História Beside You - Capítulo 14


Escrita por: ~

Visualizações 21
Palavras 3.079
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sem mais delongas...boa leitura.

Capítulo 14 - Capítulo 14


Fanfic / Fanfiction Beside You - Capítulo 14 - Capítulo 14

Quatro dias depois a notícia do término de Juan e Evelina rodava a internet e muitas perguntas passaram a ser feitas,talvez pelo fato de que ele não deu muitos detalhes,apenas alegando que o relacionamento deles já havia se desgastado a tempos.

Primeiro Candy entrou em defesa da amiga,acreditando que Juan era o errado da história,chegando até mesmo a insultar a mim,mas quando a verdade foi revelada e Herrera mostrou a prova,sim,ele filmou tudo,o que explicou o motivo pelo qual ele não movera um músculo pra ajudar na hora.

Não foi nada fácil convencer a dançarina a manter-se calada em relação a tudo,já que ela queria mesmo era tirar a história a limpo,estapear Schneiderlin e até mesmo dar sermão na sérvia.
—Sonsa do jeito que é,vai negar. —Shaw disse,dando de ombros quando todos olhamos pra ele em sinal de repressão,todos,menos Herrera,que lançou a graça.
—Por isso eu tenho o vídeo,pra provar quando ela negar. —O espanhol disse rindo,fazendo um toque com Luke.Fomos obrigados a rir deles.

(...)

—Milla!?Precisamos de você. —John,que era um dos seguranças da instituição foi me chamar na biblioteca,onde eu ajudava Sarah a organizar alguns arquivos,sim,eu era a faz de tudo um pouco por aqui.
—O que aconteceu? —Perguntei já saindo atrás dele,em direção a uma das salas.
—Não sei,a diretora só me pediu para chama-la.

—Obrigado! —Agradeci já entrando no local,me surpreendendo ao encontrar José Mourinho e um outro cara que não lembrava quem era. —Mandou me chamar senhora Maclay?

—Ah sim,minha querida,na verdade foram eles que requisitaram sua presença. —Meredith apontou os dois homens,aos quais eu cumprimentei antes de me sentar como eles pediram. —O senhor Ed Woodward é o presidente do United e ele quer conversar com você.

—Sobre? —Indaguei,vendo o técnico ao lado do homem se segurar pra não rir,talvez da minha expressão de desespero.

—Eu estive conversando com o senhor Mourinho e ele me deu uma idéia,inclusive disse que a senhorita poderia ser útil nesse caso. —Alguém explica esse homem que eu odeio enrolação? —Pensei que pelo menos em um jogo por mês,em Old Trafford é claro,poderíamos colocar as crianças daqui como mascote.

—E não eram? —Questionei quando o homem finalizou,vendo-o negar logo em seguida. —Demorou a pensar nisso hein. —Percebi que havia falado demais quando Mourinho riu e Meredith pigarreou.
—Bem na lata,não faz rodeios pra falar não é,senhorita?
—Camilla!Por favor,me chame pelo meu nome,eu agradeço. —Respondi ao homem,que apenas concordou com um aceno de cabeça.
Percebendo que eu não deixaria passar nada que o presidente dissesse,Meredith tomou a frente.
—Então Milla,você será responsável por escolher e preparar as crianças que irão à esse compromisso... —Parou de falar estrategicamente,me deixando nervosa. —Porque as crianças adoram você.
—Alguns adultos também. —Mourinho sussurrou,mas foi ouvido ainda sim,causando a curiosidade no homem ao seu lado. —20% do elenco do United amam essa garota. —Começou a enumerar nos dedo enquanto falava. —Blind,De Gea,Mkhtaryan,Shaw,Herrera,Pogba,Smalling,Schneiderlin,Schweinsteiger,Januzaj,Mata... —Estendeu o último nome até demais,olhando-me de forma sugestiva.
—Meu irmão tem que me amar de qualquer jeito. —Dei de ombros. —Os demais só me aturam.
—Sei... —Decidi encerrar a questão antes que o português falasse demais e me jogasse na rodinha de fofoca.
Quando enfim aquela conversa se encerrou,demos a notícia as crianças,que pularam de alegria.

Quando a noite chegou e todas as crianças estavam banhadas e alimentadas,meus pés já não aguentavam mais meu corpo.
Só queria chegar em casa,tomar um banho e dar aos meus pezinhos,o merecido descanso,porém fui impedida de seguir meu caminho quando Juan brotou do nada na minha frente.Nem tão do nada assim,já que eu estava com a cara enfiada no celular.

—Presta atenção por onde anda. —Disse me dando o maior susto. —Alguém poderia te assaltar sabia?Por sorte,eu vim sequestrar você.

—Sequestro Mata?Que interessante! —Ri quando ele acenou positivamente,indicando para que eu entrasse no carro,dei a volta e entrei no carona,joguei minha bolsa no banco de trás,percebendo uma mochila lá também. —Sério?Você está me sequestrando mesmo? —Indaguei quando vi que aquela mochila era minha. Juan sorriu,de um jeito que eu não tinha visto antes e assentiu.

—Não se preocupe,seu cativeiro terá outras pessoas,então,não vamos fazer muito barulho. —Piscou,levando-me a dar uma risada alta,enquanto o espanhol dirigia para casa.
—Sério,por que isso? —Me perguntava se meu irmão havia concordado com essa idéia maluca.
—Então,na próxima semana,entraremos na data FIFA,aí pra você não ficar em casa sozinha,Daley me pediu pra leva-la pra minha casa e deixar você com a minha mãe. —Sorriu e continuou quando percebeu que eu estava chocada demais para dizer algo. —Tô te levando hoje pra vocês se acostumarem uma com a outra,não se preocupe,minha mãe é um amor.

Eu tinha me esquecido disso,Daley e Candy viajariam pra Holanda e Elise iria acompanhar Adnan pra Bélgica,como eu tinha que estudar e meu estágio na fundação,não poderia me dar ao luxo de passar uma semana fora.
Infelizmente nem minhas amigas estariam aqui nessa semana,Melissa iria pra Alemanha,Íris pra Londres e Isabel pra Espanha,aproveitar a folga com a família.

Assim que chegamos,Juan parecia aquelas crianças quando chegam da escola gritando os pais pela casa,eu ri,lembrando-me de quando Ane e eu fazíamos a mesma coisa,faltando apenas ele jogar a mochila pelo sofá,a mãe aparecer dando bronca.

Logo após muita gritaria por parte do jogador,seus pais finalmente deram as caras,confesso que estava nervosa,muito nervosa mesmo,tanto que minhas mãos suavam. Juan a apertou,sussurrando que estava tudo bem.
Mas não estava,eu sabia que não estava.

—Até que enfim,estava quase indo atrás de você pra te dar uns tapas menino,esqueceu que tem casa?Que tem mãe? —A mãe dele disse calmamente,fazendo com que o mesmo revirasse os olhos,voltou seu olhar pra mim,praticamente cerrados. —Quem é ela?
—Oi mãe,tudo bem com a senhora?Sim,eu estou bem,obrigado por se preocupar. —Juan a respondeu,tirando um sorriso do pai e uma arqueada de sombrancelhas foda da mãe. —Essa é a Camilla,irmã do Blind e você tá assustando ela.

Ela estava mesmo me assustando,parecia que Juan era um nerd virgem e eu,a garota problema do colegial,que iria oferecer drogas pro bebê dela.
—Então é ela?—O pai dele me avaliou de cima abaixo,qual era o problema desses homens?. —Agora entendi,bem vinda.
—Desculpe querida,não era minha intenção assustar você. —Imagina se fosse?Pensei enquanto a mulher se aproximava e pegava em minha mão,agora com um super sorriso no rosto. —Finalmente conheci a garota que roubou o coração do meu filho.

Retribui o sorriso,um tanto envergonhada pelo comentário,mas ainda assim não deixei de sorrir.
—Camilla,essa é Marta,minha mãe,não a chame de dona nem de senhora,apenas Marta ou ela mata você. —Dei risada das palavras ditas por Juan. —Eu falo sério.
—Tudo bem,prazer Marta,pode me chamar de Milla. —Ela ainda segurava minha mão e me analisava o tempo todo.
—Esse menino exagera,claro que não vou matar você,só vou ficar brava. —Ela falou nos fazendo rir. —Bom,aquele ali é o meu marido,pai dessa beleza ao seu lado,Juan.
O senhor apenas acenou pra mim,fiz o mesmo.
—São dois?Não confundem quando você chama um deles? —Indaguei quando a mesma terminou de falar.
—É complicado linda,minha mãe grita Juan e nós dois respondemos,aí ela diz,é o Mata,continua no mesmo... —Juan começou a falar,sendo interrompido pelo pai.
—Até que ela se lembra e diz que é o García quando se trata dele e o Rodriguez quando se trata de mim. —Os três deram de ombros ao final da frase.
—Graças a Deus não tive mais irmãos,meu pai teve esse pensamento uma vez,aí nasceu a Anelise. —Falei.

—Meu caso foi único e exclusivo que...o filho nasceu um dia após o aniversário do pai e como me chutava muito,pensei,vai ser outro Juan,então tá aí,Juan pai e Juan filho pra eu rir e chorar...só espero que a terceira geração Mata não pense em jogar futebol,eu não aguento tanta preocupação. —Enfim conheci a verdadeira face da senhora Mata,quando ela começou a se soltar e falar desenfreadamente.

Acabei relaxando e me divertindo muito com as caras que Juan fazia enquanto sua mãe contava as coisas que ele aprontava.
Até o momento em que o pai dele atendeu uma ligação e o chamou para tratarem de algum assunto,restando apenas Marta e eu.

—Isabella faltou pouco soltar fogos de artifício quando leu a notícia. —Confidenciou quando o assunto Evelina entrou em pauta,ela parecia ser muito carinhosa com os filhos e com quem estivesse perto deles. —Nunca imaginaria que aquela garota fosse fazer algo assim,mas eu nem gostava muito dela,então,que seja você a fazê-lo feliz.
—Farei o possível pra isso. —Respondi ainda cabisbaixa,já que minhas bochechas tinham uma coloração avermelhada.

—Estão falando do que? —Juan simplesmente saiu de algum lugar e me abraçou por trás,mordendo meu pescoço de leve,claro que eu me arrepiei dos pés a cabeça,mas acho que todo mundo viu isso.
—Juan,tome modos. —Disse totalmente envergonhada,mas ele não ouviu e fez outra vez,tive que me controlar pra não gemer na frente dos pais dele.

— Mi hijo, deje sus actividades sexuales para cuando sean al cuarto. —Não soube se escondia o rosto de vergonha ou se agradecia à senhor Juan pai,por controlar o filho. O mesmo caiu na risada,enquanto sua mãe lançava um olhar nada amigável ao marido. —O que?São jovens,isso acontece entre os namorados hoje em dia.

—Pai,cuidado com o que fala,por enquanto. —Disse Juan com os braços em volta da minha cintura,seu pai deu de ombros,mas parecia ter entendido. —Tá com fome? —O jogador questionou a mim,neguei rapidamente apontando discretamente para meus pés que imploravam sair daquelas botas.
—Na verdade eu só quero um banho,tirar essas botas e dormir,eu tô cansada. —Respondi,eu realmente estava cansada,mas acabara de adicionar confusa ao que sentia no momento.

Juan apenas concordou,me despedi do casal e segui o jogador para o segundo andar da casa,chegando em seu quarto,enorme por assim dizer.

—Quem te ajudou nisso? —Indaguei tirando algumas peças de roupa da mochila que nem vi Juan trazer,acho que se esqueceram que eu ia dormir em uma casa de família,devido ao tamanho da camisola.
—Sua irmã. —Gritou de dentro do banheiro,rapidamente compreendi.—Prefere banheira ou chuveiro?
Questionou chegando na esquina da porta,dei de ombros,mesmo querendo morar dentro de uma banheira bem quente.
—Vou encher a banheira. —Decidiu e eu pude rir pela escolha. —Eu sei que você quer isso.

Tirei a roupa que vestia ficando apenas de lingerie e entrei no banheiro,eu podia não saber o que Mata e eu tínhamos,mas com toda a certeza,a fase da vergonha em estar semi nua na frente dele havia passado.

—Posso entrar aí também? —Sua pergunta me assustou,ergui a cabeça encontrando-o parado à porta do banheiro apenas de cueca box,com os braços cruzados.
—Pode!Na verdade eu quero você aqui. —Disse me afastando um pouco quando o mesmo caminhou em direção a banheira despindo-se da única peça em seu corpo,entrou e sentou atrás de mim,me ajeitando entre suas pernas.

Me recostei em seu peito,tendo suas mãos passeando pelas minhas coxas e subindo até minha cintura.
—Algo te preocupa? —Senti sua respiração perto do meu ouvido,uma mão subir até meu pescoço e afastar meu cabelo daquela região.
Eu tinha duas opções,mentir e dizer que nada me preocupava,ou dizer a verdade e por algo a perder,então,optei pela segunda opção.
—O que exatamente nós temos? —Assim que perguntei,Juan cessou os beijos que dava em meu ombro.
—Boa pergunta,o que nós temos? —Me virei como deu até poder encara-lo e ele tinha uma expressão de dúvida. —Eu não sei o que nós temos,mas sei o que quero que tenhamos.É muito cedo pra te pedir em namoro?

Eu ri ao ouvi-lo,Juan parecia em dúvida e apreensivo,eu não sabia ao certo o que dizer,não era aquilo que eu queria?Uma certeza de que tínhamos um relacionamento?
—Eu não sei,você acha que é cedo? —Indaguei.
—Não,acho que tá na hora. —Recebi um selinho rápido e um olhar cheio de carinho e certeza. —Posso te apresentar aos meus amigos como minha namorada?
—Pode sim. —Respondi recebendo um sorriso e um beijo lento,que aos poucos ganhou uma proporção muito grande.

Senti meu corpo ser girado e me encontrar de frente pra o espanhol,suas mãos se apossar de minhas coxas,abrindo minhas pernas e me pondo sentada sobre ele.
Soltei um gemido quando sua boca deixou a minha e tomou posse do meu pescoço,sua barba roçando em minha pele me causava arrepios,levei uma das mãos até os cabelos dele,deixando meus dedos fazerem uma bela bagunça nos fios.

—Melhor irmos pro chuveiro. —Concordei com o que Juan dissera,ainda extasiada.
Corei violentamente quando vi os olhos dele correr todo meu corpo quando me levantei,tirando uma risada baixa do jogador.
—Você fica irresistivelmente fofa corada,dá vontade de morder. —Juan disse me pegando pela cintura e entrando no box,senti a água quente cair sobre nós e sua boca tomar a minha.
Minhas costas bateram com certa violência contra a parede,mas não protestei,segundos depois Juan puxou minha perna esquerda até sua cintura deixando um tapa na mesma,gemi sob seus lábios sentindo sua ereção se formar contra minha barriga.

Sua boca abandonou a minha,indo para meu pescoço onde provavelmente deixaria marcas,a mão livre apertou meu seio e eu soltei um gemido mais alto,levando minhas mãos até suas costas,onde deixei minhas unhas correrem. Como resposta,Juan desceu a mão que estava em meu seio até minha intimidade e eu arfei quando senti seus dedos me tocarem.
Mordi seu ombro em uma tentativa de abafar meus gemidos,Juan intensificou os movimentos com o polegar em meu clitoris,introduzindo dois dedos em meu interior.
Faltava pouco para eu chegar ao orgasmo,Juan tirou os dedos e quando pensei em reclamar,senti seu membro me preencher,seguido de estocadas fundas e precisas.

Ficamos alguns minutos naquele nosso momento,trocando beijos e olhares que traduziam todo nosso desejo,o que sentiamos um pelo outro.
Chegamos ao nosso ápice quase no mesmo momento,recebendo um beijo e tendo meu corpo puxado para debaixo d'água,tomando enfim nosso banho.

(....)

Eu estava sonhando,o mesmo sonho que vez ou outra eu tinha e muito me perturbava. Eu corria,aos prantos,enquanto aquela voz ecoava aos meus ouvidos.

Acordei em um pulo,sentindo meu coração bater acelerado.
—Milla?Tá tudo bem? —Senti o aperto de Juan em minha mão,virei o rosto na direção dele encontrando-o com um semblante preocupado. —Pesadelo?
Assenti,sentindo as lágrimas nublarem minha visão e enfim rolarem pelas minhas bochechas.
—Calma mi ángel,passou,foi só um pesadelo. —Juan enxugou minhas lágrimas com a ponta dos dedos antes de me puxar para si e me apertar em seus braços,onde eu tremia levemente,tentando segurar as lágrimas.

Tentei voltar a dormir,por ainda ser madrugada,mas o medo de voltar a ver aquelas imagens não permitia que eu o fizesse e conseqüentemente,Mata também não dormiu.
Quando enfim amanheceu,abri os olhos após um breve cochilo,percebendo que eu estava sozinha.

Tateei o criado-mudo em busca do meu celular,olhando as horas,não passavam das 09:34 da manhã,então deduzi que eu dormi,pouco,mas dormi.
Havia uma mensagem do Juan no whatsapp,a qual abri.

Buenos dias mi ángel,não quis lhe acordar,você demorou a dormir.
Minha mãe pediu pra lhe avisar que te espera pro café.
Tenha um bom dia.
Te amo.
Ps: Prepare-se para conhecer mais uma das mulheres da minha vida.

Sorri ao terminar de ler a mensagem,provavelmente ele falava da irmã,então eu deveria mesmo me preparar para conhecê-la.
Me levantei ainda meio grogue,ou bêbada de sono como Anelise costumava dizer,procurei algo para vestir em minha mochila,só que não a encontrei.
Ergui as sombrancelhas em dúvida de onde ela havia ido parar,girei o corpo no mesmo lugar,até encontrar um bilhete sobre o criado-mudo.

Suas roupas estão no closet,a casa é sua,fique à vontade.

Deixei o pequeno bilhete no mesmo lugar,entrando no closet,meu queixo caiu,eu não era a perfeição em organização,então era de se espantar o quanto Juan era organizado,estava tudo no lugar,tão bem dobrado e pendurado que dava medo de mexer.

—Uau,passa longe do furacão que é o meu. —Murmurei pra mim mesma,enquanto pegava uma peça de roupa.
Após terminar de tomar meu banho e realizar minhas higienes matinais,desci para tomar café.

—Bom dia querida. —Dona Marta disse assim que passei pela porta da sala de estar. —Tomara que sua família não nos processe por agressão.
Franzi o cenho em total confusão,vendo senhor Juan reprimir um riso,ao mesmo tempo em que a mulher apontava para o próprio pescoço. Senti meu rosto queimar e possivelmente adquirir cinquenta tons de vermelho.
—Marta,não faça isso com a menina. Venha,sente-se e tome seu café. —Me sentei conforme o homem havia pedido,quase não conseguindo tirar os olhos da xícara de café à minha frente.
Por algum motivo que não consegui entender,senhor Juan teve que se retirar,então,consegui erguer os olhos e respirar mais aliviada.

—Estava com vergonha do seu sogro? —Balancei a cabeça em confirmação à pergunta feita por Marta. —Acredite Camilla,você vai se envergonhar muito ainda,então,acostume-se e entre na pilha.
—Certo,preciso do meu estojo de maquiagem. —Falei recebendo um olhar curioso dela. —Eu faço milagres pra esconder as marcas no pescoço.
—No quarto da Isabella tem,fique à vontade. —Sorrimos cúmplices uma pra outra terminando nosso café em meio a vários assuntos aleatórios.

—Cadê aqueles roxos que estavam no seu pescoço? —Senhor Juan indagou olhando-me pelo retrovisor,abri um sorriso pequeno tendo minha sogra como cúmplice.
—Debaixo de muita maquiagem. —Respondi rindo.

Estávamos à caminho do aeroporto para buscar Isabella,logo depois íamos almoçar no Tapeo&Wine,restaurante dos Mata,essa era a novidade pra mim.
Me distraí com algumas mensagens no whatsapp e fotos no instagram,vendo as fotos de viagens dos meus pais.

Quando Juan dissera que eu deveria me preparar para conhecer a irmã dele,não disse que seria por ela me fazer rir a cada dez minutos,muito menos por ela não guardar o que pensava e falava sem pensar duas vezes.
—Bom,você já foi comida por um espanhol,agora é hora de você provar a culinária espanhola. —Quase cuspi o vinho quando ela terminou de falar,mas acabei gargalhando no final.
—Se a culinária for tão boa quanto os homens,eu vou adorar. —Respondi,arrancando risadas do casal à nossa frente.
—Gostei dela,agora o Juan acertou. —Isa falou conseguindo me deixar envergonhada. —Teremos muito tempo pra nos conhecermos melhor,você vai parar de corar tanto.

Nosso almoço caminhou tranqüilo,realmente a família Mata era a melhor,só ficava imaginando como seria um encontro deles com meus pais. Acho que daria uma boa conversa.
Passamos um dia agradável e quando a noite chegou,preferi ir pra casa,precisava ter ao menos mais um dia com meus irmãos antes que eles partissem para a Holanda.
Passei um fim de semana tranqüilo e quando a segunda de manhã chegou,recebi as chaves do carro que Juan deixou à minha disposição,embora não fizesse parte da minha rota para a faculdade,fiz questão de deixa-lo no aeroporto.
—Te vejo na quinta? —Ele indagou antes de abrir a porta e sair.
—Com toda certeza,boa viagem e por favor,não se machuque.

Notas Finais


Amiguinhas da tia Cah, tô me preparando psicologicamente para os próximos capítulos, pois enfim,vamos conhecer a verdadeira história da protagonista....


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...