História Benvenuti in Italia mi amor - Capítulo 13


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Paola Carosella, Personagens Originais
Tags Pana
Visualizações 184
Palavras 2.302
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Volteiiiiiii

Que saudades que eu tavaaaaaa❤❤❤❤

Capítulo 13 - Tredici


Fanfic / Fanfiction Benvenuti in Italia mi amor - Capítulo 13 - Tredici

Um movimento e sentir minha perna raspar por algo pontiagudo encolhi as pernas passando a mão aonde já deduzir estar arranhado, tentei com dificuldade abrir os olhos, as cortinas quando balançadas pelo fraco vento permitiam assim a entrada da claridade, o que em dias normais seriam muito bem recebidos, porém hoje não. E talvez por longos dias. A pequena ferida começou a arder, talvez fosse ela o meu alarme avisando que era hora de levantar. Ouvi de fundo o meu celular tocando, batidas em minha porta, o telefone fixo também tocando. Algo está muito errado. E sou eu. Minha cabeça parecia que ia explodir e meu corpo estava um caco, mas eu precisava levantar ver o porque de tanto barulho. Me arrastei até alcançar a cama, me sentei ainda tentando assimilar tudo o que estava acontecendo, o celular continuava a tocar e as batidas em minha porta não cessaram, e sim a pequena ferida escorria um fio de sangue. Forcei um impulso e lá estava eu, cheirando a bebida, tonta, com toda minha casa quebrada um corte na perna e descabelada. Obrigado Helena. Peguei meu celular encima da cama e fui me arrastando devagar sussurrando um inaudível “já vai”. Cada degrau era uma pontada diferente que minha cabeça dava, no ultimo eu já me sentia exausta, olhando com dificuldade a minha volta me perguntei sobre minha capacidade de fazer toda aquela bagunça. Dois passos e um pequeno caco de vidro perfurando meu pé um “AI” escandaloso ecoou pela casa e vi entrar pela porta os autores das incessantes batidas, Dona Abigail, Sr° Samuel e Clarice.

- ANA!! Falaram os três como um coral já se aproximando de mim tendo com as vozes tremulas. Eu estava me sentindo uma idiota, permitindo que eles me vissem neste estado.

- Minha menina o que aconteceu? Eu sabia que não devia ter deixado você só. Você esta bem, Ana Paula...eu estou falando com você. Dona Abigail chamou minha atenção que por algum motivo não estava colaborando, meus olhos se fixaram no sangue que escorria do meu pé direito.

- Hã? Desculpa gente eu...eu. Não deu, juro que tentei segurar o choro mais foi inevitável, eu precisava de abraços, precisava me senti segura me joguei nos braços de Dona Abigail e chorei escandalosamente, algo me sufocava e naquele momento parecia que aos poucos saia. Não lembro exatamente que horas dormir e por quando tempo chorei, mas acordei com meu pé enfaixado e a pequena ferida na perna limpa e também coberta por gaze e esparadrapo. Minha cabeça doía menos, e dessa vez eu não estava no chão e sim na cama de Dona Abigail. Me sentei na cama pronta para levantar quando ela entrou com um sorriso fraco no rosto sentando-se ao meu lado

- Oi minha menina, como se senti?

- Ainda não sei...me desculpe pelo momento de hoje pela manhã...eu...

- Ei! Não precisa se desculpar, eu que devia ter ficado. Você é uma teimosa Dona Ana Paula.

- Está aí um defeito que eu insisto em achar que é normal, obrigado por me recordar dele, onde está a Clarice?

- Foi embora logo que você dormiu, disse que mais tarde vinha lhe visitar, mas que não se preocupasse que estava tudo sob controle na empresa

- Estou muito envergonhada

- Não precisa ficar assim meu anjo, todas temos o nosso momento e o seu foi esse, quer me contar o que houve?

- Acho que agora eu consigo

- Ótimo, mas primeiro você vai já tomar um banho e comer algo, eu e Samuel já limpamos tudo e deixamos tudo separado lá embaixo...caso você...não sei...depois você ver tudo, mas agora já para o banho mocinha. Dona Abigail conseguiu arrancar um rápido sorriso de meus lábios depois desses dias turbulentos.

- Está bem. Me levantei pronta para ir, mas sentir a necessidade de agradecer a essa mãe que a vida me deu

- Muito obrigado por tudo Dona Abigail

- Não tem o que agradecer não meu anjo, você é como uma filha para mim e enquanto eu puder eu vou cuidar de você. Lhe dei um abraço apertado e reconfortante. pouco de dificuldade fui mancando ate meu quarto, me despir e antes de entrar na banheira resolvi tomar um banho gelado assim como os dias em São Paulo, precisava tirar toda aquela energia do meu corpo ou repor eu não sei ainda. Depois de um tempo embaixo da água gelada decidir relaxar um pouco, a banheira já estava cheia e pronta, Dona Abigail acerta em tudo.

Enquanto estava sentindo a água morna relaxar meu corpo, fiz uma retrospectiva de tudo o que aconteceu não sei se cheguei a conclusão certa mas possa ser que esse foi o melhor jeito que a vida teve para me libertar e libertar também Helena, estávamos aprisionada uma a outra de uma maneira dolorosa e que nos feria a cada dia, então agora eu estava livre...livre. E agora o que faço com essa liberdade toda...como seguir depois que se acostuma com a não solidão. Depois de tantos questionamentos um tanto filosóficos, despertei de meu rápido cochilo com pequenas batidas na porta, quase que em câmera lenta me movi tentando reconhecer os fios castanhos e curtos apareciam pela fresta, e para minha surpresa era quem eu menos aguardava, mas a que eu tanto precisava

- Guta! Um sussurro baixo e choroso revelou o alivio e o conforto que estava em ver minha amiga de longa data e que tanto amo

- É aqui que morar mulher super rica e linda que precisa de um cafune e abraços? Há esse bom humor. Que falta Guta me causava

- Eu não acredito, você bem aqui. Me levantei tentando ser a mais rápida possível, quando eu vi o sorriso largo com jeito sapeca entrar por total no banheiro, não me importei se estava molhada, nua, ou sei lá o que. Eu só precisava de um abraço acolhedor e quentinho. O abraço da minha Guta. Me agarrei a seu corpo e chorei. Chorei tudo. Senti seus braços fortes envolver meu corpo, agora fragilizado em um aperto-casa que só os braços de Guta podiam me proporcionar.

- Ei minha pequena, senti tanta a sua falta. Eu nada respondi, continuei de olhos fechados sentindo a paz se instaurar em mim novamente. Lentamente e com cuidado ela esticou o braço e puxou a toalha para que me cobrisse.

- Bem, acho que a hora do banho terminou não é mesmo? Um quase sorriso saiu de meus lábios, com a ajuda dela seguimos para o quarto onde uma camisola de seda e um robby já me aguardavam. Vesti tudo, penteei os cabelos e deitei, ela estava sentada com as costas coladas a cabeceira, iniciou um cafune em meus cabelos ainda úmidos e o silencio se fez presente novamente

- D° Abigail me disse que você ainda não comeu nada, aninha

- Não estou com apetit

- Mas você precisa meu anjo. Eu nada respondi, continuei ali quetinha, não queria discuti com ela

- Olha eu não quero te forçar a nada, mas você precisa se alimentar meu bem

- Eu sei, mas me deixa aqui um pouquinho curtindo minha amiga que não vejo a um ano

- Olha chantagem emocional não vale Ana Paula. Lá estávamos nos, um ano não abalou nada nossa amizade. 

- Quer me contar aonde você arrumou tanta força para quebrar a casa inteira?

- Não tem graça sua maluca, as coisas saíram de meu total controle 

- Que controle? você nunca teve e não me chama de maluca, não foi eu quem quebrou a casa toda sua maluca. Sim nos rimos, nos gargalhamos. Eu realmente precisava de Guta. Ela me trazia uma paz absurda 

- Eu e Helena nos...nos...Um no se formou em minha garganta, tudo o que aconteceu veio novamente a tona e as imagens ficavam se repetindo sem parar 

- Hey! Ela levanta me fazendo olhar para ela, passa o polegar limpando as teimosa lágrimas que escorrem

- Eu já sei o que aconteceu, na verdade era uma tragédia anunciada nos duas sabiamos disso, Aninha eu não vou pedir um relatório tá bem, na verdade vamos deletar tudo, você não vai me contar nada, estou preocupada com você e a única coisa que quero agora é que você coma algo descanse um pouco, se recupere porque eu trouxe um vinho maravilhoso argentino sei que você vai amar, anda vem D° Abigail  preparou um banquete só para você 

- Mas Guta...eu

- Sem mais nem meio mais. Ela se aproximou e com um sorriso doce e acolhedor me abraçou apertado

- Eu tô aqui não tô? Não vou embora tão cedo. Era tudo o que eu precisava ouvir, eu não estava 100% mais ter Guta por perto já me dava uma luz de que tudo ia melhorar.

Descemos para a cozinha, eu ainda me arrastava, Guta tagarelava sem parar, parecia algo surreal  ela aqui na minha casa depois de um ano viajando pelo mundo. Nos falávamos muito pouco pois alguma países em determinado locais era difícil área, é digamos que eu viciei em trabalho e todos os outros problemas que como podemos ver viraram um furacão 

- Hey Aninha!! A voz de Guta seguido de um estalar de dedos fez eu voltar a realidade parada ao pé da escada 

- Aonde você estava hãn?

- Em canto nenhum sua boba

- Humm o que é isso aqui? Ela disse pegando algo enrolado estava no canto perto de uma mesinha

- Hum... muito bonita, ela existe? Depois de outro momento devagando percebi que era a pintura da mulher misteriosa que tanto me prendia a atenção 

- Eu não sei, acho que não...

- Escolha da Helena? Falou naturalmente como se nada houvesse acontecido 

- Como você consegue lidar com as situações com tanta naturalidade Maria Augusta? Eu não quero falar sobre ela. Digo passando por ela em direção a cozinha a deixando sozinha segurando o resto de quadro ja que fiz o favor de quebrar a moldura

- E quem diabos esta falando dela? Eu so fiz uma pergunta, Ana você sabe muito bem o que penso sobre pessoas. Falou enrolando novamente o quadro e deixando de canto

- Pessoas vem e vão o tempo todo a Helena veio e passou, você vai mesmo ficar se martirizado se culpando e julgando? E quanto tempo isso vai durar porque se for demorar me avisa pra eu cair fora. Olhei bem no fundo dos olhos delas e uma pontada de sarcasmo veio sem pensar

- Afinal isso é você não é? Me arrependi segundos depois

- Ana você não quer discutir comigo

- Desculpa, talvez eu fique amarga por um tempo.

- Ainda bem que amo todos os seus lados se não ja tinha feito as malas e ido embora, vai anda logo come algo por favor talvez essa acidez seja falta do tempero da nossa queridíssima Abigail

Passado algumas horas colocando tudo para fora, risos, brigas, momentos de silêncio dramático finalizamos a refeição revigorante que D° Abigail  nos preparou fomos em direção a área de lazer, eu não estava me importando com muita coisa embora frio, la estava eu desfilando com Guta vestida numa camisola na frente de todos os funcionários da casa. 

- Ana você precisa sair dessa. Diz ela ascendendo um cigarro

- Ainda com  esses maus hábitos maria  Augusta?. Revirando os olhos falei balançando as mãos para afastar a fumaça 

- Faz tempo que não fumo 

- Não falarei mais nada

- Tá bom tá bom eu apago. Sorri vitoriosa vendo ela apagar na mesa de vidro

- E então...tem alguma coisa pra me contar? Fora o que eu já sei?

- Nada de novo. Falei tentando puxar da memória algo que ela não estive por dentro. Enquanto tentava tal feito percebi que não tinha mais assunto com minha amiga.

- Nadinha?  Nadica?

- Ho  Sim! Lembrei! Eu...meio que...

- Vamos Ana Paula fale logo...o que você fez?. Ela estava com os dois olhos arregalados esperando eu revelar a pequena notícia 

- Calma Guta, meu deus como você é curiosa

- Para de enrolação e fala logo 

- Eu comprei uma casa na Itália pronto falei

- Você o que?

- Isso mesmo

- Meu deus você é mesmo uma maluca. Mas e então?

- Então o que?

- ue. Você comprou uma casa certo?

- Certo

- E ela está perfeitamente como você queria? É nova? É velha? Fala mais Ana Paula

- AÍ Maria Augusta para de tanta pergunta. Olha eu vou dormir um pouco tá bem os remédios pra dor estão fazendo efeito, você fica a vontade e depois cê me acorde. Me abaixo na frente dela e sussurro um sorridente "obrigado", ela me da um beijo na testa.

- Olha só ainda não acabamos, quero sabe mais dessa casa.  Ela grita enquanto entro sorrindo. Era bom ter minha amiga comigo

- Você é muito curiosa. Até mais tarde

- Bom descanso 

Quando entrei dei de cara com D° Abigail encerrando uma ligação 

- Quem era D° Abigail?

- Minha menina era da Itália

- da..da Itália? Gagueja em puro nervosismo, teria sido Helena?

- Não...não foi ela, era de um...Catou o papel que anotou o recado 

- Ateliê. Estava procurando pela senhorita 

- Ateliê? Mas eu não conheço nenhum, não que eu me lembre. Se identificou?

- sim, disse que era a secretaria de Paola Carosella. Imediatamente me lembrei do quadro da linda mulher que eu quase rasguei

- O ela queria? ela disse?

- Disse que so podia ser com a senhora

- Deixou algum numero?

- Deixou um  tal de e-mail 

- Deve ser coisas da...enfim eu  vou durmir um pouco descansar depois eu vejo isso testa bem? Outra coisa eu não quero receber visitas para o momento então...

- Não se preocupe eu vou ficar por aqui

- Novamente muito obrigada. Dei um abraço e um beijo em sua bochecha e subi  com uma pontada de curiosidade de o porque a autora do quadro misterioso  ligou para mim. Deitei na cama vendo o tempo fechar completamente e uma chuva fina começar a cair, ainda fragilizada as lágrimas escorreram trazendo consigo a dor da ferida ainda por cicatrizar. 

Quando eu vou voltar a ficar bem? 



Notas Finais


Gente lembrando que 13 confirma tá
Até daqui a pouco

🍦😚❤


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