História Beside You - Capítulo 4


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI AMORES

Capítulo 4 - Metamorfose


Fanfic / Fanfiction Beside You - Capítulo 4 - Metamorfose

 

Depois de chegar em casa, tomei um longo banho, sentindo a água relaxar meus músculos tensos. Eu teria um ano longo, eu sentia isso. E simplesmente não era muito justo. Mas não podia fazer nada. Talvez aceitar de vez que meu nome oficial seria Julieta até o resto dos meus dias fosse a melhor escolha. Eu morava no mesmo bairro que ele, teria que me acertar, talvez até pudéssemos ser bons amigos. De qualquer forma, decidi ir ao parque florido novamente. Não sei o que eu esperava dessa ida até lá, talvez que Michael estivesse, mas sabia que aquilo era idiotice da minha cabeça. 

Andando por lá, não avistei ninguém que eu conhecia. Então, como se fosse um reflexo, sentei em um dos balanços e me pus a ler. Dessa vez eu lia outro clássico, mas nada como Romeu e Julieta, mas sim, era algo do gênero. Eu estou falando de Hamlet. Ser ou não ser, o cara da caveira, a obra prima de Shakespeare ou sei lá como você associa o nome. Não conseguia parar de ler. Cada virgula, cada ponto de exclamação, interrogação, cada uma das palavras me deixava ainda mais apaixonada por esse mundo em que eu me submeti a viver: O mundo dos livros. 

— Violeta? — ouvi, ao longe uma voz chamar meu nome, mas, de algum jeito, eu não olhei. Não conseguia parar de encarar as páginas. 

Em um movimento nada suave, o livro foi tirado de minhas mãos, me fazendo com certeza ter um ponto de interrogação tatuado na testa. Olhei para cima e, justamente quem eu queria ver estava lá: O estonteante garoto de cabelos coloridos. Suspirei, eu não poderia falar dele desse jeito, só… Não, eu precisava me controlar. Sem garotos lindos e misteriosos na sua vida, Violeta. 

— Michael? — o que deveria ser uma afirmação se pôs mais como uma pergunta. 

— Bom te ver. — ele me cortou, sentando em um dos balanços ao meu lado. 

— Bom… Te… — me atrapalhei. — Você roubou meu livro. — disse, distraída, olhando para seus olhos verdes, que combinavam perfeitamente com o seu cabelo.

— Você é a pessoa mais concentrada que eu já conheci, ainda mais com um clássico Shakespeareano em mãos. 

— É, acho que você deveria tomar cuidado. — sorri. 

— Então, o que faz aqui? — perguntou, parecia interessado. 

— Moro logo na outra esquina, achei que seria de bom tom voltar aqui, é pacifico. — expliquei. 

— Honestamente… Eu concordo. 

— O que está fazendo aqui? — pergunto, enfatizando o “você” da questão.

— Na verdade eu venho aqui sempre. — ele deu de ombros. — Gosto daqui, principalmente quando encontro alguém que eu gosto.

Certo, ele estava falando de mim? Com certeza que não, não daria para ser possível.

— Quem você encontrou? — perguntei, temendo sua resposta.

— Você ué. — ele colocou um sorriso no rosto. 

Sorri diante daquela afirmação. 

— E então, você está disponível? 

— Você é bem discreto. — ergui uma sobrancelha. 

— Ah, não, só estava pensando se você gostaria de tomar um café, só isso. — ele riu. — Digo, você sempre está com um na mão então pensei que gostaria de um café. 

— Hm… Café tipo, café café… Tipo café com cafeína? — me atrapalhei de novo.

— Se quiser eu peço sem cafeína pra você.

— Não. — disse de súbito. — eu gosto… De cafeína. — com certeza meu rosto estava mais parecido com um pimentão. — Desculpe, eu não sou de falar muito. 

— Percebe-se. — ele sorriu. — E então? — perguntou. 

— Então o quê?

— O café, Violeta. 

— Ah. — me lembrei do que estávamos falando. — Claro. — dei o meu melhor sorriso.

— Vamos. 

— Como é? — franzi o cenho. 

— Quer que eu repita? — ele suspendeu uma de suas sobrancelhas.

— Ah, o café, certo. — suspirei, ser um ser social era uma coisa mais difícil do que eu me imaginava. 

Michael se levantou, em seguida estendeu a mão, me puxando para cima. 

— Então, também está no último ano, certo? — ele perguntou no caminho para a cafeteria. 

— Sim, e você também.

— O que pretende fazer depois que se formar?

— Quero ir para Harvard. — sorri. 

— Nos Estados Unidos? 

— Sim, sou de lá. — contei. 

— É, percebi o sotaque. — ele disse. 

Chegamos à uma cafeteria “Babette's Café”, o lugar era tão lindo por fora que quase tive um ataque. No interior, tudo era enfeitado por lindas plantas e tinha um palco bonito e pequeno, feito de madeira, vários instrumentos estavam em cima dele, inclusive um lindo violão de madeira. Olhei deslumbrada para o instrumento. Mas logo minha atenção se voltou aos dois garotos que montavam seus equipamentos musicais no palco. Um deles era branco e loiro, além disso estava de costas e seu cabelo não fazia contraste nenhum com sua pele pálida. Já o outro, bem, ele era asiático, seus olhos eram enormes, mas achatados, em um castanho meio cor de mel, era incrivelmente maravilhoso. Depois de um tempo, quando eu já estava com meu inseparável Frappuccino em mãos, sentei-me para ver o pequeno show que eles haviam preparado, juntamente à Michael.

— Quem são? — perguntei.

Estranhei um pouco quando ele suspirou antes de responder: — Calum e Luke. — meus olhos se reviraram instantaneamente. 

— Sério? 

— Sim. — ele lamentou.

— Quem é Calum mesmo? — perguntei, não lembrava de já ter me encontrado com ele antes. 

— Melhor amigo de Luke, mas ele é legal demais para andar junto à um babaca que nem Luke. — ele respondeu.

O loiro se virou depois de fazer que terminou de fazer o que quer que estivesse fazendo, então sorriu para mim. 

— Não aguento ele. — disse, balançando a cabeça.

— Ele vai te perturbar para sempre. — Michael falou.      

— Eu ainda tenho esperança. 

Ele riu.

— Muito obrigada por nos assistir! — eles disseram ao final do show e do meu terceiro Frappuccino.

Certo, com certeza Luke veio em nossa direção. 

— Julieta, gostou do show? — ele piscou várias vezes, como se fosse um anjo. 

— Deixa ela em paz, Luke. — Michael revirou os olhos. 

— Só fiz uma pergunta.

— Gostei. — disse, simples. 

— Sei, a gente se vê, Luke. — Michael se levantou, então estendeu a mão para mim.

— Vai com ele, Julieta? — Luke perguntou, se não conhecesse um pouco, acharia que ele estava com ciúmes. 

Michael me encarou, com um olhar pidão. Eu olhei Luke, em seguida olhei pra Michael.

Ser ou não ser, ir ou não ir. Mais uma vez Shakespeare entrou na minha cabeça.


Notas Finais


BEIJOS


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