História Beside You - Capítulo 39


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Palavras 1.964
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 39 - Capítulo 39


Fanfic / Fanfiction Beside You - Capítulo 39 - Capítulo 39


Beijos molhados eram distribuídos por meu pescoço enquanto caminhavamos pelo quarto às escuras, em busca da cama. Nem as poucas horas de viagem de Dorthmund a Paris logo após a festa foram capazes de nos deixar cansados ou menos empolgados com a nova fase.
Ri quando meu corpo foi de encontro ao colchão macio, tendo o de Juan pairando acima.

— A gente podia tomar um banho primeiro — disse o espanhol, depois que ele mesmo interrompeu seus beijos em mim, tirando parte do terno que ainda vestia desde que deixamos a Alemanha. — Quer ajuda com o vestido?

— Quero — me levantei, dando as costas pra ele. Seus dedos desceram o zíper do vestido suavemente, livrando-me dele, e senti seu toque quente na pele exposta daquela área enquanto o tecido escorregava do meu corpo até o chão.

Sua respiração veio pesada contra minha nuca e suas mãos tocaram minha cintura com firmeza, puxando meu corpo contra o seu. Percebi que o banho ficaria pra depois, o que comprovou-se quando já estávamos nus na cama.

Mata era extremamente cuidadoso em me fazer chegar ao ápice com seus toques, beijos e as investidas em meu interior. Quando nós dois nos saciamos, esperamos nossa respiração se normalizar para então ir para o chuveiro, onde tudo se repetiu com tanta animação que era como se estivéssemos nos conhecendo e experimentando pela primeira vez.

De certa forma, era isso mesmo, agora oficialmente marido e mulher. Durante o período curto que tínhamos para a lua de mel, nos redescobrimos e nos curtimos, entre o quarto, passeios e conversas. Aquela semana passou rápido, mas havia sido uma amostra de paraíso, isolados dentro da nossa bolha. No nosso último dia na capital francesa, acordei sozinha na imensa suíte.

Sobre o travesseiro dele havia um bilhete, e na minha mesinha de cabeceira um balde metálico com gelo e uma garrafa pequena de espumante. Me servi da bebida primeiro pra só depois pegar o papel e ler. O cheiro dele estava impregnado na folhinha, e eu sorri boba.

Bom dia, senhora Mata. Você estava dormindo tão serena que eu nem ousei te incomodar. Tive que sair pra acertar detalhes de uma surpresa que estou preparando pra nós mais tarde. Mas, pra você não se sentir sozinha até eu voltar, te reservei horário no spa do hotel.
Tenha uma manhã maravilhosa, mi amor.


Mandei um sms para o celular dele em seguida, para agradecer o mimo e indagar se ele existia mesmo. Depois vesti algo leve e desci, para tomar o café e aproveitar dos serviços do spa.

Só nos encontramos depois das duas da tarde. Como almoçamos separados, Juan resolveu da gente sair um pouco afim de passarmos mais tempo juntos, e de mãos dadas nós desbravamos a Champs Elysees e outras ruas badaladas daquele lugar.
Ele também havia alugado um carro com motorista, e fomos para a área dos vinhedos fazer um breve passeio. Assistimos o sol se pôr por trás das colinas sentados na varanda de uma adega, e então era hora de voltar para o hotel.

Mata pediu que eu fosse pro banho primeiro, enquanto arrumava as malas e levava pro carro, e eu apenas fui, já que havia desistido de tentar faze-lo falar do que se tratava a surpresa. Quando acabou, meu marido se dignou a vir pro box comigo, mas eu já havia terminado.

— Tem uma caixa de presente pra você em cima do aparador — ele disse, enxaguando o shampoo dos cabelos. — Faz parte do plano.

— Não vai mesmo me contar do que se trata tudo isso?

— Meu Deus, que mulher curiosa eu arrumei! Você já vai descobrir, mi angel — ele riu.

Me sequei e vesti a lingerie que estava no armário, a única opção das minha roupas que ainda estava por ali, além das do Juan e um par de saltos. Identifiquei a tal caixa que ele havia falado, fui até lá e a abri, me deparando com um vestido de seda azul petroleo repousando delicadamente.

A peça ia justa até na altura abaixo dos meus joelhos, com alcinhas de bordado e um decote enorme nas costas. Havia arrematado tudo com uma maquiagem simples e brincos, que estavam na valise de mão a qual pedi Juan pra não descer junto com as outras. Deixei meus cabelos meio presos de lado, com suas ondas naturais, e girei nos calcanhares para que ele admirasse o resultado assim que Mata deixou o banheiro.

— Você é linda — ele respondeu, seu olhar cintilando ao me mirar dos pés a cabeça.

Sorri agradecida, sentindo meu rosto corar com o elogio, mas não quando ele desenrolou a toalha dos quadris, terminando de se arrumar enquanto eu o assistia sentada na poltrona. Ao terminar pegamos o elevador até o saguão para fazer o check-out, e eu já sentia falta daquele lugar.

Ao sairmos para a rua, o frio ar noturno fustigou minha pele. Esfreguei meus braços desnudos na tentativa inútil de me aquecer enquanto Juan abria a porta traseira pra mim. Vendo o meu gesto, ele retirou o terno que usava por cima da blusa branca simples de mangas longas, jogando a roupa sobre meus ombros e me conduzindo para o interior do carro.

— Vamos fingir que eu fiz isso de propósito pra te dar meu agasalho e ser romantico, e não porque por um descuido esqueci que você também sente frio — ele riu, envergonhado.

— Dessa vez tá perdoado — fingi estar brava, mas me curvei para beijar seus lábios. Juan disse algum comando no idioma local e eu o encarei surpresa, enquanto a divisa subia nos separando do motorista. — Desde quando você fala francês?

— Olhei no google mais cedo. Sempre quis dizer isso... — respondeu, arqueando a sobrancelha. — Você tem duas opções, agora: ou me deixar te distrair, ou ser vendada... — ele puxou um lenço escuro do bolso do terno que eu vestia.

— Do que se trata tudo isso, Juan? O que você está aprontando? — indaguei mais uma vez, recebendo outro beijo e uma mão subindo minha coxa por baixo do vestido como resposta.

— Você já vai saber — rebateu ele. — E, como não me deu resposta, agora vai ser vendada E entretida...

Ele amarrou a venda cuidadosamente ao redor da minha cabeça, me impedindo de ver onde a gente ia, e me fez sentar de lado em seu colo, atacando minha boca com ardor. Dei passagem à língua dele e retribui o beijo, começando a encarar todos os efeitos que ele causava em meu corpo.
Seus dedos invadiram meu decote e o soutien, beliscando os mamilos de leve. Suguei e mordisquei de leve seu lábio inferior, enquanto ele seguia percorrendo meu corpo com suas mãos ávidas.

Quando eu estava começando a enlouquecer de desejo, o veículo parou abruptamente. Levei a mão pra tirar a venda, mas Juan segurou meu punho para impedir. Ajeitou minhas roupas, e logo depois o motorista veio abrir a porta. Com um braço envolvendo minha cintura e uma das mãos segurando as minhas, ele guiava meus passos vacilantes até onde quer quisesse me levar.

Ouvi por duas vezes o barulho de uma grade sanfonada fina sendo arrastada, e então o chão deu um leve solavanco para cima. Deduzi que haviamos entrado em um daqueles elevadores antigos, mas ele não parava de subir nunca. Quando a impaciência me venceu, senti suas mãos em meus quadris me conduzirem para fora.

— Chegamos! — anunciou alegremente, removendo o pano.

A minha frente, um salão relativamente pequeno estava decorado com centenas de flores arranjadas em vasos de cristal, além de velas em castiçais de prata que ofereciam toda a iluminação do lugar.
No centro, uma mesa estava posta para dois, e em um canto havia um casal de músicos com violino e violoncelo.

— Essa vista é mesmo incrível — disse Juan, entrelaçando nossos dedos enquanto nos levava até a vidraça mais próxima. Lá embaixo, Paris reluzia calma.

— Estamos na... — parei de falar, pasma. — Juan Manuel Mata Garcia, você definitivamente não existe! — sorri, me atirando em seus braços, e os músicos deram início a uma melodia envolvente a qual eu não reconhecia.

Ele reservara um andar da Torre Eiffel só para nós em nossa última noite da cidade. Os pratos seriam servidos do Le Jules Verne, no segundo piso da construção, de um chef especialmente responsabilizado para o nosso encontro particular.

Lembranças agradáveis e planos para o futuro entremearam aquele momento, mais um de tantos inesquecíveis que vivi ao lado dele. Os músicos - talvez por acaso, talvez não - começaram a tocar nossa música, e Juan me convidou para dançar, o desfecho da noite de sonhos. Ao fim de tudo o carro nos levou para o aeroporto, nossa última parada por ali antes de voltar pra casa.

 

* * * * *

 

— Luke me pediu em casamento — Nath revelou de uma forma banal, como se falasse do clima. — E eu juro que travei na hora de responder — sua risada denunciava todo o nervosismo que ela sentia.

— Travou por que, exatamente? — Indaguei, pois sabia que tudo não passava de medo por parte dela. — Você aceitar não quer dizer que vão se casar amanhã.

— É, eu sei — Depois disso passamos as poucas horas que ela tinha livre conversando sobre os principais motivos que a levaram a pedir um tempo pra responder.

Além da novidade, minha maior e talvez nem tão agradável surpresa ao retornar foi saber da decisão que meu irmão havia tomado: Daley retornaria para a Holanda, para o clube em que jogou antes de vir pra Inglaterra, o mesmo onde nosso pai havia jogado e treinado.

— Posso saber o porque decidiu isso? — perguntei, tentando não parecer chateada.

— Eu só quero voltar pra casa, maninha — ele sorriu de uma forma que jamais tinha visto: cansado, abatido. — Eu podia esperar mais um ano, porém a saudade de Amsterdã é maior. Você e Anne estão crescidas, seguindo suas vidas, e fico feliz por ter participado do caminho de vocês até aqui. Agora é hora de tomar um rumo novo...

Daley me estendeu as chaves do que fôra seu lar por quatro anos.

— Sophie não gosta de apartamento, e vocês já podem começar a pensar em me dar um sobrinho.

Venci a vontade de lhe acertar alguns tapas e apenas o abracei, agradecida por ele ser o melhor irmão do mundo.

— Ik hou van je, broer — murmurei, abraçada a ele com a banda do rosto repousada em seu peito.

— Eu também te amo, Milla — retorquiu, fazendo carinho nos meus cabelos. — Não importa quanto tempo passe ou a distância que a vida impõe entre a gente, nada vai mudar. Você e Anne serão sempre as minhas irmãzinhas, e nós seremos o pilar uns dos outros...


Veridiana seguiria em Manchester, afinal ela tinha uma vida aqui, além de haver sua avó. Minha preocupação era como eles levariam aquele namoro, estando em países diferentes, mas creio que ambos tinham maturidade o suficiente para manter um relacionamento daquela forma, à distância.



Alguns dias depois da partida de Daley, a Premier League havia recomeçado e o Manchester United estrelaria o jogo de estreia contra o New Castle. Enquanto o time entrava em campo, eu apenas digeria tudo o que se passara em minha vida nos últimos dois anos, todas as mudanças pelas quais havia passado, tudo que havia conquistado, e tudo que havia aprendido.

Não fazia ideia dos dias que viriam, do mesmo jeito que teria dado risada se me contassem como eu estaria hoje antes de tudo acontecer. Mas permaneceria pedindo aos céus que o que viesse pela frente também fosse tão mágico como estava sendo.


Notas Finais


Agradecimentos a @Alena_ que como sempre deu um help no capítulo.

Nos vemos no último capítulo.
Até lá.


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