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História Bengala e Crochê - Medo Bobo parte II - Capítulo 14


Escrita por: cadeladamaraisa

Notas do Autor


Oiê, cheguei. Obrigada pelas mensagens de carinho! Espero que gostem.

Capítulo 14 - Culpa


Ouvi o som de mais alguns disparos e percebi que Rick tinha sido atingido.

— Filha, Rafaella, fala comigo - Sérgio a chamava desesperado.

— Calma, ela tá viva - os policiais ligaram pra ambulância que não demorou a chegar, Sérgio e eu a seguimos, o silêncio do carro era ensurdecedor e atordoante.

Eu pensava em tudo, e o medo de perder alguém era tão horrível quanto de fato perder alguém.Chegamos no hospital e ela ainda não tinha acordado.

— Maraisa, você precisa ir pra casa e descansar - eu fui até ele e o abracei.

— Eu não vou te deixar sozinho - ele apertou as mãos, ele fazia isso quando estava nervoso.

— Droga Maraisa, vai pra casa - ele gritou e eu me assustei e comecei a chorar.

— Não grita comigo, ela é tão minha filha quanto sua, e se está difícil pra você, saiba que pra mim também não está sendo fácil, até porque eu vi ela sendo baleada e caindo nos meus braços, então nunca mais levante o tom de voz pra falar comigo - disse apontando meu dedo em seu rosto, ele me olhou assustado.

— Você tem razão, me perdoa, só que entende que eu não posso perder você, nem esse bebê, e você já passou por situações intensas demais - ele me abraçou e eu deitei minha cabeça em seu peito.

— Vai ficar tudo bem, não vai acontecer nada com a gente, nosso bebê tá bem protegido aqui dentro, só não me afasta de você, para de achar que consegue aguentar tudo sozinho, não tem problema nenhum cair um pouco as vezes, eu sempre vou estar aqui pra te reerguer. Estamos juntos sempre.

— Obrigado por tudo! Eu te amo muito! - nós sorrimos, foram mais de algumas horas longas até o médico aparecer.

*Rafaella*

Eu ouvia a voz do meu pai e de Maraisa, eu queria responder, queria dizer que eu estava bem. Eu estava em um lugar estranho, era todo branco, sentia que meu corpo estava vazio, uma brisa gelada. Eu queria abrir meus olhos e não conseguia. 

— Filha - eu reconheci aquela voz. 

— Mãe? - senti seus braços me envolverem e deitei minha cabeça em seu ombro.

— Querida, você precisa voltar - sua voz era calma, doce, eu sentia tanto a sua falta. 

— Eu não consigo, eu me esforço mas meu corpo não responde. 

— Você precisa entender algumas coisas, precisa perdoar verdadeiramente, amar de verdade, a culpa não é sua minha filha, você fez escolhas erradas e precisa lidar com elas mas nada disso é culpa sua. Você precisa entender isso e assim vai conseguir voltar! 

— Há quanto tempo estou aqui? 

— Dois meses - eu me assustei - seu pai sente muito a sua falta, e Maraisa também, ela é uma pessoa tão boa meu amor, você tem sorte de tê-la, aproveite. A vida está te dando uma nova chance, faça tudo valer a pena. 

Eu a vi sumir e senti meu corpo todo tremer, abri os olhos e fitei o teto branco. Meu coração estava acelerado. Eu tinha voltado. 

(...)

Dois meses e nada dela acordar, ela havia entrado em coma três dias depois.Sérgio e eu nos dividíamos entre a nossa casa e o hospital, Marília e Noah passavam boa parte do tempo com Maiara e meus pais.Nos últimos exames os médicos descobriram que ela estava grávida, e Sérgio não quis autorizar um aborto sem ela estar consciente, isso seria violar o seu corpo outra vez. Isso era um motivo a mais para nos preocuparmos. 

— Amor? - eu o chamei vendo ele me olhar, seus olhos estavam vazios e sem brilho.

— Diga pequena - ele me abraçou e colocou suas mãos em minha barriga, estávamos deitados e era quase 4h da manhã.

— Eu te amo - ele suspirou - eu sei que está difícil, e eu queria te dizer que estou aqui, sempre - Sérgio era do tipo que se fazia de forte e não demostrava seus momentos de fraqueza, mas eu sentia que ele estava a ponto de explodir, e foi isso que aconteceu, ele desabou em um choro doloroso. - Hey, estou aqui, pode chorar - ele se aninhou mais no meu corpo e eu acariciei suas costas. 

— Eu me sinto tão culpado, eu não fui capaz de proteger nem mesmo o nosso filho nem a Rafaella, eu sou um péssimo pai - eu suspirei, sabia o quanto ele se culpava.

— Já disse que não é sua culpa, eu estava lá, eu sei que você fez o que pôde pelo nosso filho, foi um acidente - senti meus olhos marejarem, lembrar de Antônio ainda doía - você não tem culpa, sabe o que eu não gosto que se coloque nesse papel, quanto a Rafaella infelizmente ela fez escolhas erradas. Você não é um péssimo pai, você é o melhor, basta olhar o quanto nossos filhos amam a sua presença, você é o melhor exemplo pra eles, Marília te vê como um herói e o Noah te admira tanto. Eu não quero que pense isso de si mesmo, eu te amo e morro de orgulho de você, tenho certeza que eu fiz a melhor escolha em xavecar você e me apaixonar, você é a melhor pessoa que eu poderia ter ao lado, e o melhor pai que eu poderia dar aos meus filhos.

Ele simplesmente se sentou, enxugando o rosto eu me sentei em seu colo e o abracei, sentindo meu coração acelerar.

— Eu te amo Maraisa, te amo muito. Obrigada por ser a minha melhor escolha!

Nos deitamos e dormimos tranquilamente até o telefone tocar, era do hospital. Eu não queria pensar no pior. 


Notas Finais


até breve


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