada, alcançou o lençol e cobriu ambos. Logo que fora capaz de notar a diferença na respiração de Saori, agora mais calma e compassada, finalmente ele teve certeza de que ela havia adormecido. E apenas aí, ele se permitiu cair no sono também, com que o possuía de demais valioso para si, aninhado ao seu lado, compartilhando seu calor consigo, e possivelmente... uma vida dali em diante. 

     Naquela noite, não sonharam nada, pois seu maior sonho era uma realidade, sua mente estava em paz, consciente disso. Mas mesmo assim, durante o sono estavam ligados um ao outro pelos cosmos, sentindo a presença do outro ali. 

     Com certeza a união dos dois estava pré-destinada a acontecer. Aquele fora um encontro de almas, feitas especialmente uma para a outra; ambos haviam refletido a cerca disto, naquela noite.

     Mal sabiam eles o quão certos estavam.


Notas Finais


Bom, é isso por hoje. Não esqueçam por favor de deixarem seus comentários, me de dando algum feedback do capitulo de hoje, se valeu a espera, se agradou vocês... apesar dos probleminhas de desenvolvimento que tive. E também podem deixar o que acham que vai acontecer daqui pra frente, ou o que gostariam de ver. Eu amo saber o que vocês estão pensando. Ah, me contem também... qual musica vocês escolheram para o capitulo, a 1ª, a 2ª ou a 3ª? Bom, até a próxima, galera! Bjs 💕


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