História Ben Solo: A história de uma vida. - Capítulo 23


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Categorias Star Wars
Personagens General Hux, Han Solo, Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Personagens Originais, Rey
Tags Bensolo, Darthvader, Hansolo, Kyloren, Leia, Lukeskywalker, Rey, Reylo, Snoke, Starwars
Visualizações 42
Palavras 1.988
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


。◕‿‿◕。 Bom diaaaa amigos! Inicio o final de semana trazendo um novo capítulo. Confesso que este me deu bastante trabalho. Ele já estava 'escrito' desde a outra semana, mas precisei repassar duas vezes e reescrever algumas partes.
Não esqueçam de comentar, pois elogios sempre incentivam, e críticas construtivas sempre ajudam a melhorar. A opinião de vocês me interessa muito e me ajuda a construir uma narrativa ainda mais completa.
Um ótimo final de semana a todos!
E, como de costume, se quiserem ler meus outros escritos, os links estão nas NOTAS FINAIS.

Capítulo 23 - Korriban Parte 2


Fanfic / Fanfiction Ben Solo: A história de uma vida. - Capítulo 23 - Korriban Parte 2

 Ao iniciar o quarto mês de sua estadia em Korriban, Ben finalmente deixou as dependências da Academia Sith, assim como a longa e tediosa rotina de estudos. Em determinada manhã, curiosíssimo, foi instruído a seguir o mestre por um longo caminho pedregoso através de acidentados terrenos áridos. Snoke mantinha o mais profundo silêncio, se esquivando de responder perguntas e deixando o aprendiz na ignorância do que estava por vir. O rapaz, observando tudo ao seu redor, torcia por um treino prático, pois sentia falta da atividade física e do calor de uma batalha de sabres. Após longos minutos de caminhada, enfim se depararam com um grande vale cercado por montanhas escuras. Ali, incontáveis e luxuosos mausoléus ostentavam estátuas encapuzadas e ameaçadoras. O jovem logo reconheceu como o vale dos Lordes Negros, local de descanso eterno dos mais temíveis usuários do lado negro. A visão era realmente deslumbrante e exaltava toda a glória que o Império Sith outrora tivera. No entanto, com um olhar mais atento, a degradação da região era evidente. Algumas estátuas jaziam espatifadas no chão, pilares ruíam por todos os lados, portas arrombadas mostravam interiores vazios de sepulcros há muito invadidos por saqueadores. Ben não esperava que os resquícios de tão poderosos homens houvessem sido violados daquela forma e, ainda embasbacado pela visão, foi tirado de seus devaneios pela voz incisiva de Snoke:

- É aqui que nos despedimos, jovem aprendiz. - Anunciou o mestre, enquanto lhe alcançava um cantil cheio , uma mochila de provisões e o sabre. - Estará por sua conta a partir de agora. Dentro de algum tempo mandarei buscá-lo, seja vivo ou como cadáver.- Debochou ostentando um riso em forma de esgar na face deformada.

- Co...Como assim, mestre? Como sobreviverei aqui? - Perguntou Ben surpreso e amedrontado, pois lera sobre alguns perigos daquele lugar durante seus estudos.

- Só um fraco tem medo do Vale dos Lordes Negros. - Escarneceu novamente a criatura, despertando certa raiva em Ben que conteve-se - Vá! Será bastante instrutivo o caminho que trilhará aqui. - Riu, diabolicamente, o ser deformado, usando da força para empurrá-lo para longe. Snoke, então, deu-lhe as costas o deixando a própria sorte enquanto o rapaz, atônito, o observava partir. A realidade custou a pesar sobre seus ombros, pois tudo lhe parecia muito surreal. Despertou de seu torpor apenas quando o fantasma de um Lord Sith deu uma sonora gargalhada ao seu lado.

A sobrevivência ali logo se mostrou uma tarefa árdua. Enquanto caminhava em busca de um abrigo seguro para a madrugada, muitos fantasmas sentiam ter seu descanso violado pela presença de Ben. Alguns apenas gargalhavam quando passava, chamando-o de fraco em coro, fazendo-o trilhar um percurso humilhante e deplorável de insultos. Outros, mais hostis, o perseguiam e agrediam com magia negra antiquíssima; destes Ben procurava fugir fazendo uso de suas habilidades jedi. No entanto, ainda na tarde daquele primeiro dia, recebeu um ferimento profundo no flanco esquerdo. Descuidado, enquanto catava gravetos para ascender uma fogueira, foi de encontro à assombração de um velho Sith rabugento. Este, o transpassou com um sabre espectral bradando palavras em uma língua desconhecida pelo jovem que, aturdido, escapou deixando para trás boa parte de seus pertences. Sangrando, e com muita dor, não lhe restou opção além de testar em si mesmo um dos feitiços curativos sobre o qual lera nas semanas anteriores. Escondido na cavidade formada entre dois pilares quebrados, o rapaz respirava com dificuldade, gemendo ao inspecionar o ferimento que, apesar de fechado, ostentava uma aparência horrivelmente inchada e roxa. Constatou naquele momento que tocar na região seria uma verdeira tortura. Não morreria daquela lesão, por certo, mas se encontraria impossibilitado de caminhar ou correr nos próximos dias. Com o entardecer, sua situação só piorou. As horas passavam assustadoramente rápidas quando se tentava sobreviver em um ambiente hostil. Assim, descobriu que a fauna do planeta não havia de todo sucumbido. Pelas frestas de seu esconderijo improvisado pôde assistir, nas primeiras horas da noite, quando todas as feras saíram de suas tocas. Reconheceu ali Terentateks, horripilantes monstros que consumiam sangue de sensitivos a força, e também Tuk'atas mais conhecidos como os cães que guardavam as tumbas dos Siths. Aquela primeira madrugada fora realmente horripilante; febril, Ben passara tremendo, insone e alerta aos mais diversos tipos de bestas e fantasmas a espreita nos arredores. Os uivos e rosnados o atormentariam por meses após o ocorrido, abalando inclusive sua sanidade mental. Nos dias que se seguiram, nada pôde fazer além de cuidar de seu ferimento. Tendo deixado seus mantimentos pra trás, encontrava-se faminto, e logo começara a sentir os efeitos da subnutrição; sobretudo as tonturas e fraquezas. Seu corpo sucumbia, assim como sua mente. Os olhos arregalados, pelo pavor de ser uma presa entre tantos predadores, davam-lhe uma aparência lunática e desnorteada. Quando chegou ao ponto do estômago doer-lhe mais do que o próprio ferimento, Ben improvisou uma bengala e arrastou-se até algumas cavernas próximas, onde descobriu haver Shyracks, criaturas no formato de grandes morcegos deformados que poderiam lhe servir de alimento. Impossibilitado de ascender uma fogueira, devido ao estado de saúde, consumira aquela carne amarga e dura sem cozimento algum. Quem o visse diria que, em poucos dias, tornara-se mais fera do que homem.

Na terceira semana naquele lugar, se sentia sujo, ferido, maltrapilho, apavorado, sedento e cansado de comer carne dura de 'morcego', assim, a ira do rapaz chegou ao seu máximo. Odiava o mestre por tê-lo enganado e largado ali para morrer, odiava Luke por ter tentado matá-lo, odiava sua família por nunca ampará-lo. A insânia tomou conta de seu ser, e com um grito de pura fúria, apertou as mãos sobre o cabo do sabre, ativando e golpeando todas as estruturas ao seu redor. Decapitou uma estátua de pedra, fez várias marcas sobre os escritos em um obelisco, xingava o mestre, e até mesmo os fantasmas a sua volta, que revidavam e chacotavam da sua 'loucura'.

- CALEM A BOCAAAA!!! - Berrou a plenos pulmões, com lágrimas nos olhos, derrubando uma grande estátua com o uso da força. O som reverberou pelo vale, e um fantasma troçou com sua cara 'má ideia, louco das ideias'. Em seguida, uivos ecoaram por todos os cantos, o chão começou a tremer e o som de patas batendo, numa corrida desenfreada, se seguiu. Uma matilha de Tuk'atas vinha a seu encontro em grande velocidade, e Ben correu pela própria vida, o coração batendo a mil, acelerado no peito, conforme ouvia as bestas cada vez mais próximas. Seu ferimento, ainda não completamente cicatrizado, repuxava e doía a cada passo, mas não se importava, apenas o instinto de sobrevivência e a força lhe guiavam. Em sua corrida desesperada, enganchou a manga em algo e rasgou um pedaço de suas vestes. Não se importou e correu mais, vendo que os primeiros Tuk'atas se encontravam a menos de dez passos de si. Morreria, caso não tivesse visto uma tumba selada, ainda inexplorada por saqueadores. Teve tempo apenas de mover com a força a grande pedra em sua entrada, abrindo uma fresta por onde esgueirou-se, fechando novamente a passagem atrás de si, antes que os grandes lobos Tuk'ata chegassem ao lado de fora. Ben ficou ali, apavorado, encolhido e arfante no escuro, escutando os uivos furiosos dos guardiões que não conseguiram pegar o intruso. Fora uma longa noite, onde o rapaz, assustado pensava em mil possibilidades sobre como sair daquela situação. Estava cercado, os Tuk'atas montaram guarda diante da única entrada. Escapara da morte pelos lobos para morrer de fome e sede trancado ali. Não percebeu quando exatamente pegara no sono, mas levado pela exaustão física e emocional, escorregou para um sono profundo cheio de mistérios.

“- Escolhido... Escolhido... - Uma voz sussurrante retumbava em seus ouvidos; tudo ao seu redor era escuridão – Escolhido...Escolhido... - Chamou a voz novamente.

- Pare com isso! - Gritou para o nada – Não sou quem procura.

- Uma das muitas encarnações do escolhido... Você é sim... - Uma figura fantasmagórica apareceu ao seu lado. Ben rolou os olhos ao perceber que era mais um fantasma de Korriban.

- O que quer comigo? - Perguntou desconfiado

- Há muitos séculos um homem chamado Darth Revan esteve aqui, assim como você – Pronunciou a aparição em sua voz decrépita e sussurrante. - Ele buscava informações não apenas sobre o lado negro, mas sobre o equilíbrio. Equilíbrio que, através dos séculos, você, Escolhido, tem falhado miseravelmente em manter.

- Quanta bobagem... - Disse Ben rolando os olhos novamente.

- Escute, garoto, Revan me deixou uma missão... Quando aquele que carrega luz e trevas consigo aqui aparecesse, tumultuando as energias negras de Korriban, para este deveria entregar certos ensinamentos.

- Isto é apenas um sonho, não é? - Retrucou o jovem.

- Só por isto não quer dizer que não seja real, meu rapaz... “
 

Ben acordou num sobressalto, sua respiração estava acelerada e suor lhe escorria pelo rosto. Quando tentou abrir os olhos, uma terrível vertigem tomou conta de si e quase desmaiou. Levou um certo tempo para que conseguisse voltar completamente a si e, pasmo, fitar o ambiente ao seu redor. Estava deitado num leito em uma pequena enfermaria, alguém havia trocado suas roupas por uma camisola hospitalar e seu corpo estava completamente limpo. Levou questão de alguns minutos para que um droide enfermeiro entrasse pela porta, o visse acordado, e voltasse trazendo Snoke.

- SEU INÚTIL!!! FRACO!! - Gritou o mestre, disparando raios com as mãos, sem dar tempo de defesa ao pupilo. Os gritos de Ben preencheram o ambiente, enquanto seu corpo se contorcia na maca, recebendo toda a fúria de Snoke. - Não conseguiu sobreviver um mês no Vale dos Lordes Negros. PRESTES A MORRER, É O QUE DIGO: FRACO!!!! - Interrompeu a tortura apenas para que o rapaz prestasse atenção em suas palavras depreciativas. Novos disparos de raios acertaram o jovem Solo, desta vez mais intensos, fazendo com que seus urros de dor assustassem até mesmo os doides médicos, que se esconderam. - NUNCA SERÁ COMO VADER! É COVARDE, FRACO, DÉBIL. ESTA SERÁ SUA ÚLTIMA CHANCE ANTES QUE EU TOME MEDIDAS DRÁSTICAS! - E por assim se passaram horas e horas de tortura até que os gritos cessassem e Ben, inconsciente, permanecesse inerte sobre o leito.

“Olhou para baixo e um precipício interminável se apresentava, sentiu um frio na barriga ao constatar que não conseguia enxergar o fundo. Podia jurar que, há instantes atrás, se encontrava na enfermaria em Korriban, sendo torturado por seu odioso mestre. No entanto, agora estava ali, pendurado em uma corda velha e apodrecida, escalando as paredes de um abismo colossal. De repente sentiu um peso que não havia antes na ponta da corda, e teve medo de olhar pra baixo; mas uma voz o obrigou.

- Mestre Ben, Mestre Ben! Me ajude – A pequena Kendra suplicava com lágrimas nos olhos.

Nervoso, escutou o barulho da corda se esticando e esfiapando, não aguentaria o peso dos dois. Kendra não deveria estar ali, ele tinha que jogá-la, mas... a menina... tinha lágrimas nos olhos...e parecia tão assustada... assustada como a garota com três coques no cabelo. Ele não podia, simplesmente não podia fazer aquilo. E, em sua hesitação, a corda arrebentou. Ambos caíram no abismo...E tudo foi escuridão.”

- FRACO!!! - O rapaz abriu os olhos com o estrondo da mão de Snoke estalando em sua face. - VOCÊ FALHOU DE NOVO! - o mestre estava enfurecido, encolerizado. - DA PRÓXIMA VEZ QUE HESITAR ASSIM PODERÁ CUSTAR SUA VIDA! - Esbofeteou Ben no rosto novamente. Este olhou pra baixo sentindo a bochecha arder, e urrou de dor ao receber uma onda de raios disparados pelas mãos do mestre - ESQUEÇA SEU PASSADO! ESQUEÇA SUAS MEMÓRIAS! ESQUEÇA SEUS APEGOS! SERÁ QUE NÃO ENTENDE? - Ben não respondeu, apenas sentiu o olhar pulverizante da criatura sobre si. - Terá que passar por uma árdua lição de sobrevivência, se quiser continuar como meu aprendiz. VAMOS! Sem atrasos, me encontre no ponto de embarque.


Notas Finais


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